19 de setembro de 2011

Opinião - Desaparecido Para Sempre

Título: Desaparecido Para Sempre
Autor: Harlan Coben
Editora: Presença

Sinopse:
"Onze anos atrás, a 17 de Outubro, na pequena cidade de Livingston, Nova Jérsia, o meu irmão Ken Klein, então com vinte e quatro anos, violou brutalmente e estrangulou a nossa vizinha Julie Miller. Na cave dela." Esta é, pelo menos, a versão oficial da Polícia, mas nem Will, irmão de Ken, nem os seus pais jamais duvidaram da inocência de Ken, apesar das evidências junto ao local do crime. Onze anos passaram e nunca mais se soube do paradeiro de Ken. Estaria ele vivo ou morto? Will sempre preferiu acreditar na segunda hipótese, até ao dia em que a sua mãe, no leito da morte, lhe revela que Ken está, afinal, vivo. Um thriller intenso.

Opinião por Sandra Sousa:
Depois de ter lido opiniões muito boas não podia continuar a adiar a leitura de Desaparecido para Sempre de Harlan Coben.

Neste livro é-nos apresentado por Coben, Will Klein na procura do seu irmão Ken, que se encontra desaparecido há 11 anos e que está acusado de ter assassinado uma jovem. Tudo começa quando a mãe de Will morre e este encontra uma foto escondida do seu irmão que está datada de há dois anos atrás.
Posto isto, surge em Will uma necessidade urgente de descobrir o paradeiro do irmão, mas esta necessidade é ainda mais acentuada quando a sua namorada Sheila Rogers desaparece misteriosamente.
Com o FBI no seu encalço, Will acaba por se tornar testemunha, vítima e suspeita de todos os crimes cometidos até então. Conforme a sua investigação avança, este começa a perceber que todos os acontecimentos traumáticos da sua vida poderão estar interligados.

Comecei este livro sem expectativas, mas logo no início fiquei surpreendida com o estilo de escrita de Harlan Coben, isto porque ela é extremamente contagiante. Eu não conseguia largar o livro, queria saber sempre mais. A história é narrada de uma forma simples o que faz com que o leitor sinta que esta num diálogo com um amigo que lhe esta a contar as suas dúvidas e receios.

Coben é sem dúvida alguma, mestre em criar situações de enorme tensão e muito inesperadas. Quando o leitor crê que esta prestes a desvendar o mistério, a situação muda completamente! Para mim este livro tinha um fio condutor desde o início que era o desaparecimento do irmão de Will, mas neste fio condutor encontram-se várias ramificações tal como se encontra numa raiz, que levam o leitor numa busca alucinante da verdade.

Encontram-se várias personagens ao longo do livro que me aterrorizaram por completo, era quase como se eu própria estivesse a vivenciar este drama porque foi em mais de uma situação em que eu dei por mim a pensar “fogeeee” ou alguma parvoíce deste género.
Vários temas são abordados neste livro, temas como a prostituição, a fuga de adolescentes da casa dos pais e droga. São temas muito fortes e foi em algumas ocasiões que dei por mim com os olhos cheios de lágrimas.

Na minha opinião este livro está muito bem escrito, pelas personagens que são muito boas e acima de tudo pela maneira que o livro nos envolve e por todo o suspense criado.
Para quem gosta de suspense e emoções fortes este é um livro a não perder! Fiquei fã! Adorei este livro!

Opinião - A Papisa Joana


Título: A Papisa Joana
Autor: Donna Woolfolk Cross
Editora: Presença

Sinopse:
Personagem histórica envolta em lenda, a papisa Joana protagoniza a notável ascensão de uma mulher que não aceita as limitações que a sua época lhe impõe. Dotada de uma inteligência esclarecida e de uma imensa força de carácter, atinge o mais elevado grau da hierarquia religiosa católica. Apoiado numa investigação rigorosa, este é um romance magnífico, cativante, que prende o leitor nas complexidades da luta pelo poder, das conspirações e segredos políticos e dos fanatismos sangrentos. O livro que inspirou um grande filme épico realizado em 2010.

Opinião por Diana Matias:
Mais um livro! Mas não apenas mais um!
É um livro bastante interessante. Sempre tive curiosidade na história da igreja católica e na história de Roma. É bom ler um pouco sobre ambas e no terminar da leitura pensar: com este livro aprendi muita coisa!
Donna Woolfolk Cross, descreve um mito, ou talvez não, da existência de uma mulher na história dos Papas. É fantástico como ela o consegue fazer. Joana viveu no século IX, nessa altura as mulheres não tinham qualquer importância para a sociedade, só existiam para dar continuidade à raça humana. Joana era diferente das outras mulheres, desde muito nova desenvolveu o gosto pelo conhecimento, aprendendo a ler e a escrever. Não querendo estagnar no que diz respeito ao conhecimento, decidiu fugir, roubando a identidade do irmão João, e procurar num convento de monges tudo aquilo de que precisava. Mas foi mais longe, depois do convento, Roma seria o seu próximo destino. Sem se aperceber foi ganhando a confiança dos bispos de Roma e do povo, devido às suas boas obras. Os anos passaram-se e Joana cresceu tanto que se tornou Papa.
Cross, relata ainda, a existência de um romance entre Joana e Geraldo.
É um livro fantástico baseado numa história, para uns, mítica, para outros, verídica!
Consigo acreditar que é mais do que um mito, pois a igreja católica esconde segredos que, para muitos, são dificeis de imaginar!
Parabéns Donna !
Um livro fantástico, que foi adaptado para o cinema e esteve nas salas Lusomundo em Setembro de 2010, e do qual não tive conhecimento... infelizmente!

Opinião - A Rosa Rebelde

Título: A Rosa Rebelde
Autor: Janet Paisley
Editora: Bizâncio

Sinopse:
Numa época em que a guerra civil dividia a nação, Anne acreditou que podia bater-se com os melhores guerreiros. Pela espada. Por convicção. Por paixão. A Rosa Rebelde conta-nos a fascinante e turbulenta história de uma notável figura histórica, Lady MacIntosh, que ficou conhecida como coronela Anne. Foi uma heroína das Terras Altas da Escócia, uma encantadora rebelde, uma Braveheart que arriscou tudo, incluindo a sua vida, por amor ao seu país e ao seu rei. Fruto de uma cuidada investigação histórica, e com notável mestria, Janet Paisley criou uma extraordinária história de amor, conflito, lealdade e traição que se lê compulsivamente. Uma sensual aventura histórica, repleta de emoção, protagonizada por uma heroína apaixonada e irresistível.

