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18 de maio de 2011

Opinião - Grendel

Título: Grendel
Autor: John Gardner
Editora: Camões e Companhia

Sinopse:

Beowulf é um guerreiro nórdico no auge da sua força e juventude quando confronta o monstro Grendel, uma criatura amaldiçoada e renegada pelos homens. Assim é descrito no poema épico anglo-saxónico Beowulf.
Mas, e se nos fosse permitido vislumbrar a psique deste monstro e descobríssemos, através dos seus olhos, o poder da literatura, a força dos mitos e o verdadeiro significado da existência humana?
Através do talento exímio de John Gardner somos levados a conhecer uma história comovente e rica em reflexão onde sentimos a solidão de Grendel e aprendemos com a sua observação da vida dos homens. Será que só um herói tão grande quanto o vilão que enfrenta pode pôr um fim à existência atormentada de Grendel?

Opinião por Susana Fino:
Na sociedade em que vivemos, somos desde muito cedo habituados a ler contos de fadas, histórias em que o bem vence o mal e, sobretudo, histórias contadas por quem pratica o bem (os “maus da fita” são sempre os outros…). E foi precisamente a inversão deste facto, foi “conhecer a outra versão da história”, que me levou a ler com entusiasmo o livro “Grendel”.
Grendel é o inimigo da famosa personagem do Beowulf, o herói de um poema épico anglo-saxónico que trava as suas batalhas contra três monstros: Grendel, a mãe de Grendel e um dragão. Neste livro, a história de Grendel (uma criatura meia-humana, amaldiçoada e renegada pelos Homens) é-nos contada na primeira pessoa, passando ao leitor a angústia sentida por Grendel aquando dos seus inúmeros ataques.
Não sendo, de forma alguma, uma tentativa de desculpa dos actos assassinos de um monstro (ainda que imaginário), é uma forma de, de uma certa forma, questionarmos a nossa própria natureza humana, uma vez que Grendel é, sem qualquer dúvida, uma criatura solitária e atormentada.
Não sendo o livro do ano, para mim, creio que o livro acaba por ser de uma leitura muito fácil, levando-nos até ao fundo do nosso subconsciente de existência. Vale pela originalidade de ter sido escrito como uma espécie de “diário de um monstro”.
Agora só quero ver o filme que foi feito (apesar de, normalmente, preferir sempre os livros aos filmes, não resisto em vê-los). Mas cuidado: algumas cenas, se forem filmadas como estão escritas no livro, devem ser muito violentas!

10 de maio de 2011

Novidade Camões e Companhia para Maio

Título: O Dia em que Matei o Meu Pai
Autor:
Mario Sabino


Sinopse:

Se matar um pai é fácil, rápido e indolor, muito menos fácil, rápido e indolor é interpretar o gesto. O protagonista anónimo de O dia em que matei o meu pai procura indícios para entender o crime que cometeu. É um detective que colhe provas dentro da sua própria cabeça. Recorre a todos os instrumentos que já foram inventados, para analisar os nossos impulsos mais primários. Invariavelmente, demonstram-se inadequados. Despistam mais do que esclarecem. Filosofia, religião, psicologia, ciência comportamental: tudo parece ridiculamente impróprio para explicar a bestialidade humana...O parricida apresenta-nos também o seu romance inacabado. Ao ler esse romance dentro do romance, a nossa voracidade interpretativa leva-nos imediatamente a procurar símbolos, a traduzir metáforas, a ler nas entrelinhas. Não adianta nada. A literatura não revela: ela esconde, dissimula.
Mario Sabino não veio para confortar. Com coragem, com malícia, com graça, ele prefere perturbar, desmontando tudo aquilo que a nossa inteligência concebeu na frustrada tentativa de dar um pouco de ordem e sentido à realidade. Matar é simples. Difícil é saber porque matamos.

Título: O Manuscrito Perdido de Lord Byron

Autor: John Crowley

Sinopse:

Numa noite tempestuosa na mansão de Lord Byron na Suíça, Mary Shelley desafiou o seu anfitrião, o seu marido e a si própria a escreverem uma história de fantasmas. A de Mary,como todos sabemos, foi Frankenstein. Supostamente Byron nunca terminou a sua… mas, e se ele o tivesse feito? Documentos descobertos numa mala apodrecida provam que o manuscrito dessa história existiu e que foi salvo, lido e anotado, por Ada, a filha abandonada de Byron, durante os últimos meses da sua curta vida. Enquanto o destino misterioso do manuscrito se desenrola, é-nos permitido ler todo o romance secreto de Byron. E que romance maravilhoso nos é revelado: repleto de traições, amores e fortunas gloriosamente obtidas; uma história de vingança e mistério, de fugas impossíveis e assassínios cruéis. Mas é nessa história arrepiante que Ada encontra revelações da personalidade do seu pai e vislumbra os segredos da sua alma.
O Manuscrito Perdido de Lord Byron é um deslumbrante acto de personificação.Mas vai mais longe, tecendo com fios de diferentes séculos uma extraordinária tapeçaria sobre perda, descoberta e a poderosa, ainda que invisível, ligação que une pais e filhos. Aventure-se nesta obra-prima de John Crowley, um romance maravilhoso que o vai emocionar, iluminar e satisfazer a todos os níveis.

