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26 de junho de 2015

Opinião - O Homem Pintado - Peter V. Brett


Título: O Homem Pintado
Autor: Peter V. Brett
Editora: Gailivro

Sinopse:
Por vezes existem boas razões para se ter medo do escuro. Arlen vive com os seus pais na sua quinta isolada a meio dia de viagem do pequeno povoado de Tibbet’s Brook. Mas no mundo de Arlen quando a noite cai uma estranha névoa começa a erguer-se do chão, uma névoa que promete uma morte terrível para todos aqueles que sejam suficientemente loucos para enfrentar a escuridão, pois demónios esfomeados, que não podem ser feridos por armas comuns materializam-se na névoa para se alimentarem dos seres vivos. Quando a noite cai as pessoas não têm outra alternativa se não esconderem-se nas suas casas cuidadosamente guardadas com símbolos mágicos de protecção que são a única coisa capaz de manter os demónios à distância até que chegue o nascer do sol. Nesta história três jovens irão oferecer à humanidade uma última e fugaz hipótese de sobrevivência.

Opinião por Andreia Dias:
O Homem Pintado foi uma leitura sugerida por uma conhecida, na altura ela tinha-me feito um pequeno resumo, que agora sei ter sido muito aquém do que o livro me proporcionou, e me despertou interesse. Ainda demorei algum tempo a pegar nele, pelo que apenas o comecei a ler depois de já ter o segundo volume (A Lança do Deserto) na estante em lista de espera.
A história do livro do O Homem Pintado foca-se numa sociedade que vive assombrada por demónios nocturnos, literalmente. Durante a noite, mal o Sol desaparece do céu, nascem/materializam-se/aparecem variados tipos de demónios que são especialistas em destruir tudo o que puderem, em especial os humanos, pelo que a humanidade encontra-se quase num período de extinção… Não fosse pelas guardas (símbolos pintados que possuem magia) que usam para se protegerem e impedirem que os demónios tenham acesso às suas casas e afins. Só que nem sempre as guardas são eficazes e, quando falham, raramente há sobreviventes para contar o que se passou.
Neste enquadramento, encontramos os três protagonistas do livro: Arlen, um rapaz que sonha ser mensageiro e que fica destroçado quando a sua mãe morre por ter sido atacada por um demónio. Leesha, uma rapariga que sonhava casar-se e ter filhos, mas cuja fatalidade das más-línguas lhe traçam um caminho diferente que ela não previu. E, por fim, Roger, um simples miúdo que viu toda a sua família morrer num ataque de demónios quando as guardas falharam. Três personagens marcadas pela tragédia que, aos poucos, se vão apercebendo que não são pessoas como as outras, bem, pelo menos nós percebemos isso por elas.
No início, tenho de confessar, pareceu-me que poderia ser um pouco confuso haver três personagens principais, mas Peter V. Brett mostrou com mestria que isso pode fazer-se sem qualquer tipo de confusão. Adorei cada uma das personagens de tal forma que era-me difícil passar de um ponto de vista para o outro sem querer saber mais deles e do que aconteceu. À sua maneira, cada um mostra ter uma personalidade própria e bem definida que nos cativa e nos prende à leitura e nos faz sentir que podem realmente existir.
Ao longo do livro acompanhamos o percurso dos três e vamos vendo o seu crescimento até cada um se tornar adulto, acompanhamos as suas vivências e entendemos porque cada um se tornou naquilo que é até ao final do livro. Penso que este primeiro livro serviu essencialmente para isso, para nos introduzir as personagens e as suas histórias para os livros que se seguem e relatar outros acontecimentos marcantes na luta contra os demónios.
Além da história, algo que tenho a focar é as sociedades e formas de pensar que ao longo do livro nos são mostradas. Não pude deixar de fazer uma comparação social entre as sociedades fictícias e as sociedades reais, pois apareceram muitos acontecimentos e menções a situações que na realidade também acontecem, infelizmente.
Outro ponto importante, que o personagem Arlen vai focando é que as pessoas, todas, se deveriam unir na luta contra os demónios em vez de se esconderem e se isolarem cada um no seu canto… No entanto, só para o final do livro parece começar a fazer efeito, dando-nos alguma esperança que isso possa vir a acontecer e deixando-nos a questão: Na realidade, num mundo daqueles será que todos os humanos se uniriam contra uma ameaça comum?
Por fim, relativamente à escrita, adorei a simplicidade dela e a forma como o escritor usa as palavras para descrever os acontecimentos. Os capítulos têm a dose certa de acção e emoção para nos deixar agarrados ao livro e aos personagens. Não há muitos momentos mortos ou momentos que não sejam importantes para a história e isso mantém o interesse.
Uma questão que me ficou também, foi se o livro seria uma pseudo distopia, por causa da forma como é apresentada a história dos demónios enquadrando outros pormenores que são referidos ao longo dos livros.
Recomendo o livro a pessoas que gostam de fantasia com montes de emoções, em especial a leitores de livros como O Nome do Vento, A Guerra dos Tronos.

4 de abril de 2015

Opinião - Criaturas Maravilhosas - Kami Garcia e Margaret Stohl


Título: Criaturas Maravilhosas
Autoras: Kami Garcia e Margaret Stohl
Editora: Gailivro

Sinopse:
Lena Duchannes é diferente de qualquer pessoa que a pequena cidade sulista de Gatlin alguma vez conheceu. Ela luta para esconder o seu poder e uma maldição que assombra a família há gerações.
Mas, mesmo entre os jardins demasiado crescidos, os pântanos lodosos e os cemitérios decrépitos do Sul esquecido, há um segredo que não pode ficar escondido para sempre. Ethan Wate, que conta os meses para poder fugir de Gatlin, é assombrado por sonhos de uma bela rapariga que ele nunca conheceu.
Quando Lena se muda para a mais infame plantação da cidade, Ethan é inexplicavelmente atraído por ela e sente-se determinado a descobrir a misteriosa ligação que existe entre eles. Numa cidade onde nada acontece, um segredo poderá mudar tudo.