Opinião por Joana Azevedo:
Este livro conta a história de Anne Farquharson, a Lady McIntosh, uma notável e controversa mulher que combateu pelos rebeldes escoceses pela separação da Escócia da Inglaterra, no século XVIII.
Ao princípio parecia-me um romance bastante levezinho e superficial mas mais para o fim comecei a gostar bastante. É tudo menos um romance cor-de-rosa. Para além das cenas das batalhas, que me pareceram bastante realistas, são descritos tantos horrores e tanta crueldade gratuita e de uma forma tão intensa e tão visual que me impressionaram bastante. Depois há todos aqueles aspectos acerca da cultura das Terras Altas, nomeadamente do papel da mulher na sociedade, que desconhecia completamente e que adorei conhecer. A história está muitíssimo bem construída, vai crescendo de intensidade, a própria Anne “cresce” ao longo do livro.

Novidade Asa para Setembro

Título: As Duas Irmãs
Autoria: Mary Westmacott
N.º Páginas: 272
PVP.: 13,90€

Sinopse:
Laura Franklin fica muito afetada pelo nascimento da irmã. Como seria de esperar, a encantadora bebé Shirley concentra as atenções da família. Os ciúmes de Laura são tão intensos que ela chega a desejar a morte de Shirley. Mas estes sentimentos negativos mudam drasticamente certa noite, quando, após um incêndio, jura protegê-la com toda a sua força e amor. Anos depois, quando Shirley começa a ansiar por liberdade e aventura, Laura terá de questionar os limites de uma relação que se tornou desigual. Terá o fardo do seu amor pela irmã tido um efeito dramático e irreversível sobre as suas vidas?

Novidade Livros d'Hoje para Setembro

Título: A Estrela do Diabo
Autoria: Jo Nesbo
N.º Páginas: 476
PVP.: 17,00€

Sinopse:
Oslo sufoca no calor de verão, quando uma jovem é assassinada no seu apartamento. Um dedo é-lhe cortado, e um minúsculo diamante vermelho com o formato de um pentagrama - uma estrela de cinco pontas - é encontrado debaixo da sua pálpebra. O detetive Harry Hole é designado para investigar o caso com Tom Waaler, um colega de quem ele não gosta e em quem não confia. Tom trabalha para um bando de traficantes de armas - e é o assassino da sua antiga parceira. Mas Harry, um alcoólico inveterado, mal consegue aguentar o seu emprego, e a sua única hipótese é aceitar o caso. Cinco dias depois, outra mulher é dada como desaparecida. Quando o seu dedo cortado é encontrado enfeitado com um diamante vermelho com a forma de uma estrela, Harry receia que haja um serial killer à solta. Determinado a encontrar o assassino e a expor o corrupto Tom Waaler, Harry descobre que as duas investigações se fundem de um modo inesperado. Mas perseguir a verdade tem um preço, e em breve Harry dá por si em fuga e forçado a tomar decisões difíceis acerca de um futuro que pode nem viver para ver. Jo Nesbø já foi comparado a Ian Rankin, Michael Connelly e Henning Mankell. Os seus romances são best sellers por toda a Europa.

Sobre o autor:
Jo Nesbo nasceu em 1960. É músico, compositor, economista e um dos escritores policiais mais elogiados e bem sucedidos da Europa. Já recebeu diversos prémios incluindo o Glass Key, o Riverton Prixe e o Booksellers Prize, e um dos romances da sua série de Harry Hole foi votado pelos leitores noruegueses como o melhor romance policial de todos os tempos. Nesbo vive em Oslo e é a grande vedeta dos autores escandinavos.

Novidades Livros d'Hoje para Setembro


Quando te vi pela primeira vez, imaginei o nosso casamento, o meu vestido, o nosso beijo. Senti-me a tua princesa.

Título: Só te Amo até terça-feira
Autor: Rosa Luna
N.º Páginas: 176
PVP.: 13,89€

Sinopse:
Mariana nasceu sete minutos depois de Rosa Maria. A sua vida estava destinada a ser pequena e esquecida, com um namorado sem dinheiro que ainda vivia com a mãe. Num finca-pé pouco habitual, Mariana conseguiu tirar um curso administrativo, um de inglês e outro de francês e começou a trabalhar numa grande empresa. Era a Mariana ao fundo da sala, competente mas sem história. Tudo se transforma com a chegada do filho do patrão, Diogo Vargas, um homem estonteante, bem vestido, perfumado, com um sorriso irresistível. Ainda não tinham trocado uma palavra e Mariana já imaginara o casamento, os filhos, o sexo extraordinário. Nada seria possível sem uma autêntica revolução. Esta chega pelas mãos de umas amigas - um par de lésbicas bem dispostas e atrevidas - que obrigam Mariana a mudar o visual. Radicalmente. O patinho feio torna-se um cisne com cabelo assimétrico, roupa de outlet e sapatos com cunha. Depois? Diogo repara na Mariana ao fundo da sala e vão jantar. Nada corre como seria de esperar. Ou será que Mariana conseguirá o seu sonho? Uma coisa é certa: o amor não escolhe nem tempo, nem lugar.

Sobre a autora:
Rosa Luna é chilena, vive em Boston há mais de 20 anos e nunca se casou. Teve, como afirma, casos amorosos que lhe devolveram ou roubaram a alma. Nasceu em 1956. Teve um acidente de viação aos 12 anos e mantém-se, desde então, numa cadeira de rodas. Diz que o verbo desistir não se aplica ao dicionário da sua vida. Ao mesmo tempo, por razões pessoais, recusa-se a fazer lançamentos ou a dar entrevistas pessoalmente, apenas por escrito. Diz ela: «O que importa são os livros. Nada do que eu diga fará diferença.» Começou a escrever no âmbito de uma oficina de escrita criativa, um curso de verão num universidade local, e nunca mais parou. Rosa Luna publicou dois livros anteriormente, mas apenas este, «Só te amo até terça-feira», está traduzido na Europa.

Pode ler as primeiras páginas aqui.


Uma noite de paixão. Um amor que poderia durar para sempre...

Título: A Paixão
Autor: Nicole Jordan
N.º Páginas: 416
PVP.: 13,89€

Sinopse:
Para evitar casar-se com um homem com o dobro de sua idade, Lady Aurora Demming viaja, com o seu primo, para as colónias. Ali conhece Nicholas Sabine, capitão de um navio acusado de traição e pirataria que foi condenado a morrer na forca no dia seguinte. No primeiro momento que vê os seus olhos, tenta salvá-lo, embora pouco possa fazer na sua posição. Mas Nicholas a deixará assombrada quando a pede um estranho favor: que se case com ele, para ser sua viúva, e cuidar da sua irmã mais nova já que, no momento em que o executarem, ficará sem ninguém que para a cuidar. Aurora aceita, em parte intrigada por este homem e em parte para poder evitar o casamento arrumado. Mas esta união não só é um acordo, precisa se consumar para evitar que possa ser anulado. Assim ambos serão marido e mulher durante um dia… E uma gloriosa noite. Uma vez viúva, Aurora retorna a Londres com a irmã de Nicholas sob seu cuidado, a fortuna que herdou do seu falecido marido e um monte de lembranças da noite que passaram juntos. Mas o que ninguém sabe é que Nicholas não morreu. Com a ajuda do primo de Aurora conseguiu evitar a forca e esconder-se. Agora, regressado, insistirá para que Aurora honre seus votos… Atormentando-a nos seus sonhos com promessas de um desejo proibido.

