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17 de abril de 2014

Opinião - Os Homens que Odeiam as Mulheres

Título: Os Homens que Odeiam as Mulheres
Editora: Oceanos /BIS

Sinopse:
O jornalista de economia MIKAEL BLOMKVIST precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro HANS-ERIK WENNERSTÖM e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. HENRIK VANGER, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem LISBETH SALANDER. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.

Opinião por Telma Marques:
É um daqueles livros "da moda" mas li-o antes de ser "da moda" quando um inglês que trabalhava comigo mo recomendou - o capítulo primeiro da saga Millenium. Desconfio sempre quando me dizem que os livros são fantásticos e mais ainda quando me dizem que saõ viciantes. Suponho que é uma questão de expetativas: e quando mas colocam no alto, tenho a certeza da queda. 
Quem olha para o título apenas ainda se pode deixar enganar pensando que é um guia de auto-ajuda. Quem olhar para o livro em si e vir a espessura pode achar que é demais para um livro que não se tem a certeza de gostar. Quem olhar para o nome do autor - Stieg Larsson, sem saber a história dele, pode ver isso como mais um ponto negativo. Mas depois entra-se no primeiro capítulo. E no outro a seguir. E no próximo. E esqueces-te que era suposto gostares do livro porque te disseram que isso ia acontecer e passas a gostar do livro porque a trama é de tal forma envolvente que não o consegues largar. 
Caí nesta: gosto de um livro da moda. 
É mais do que um policial sueco, mais do que um mistério familiar intrigante ao melhor género de um Sherlock-jornalista-escritor, é mais do que uma história de violência e uma denúncia da sociedade e da sua podridão, mais do que uma prova do poder dos grandes impérios financeiros e de interesses políticos, governamentais, e...pessoais. 
É uma trama de personagens complexas e únicas, uma mistura de realidade e ficção. 
É - raios me partam, odeio dar razão às pessoas - tudo aquilo que o inglês me tinha prometido. De maneira que só descansei depois de ler os dois livros seguintes da saga Millenium. É mais do que um caso de polícia, um caso de sucesso.

8 de julho de 2011

Opinião - O Ultimo Cabalista de Lisboa

Título: O Ultimo Cabalista de Lisboa
Autor: Richard Zimmler
Editora: Oceanos

Sinopse:
Em Abril de 1506, durante as celebrações da Páscoa, cerca de 2000 cristãos-novos foram mortos num pogrom em Lisboa e os seus corpos queimados no Rossio. Reinava então D. Manuel I, o Venturoso, e os frades incitavam o povo à matança, acusando os cristãos-novos de serem a causa da fome e da peste que flagelavam a cidade.
Os Zarco, uma família de cristãos-novos residentes em Alfama, tinham como patriarca Abraão Zarco, iluminador e membro respeitado da célebre escola cabalística de Lisboa. Depois do pogrom, Berequias Zarco, sobrinho e discípulo de Abraão, vai encontrar o tio e uma jovem desconhecida mortos numa cave que servia de templo secreto desde que a sinagoga fora encerrada pelos cristãos-velhos. Um e outro estão nus e banhados em sangue. Estranhamente, a porta está fechada por dentro.
Um manuscrito iluminado, recentemente terminado por Abraão Zarco, em que os rostos dos seus vizinhos e amigos representam personagens bíblicas, desapareceu do seu esconderijo secreto.
O assassino teria sido um cristão ou, como os indícios fazem crer, outro judeu? Quem seria a rapariga morta? Estaria o rosto do assassino representado no manuscrito roubado?
O Último Cabalista de Lisboa é um extraordinário romance histórico tendo como pano de fundo os eventos verídicos desse mês de Abril de 1506 e pode ser lido a vários níveis, na tradição de um verdadeiro livro cabalístico.

Opinião por Maria João Duarte:
Tenho lido nos ultimos tempos cerca de um livro por semana, e, o ultimo que li foi de todos um bem precioso para o meu nível de cultura.
O "O Ultimo Cabalista de Lisboa" - Richard Zimmler é um livro de leitura muito acessivel, onde podemos ter uma "pequena" lição de história sobre a algo que presumo muitos nem tenham conhecimento. Numa altura em que nos deparamos com tantas religiões e com a maneira brutal com que criticamos essas mesmas crenças, este, é um livro poderoso onde fazemos um tempo ido parecer tão perto de nós. Faz-nos pensar que, apesar de estarmos tão avançados no tempo, as mentalidades são as mesmas embora disfarçadas entre máscaras diárias. Não devemos criticar algo que não conhecemos. Aconselho vivamente a leitura deste livro, que a mim, me abriu a mente e me fez pensar na constante critica religiosa que existe. Continuamos a tentar fazer o mesmo de há 500 anos atrás, imputar aos outros aquilo que eles não são e nós queremos que sejam. De escrita simples e fácil leitura, é um dos melhores romances que já li. Adorei este livro e espero que tal como eu, também vocês interiorizem a mensagem.