Opinião Andreia Patrícia Dias:
Quando peguei no livro Criaturas Maravilhosas não tinha qualquer tipo de expetativa em relação a ele, apenas esperava que fosse uma leitura agradável, tendo como fundo uma história de amor (típica dos livros que estão na moda atualmente). Ou seja, eu esperava mesmo só um livro para passar o tempo… Por isso, tenho de dizer que o livro ainda me surpreendeu um bocadinho, pois dei por mim a ir para a cama e não conseguir dormir sem ler umas boas páginas dele.
A história em si gira em torno de um jovem rapaz, Ethan, que vive numa vila típica onde tudo parece demasiado comum, pelo que ele sonha com o dia em que completa os estudos e vai viajar pelo mundo, explorar as terras que ele “ouve” falar nos livros. Além disso, e literalmente falando, também sonha com uma rapariga, sonhos demasiado reais para serem só sonhos… E é então que a conhece, Lena Duchannes, a nova moradora de Gatlin e a rapariga que vai colocar a população a falar e falar, a revirar meio mundo para que ela abandone a vila. Depois, toda a história começa a desenrolar-se em torno disso e da relação que os dois personagens vão criando entre si.
Um ponto forte neste livro é que ele é relatado do ponto de vista do Ethan, deixando de lado a típica melancolia e pensamentos deprimentes característicos de várias personagens femininas de outros livros que se enquadram no mesmo género. Outro ponto positivo, é o facto de as escritoras conseguirem criar um bom enquadramento para a sua história, tanto que Gatlin parecia “estar viva” para além daquilo que o Ethan nos ia relatando, não se tratando de mais um plano de fundo mal construído e mal explorado. Claro, que não poderia também deixar de falar do constante mistério que gira em torno de todos os personagens, o que nos parece tão certo a dado momento torna-se numa incerteza no momento seguinte! Isso acaba por prender bastante o leitor, que nunca chega a saber o que esperar e é constantemente surpreendido.
Contudo, mesmo tendo todos estes pontos positivos, não se pode dizer que o livro Criaturas Maravilhosas tenha trazido algo de novo para a literatura fantástica. No fundo, trata-se de conceitos já usados, mas com outros nomes e com uma história diferente.
Sobre a escrita das autoras, é uma escrita apelativa e bem estruturada, não chegamos a sentir necessidade de mais informação para sentir que estamos dentro do mundo que ambas criaram. Acrescenta-se a isso o ligeiro humor denotado em alguns pensamentos irónicos de Ethan, o que facilita bastante a leitura e nos arranca sorrisos. As personagens têm uma personalidade bem construída, sendo que há algumas bem carismáticas com as quais facilmente nos ligamos e nos deixa a desejar por mais.
Os amantes de livros sobrenaturais certamente que vão gostar de ler Criaturas Maravilhosas! Agora também em filme!

26 de novembro de 2014

A História da Lebre e da Tartaruga numa edição com suporte 3D e áudio para tablets e smartphones

Está a chegar às livrarias, o livro A História da Lebre e da Tartaruga, contada com recurso a realidade aumentada. Trata-se duma edição da LeYa/Gailivro em parceria com a ARP - Augmented Reality Publisher e com a Samsung, que conta a clássica história da lebre e da tartaruga, baseada na célebre fábula do escritor francês Jean de la Fontaine (1621-1695), com recurso a realidade aumentada - com suporte 3D e áudio para tablets e smartphones. Este será o primeiro de uma colecção de dez livros baseados nas fábulas do autor. O novo livro ganha vida com recurso à app através da qual os jovens leitores podem interagir com ele através de realidade aumentada. De fácil utilização, aos leitores bastará apontar o dispositivo – tablet ou smartphone – para as páginas do livro e assistir às cenas animadas em 3D enquanto ouvem a narração da história no idioma seleccionado – neste caso as histórias estão disponíveis em português e inglês.

12 de novembro de 2014

Passatempo - Cristiano Ronaldo - A ascensão de um vencedor - Vencedores

A D'Magia agradece a todos os participantes, infelizmente só 2 poderiam ser premiados.

E os vencedores são:
Ricardo Ferreira
Silvia Nespera

Os vencedores serão contactados por email.
Parabéns aos vencedores e os votos de uma boa leitura.

16 de setembro de 2014

Passatempo - Cristiano Ronaldo - A ascensão de um vencedor

A D'Magia em parceria com a Gailivro tem para oferecer dois exemplares de "Cristiano Ronaldo - A ascensão de um vencedor" de Michael Part.