Sobre a autora:
Nicole Jordan, autora best seller internacional de inúmeros romances históricos e arquitecta de contos de deleite que fazem o leitor ferver de paixão e sensualidade. Nicole cresceu num ambiente militar, o que a levou a sofrer várias deslocações. Frequentou o Ensino Secundário na Alemanha e mais tarde diplomou-se em Engenharia Civil no Georgia Tech. Actualmente, vive nas Montanhas Rochosas do Utah, com o seu marido e os seus cavalos. Autora de mais de duas dezenas de romances históricos e de cinco milhões de livros impressos, com enredos de épocas e locais diversos, Nicole tira agora prazer da escrita nos ambientes excitantes e envolventes de amantes da alta sociedade em jogos de sedução matrimoniais. Um dos seus romances teve a honra de ter despertado a atenção humorística de Jay Leno no The Tonight Show.

Pode ler as primeiras páginas aqui.

Título: O Amor e o Facebook
Autor: Cláudia Morais
PVP: 13,90 €
N.º de Páginas:192

Nas livrarias a 19 de Setembro


Sinopse:
Partindo de casos concretos, “O Amor e o Facebook” oferece dezenas de pistas para uma correcta utilização da maior rede social do mundo, evitando que se torne um problema para a nossa vida sentimental e sublinhando as suas virtudes e potencialidades no campo dos afectos. O seu amor é à prova de Facebook? As redes sociais vieram para ficar nas nossas vidas, mas até que ponto são reais as ligações de amizade que lá estabelecemos? Que riscos corremos com a exposição a que nos sujeitamos no nosso perfil e com o conhecimento que passamos a ter da vida dos outros? Que consequências é que essa rede de contactos pode ter no nosso casamento ou namoro? Será possível proteger a nossa relação enquanto competimos com alguém que, pelo menos no plano virtual, se apresenta ao nosso marido ou mulher como quase perfeito?

Sobre a autora:
Cláudia Morais é psicóloga e trabalha há mais de dez anos com casais que procuram, através da terapia familiar, reequilibrar a sua relação. Nascida em Angola em 1976, é autora do livro Sobreviver à Crise Conjugal (Oficina do Livro) e publica regularmente textos e vídeos no blogue “A Psicóloga”. Colabora com a imprensa e com a televisão em temas relacionados com a família e o casamento.

Joseph O'Neill mostra o Rasto Negro de Sangue

Título: Rasto Negro de Sangue
Autor: Joseph O’Neill
N.º de páginas: 352
PVP: 16,50 €

O autor de Netherland: Terra de Sombras regressa com um livro notável sobre os laços e os limites do parentesco, baseando-se na história de dois homens carismáticos: os seus avôs.
No coração deste livro estão as histórias de dois homens carismáticos. Os avôs de Joseph O’Neill, um irlandês e outro turco, foram ambos presos durante a Segunda Guerra Mundial. O avô irlandês, um rebelde bem-parecido oriundo de uma família de pequenos agricultores, era membro ativo do IRA e foi encarcerado com centenas de camaradas pelo governo de Valera. O outro avô de O’Neill, um dono de hotel confiante e encantador, oriundo da minúscula minoria cristã turca, foi preso pelos britânicos na Palestina, para onde fora com o intuito de comprar limões, por suspeita de ser um espião do Eixo.
Joseph O’Neill decidiu investigar as histórias dos seus avôs, mergulhadas até então em silêncio familiar, enfrentando para tal memórias partilhadas de violência, um legado de compromisso feroz e cegueira política, o encantador e perturbador poder do nacionalismo e o medo e a cumplicidade do observador. Foi alterado pelo que descobriu e escreveu um livro notável sobre os laços e os limites do parentesco. Com grande tato, coloca as histórias de indivíduos no cenário da história dos eventos menos humanos do século passado.

Sobre o autor:
Joseph O’Neill nasceu em Cork, na Irlanda, em 1964, descendente de irlandeses e turcos. Cresceu em Moçambique, na África do Sul, no Irão, na Turquia e na Holanda. Estudou Direito em Cambridge. É autor de três romances e um livro autobiográfico, todos eles aclamados pela crítica, dos quais se destaca o fenómeno literário Netherland: Terra de Sombras, vencedor do prémio PEN/Faulkner, que está a ser adaptado ao cinema por Sam Mendes. Vive com a mulher e os três filhos no Chelsea Hotel, em Nova Iorque.

Lançamento do livro OS DIAS DO AVESSO

15 de setembro de 2011

Hitler - Uma Vida em Imagens

Título: Hitler – Uma Vida em Imagens
Autor: María J. Martínez
N.º de páginas: 320
PVP: 17,50 €

A biografia ilustrada de uma das figuras mais relevantes e controversas da história mundial.
Adolf Hitler, uma das figuras mais controversas do século XX, autoproclamou-se o salvador da Alemanha depois da triste situação em que esta se viu mergulhada, após a sua derrota na Primeira Guerra Mundial. Os seus excelentes dotes oratórios permitiram-lhe ascender ao poder dentro do Partido Nazi e, a partir daí, a sua megalomania agarrou não só as massas mas também a sua própria pessoa, o que levou a julgar-se capaz de conquistar o mundo. A existência de uma raça ariana superior e a perseguição aos judeus, causa de todos os males do povo alemão, foram as bases da sua ideologia. As restantes nações europeias viram-se obrigadas a declarar guerra à Alemanha, face às suas pretensões expansionistas, e as consequências políticas, sociais e económicas da Segunda Guerra Mundial ainda hoje palpitam no seio da nossa sociedade.

«A sociedade alemã da época via-se cada vez mais afundada numa crise, tanto política como económica, e Hitler apresentava-se como “o salvador”. Em 1932, obteve mais de 13 milhões de votos nas eleições presidenciais e, um ano depois, foi nomeado chanceler. Em março de 1933, foram-lhe conferidos plenos poderes e as suas decisões radicais e extremistas começaram a ser postas em prática. A 30 de junho de 1934, ordenou o massacre dos dirigentes da divisão de assalto do NSDAP (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães) naquela que ficou conhecida como a “Noite das Facas Longas”. Dois meses mais tarde, morria Hindenburg e Hitler tornou-se Führer e Chanceler do Reich.»
Hitler – Uma Vida em Imagens

Novidade Porto Editora para Setembro

Título: 1961 – O Ano que Mudou Portugal
Autor: João Céu e Silva
Págs: 272
PVP: 14, 90 €

Fruto de uma profunda investigação, este livro tem por principal base o arquivo do Diário de Notícias, Diário de Lisboa e República, e reproduz dezenas fotografias, algumas inéditas, bem como documentos que ilustram e completam um relato diário do que foi o ano de 1961. Estão ainda incluídas na investigação um conjunto de entrevistas e depoimentos exclusivos de personalidades marcantes e que participaram em vários desses acontecimentos, desde protagonistas políticos como Adriano Moreira ou Jorge Sampaio, até historiadores, militares e escritores, como Lídia Jorge e Pepetela.

