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29 de junho de 2015

Opinião - 1984 - George Orwell


Título: 1984
Autor: George Orwell
Editora: Antígona

Sinopse:
Curioso percurso, o desta alegoria inventada para criticar o estalinismo e invocada ao longo de décadas pelos ideólogos democráticos, e que oferece agora uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas.
A electrónica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. Como se não bastasse, a electrónica permite, e também sem precedentes, que instrumentos destinados ao trabalho e à vigilância sejam igualmente usados nos ócios. É graças à unificação de todos os aspectos da vida numa tecnologia integrada que a democracia capitalista pode realizar na prática as suas virtualidades totalitárias. O Big Brother já não é uma figura de estilo – converteu-se numa vulgaridade quotidiana.

Opinião por Rui Miranda:
O puro impacto visceral das não tão subtis implicações do livro e avisos sobre os riscos do totalitarismo desmarcado e vigilância do governo não faz nada para nos distrair da nossa simpatia intensa para com Winston e o tormento emocional e psicológico que ele é forçado a suportar nas mãos do "Partido" por transgressões que parecem, para nós, tratarem-se dos direitos básicos de qualquer ser humano. E mesmo com a tentação de pensar que este tipo de sociedade nunca poderia realmente existir, até mesmo um olhar superficial de volta ao cenário político do século 20 revelará várias instâncias de sociedades e regimes que prenunciam este tipo de manipulação e controle. Enquanto 1984 pode não ser uma leitura leve, ainda assim é um poderoso livro cativante que não perdeu o impacto que tinha quando foi publicado pela primeira vez em 1949.

12 de maio de 2015

Opinião - 1984 - George Orwell


Título: 1984
Autor: George Orwell
Editora: Antígona

Sinopse:
1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas. A electrónica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. O Big Brother já não é uma figura de estilo - converteu-se numa vulgaridade quotidiana.

Opinião por Carina Grabulho:
1984 traz uma excelente mensagem do que nós não nos queremos tornar, e do quão perigoso um regime totalitarista pode vir à ser. Temos exemplos no nosso mundo de governantes como Hitler, Stalin e Mussolini que não economizaram em tirania e mostraram à todo o mundo como o poder concentrado nas mãos das pessoas erradas podem ser devastadores à população. George Orwell com este livro consegue uma crítica clara a esse tipo de governantes.
Apesar de não ter gostado da parte final, e de normalmente não ter interesse por obras relacionadas com regimes governamentais e de política; esta obra conseguiu prender-me a atenção.
E não se esqueça: O Grande Irmão está a observá-la.

31 de maio de 2014

Opinião - O banqueiro anarquista

Título: O banqueiro anarquista
Autor:Fernando Pessoa
Editora: Padrões Culturais / Assirio e Alvim / Antigona

Sinopse:
Causa certa estranheza a ideia de que um banqueiro possa ser anarquista, imaginando-se talvez que seja um anarquista na teoria, mas não na prática. O banqueiro retratado por Pessoa, contudo, considera que toda a sua vida é um exemplo do verdadeiro anarquismo descrevendo como, desde jovem, foi resolvendo diversas contradições e dúvidas até chegar à "técnica do anarquista". Concluirá o banqueiro que todos devem trabalhar para um mesmo fim, mas separados, de forma a não sucumbirem à pressão social, podendo tornar-se livres do dinheiro, da sua influência e força, através da aquisição da maior soma possível. Uma crítica sublime e mordaz às contradições existentes nos vários sistemas políticos e económicos. 

Opinião por João Carvalho:

Em primeiro,queria destacar a escrita do autor neste livro: revela um registo diferente em relação outros da sua autoria igualmente importantes pelos seus sentido literário e simbólico.Neste livro, usa um registo simples, claro e interessante, ao escrever um diálogo filosófico entre um banqueiro e um discípulo seu que faz perguntas sobre ele se considerar anarquista numa perspectiva paradoxal e mais teórica. É, de facto, mais um livro que posso aconselhar a todos lerem, porque Fernando Pessoa, para além de poeta e intelectual, prova ser um escritor que gosta de argumentar, reflectir e passar aos leitores verdades/realidades sobre a vida, conseguindo incrivelmente partir de uma história.

21 de março de 2014

Opinião - O Papalagui

Título: O Papalagui
Autor: Erich Scheurman
Editora: Antígona

Sinopse:
O "Papalagui" - ou seja o Branco, o Senhor - é este o nome dados aos discursos do chefe de tribo de Tuiavii de Tiavéa, nos mares do Sul. 
Tuiavii nunca teve intenção de publicar esses discursos na Europa, nem sequer de os mandar imprimir; destinavam-se unicamente aos seus compatriotas polinésios. Se eu, apesar disso, transmito aos leitores europeus os discursos desse indígena, sem que ele o saiba e certamente contra sua vontade, é porque estou convencido de que nos vale a pena, a nós, homens brancos e esclarecidos, ter conhecimento do modo como um indivíduo ainda intimamente ligado à natureza nos vê a nós e à nossa cultura. Através dos seus olhos descobrimos a nossa própria imagem, e isso com uma simplicidade que já perdemos. Os leitores particularmente fanáticos da nossa civilização irão decerto achar a sua maneira ver ingénua, e até mesmo pueril, ou parva; no entanto, mais do que uma frase de Tuiavii deixará pensativo o leitor mais modesto, pois a sabedoria de Tuiavii não emana de um saber erudito, mas é mais uma inocência de fonte divina."

Opinião por Vanda Cristovão:
É uma metafora inteligente e inevitável de dois Mundos, o mundo "despido" do Índio e mundo "vestido" do Papalagui (Homem branco). Tuiavi, é um Indio que após viajar pela Europa relata as diferenças entre a cultura indígina e o nosso mundo "desenvolvido" muito desligado da natureza "crua" . É com veemente incredulidade que questiona a  lógica para a nossa forma de vida...enfim um livro pequeno em tamanho mas Enorme em todas as dimensões. Um livro que convida a reflexões internas e rico em  argumentos pertinentes para alimentar grandes discussões. Já o li várias vezes ao longo de 30 anos e foi o livro que mais ofereci e recomendei. 

14 de abril de 2011

Novidade Antígona para Abril

«Que adorável poema é Ondina!
Este poema é, ele próprio, um beijo.»
HEINRICH HEINE


Na vasta obra de La Motte-Fouqué (1777-1843), que inclui desde poesia de inspiração diversa a contos, narrativas, romances e teatro, destaca-se Ondina – o conto maravilhoso agora publicado pela Antígona. Um dos textos mais lidos e celebrados no seu tempo, Ondina (1811) é a reactualização de um mito – o da ninfa e espírito das águas que abandona o seu admirável mundo subaquático, onde árvores de coral resplandecem com frutos azuis, e parte em busca de uma alma humana.

Elogiada por Heine e Poe, a obra Ondina exerceu um genuíno fascínio sobre os leitores no período romântico, pela mestria literária, pelos novos moldes a que a matéria mitológica foi sujeita e pelos temas intemporais: Ondina como metáfora da condição do Homem, como ser imperfeito e condenado à errância, dissolvendo-se simbolicamente nas águas ou perdendo-se no vento.

Como obra intemporal, o legado de Ondina reflectiu-se no campo literário (por exemplo, n’ A Sereiazinha, de Hans Christian Andersen, e em Ondine, de Jean Giraudoux) e em várias expressões artísticas, da ópera e do bailado (Undine, de E.T.A. Hoffmann) ao cinema, destacando-se recentemente Ondine, o filme de Neil Jordan.