Sinopse:
Cristiano Ronaldo nasceu no Funchal, a 5 de fevereiro de 1985. Começou a sua carreira no Clube Desportivo Nacional e, em 1997, transferiu-se para o Sporting Clube de Portugal. Depois de mais de duas dezenas de jogos pelo Sporting, assina um contrato milionário pelo Manchester United, na época de 2002/2003. Em 2004, Luiz Felipe Scolari convoca-o para o Euro 2004, onde se destacou como uma das mais jovens estrelas do futebol europeu. Desde essa altura que é titular indiscutível da Seleção Portuguesa. Em 2007 foi considerado o «melhor jogador» e o «melhor jovem «futebolista» da Primeira Liga Inglesa, títulos atribuídos pela Associação Profissional de Jogadores de Inglaterra. Em 2008, consagrou-se mundialmente com a conquista de diversos títulos individuais e coletivos: a Bota de Ouro, a Bola de Ouro, o FIFA World Player of the Year e o World Soccer Award, entre outros. Em 2009, transferiu-se para o seu clube de sonho, o Real Madrid, tendo sido recebido por 85 mil adeptos no Estádio Santiago Bernabéu. 

Para te habilitares a ser um dos vencedores responde às seguintes perguntas:
1 - Onde nasceu Cristiano Ronaldo?
2 - Luiz Felipe Scolari convocou-o para quê?
3 - Em 2007 foi considerado o quê?

E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome e morada), com o assunto "Cristiano Ronaldo", até ao dia 14 de Outubro, para literatura@dmagia.net

Regras do passatempo:
1) Apenas participantes com moradas de Portugal.
2) Podes participar quantas vezes quiseres, no limite de uma participação diária.
3) Condições e Termos de Participação estão em www.dmagia.net/faq.html

21 de junho de 2012

Opinião - Prazeres Inconfessos

Título: Prazeres Inconfessos  
Autor: Laurell K. Hamilton 
Editora: Gailivro  

Sinopse: 
Nesta primeira história da saga, Anita, que presta assessoria sobre crimes sobrenaturais para a polícia de St. Louis, investiga, contra a sua vontade, uma série de assassinatos de vampiros. Tudo começa quando ela vai como convidada a uma festa de despedida de solteira numa boate de strip-tease de vampiros cuja gerência está a cargo do sexy sugador de sangue francês Jean-Claude. A noiva acaba enfeitiçada e só se Anita atender os desejos dos vampiros – no caso, descobrir quem os está exterminando – é que ela vai voltar para casa com vida. Anita conhece então a mestra vampira Nikolaos, que, embora pareça uma menina inocente, é muito poderosa e tem mais de 1.000 anos. O que se segue é uma divertida história de detetive recheada de ação, viradas surpreendentes e pontuada pelo humor ácido desta fascinante protagonista, que seduz os fãs com uma boa história de mistério e vampiros em todo o mundo. 

Opinião por Cristiana Videira Ramos: 
Prazeres Malditos é o primeiro livro da série “Anita Blake”, escrita pela autora americana Laurell K. Hamilton. A série possui 20 livros publicados nos Estados Unidos e seu 21º livro tem lançamento previsto para Junho de 2012. Em Portugal, apenas dois livros da série foram publicados. 
A nossa heroína é Anita Blake, uma rapariga que consegue ressuscitar humanos. Apesar disso, ela também é conhecida como a “Executadora” já que é a única humana que já matou tantos vampiros e sobrevive para contar a história. Apesar deste pormenor, o que Anita deseja é ver-se livre dos vampiros, mantendo sempre a distância, mas parece que eles vêm sempre à procura dela. Anita também possui poderes que mais nenhum humano tem, ela apenas pela presença do vampiro consegue conhecer a sua idade e os seus poderes característicos. Na história, os humanos sabem e aceitam a existência de vampiros, e chegam mesmo a se voluntariarem para lhes fornecerem sangue. Existem também zumbis, demónios devoradores de carne morta, licantropos e humanos adoradores de vampiros. O livro é cheio de criaturas fantasiosas, do jeito que os leitores fãs do sobrenatural original gostam. Eles são apresentados aos poucos. É como se fosse uma apresentação dos personagens que virão no restante da série. Um aspecto que eu gostei bastante, foi termos os velhos vampiros de volta! Ou seja, não conseguem andar à luz do sol, dormem de dia e em caixões e são queimados por água benta e cruzes. 
Outro aspecto surpreendente é o facto de Anita não ser tão forte como aparenta ser. Todos os vampiros pensam que ela é uma durona mas por baixo daquela máscara está uma rapariga que não gosta nada de vampiros nem de lutas. Ela conta suas aventuras de uma forma cheia de humor e às vezes diretamente para o leitor. Nos seus pensamentos, ela passa por vários momentos agonizantes mas nunca demonstra isso para quem está de fora. Muito menos que sente uma atração fortíssima pelo vampiro centenário para lá de charmoso e misterioso, Jean Claude. Essa relação ou seja lá o que for, foi algo que me deixou muito curiosa sobre a continuação. 
Todos os personagens são muito cativantes, que nos fazem rir com seus sorrisos metidos e prender o fôlego quando estavam em perigo. Anita é uma pessoa sagaz, centrada e com tiradas inteligentes. Anita é uma verdadeira heroína, muito resistente nas cenas de ação, mostrando muita força de vontade.

9 de abril de 2012

Opinião - Crepúsculo

Título: Crepúsculo
Autor: Stephenie Meyer
Editora: Gailivro

Sinopse:
A mudança de Isabella Swan para Forks — uma cidade pequena do estado de Washington — podia ter sido o passo mais entediante que ela jamais dera. No entanto, quando ela conhece o misterioso e cativante Edward Cullen, a sua vida sofre uma viragem emocionante e aterradora. Até este momento, Edward conseguiu manter a sua identidade vampírica em segredo na comunidade em que vive. A partir de agora, porém, ninguém está a salvo, sobretudo Isabella, a pessoa que Edward mais preza. O casal de namorados dá por si precariamente equilibrado no fio da navalha — entre o desejo e o perigo.