Sinopse:
Um livro fundamental para os que nasceram em 1961! Poderia fazer-se tal afirmação. Mas 1961 – O Ano que Mudou Portugal é também fundamental para os que viveram esse ano e para aqueles, mais novos, que querem hoje compreender o que representou esse momento irrepetível da história portuguesa.1961 foi um ano surpreendente por várias razões: o desvio, com fins políticos, do paquete Santa Maria e de um avião da TAP; a oposição das Nações Unidas à política colonial de Salazar e a descoberta de que o governo de John Kennedy financiava os movimentos independentistas do Ultramar; o massacre de brancos em Angola, que deu início a treze anos de guerra que afetaram diretamente mais de um milhão de portugueses. Um ano que terminaria ainda com a invasão de Goa pela União Indiana, que deixou no terreno 3500 prisioneiros. Para esclarecer as dúvidas que ainda permanecem sobre o período mais crítico da governação de Salazar, este relato do dia a dia de 1961 conta com uma série de depoimentos de protagonistas políticos importantes, como Adriano Moreira, Domingos Abrantes ou Jorge Sampaio; dos generais Carlos Azeredo e Chito Rodrigues; dos historiadores Irene Flunser Pimentel e Rui Ramos; dos que foram militares em África, como Jorge Jardim Gonçalves ou Otelo Saraiva de Carvalho; ou daqueles que sobre esse continente continuam a escrever, como Lídia Jorge.

Sobre o autor:
Depois de cinco retratos biográficos sobre escritores portugueses – Uma Longa Viagem com Álvaro Cunhal (2005), Uma Longa Viagem com Miguel Torga (2007), Uma Longa Viagem com José Saramago, Uma LongaViagem com António Lobo Antunes (2009) e Uma Longa Viagem com Manuel Alegre (2010) – o autor decidiu agora viajar no tempo e dar-nos um retrato dos 365 dias que decidiram o fim do Império Português. João Céu e Silva nasceu em Alpiarça, em 1959, licenciou-se em História durante os anos em que viveu no Rio de Janeiro e é, desde 1989, jornalista do Diário de Notícias. Publicou também um livro de viagens (Caravela Tropical) e um romance (28 Dias em Agosto).

Novidade Bertrand para Setembro

Título: V.
Autor: Thomas Pynchon
N.º de páginas: 560
PVP: 18,90 €

O romance de estreia do autor de culto, publicado originalmente em 1963 e vencedor do prémio da Fundação William Faulkner.
Tendo acabado de obter dispensa da Marinha, Benny Profane contenta-se com uma existência ociosa passada entre os amigos, onde a única ambição é a de ser perfeito na arte do engano, e onde a palavra «responsabilidade» é considerada obscena. Entre os seus amigos – chamados Whole Six Crew – está Slab, um artista que parece ser incapaz de pintar outra coisa que não seja queijo dinamarquês. Mas a vida de Profane muda dramaticamente quando ele se torna amigo de Stencil, um jovem ambicioso e ativo com uma missão intrigante – a de descobrir a identidade de uma mulher chamada V., que conheceu o seu pai durante a guerra, mas que desapareceu repentina e misteriosamente.

Sobre o autor:
Thomas Pynchon (n.1937) é o autor de culto de livros como Gravity’s Rainbow, O Leilão do Lote 49 e Vício Intrínseco. Considerado uma das vozes mais influentes da atualidade, conquistou um National Book Award e é invariavelmente apontado como um dos favoritos ao prémio Nobel da Literatura.
Pynchon é também conhecido pela reclusão em que vive e pela fuga à imprensa e ao mediatismo. Não é visto há 50 anos e as únicas fotografias suas conhecidas datam da sua juventude.

Novidade Oficina do Livro para Setembro


Sinopse:
O maior predador sexual de que há memória em Portugal abusou de onze raparigas entre os 14 e os 22 anos e tentou fazer o mesmo a outras três que, no entanto, conseguiram escapar do criminoso que ficou para a história como o Violador de Telheiras.
Henrique, um homem de aspecto normal e boa reputação entre vizinhos, colegas e conhecidos, dizia à sua noiva que ia ao ginásio antes de partir à caça das suas vítimas, quase sempre à terça-feira, espalhando o terror nos arredores de Lisboa. Primeiro em Telheiras, depois Alfragide, Linda-a-Velha e Oeiras. Começou por atacar de cara destapada e só usou passa-montanhas quando percebeu que a Polícia Judiciária andava no seu encalço.
Não seria uma perseguição fácil para os polícias, como se demonstra neste relato magistral que nos transporta, com sentido de pormenor e rigor, para os bastidores da investigação. A 2.ª Secção dos Crimes Sexuais da PJ precisou de quase três anos para apanhar este jovem engenheiro, calculista, minucioso e com o cadastro limpo, que se confundia na multidão da grande cidade. Até que a divulgação pública do seu retrato-robô, uma das numerosas diligências da polícia, levou uma mulher sob anonimato a ligar para os investigadores e a denunciá-lo: foi o decisivo Telefonema 41.

Sobre o autor:
Paulo Jorge Neves tem 43 anos e é jornalista. Escreveu em várias publicações e passou por jornais e revistas como O Jogo, Visão, Focus, Maxmen e A Bola. No Diário Económico e no jornal i, foi editor-executivo e chefe de redacção. Trabalhou também na representação portuguesa do Parlamento Europeu, em Lisboa, como assistente do deputado José Barros Moura. Nasceu no Mindelo, Cabo Verde, vive em Lisboa, é casado e tem dois filhos. Telefonema 41 é o seu primeiro livro.