7 de abril de 2011

Novidades Camões e Companhia para Abril

Título: O Livro de Victor Frankenstein
Autor: Peter Ackroyd

Sinopse:
Século XIX. Dois estudantes de Oxford, o investigador Victor Frankenstein e o poeta Percy Shelley, encontram-se e formam uma amizade improvável. Shelley desafia as convenções religiosas de Frankenstein e abre-lhe os olhos para noções estéticas sobre criação e vida. Obcecado por estes novos ideais e desejoso de reanimar os mortos, o jovem cientista inicia experiências anatómicas num celeiro isolado perto de Oxford. Mas estes espécimes revelam-se imperfeitos, e cedo Victor transfere o seu laboratório para uma fábrica abandonada em Limehouse. E é então que o cientista se cruza com os ressurreicionistas, cujos métodos macabros colocam Frankenstein em grande perigo enquanto ele trabalha fervorosamente para criar a terrífica criatura que irá imortalizar o seu nome…


Título: Clube de Patifes
Autor: Dan Simmons

Sinopse:
Cuba. 1942. Ernest Hemingway descobre um segredo tão perigoso que só há uma fuga possível: o suicídio. Um thriller soberbo baseado em factos verídicos e com uma versão arrepiante para a verdadeira razão da morte do escritor.

No Verão de 1942, Joe Lucas, agente do FBI, chega a Cuba por ordens de J. Edgar Hoover para manter Hemingway debaixo de olho. O famoso escritor reunira um grupo,a que chamara Clube de Patifes, para se envolver num perigoso jogo amador de espionagem. Mas é então que Lucas e Hemingway, contra todas as expectativas, descobrem informações secretas vitais… e o jogo torna-se verdadeiramente mortal. Em Clube de Patifes, Dan Simmons desenvolve os factos conhecidos e transforma-os numa grande obra de suspense histórico nas paisagens sensuais da Cuba dos anos quarenta.

6 de fevereiro de 2011

Novidades Camões & Companhia para Fevereiro

Título: Rosalía de Bringas
Autor: Benito Pérez-Galdós

Na sociedade madrilena do século XIX, a história de uma mulher entregue ao pecado da vaidade.

Fazendo uso de uma fina ironia, Galdós retrata a sociedade de Madrid dos tempos da rainha Isabel II, do minada por homens, expondo os vícios e costumes de uma época onde as mulheres eram seduzidas pela moda e sucumbiam à obsessão pela aparência. Ao estilo das grandes tragicomédias do século XIX, Rosalía de Bringas personifica a condição de mulher oprimida num meio patriarcal, evocando as obras de mestres do realismo como Gustave Flaubert, Eça de Queirós ou Émile Zola. Considerado pela crítica como uma das melhores obras de Benito Pérez Gal dós, o leitor está perante um romance sobre a ambição e o poder numa sociedade baseada nas falsas aparências.

Considerado pela crítica como um dos melhores romances de Benito Pérez-Galdós

Benito Pérez-Galdós é um dos grandes mestres do realismo ao nível de Flaubert, Zola e Eça de Queirós


Título: O Reino deste Mundo
Autor: Alejo Carpentier

Uma novela classificada por Mario Vargas Llosa como “uma das mais acabadas que a língua espanhola já produziu.” O Reino deste Mundo recria de forma incomparável os acontecimentos que, entre os sec. XVIII e XIX, precederam e se seguiram à revolução haitiana. Estimulado pela história original e valendo-se de um magistral domínio dos recursos narrativos, Alejo Carpentier (1904-1980) transporta o leitor, usando o poder da sua palavra, para um mundo exuberante, desenfreado e legendário no qual brilham com luz própria o “licantropo”Mackandal, em quem se conjugam a rebelião popular e os poderes sobrenaturais, o ditador Henri Christophe, que reproduziu no seu palácio de Sans-Souci e na cidadela de La Ferrière, arquitecturas dignas de Piranesi…

“O melhor romance que apareceu na América Latina dos nossos tempos.”- LE FIGARO LITTÉRAIRE

“A escrita de Carpentier tem o poder de alcance de um órgão de catedral.”- THE NEW YORKER


Título: A Juventude de Mandela
Autor: David James Smith

Nelson Mandela é um dos maiores símbolos do mundo, universalmente reconhecido como um líder que representa autoridade moral. Muitos mitos foram criados em seu torno como o herói perfeito da liberdade. Mas como terão os primeiros anos de vida moldado o seu percurso pessoal e político e os triunfos que consagrariam o seu nome?
Este livro desvenda o mito e parte em busca do homem que as pessoas se esqueceram ou nunca conheceram – o jovem Mandela, o lutador pela liberdade, o inimigo “terrorista” de uma África do Sul racista e dominada pela supremacia branca, e que abandonou mulher e filhos para se tornar num fugitivo.
Os feitos históricos de Mandela custaram-lhe um preço elevado – esta biografia descreve a devastação emocional que o líder deixou no seu rasto. Após uma pesquisa meticulosa, o autor descobre detalhes surpreendentes, por vezes chocantes, que irão aumentar a nossa compreensão sobre este líder venerado.
Santificado, celebrizado, descobre-se que Mandela é afinal uma figura humana.
Com um acesso único a documentos e pessoas, culminando num encontro com o próprio Nelson Mandela, o jornalista David James Smith escreveu a mais importante contribuição para compreendermos melhor este ícone global.

O herói já você conhece. Agora venha descobrir o rapaz que destruía corações e a quem chamavam de terrorista.

“Um relato fascinante do período mais turbulento da vida de Mandela.”-FINANCIAL TIMES

David James Smith trabalhou toda a sua vida como jornalista. Escreve para o Sunday Times Magazine e vive em Lewes, Sussex com os seus quatro filhos. É também autor de The Sleep of Reason – The James Bulger Case, All About Jill, Supper with the Crippens e One Morning Sarajevo – 28 June 1914