Opinião por Cristiana Ramos:
“Crepúsculo poderia ser como qualquer outra história não fosse um elemento irresistível: o objecto da paixão da protagonista é um vampiro. Assim, soma-se à paixão um perigo sobrenatural temperado com muito suspense, e o resultado é uma leitura de tirar o fôlego - um romance repleto das angústias e incertezas da juventude - o arrebatamento, a atracão, a ansiedade que antecede cada palavra, cada gesto, e todos os medos. Isabella Swan chega à nublada e chuvosa cidadezinha de Forks - último lugar onde gostaria de viver. Tenta se adaptar à vida provinciana na qual aparentemente todos se conhecem, lidar com sua constrangedora falta de coordenação motora e se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. Em seu destino está Edward Cullen. Ele é lindo, perfeito, misterioso e, à primeira vista, hostil à presença de Bella o que provoca nela uma inquietação desconcertante. Ela se apaixona. Ele, no melhor estilo "amor proibido", alerta: Sou um risco para ti. Ela é uma garota incomum. Ele é um vampiro. Ela precisa aprender a controlar seu corpo quando ele a toca. Ele, a controlar sua sede pelo sangue dela. Em meio a descobertas e sobressaltos, Edward é, sim, perigoso: um perigo que qualquer mulher escolheria correr.”

Quase todos conhecem este fenómeno literário, nem que seja só pela adaptação ao cinema. A verdade é que desde que a Saga Twilight veio ao mundo, os vampiros tiveram um novo renascimento, uns dos livros mais vendidos entre os jovens são os que tem vampiros ou os que falam de algo sobrenatural. Temos os exemplos da Anita Blake, a saga da Casa da Noite, a saga Predadores da Noite, O diários de um vampiro, todos eles começaram a vender depois que a Saga Twilight começou a ser vendida. Eu conheci este livro em Agosto de 2008,ou seja, muito antes de este ser adaptado a filme e virar um fenómeno mundial.

Este livro é o típico livro para uma adolescente que sonha por um romance de outro mundo, uma adolescente romântica, sim, eu sou uma dessas adolescentes, e talvez seja essa o motivo pelo qual me apaixonei e agarrei tanto por este livro quando comecei a lê-lo. Outro aspecto que me agarrei tanto ao livro foi o nome do protagonista, Edward. O meu nome de eleição masculino é Eduardo, ou seja, muito semelhante ao nome do protagonista de Crepúsculo.

Um aspecto importante é que todos os livros são escritos na primeira pessoa, o que na minha opinião os sentimentos da personagem principal (Bella) são facilmente captados pelo leitor, é quase como se fosse um diário dela, em que temos acesso a todos os seus pensamentos e emoções. Bella é apresentada como uma típica adolescente, os pais separaram-se, a mãe arranja outro companheiro, o pai vive numa remota e chuvosa cidade chamada Forks, onde não tem nada haver com a cidade onde ela vivia, Arizona. Bella resolve ir viver com o pai durante um tempo para que a sua mãe acompanhe o seu novo namorado nos treinos de basebol. Daqui nada de novo. O problema é quando Bella se sente atraída por um rapaz de sua nova escola, Edward Cullen, o rapaz mais excêntrico e reservado da escola. Ele só se relaciona com o grupo de sua família sendo eles o Jasper, Alice, Emmet e Rosalie. Quando ela descobre que ele e a sua família são vampiros, aí sim começa o grande drama.

Edward é o elemento essencial que faz com que Bella aceite de boa vontade ficar em Forks e que se adapte naquele lugar que ela inicialmente odiava. Algo irónico é que Bella diz no livro que odeia tudo o que seja húmido, chuvoso e frio, o aspecto muito curioso já que os vampiros são frios e ela acabava por se apaixonar por um!

Edward é nos apresentado como o rapaz mais lindo do mundo. Na minha opinião, todas as adolescentes que leram o livro, queriam um Edward só para elas! Ele é diferente, misterioso, enigmático, porém bastante belo e irresistível. Ele imediatamente desperta em Bella seus medos e desejos mais profundos e desconhecidos, um desassossego que ela não consegue explicar. Quando ela descobre o que Edward é realmente, Bella aceita com uma naturalidade paranormal.

Aspectos que deixaram algumas pessoas perplexas era o quanto diferentes eram estes vampiros. Todos conhecemos os típicos vampiros que morrem queimados pela luz do sol, bebem sangue humano, dormem em caixões, entre outros. Na Saga Twilight, os vampiros também bebem sangue humano, mas a família Cullen não queriam ser uns “monstros” e alimentam-se de sangue de animais. Por isso é que toda a família Cullen tem os olhos de uma cor âmbar e os outros vampiros apresentados têm os olhos vermelhos. Para as pessoas que são mais tradicionais, não aceitaram muito bem que estes vampiros, em vez de serem queimados à luz do sol, brilhem! Sim, eles brilham à luz do sol! Stephenie Meyer diz no livro que é como se a pele tivesse revestida com pequenos diamantes por todo o corpo. Estes novos vampiros também não dormem em caixões, estes não dormem de todo! O cenário de Forks só ajuda ao mistério e ao sobrenatural, com a neblina e chuva constante.