Sessão de lançamento do livro Vinhos de Portugal 2012

10 de setembro de 2011

Opinião - Um amor quase perfeito

Título: Um amor quase perfeito
Autor: Sherry Thomas
Editora: Quinta Essência

Sinopse:
Durante dez anos Camden e Gigi, Lorde e Lady Tremaine, tiveram o mais perfeito dos casamentos, baseado na cortesia, no respeito e… na distância. Um segredo, uma traição e um oceano separam-nos desde o dia seguinte ao seu enlace. Gigi vive na bela mansão londrina do casal, enquanto Camden se estabeleceu em Nova Iorque. Nenhum se mete na vida do outro.
Agora as coisas vão mudar.
Gigi decidiu agarrar-se à sua última oportunidade de ser feliz e aceitar a proposta de casamento do seu pretendente, Lorde Frederick. Assim, escreve ao marido, enviando-lhe os papéis do divórcio. Mas em vez de devolvê-los assinados, Camden apresenta-se à porta da mansão de Londres para lhe oferecer um acordo: vai conceder-lhe o divórcio, mas antes Gigi deve dar-lhe um filho, um herdeiro. Se ela não aceitar, ele não lhe concede o divórcio. Gigi aceita, mas impõe um período de um ano.
Um ano em que se acumulam as lembranças da paixão que outrora os uniu, um ano em que segredos são revelados, um ano em que o desejo volta mesmo contra vontade, e um ano em que ambos devem decidir se o casal mais admirado de Londres deve voltar a apaixonar-se... ou separar-se para sempre.

Opinião por Isalina Tavares:
Quero começar por referir o quão brilhante é este livro, com um argumento excelente e, também, uma imagem gráfica que me chamou logo a atenção, viciada em romance como sou. Desde já afirmo a minha convicção perante a sua qualidade na categoria de romance histórico, digno dos melhores prémios literários para os quais esteve nomeado.
Uma das características que maior prazer me dá num livro é a força das personagens femininas e Sherry Thomas conseguiu-o com uma mestria admirável. Idealizou e transmitiu no seu romance uma Lady Tremaine com grande força de vontade, uma mulher inteligente capaz de dirigir negócios tão eficazmente no século XIX como qualquer homem. Destemida, ousada, directa e decididamente convicta dos seus objectivos, é uma personagem que seduz o leitor a embrenhar-se nos seus mistérios, inspirando qualquer mulher a ser sempre melhor e a seguir em frente quando o mundo parece ruir em frente aos seus olhos. Numa época em que os homens ainda ocupavam uma importante posição na sociedade e no meio laboral, a protagonista criada por Thomas destaca-se pela sua independência após um casamento arruinado deste o primeiro dia, mostrando deste cedo ser uma mulher de força férrea, uma mulher de armas.
A imaginação com que a autora nos transporta ao tempo dos espartilhos, cartolas, carruagens puxadas a cavalos e grandes mansões é pontuada por um humor muito particular. Humor esse enquadrado numa escrita suave e fácil de acompanhar, uma escrita directa, sem pontos mortos, intercalando o presente (1893) com flashbacks de 1882/3, uma escrita onde cada capítulo transmite ao leitor um acontecimento de relevância para o desenvolvimento e compreensão do destino e sentimentos das personagens.
Um livro deliciosamente romântico capaz de tocar e fazer sonhar por um destino de encontros e desencontros, intrigas e vingança. Uma leitura que me levou, por vezes, a desesperar face à mesquinhez e teimosia do casal central, transmitindo a ideia de uma inevitabilidade trágica. Acima de tudo, é um livro que leva a uma reflexão sobre a necessidade de escrúpulos no sentido de manter a verdade e a união com aquela pessoa especial, com a finalidade de não ferir e não desiludir quem mais se ama. Como referido na capa, um romance cheio de peripécias que levará o leitor a repensar o significado do perdão e das segundas oportunidades.

Opinião - Como Deus Manda

Título: Como Deus Manda
Autor: Niccolò Ammaniti
Editora: Bertrand

Sinopse:
Cristiano tem treze anos e uma vida bem longe da perfeição. Quando o seu pai e dois amigos engendram um plano para assaltarem um banco, Cristiano vê nisso a possibilidade de uma vida melhor. Mas as coisas não correm bem. Numa apocalíptica noite de tempestade, o papel desempenhado por cada uma das personagens irá desencadear consequências terríveis.
Cru e implacável, Como Deus Manda tem um ritmo alucinante e é um livro pautado pela violência, o humor negro e a ternura. Niccolò Ammaniti apresenta-nos um elenco de personagens inesquecíveis, numa encruzilhada entre a esperança e o desespero.

Opinião por Maria José Rosado:
Tinha este livro em casa já há algum tempo e ainda não tinha tido tempo para o ler, mas é de facto uma obra extraordinária.
Tem como personagens centrais um pai e um filho de 13 anos, que vivem em condições deploráveis, com uma vivência marcada pela violência, maus tratos, bebida em excesso e actividades ilícitas.
O pai planeia fazer um assalto a um banco juntamente com dois amigos, mas noite em que era suposto o assalto acontecer desaba sobre a cidade uma grande tempestade, fazendo com que os planos sejam alterados.
Mas a alteração dos planos resulta numa série de acontecimentos que se cruzam entre si, fazendo com que as personagens permaneçam interligadas pelos factos acontecidos.
À primeira vista parece confuso, mas a obra é de facto extraordinária - embora tenha uma linguagem violenta e agressiva, faz-nos pensar que somos fruto do meio em que somos criados e que um jovem, mesmo vivendo sózinho com o pai que lhe dá maus tratos, vê sempre no seu progenitor uma imagem de referência.
Quantos jovens destes haverão por esse mundo fora, que em nome do amor que sentem por quem lhes está próximo, são capazes de cometer os actos mais atrozes?
E quantos seres humanos se sentem diminuídos fisicamente (tal como a personagem "Quatro Fromaggio") e são gozados por causa disso, pelo facto de terem um defeito a nível físico? E já pensamos que o facto de essas pessoas se sentirem diminuídas faz crescer dentro delas uma raiva constante, que um dia acaba por "explodir" atingindo quem menos se espera?
É realmente uma obra interessante que nos faz pensar em muitos aspectos da nossa sociedade.

Opinião - Por entre grãos de areia

Título: Por entre grãos de areia
Autor: Josephine Cox
Editora: Publicações Europa- América

Sinopse:
Nos anos 50, em Dorset, duas vidas recomeçam numa vila à beira-mar.
Kathy Wilson tem um sonho: transformar Barden House, a sua casa junto à praia, num ninho de paz e serenidade. E, nesse Verão, ela tem cada vez mais curiosidade no homem solitário que vê passear à beira-mar.
O seu nome é Tom Arnold e West Bay é o seu refúgio de uma vida cruelmente destruída pela tragédia. Atraída por este misterioso homem, Kathy sente que a sua vida vai mudar para sempre.
Mas os segredos e os fantasmas continuam a assombrar Tom e Kathy. Estarão os dois dispostos a aceitar o amor que os une quando o passado ameaça a sua frágil e nova vida?

Opinião por Angelina Violante:
Foi a primeira vez que li algo desta autora e fiquei rendida, este livro é um romance cheio de mistérios e com policial à mistura o que dá um magnifico livro que nos deixa agarrados desde o ínicio.
A história é linda, e confesso que me enganei quanto às minhas suposições de quem seria o assassino, só no fim do livro é que fiquei a saber quem era e eu que desconfiava de outra personagem, e nunca da personagem que era a verdadeira culpada e não vou citar nomes para quem for ler o livro não perder a graça.
Só tenho pena de não puder ler mais desta autora.