Uma personagem que não tem grande destaque neste livro, mas que nos outros passa a ser uma das principais, é o Jacob. Este é um rapaz com 16 anos mas que apresenta um físico de um rapaz de 18 anos. Jacob é um velho amigo de Bella de quando ela vinha visitar o pai em Forks, eles brincavam bastante mas quando Bella se ausenta de Forks durante muitos anos, aquela amizade começa a perder a sua chama. É de imediato que o leitor percebe que Jacob sente uma certa atração por Bella ou talvez algo mais, mas a personagem não é aprofundada, neste primeiro livro. Mas dá para o leitor ter a sensação que ali vai nascer um problemático triângulo amoroso.

Este livro já ganhou vários prémios, entre eles o Top 10 Livros para Jovens Adultos, da American Library Association. No ano de 2009, o enredo foi adaptado às telas do cinema, dirigido por Catherine Hardwicke e protagonizado por Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner.

14 de dezembro de 2011

Opinião - Eclipse

Título: Eclipse
Autor:
Stephenie Meyer
Editora: Gailivro

Sinopse:
Ao mesmo tempo que Seattle é assolada por uma série de mortes inexplicáveis e um malicioso vampiro continua a sua busca por vingança, mais uma vez Bella encontra-se rodeada por perigo em Eclipse, o terceiro volume da saga de Luz e Escuridão. No centro de tudo, ela é forçada a escolher entre o seu amor por Edward e a sua amizade com Jacob, sabendo que a sua decisão poderá atiçar a luta intemporal entre vampiro e lobisomem. Com o final do liceu a aproximar-se rapidamente, Bella tem mais uma decisão a tomar: vida ou morte. Mas, qual é qual?

Opinião por Vitor Caixeiro:
Depois de uma grande surpresa presenteada por Stephenie Meyer, surge Eclipse que eleva novamente as expectativas dos leitores. Pessoalmente, estava mesmo convencido que este seria mais um brilhante volume, repleto de acção e intrigas como o anterior que me causou um profundo impacto. Contudo, apesar de também ter apreciado Eclipse, fiquei um tanto surpreendido com o que me deparei.
Com um começo banal, que não me despertou grande interesse, Eclipse não apresenta um desenvolvimento que eu esperaria. Não existe a dinâmica a que já estava habituado, nem aquele desejo que Stephenie Meyer me causava de querer mudar de página o mais rápido possível. Nesta continuação, existe uma faceta mais característica do romance do que do fantástico. Há mais descrições dos sentimentos do casal, mais diálogos intermináveis e irrelevantes que poderiam ser substituídos por um pouco mais de suspense, já que havia um vasto leque de escolhas que a autora poderia ter adoptado.
Em Eclipse, observamos um aprofundamento da história dos Cullen, a família de Edward, que até foi agradável de se ver desenrolar ao longo do livro. Detalhar o percurso de Jasper ou de Rosalie, por exemplo, foi importante para justificar os seus comportamentos face a Bella.
E já aqui começa a haver a confusão de Bella, a indecisão e imprecisão do seu amor que inesperadamente mudou de rumo. Jacob torna-se uma personagem mais importante, o que aumenta a intriga que eu tinha desejado no início do livro que compensa a pieguice desnecessária. Surge essa questão da divisão de Bella entre Edward e Jacob, que por momentos chegou a irritar-me (gostei dessa sensação, apesar de tudo), mas que tem a sua pausa no momento certo quando entra a verdadeira acção em cena. E embora isso só aconteça muito à frente, após algumas centenas de páginas, captou-me a atenção na íntegra e deu-me o impulso para continuar a ler os capítulos restantes. Gostei do ambiente descrito, da forma como Bella assumiu a sua posição durante a imprevisível batalha. A boa interferência de Jacob mudou a opinião que ostentava em relação a ele, e assim fiquei, de certo modo, mais aberto a aceitar o papel do seu grupo na história que certamente integrará o fim da saga.
Eclipse não é o auge da saga Luz e Escuridão. Está longe disso. No entanto, apresenta acontecimentos importantes e bem edificados que a pouco e pouco adensam o clima amoroso vivido entre os protagonistas. É, portanto, uma sequela não tão forte como as anteriores, mas ainda assim uma boa opção para antecipar o final desta magnífica história sobrenatural.

10 de setembro de 2011

Opinião - Lua Nova

Título: Lua Nova
Autor: Stephenie Meyer
Editora: Gailivro

Sinopse:
Para Bella Swan, existe algo mais importante do que a própria vida: Edward Cullen. Porém, estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que alguma vez poderia ter imaginado. Edward já salvou Bella das garras de um vampiro maléfico, mas agora, à medida que a sua destemida relação ameaça tudo o que se encontra por perto e todos os que lhes são queridos, eles apercebem-se de que os seus problemas podem estar apenas a começar...

Legiões de leitores, arrebatados por Crepúsculo, best-seller de New York Times, estão ansiosos pela continuação da história dos amantes perseguidos pela má sorte, Bella e Edward. Em Lua Nova, Stephenie Meyer assina outra irresistível combinação de romance e suspense com um toque sobrenatural. Apaixonante, fascinante e cheia de surpreendentes reviravoltas, esta saga amorosa de vampiros caminha a passos largos para a imortalidade literária.

Opinião por Vitor Caixeiro:
Stephenie Meyer apanhou-me de surpresa em Crepúsculo e tornou-me um fã devoto da Saga Luz E Escuridão. Como tal, aguardava excelentes expectativas para este segundo volume. E, de facto, foi o que aconteceu.

O romance entre Bella e Edward continua, mas aqui de uma maneira diferente da anterior. Nos primeiros capítulos tudo corre bem, aliás, melhor que bem. A relação entre o vampiro e a humana intensifica-se, começa a haver uma aceitação por parte dos outros mas algo acontece que acaba com essa felicidade. Ocorreu um acidente que pôs em causa os limites de um relacionamento anormal que ninguém pode solucionar. E quando parece que a situação melhorou e se encontraram os suportes necessários para retomar a estabilidade, tudo se desmorona para Bella que terá de enfrentar sozinha longos e penosos meses de sofrimento.
O carácter deste livro é diferente de Crepúsculo, como já referi. Não se evidencia a perfeição do amor ou os seus aspectos positivos. Pelo contrário, discrimina em longos monólogos a maior devastação que se pode viver após a partida de alguém e a manifestação de sentimentos de culpa e fúria nesta dolorosa fase. Nisto a autora revela até demasiada mestria, causando um profundo impacto naquele que se entregar verdadeiramente às suas palavras, porém uma descrição lamentável e piegas a quem não esteja familiarizado com tanta sensibilidade.
Uma marca da qual gostei bastante foi a passagem dos meses em folha branca, nua, que é um ponto a favor tanto para os leitores mais insensíveis como para aqueles que vêm nessas páginas uma alma vazia. Até esse ponto, apenas existe a descrição da infelicidade de Bella. No entanto, a partir daí, nota-se uma certa vitalidade devido à nova companhia que Bella adquiriu para esquecer o que para trás ficou. Mais tarde, tal facto criará um dilema difícil de enfrentar, mas só quando se instala acção com uma determinada fracção de suspense na trama. Além de ser um ponto fundamental na obra, este desenrolar de acontecimentos foi muito bem conseguido pela autora que ao criar esse ambiente de incertezas trouxe ao livro um óptimo desenvolvimento.
Talvez se possa dizer que a escrita de Meyer se aperfeiçou um pouco nesta sequela, pois soube balancear o negativo e o positivo sem cair numa parcialidade para a perfeição do romance que foi necessária no livro anterior. E, mais uma vez, não excedeu o conteúdo paranormal e investiu, neste caso, nas advertências de uma relação paranormal.
O final não podia ser mais evidente, mas ainda assim gostei da simplicidade demonstrada e do humor presente nas últimas deixas da protagonista. A recuperação do conforto deu-lhe de novo felicidade e é desse tipo de coisas que eu gosto no desfecho de um romance, apesar de este não ser o derradeiro fim. Isto foi o bastante para me provocar mais expectativas relativamente ao próximo volume, que apesar de eu acreditar que será bom, tenho as minhas dúvidas se será igualmente tão bom a este que tanto me agradou e tanto me surpreendeu.

12 de agosto de 2011

Opinião - Nómada


Título: Nómada
Autor: Stephenie Meyer
Editora: Gailivro

Sinopse:
Melanie Stryder recusa-se a desaparecer. O nosso Mundo foi invadido por um inimigo invisível. Os Humanos estão a ser transformados em hospedeiros destes invasores, com as suas mentes expurgadas, enquanto o corpo permanece igual e a vida prossegue sem qualquer mudança aparente. A maior parte da Humanidade não consegue resistir. Quando Melanie, um dos poucos Humanos "indomáveis", é capturada, ela tem a certeza de que chegou o fim. Nómada, a Alma invasora a quem o corpo de Melanie é entregue, foi avisada sobre o desafio de viver no interior de um humano: emoções avassaladoras, excesso de sentidos, recordações demasiado presentes. Mas existe uma dificuldade com que Nómada não conta: o anterior dono do corpo combate a posse da sua mente. Nómada esquadrinha os pensamentos de Melanie, na esperança de descobrir o paradeiro da resistência humana. Melanie inunda-lhe a mente com visões do homem por quem está apaixonada – Jared, um sobrevivente humano que vive na clandestinidade. Incapaz de se libertar dos desejos do seu corpo, Nómada começa a sentir-se atraída pelo homem que tem por missão delatar. No momento em que um inimigo comum transforma Nómada e Melanie em aliadas involuntárias, as duas lançam-se numa busca perigosa e desconhecida do homem que amam.