Opinião - Lua Nova

Título: Lua Nova
Autor: Stephenie Meyer
Editora: Gailivro

Sinopse:
Para Bella Swan, existe algo mais importante do que a própria vida: Edward Cullen. Porém, estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que alguma vez poderia ter imaginado. Edward já salvou Bella das garras de um vampiro maléfico, mas agora, à medida que a sua destemida relação ameaça tudo o que se encontra por perto e todos os que lhes são queridos, eles apercebem-se de que os seus problemas podem estar apenas a começar...

Legiões de leitores, arrebatados por Crepúsculo, best-seller de New York Times, estão ansiosos pela continuação da história dos amantes perseguidos pela má sorte, Bella e Edward. Em Lua Nova, Stephenie Meyer assina outra irresistível combinação de romance e suspense com um toque sobrenatural. Apaixonante, fascinante e cheia de surpreendentes reviravoltas, esta saga amorosa de vampiros caminha a passos largos para a imortalidade literária.

Opinião por Vitor Caixeiro:
Stephenie Meyer apanhou-me de surpresa em Crepúsculo e tornou-me um fã devoto da Saga Luz E Escuridão. Como tal, aguardava excelentes expectativas para este segundo volume. E, de facto, foi o que aconteceu.

O romance entre Bella e Edward continua, mas aqui de uma maneira diferente da anterior. Nos primeiros capítulos tudo corre bem, aliás, melhor que bem. A relação entre o vampiro e a humana intensifica-se, começa a haver uma aceitação por parte dos outros mas algo acontece que acaba com essa felicidade. Ocorreu um acidente que pôs em causa os limites de um relacionamento anormal que ninguém pode solucionar. E quando parece que a situação melhorou e se encontraram os suportes necessários para retomar a estabilidade, tudo se desmorona para Bella que terá de enfrentar sozinha longos e penosos meses de sofrimento.
O carácter deste livro é diferente de Crepúsculo, como já referi. Não se evidencia a perfeição do amor ou os seus aspectos positivos. Pelo contrário, discrimina em longos monólogos a maior devastação que se pode viver após a partida de alguém e a manifestação de sentimentos de culpa e fúria nesta dolorosa fase. Nisto a autora revela até demasiada mestria, causando um profundo impacto naquele que se entregar verdadeiramente às suas palavras, porém uma descrição lamentável e piegas a quem não esteja familiarizado com tanta sensibilidade.
Uma marca da qual gostei bastante foi a passagem dos meses em folha branca, nua, que é um ponto a favor tanto para os leitores mais insensíveis como para aqueles que vêm nessas páginas uma alma vazia. Até esse ponto, apenas existe a descrição da infelicidade de Bella. No entanto, a partir daí, nota-se uma certa vitalidade devido à nova companhia que Bella adquiriu para esquecer o que para trás ficou. Mais tarde, tal facto criará um dilema difícil de enfrentar, mas só quando se instala acção com uma determinada fracção de suspense na trama. Além de ser um ponto fundamental na obra, este desenrolar de acontecimentos foi muito bem conseguido pela autora que ao criar esse ambiente de incertezas trouxe ao livro um óptimo desenvolvimento.
Talvez se possa dizer que a escrita de Meyer se aperfeiçou um pouco nesta sequela, pois soube balancear o negativo e o positivo sem cair numa parcialidade para a perfeição do romance que foi necessária no livro anterior. E, mais uma vez, não excedeu o conteúdo paranormal e investiu, neste caso, nas advertências de uma relação paranormal.
O final não podia ser mais evidente, mas ainda assim gostei da simplicidade demonstrada e do humor presente nas últimas deixas da protagonista. A recuperação do conforto deu-lhe de novo felicidade e é desse tipo de coisas que eu gosto no desfecho de um romance, apesar de este não ser o derradeiro fim. Isto foi o bastante para me provocar mais expectativas relativamente ao próximo volume, que apesar de eu acreditar que será bom, tenho as minhas dúvidas se será igualmente tão bom a este que tanto me agradou e tanto me surpreendeu.

Opinião - Soberba Escuridão

Título: Soberba Escuridão
Autor: Andreia Ferreira
Editora: Alfarroba

Sinopse:
"Quando o relógio pisca as doze horas intermitentes, Carla recebe no seu quarto uma visita indesejada. A partir daí, todo o seu mundo desmorona e a solidão e o medo encarregam-se de a arrastar para um estado deprimente que só um desconhecido parece compreender.
Cega de paixão, nega as evidências de que o seu novo amor é mais do que um rosto angelical. Ele esconde segredos que a levarão para perigos que parecem emergir das profundezas do inferno."

Opinião por Ana Rita Domingos:
Para quem ainda não teve a oportunidade de ler este livro, “Soberba Escuridão” pode ser entendido como mais um no extenso universo da literatura fantástica. Desengane-se quem possa pensar assim pois Andreia Ferreira conseguiu trazer-nos um romance fantástico inovador que de certo agradará aos leitores fartos dos mesmos livros repetitivos, carregados de clichés. Em oposição a esses mesmos livros, onde predominam mundos fictícios, reinos deslumbrantes, personagens assustadoramente perfeitas e inatingíveis ao leitor comum e uma ânsia de marcar lugar nos tops com a criação de mais uma de entre tantas histórias semelhantes, esta leitura emerge-nos num “reino” muito mais palpável: Braga.
Assim, a autora conseguiu, na perfeição, criar um enredo de deleite sem ter a necessidade de viajar para longe do nosso lindíssimo país que é Portugal. Só por este aspecto, já é louvável a sua coragem por apostar num cenário acolhedor e familiar a tantos leitores portugueses. Para mais, o livro relatado na primeira pessoa, Carla, leva a que o leitor se sinta mais próximo daquilo que são os sentimentos e experiências vividas pela protagonista: uma rapariga simples, nascida e criada em Braga, uma rapariga com um fascínio pelo fantástico, é certo, devorando livros de Anne Rice, Stephenie Meyer e Stephen King. Uma rapariga que, a partir de uma fatídica noite, se vê lançada numa maratona de sensações, medos, perdas, conquistas… uma maratona que a conduz a Caael, um misterioso e arrebatador personagem que a torna ignorante e cega a todas as excentricidades que ocorrem à sua volta. O final da leitura é, simplesmente, de deixar o leitor a desejar e desesperar por mais, terminando com uma sugestiva cena que, além de chocar por ser inesperada, promete uma desejada continuação após aquilo que se pode caracterizar como uma história muito bem conseguida, muito bem idealizada.
É de congratular a editora pela aposta nesta autora e no seu romance. Uma jovem autora portuguesa que, se lhe for dada oportunidade, com a devida publicidade e divulgação a nível nacional, nos poderá encantar e seduzir para uma leitura simples, pouco elaborada, é certo, mas essencialmente viciante pelos inúmeros mistérios com que nos presenteia ao longo das suas páginas, mistérios esses que tornam quase impossível largar o livro até que seja consumido na sua íntegra. Um excelente livro, talvez mais dirigido para um público jovem/jovem adulto que me surpreendeu pela positiva e que penso ser merecedor das melhores críticas. Três palavras para esta obra: uma excelente estreia!