Opinião por Ana Rita Domingos:
Da autora da famosa Saga Twilight, Stephenie Meyer traz aos seus leitores um fascinante romance capaz de arrebatar pela sua irreverência, criatividade e intensidade literária.
Num mundo dominado por alienígenas, em que os humanos foram subjugados pela invasão de Almas que se apoderaram dos seus corpos, Nómada é inserida no corpo de Melanie Stryder, uma das últimas humanas a fazer frente aos “ladrões de corpos”, uma das últimas rebeldes. No entanto, e em oposição ao que seria de esperar, o espírito de Melanie permanece no corpo, coabitando com a Alma. A partir daqui, somos conduzidos por um destino que leva Nómada a rebelar-se contra os seus, aliando-se a Melanie na busca dos seus grandes amores: Jared e o irmão Jamie. Incapaz de suportar o afastamento da sua família, Nómada e Melanie partem em busca de um refúgio, um caminho que as leva ao encontro de um grupo de resistentes, escondidos numa rede de cavernas no deserto. É necessária grande força e altruísmo para que Nómada seja aceite junto dos humanos. Como podem estes ser capazes de a aceitar depois de a sua espécie lhes ter roubado o lar? Com o passar dos meses, Nómada, ou Noa, torna-se parte integrante da comunidade, conquistando um lugar pela sua personalidade bondosa e pacífica. A conquista faz-se, de igual modo, a nível interno, pessoal. Noa começa a conhecer-se melhor e o amor inicialmente dirigido a Jared é transferido para outro humano. Mas como pode ela dedicar-se ao seu próprio amor, à sua própria vida, quando Melanie se encontra presa dentro do seu corpo? Como pode usar o corpo de Mel sem o seu consentimento, entregando-o a outro que não Jared?
Stephenie Meyer entrega grande parte do seu romance à contemplação do conflito de duas mentes a partilhar o mesmo corpo. Cada uma com as suas necessidades, sentimentos, pontos de vista e prioridades. Principalmente, enfatiza o destino que coloca Mel fora do controlo do seu corpo, a sua total dependência enquanto hospedeira de Noa.
Por outro lado, este romance leva-nos a inquirir sobre o comportamento humano actual. “E os Humanos eram brutais e descontrolados. Matavam-se uns aos outros com tamanha frequência, que o assassínio passara a ser uma parte aceitável da vida”. Estas e outras referências ao egoísmo dos Humanos, como a criação de métodos de tortura, as guerras que assolaram e modificaram a face de todos os continentes, a pobreza e miséria de milhões e consequente desprezo pelos pares (“nações pacíficas desviam o olhar, enquanto indivíduos da própria espécie morriam de fome junto aos degraus das suas casas”), a brutalidade experienciada por crianças vítimas de maus tratos por parte da própria família... Todo um rol de erros cometidos ao longo dos tempos, erros que afectaram e colocaram em risco o planeta Terra, erros de ganância, de negligência. Leva-nos a pensar em que se tornaram os Humanos, em que se transformaram para que seja necessária a vinda de alienígenas, para que seja necessária a intervenções de seres externos para tornar o mundo melhor, para salvar o que é nosso, para proteger as outras espécies da nossa própria casa, para pôr fim a um reinado de desigualdades sociais.
Um romance que recomendo, sem dúvida. Uma história única, com um desenvolvimento excelente, personagens fortes que nos prendem pela sua força e pela luta e esforços que empregam para alcançar um futuro melhor, aliás, para alcançarem um futuro. É também uma lição de não desistência, uma lição para todos os que se dizem humanos, um repensar da forma como encaramos o mundo e como damos por garantido o nosso futuro.

24 de julho de 2011

Opinião - Crepúsculo

Título: Crepúsculo
Autor: Stephenie Meyer
Editora: Gailivro

Sinopse:
A mudança de Isabella Swan para Forks — uma cidade pequena do estado de Washington — podia ter sido o passo mais entediante que ela jamais dera. No entanto, quando ela conhece o misterioso e cativante Edward Cullen, a sua vida sofre uma viragem emocionante e aterradora. Até este momento, Edward conseguiu manter a sua identidade vampírica em segredo na comunidade em que vive. A partir de agora, porém, ninguém está a salvo, sobretudo Isabella, a pessoa que Edward mais preza. O casal de namorados dá por si precariamente equilibrado no fio da navalha — entre o desejo e o perigo.

Opinião por Vitor Caixeiro:
Quando escolhemos um livro para ler, normalmente a primeira coisa em que reparamos é a capa. É o que mais nos chama a atenção, mas poderá ser o mais enganador que há num livro. Isto foi o que me aconteceu primeiramente com esta obra. Vi-a em várias livrarias, em certos sítios na Internet, mas nunca me debrucei a ler a sinopse porque a dita imagem dos dois braços com a maça não me cativava de todo. Nem o título me sugeria uma história interessante, e não conseguia de modo algum relacioná-lo com o tema de capa.
Alguns anos depois, alguém me diz que no cinema está em exibição um filme com o nome de "Crepúsculo", baseado naquela obra. Mais uma vez, não me interessei. Contudo, o meu pouco ou nenhum interesse iria mudar quando amigos meus me falam do filme. Tanto eles como elas me diziam que era um filme fantástico, comovente e um dos poucos que os manteve estáticos nos assentos da sala de cinema. Fiquei bastante curioso, e não resisti a comprar um bilhete nesse mesmo dia. E para meu espanto, tornou-se um dos meus filmes favoritos, que eu certamente iria adquirir em DVD e rever muitas vezes.
Não queria ficar por ali. A história era demasiado bonita e especial para ser unicamente marcada pelo filme. Já sabia que existia uma obra que lhe deu origem. Lê-la estaria nos planos das férias mais próximas, ou talvez até mais cedo, se não me importasse de passar algumas madrugadas acordado e no dia seguinte ficar com olheiras enormes. Decidi ler os primeiros capítulos lentamente e esperar pelo tempo em que pudesse dedicar totalmente à leitura. Embora essa fosse a minha ideia, tal não foi obviamente possível.
Tinha conhecimento da história, todas as personagens figuravam na minha mente, bem como os locais que servem de cenário ao desenrolar da acção, logo não havia maneira de passar muito tempo a imaginar esses detalhes, se bem que o livro incluía um catálogo bem mais vasto.
Um fim-de-semana bastou, deste modo, para concluir a minha leitura. Não houve um único momento em que eu quisesse deixar Forks e aquele ambiente misterioso. As descrições fabulosas, os diálogos espontâneos e o suspense aterrador fizeram daquele enredo um magnífico e irresistível conto de fadas para jovens adultos, com uma única e especial história de amor.
Gostei do facto da autora ter desenvolvido ao pormenor o relacionamento entre Bella e Edward e o quão forte se foi tornado ao longo do livro, e não se limitar apenas à narração de conteúdo sobre os seres sobrenaturais que tanto intrigam o leitor, deixando alguns destes aspectos para as próximas sequelas. Este pano de fundo reforça a ideia de um grandioso amor impossível, visto que Edward pertence a um mundo ao qual Bella não faz parte. Assim, penso que consegue captar melhor a atenção de quem tem a intenção de se manter fiel e continuar interessado nesta saga.
Ao escrever o livro na primeira pessoa (pela visão de Bella Swan) a autora transmite pensamentos mais profundos e realísticos do que se fosse uma narradora ausente, outro facto que me agradou nesta obra.
O modo como está escrita é perfeitamente acessível, permitindo desta forma uma leitura fluente e uma apreensão mais rápida dos acontecimentos. Ainda assim, Stephenie Meyer não se poupou às descrições e adjectivações tanto das personagens como dos espaços, mas como é evidente tudo isso faz parte da essência de um livro.
O final foi de certa forma inesperado, a meu ver (é um pouco diferente do filme), algo que eu valorizo muito e assim sendo foi o que mais gostei do livro, embora o fim signifique que o livro está a chegar ao fim. Porém, não há que desesperar pois aguardam-me três sequelas recheadas de novos mistérios, personagens e intrigas que certamente tornarão mais forte o meu gosto por a saga Luz e Escuridão.