Opinião - O ladrão de sombras

Título: O ladrão de sombras
Autor: Marc Levy
Editora: Contraponto

Sinopse:
No seu novo romance, Marc Levy conta a história de um rapazinho com um dom invulgar: ele consegue «roubar» as sombras das pessoas com quem se cruza. Ao princípio, acontece-lhe involuntariamente e isso chega a assustá-lo. Sempre que se cruza com alguém – seja um amigo, um inimigo ou um perfeito desconhecido –, a sombra da outra pessoa passa a segui-lo... Por vezes contra a vontade do rapaz, as sombras contam-lhe os mais profundos desejos, temores e aspirações das pessoas a quem pertencem. E o rapaz vê-se em mãos com um dom que traz uma grande responsabilidade: ao saber estes segredos, terá de ajudar as pessoas – ajudá-las a recuperar «essa pequena luz que lhes iluminará a vida».
Durante uma férias de Verão à beira-mar, apaixona-se por uma rapariga muda, chamada Cléa, com quem comunica através da sua sombra. E a sombra deste primeiro amor acompanhá-lo-á durante anos...
Mais tarde, o nosso «ladrão de sombras» torna-se estudante de Medicina, e debate-se com a questão de usar ou não o seu dom para ajudar a curar – tanto os seus pacientes como os seus amigos. Afinal, será ele verdadeiramente capaz de adivinhar o que poderá fazer felizes aqueles que o rodeiam? E ele próprio, saberá onde o espera a felicidade?

Opinião por Luís Martins:
A história deste livro é de uma simplicidade e ternura que só Marc Levy poderia incutir. A forma como ele usa o poder de roubar sombras por parte do protagonista para demonstrar ao leitor que não se pode controlar o destino das outras pessoas, que cada vida é feito por cada um é extraordinária. Este dom, apesar do previsível, não é o centro da história, este está reservado à história de amor do personagem principal com uma menina surda muda. E a forma como esta se desenrola de uma forma tão simples, tão verdadeira, faz parecê-la muito mais verdadeira. Outra característica interessante da história é o facto de o leitor nunca chegar a saber o nome do personagem principal, não é algo novo, mas é feito duma forma tão subtil que até se pode nem dar por isso. No fundo este é um livro que fala sobre o amor, o amor da amizade, o amor dos pais pelos filhos e o amor verdadeiro é simplesmente maravilhoso e capaz de derramar lágrimas.
Um dos melhores livros de Marc Levy.

Opinião - O Beijo Carmesim

Título: O Beijo Carmesim
Autor: Lara Adrian
Editora: Quinta Essência

Sinopse:
Ele chega até ela mais morto que vivo, um enorme estranho vestido de preto, crivado de balas e a perder muito sangue. Enquanto luta para salvá-lo, a médica veterinária Tess Culver não faz ideia de que o homem que se chama Dante não é totalmente humano, mas um membro da Raça, guerreiros vampiros envolvidos numa batalha desesperada. Num momento único e carregado de erotismo, Tess é lançada no mundo dele - um lugar perigoso e sombrio onde vampiros Renegados vagueiam na noite trazendo o terror.
Assombrado por visões de um futuro obscuro, Dante vive e luta como se não houvesse amanhã. Tess é uma complicação de que ele não precisa - mas agora, com os seus irmãos sob ataque, ele deve protegê-la de uma ameaça crescente, que o inclui a ele próprio. Por causa de um beijo rápido e irresistível, ela tornou-se parte do seu reino subterrâneo... e o toque dele desperta-a para dons escondidos, desejos e fomes que ela nem sonhava possuir. Ligados pelo sangue, Dante e Tess devem trabalhar juntos para acabar com os inimigos mortais, ao mesmo tempo que descobrem uma paixão que transcende os próprios limites da vida...

Opinião por Marlene Cruz:
Depois de ler o Beijo da Meia-Noite, as minhas expetativas em relação ao segundo livro da saga, O Beijo Carmesim, eram elevadíssimas!
Desta vez é a história de Dante que nos deixa completamente fascinados. Este membro da raça, apaixona-se intensamente por Tess, uma companheira de Raça lindíssima.
E este romance, rodeado de perigos e recheado de erotismo, é sem dúvida apaixonante. Tal como no livro anterior, os protagonistas têm que enfrentar inúmeros obstáculos para que o amor possa vingar.
Paralelamente ao romance entre Tess e Dante, existe um ambiente de suspense e ação, onde assistimos ao tráfico de Carmesim, que coloca em perigo a Raça dos Vampiros.
Com o número de Renegados a aumentar exponentemente, Dante tem que lutar com os restantes membros contra este fenómeno, e simultaneamente conquistar o amor de Tess, o que se revela uma tarefa difícil.
Assombrosamente delicioso!! É assim que classifico este livro, que cativa desde a primeira página, e que nos faz ler compulsivamente, como se também nós fossemos contagiados pela mais recente droga, o Carmesim!!!
O único aspecto que me desiludiu, foi o facto de Tess não ter usado o seu dom para salvar Nora, a sua melhor amiga. Mas tal como na vida real, nem tudo neste romance corre como desejaríamos.
Quanto à escrita do livro, esta é simples e de tal forma envolvente, que foi como se eu própria tivesse assistido na primeira pessoa a todos este enredo maravilhoso! Devorei literalmente o livro, e no fim senti uma certa nostalgia por ter terminado esta leitura. Aguardo ansiosamente a leitura de O Despertar da Meia-Noite, o terceiro livro da saga, que promete ser igualmente delicioso!
Lara Adrian é sem dúvida uma grande promessa do mundo fantástico, sendo única no que diz respeito a conjugar romance, paixão, ação, e suspense apenas num único livro!!! E apesar de passar mais despercebida do que Stephenie Meyer, os seus livros são muitos mais intensos e fascinantes.

Opinião - Nunca me esqueças

Título: Nunca me esqueças
Autor: Lesley Pearse
Editora: Asa

Sinopse:
Até onde iria por amor?

Num dia…
Com um gesto apenas…
A vida de Mary mudou para sempre.