30 de abril de 2011

Opinião - Crepúsculo

Título: Crepúsculo
Autor: Stephenie Meyer
Editora: Gailivro

Sinopse:
A respeito de três aspectos, eu estava absolutamente segura. Em primeiro lugar, Edward era um vampiro. Em segundo lugar, uma parte dele - e eu não sabia qual era o poder dessa parte - ansiava pelo meu sangue. Por fim, em terceiro lugar, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele.

A mudança de Isabella Swan para Forks — uma cidade pequena e permanentemente chuvosa do estado de Washington — podia ter sido o passo mais entediante que ela jamais dera. No entanto, quando ela conhece o misterioso e cativante Edward Cullen, a sua vida sofre uma viragem emocionante e aterradora. Até este momento, Edward conseguiu manter a sua identidade vampírica em segredo na comunidade em que vive. A partir de agora, porém, ninguém está a salvo, sobretudo Isabella, a pessoa que Edward mais preza. O casal de namorados dá por si precariamente equilibrado no fio da navalha — entre o desejo e o perigo.

Opinião por Marta Fernandes:
A história do livro "Crepúsculo" é uma história envolvente que nos permite sair da realidade por uns momentos, a partir do momento em que o leitor lê a primeira página fica completamente viciado na história e torna-se difícil parar de ler, a cada capítulo a história fica cada vez mais interessante e faz com que o leitor dedque a maior parte do seu tempo a ler.
É um óptimo livro para quem gosta de romances obscuros e para quem acredita que o amor vence todas as barreiras, mesmo quando os amantes fazem parte de dois mundos completamente diferentes, esta história é para quem defende que não há amores impossíveis, há amantes cobardes.
No momento em que o leitor começar a ler o livro "Crepúsculo" tudo á sua volta se irá abstrair, o leitor viverá apenas para o livro e quando o acabar de ler só irá desejar por mais.

2 de fevereiro de 2011

Opinião - Infecção


Título: Infecção
Autor: Scott Sigler
Editora: Gailivro

Sinopse:
Por toda a Amé­rica, uma mis­te­ri­osa doença está a trans­for­mar pes­soas nor­mais em assas­si­nos deli­ran­tes e para­nói­cos, que come­tem atro­ci­da­des bru­tais em estra­nhos, em si pró­prios e até mesmo nos seus familiares.
A tra­ba­lhar sob sigilo gover­na­men­tal, o ope­ra­ci­o­nal da CIA, Dew Phil­lips, cruza o país de lés a lés, numa ten­ta­tiva vã de apa­nhar uma vítima viva. Dis­pondo ape­nas de cor­pos em decom­po­si­ção como pis­tas, a epi­de­mi­o­lo­gista do CDC, Mar­ga­ret Mon­toya, corre con­tra o tempo para ana­li­sar as evi­dên­cias cien­tí­fi­cas, des­co­brindo que os assas­si­nos têm algo em comum: foram con­ta­mi­na­dos por um para­sita cri­ado por bio­en­ge­nha­ria, cuja com­ple­xi­dade vai muito além dos limi­tes da Ciência.
Perry Daw­sey — um cor­pu­lento e antigo ás de fute­bol ame­ri­cano — con­fi­nado a um cubí­culo e resig­nado à vida de assis­tente de infor­má­tica, acorda uma manhã e des­co­bre que tem várias tume­fac­ções a crescerem-​lhe no corpo. Em breve, ele dará con­sigo a agir e a pen­sar de forma estra­nha, a ouvir vozes… está infectado.

Opinião por Inês Cruz:
Gostei muito da leitura, leve, mas ao mesmo tempo bastante científica. Fala acerca de vários indivíduos que se vêm perante um infecção desconhecida com sintomas ainda mais indeterminados, como a vontade súbita de matar o melhor amigo ou até mesmo o próprio filho. No entanto mostra-nos também a procura de pacientes infectados vivos por parte de uma epidemiologista, pois quando estes morrem dissolvem-se em apenas algumas horas. Leva-nos a pensar sobre que desenvolvimento biológico se trata, bactéria extremamente evoluída? Criação por parte de alguma empresa farmacêutica? Bioterrorismo?

Leitura fácil, só queremos ler mais e mais, para saber o que se passa a seguir, levando-nos para a história, em algumas partes bastante sangrenta mas uma boa surpresa, principalmente o desvendar do livro… ficando em aberto para a sua continuação, “Contagious”, ainda não traduzido para a língua de Camões.