Naquele que seria o dia mais decisivo da sua vida, Mary – filha de humildes pescadores da Cornualha – traçou o seu destino ao roubar um chapéu. O seu castigo: a forca.
A sua única alternativa: recomeçar a vida no outro lado do mundo.
Dividida entre o sonho de começar de novo e o terror de não sobreviver a tão dura viagem, Mary ruma à Austrália, à época uma colónia de condenados. O novo continente revela-se um enorme desafio onde tudo é desconhecido… como desconhecida é a assombrosa sensação de encontrar o grande amor da sua vida. Apaixonada, Mary vai bater-se pelos seus sonhos sem reservas ou hesitações. E a sua luta ficará para sempre inscrita na História.

Inspirada por uma excepcional história verídica, Lesley Pearse – a rainha do romance inglês – apresenta-nos Mary Broad e, com ela, faz-nos embarcar numa montanha-russa de emoções únicas e inesquecíveis.

Opinião por Luísa Figueiredo:
O ultimo livro que li foi " Nunca me esqueças" de Lesley Pearse. Foi-me oferecido pelo meu marido, não fui eu quem o escolhi, mas adorei-o, do ínicio ao fim.
É uma história veridica, sobre uma jovem de 19 anos que no século XVIII é presa por roubar um chapéu. A partir desse momento toda a sua vida muda. É levada de barco, junto com muitos outros prisioneiros para uma colónia e de lá consegue escapar, tornando-se famosa em Londres. É uma leitura muito emotiva, a sua força, a sua coragem, tudo o que teve de fazer para conseguir sobreviver à fome, às doenças; a sua luta inutil para tentar que os seu filhos sobrevivessem, prenderam-me totalmente ao livro e cheguei mesmo a verter algumas lágrimas.
É um livro que aconselho a ler, pois faz-nos pensar em tudo aquilo que temos como certo, que nunca precisámos de lutar para conseguir e nos ensina o que realmente é importante.

Opinião - Cinza e Poeira

Título: Cinza e Poeira
Autor: Yrsa Sigurdardottir
Editora: Quetzal

Sinopse:
Após 30 anos de uma erupção vulcânica na Islândia, mais precisamente nas Ilhas Westmann, é permitido aos antigos habitantes visitarem as casas soterradas pela cinza, lava e poeira. Markús Magnússon descobre, na cave da sua antiga casa, 3 cadáveres e várias cabeças, um acontecimento que dará origem a uma empolgante investigação policial da advogada Thóra Gudmundsdóttir (personagem recorrente nos romances da autora), a qual no processo de investigação irá descobrir mais segredos soterrados na Pompeia do Norte.

Opinião por Joana Azevedo:
Antes de dar a minha opinião sobre o texto em si, queria salientar a deficiente revisão do texto por parte da editora. O livro está cheio de gralhas, faltando palavras em como “de” ou “que” em muitas frases e estando muitas vezes o feminino e o masculino trocados. É certo que todos os livros têm erros destes, mas este tem muitos mesmo. Até a sinopse da contracapa tem erros, afirmando que se descobriram na cave três cadáveres e várias cabeças, quando no livro se fala apenas de uma cabeça.

Parti para a leitura deste livro com expectativas muito elevadas, que não se justificaram totalmente. O livro prendeu-me desde o início, em momento nenhum me aborreceu. Deixou-me sempre a pensar como poderia aquele caso ter uma resolução e na relação entre os vários acontecimentos. O final é totalmente inesperado, embora tenha deixado de fora várias pontas soltas. Contudo, não posso dizer que tenha sido um livro brilhante. Penso que a história podia estar mais bem contextualizada, ainda por cima decorrendo num local tão original. A maioria das personagens não me provocou grandes emoções, sobretudo a investigadora, que é bastante banal. A excepção é Tinna, sobre a qual gostaria de ter sabido mais e que a autora deixa um pouco pendurada.

Opinião - Magia ao Vento

Título: Magia ao Vento
Autor: Christine Feehan
Editora: Saída de Emergência

Sinopse:
“A Sarah voltou para casa”. Desde que Damon Wilder procurou refúgio em Sea Haven ouve-se o mesmo boato passar de boca em boca de quase todos os habitantes da pacata vila costeira. Até o vento parece murmurar o nome dela – um devaneio tão sugestivo que leva o curioso Damon até à casa da falésia de Sarah, onde procura o seu abrigo.
Mas Damon não chegou sozinho. Foi seguido por alguém até Sea Haven. Alguém que rodeia as sombras da casa Drake, onde Sarah esconde os seus próprios segredos. O perigo ameaça os dois – tal como o desejo mais premente que alguma vez sentiram – e está apenas a um sussurro de distância.

Opinião por Eunice Soares:
Magia ao Vento, possui uma capa apelativa, bem construída, sustentáculo de uma história não muito longa e ligeira que prendeu a minha atenção nas suas primeiras páginas com promessas de magia e de fenómenos estranhos, acontecimentos estes que contudo se foram volatilizando ao longo do livro não conseguindo a autora, Christine Feehan, nesta sua estreia literária, atingir maturidade de escrita criativa suficiente para tornar esta leitura marcante. A parte mais forte do livro encontra-se nas páginas iniciais em que a frase “A Sarah voltou para casa” consegue-nos despertar a curiosidade, à medida que essa mesma curiosidade é despertada em Damon Wilder, um homem amargo e desanimado com a vida, que se refugiou em Sea Haven, uma vila costeira pacata e isolada, cujos habitantes parecem idolatrar Sarah Drake, bem como as suas sete irmãs, uma família que está espalhada pelo mundo e que quando se encontram na vila, habitam uma casa numa falésia que apesar de sujeita a condições íngremes, consegue manter ao longo dos tempos, fachadas bem cuidadas. Os habitantes de Sea Haven parecem saber que quando Sarah volta para casa é porque há sempre uma razão misteriosa. A curiosidade de Damon relativamente à enigmática e bondosa Sarah faz com que este a procure e que desse encontro surja uma atracção entre os dois, ditada pelo destino, apesar de Sarah ter logo percebido que sob Damon pairava uma sombra de perigo que o tinha perseguido até àquele lugarejo. Para derrotar este perigo, Sarah irá se juntar às suas irmãs que todas juntas possuem fortes poderes, mas que quando utilizados as deixam esgotadas e apáticas. Ao longo da história, a suave e perspicaz Sarah, transforma-se numa agente habituada ao uso de arma de fogo, com movimentos esguios, eficientes e certeiros que, em minha opinião, entram em conflito com a harmonia da história inicialmente encetada.
Trata-se de um conto na égide do fantástico que enaltece sentimentos de amor e laços de família, romantizando o seu poder para mudar destinos e se tornarem razão de viver. Trata-se de uma leitura leve de verão que termina em bem, mas cujas promessa de mistério poderiam ter sido mais e melhor exploradas, em vez de se concentrar no desenvolvimento da união sensual de Damon com Sarah.