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6 de fevereiro de 2016

Opinião - "A Praia" de Alex Garland



Sinopse:
O desejo de encontrar algo real e genuíno é o que leva Richard a viajar para a Tailândia. Num hotel de Bangkok, Richard conhece um casal francês e encontra também um sujeito estranho conhecido por Daffy, um viajante de longa data marcado pelo sol e pelas drogas. Daffy confia a Richard um segredo: a existência de uma ilha secreta, o paraíso na terra- a praia perfeita!

Opinião por Vanessa Roque:
A Praia, de Alex Garland, já adaptado ao cinema pelas mãos de Danny Boyle, é um romance que pretende falar a toda uma geração.
Alex Garland representa nos anos 90, aquilo que todos os “jovens adultos” sentem em determinadas fases da sua vida, uma impotência e falta de estrutura emocional para encarar o mundo e a realidade capitalista.
A Praia fala sobre um jovem na casa dos 20 anos, que descobre nas viagens, um meio de fuga para a sua vida e para os seus problemas. Ao longo do livro, vamos-nos apercebendo que este viajante elege a Ásia como o seu paraíso, mas ele não está sozinho, neste sentimento de alienação da vida familiar e profissional. Rapidamente conhece um casal de franceses, em Banguecoque, que procura viver o mesmo espírito de aventura, sem rumo, nem destino. Contudo, na pensão onde pernoita conhece um drogado, Mr. Daffy, que antes de cometer suicídio, delira, coloca uma conversa incómoda com Richard e deixa-lhe um mapa debaixo da porta. Hospedados na mesma pensão, Richard e o casal de franceses decidem rapidamente seguir o mapa que indica uma praia paradisíaca de areias brancas e de recife de coral, de difícil acesso, que supostamente são os jardins do Paraíso em plena Tailândia.
Contudo, a viagem é mais difícil do que imaginavam, provocada pela violência psicológica do local e o esforço físico do nado. Ao chegar à ilha, tentam atravessar uma floresta densa e deparam-se com uma plantação de erva guardada por tailandeses nada simpáticos. Para escapar, eles saltam para uma cascata, onde surpreendentemente são acolhidos por uma comunidade de cerca de 30 pessoas de diferentes nacionalidades que escolheram aquela praia para formar uma sociedade utópica.
Aí começa o desenrolar de cenas de acção, terror e de thriller psicológico, com uma narrativa com frias e calculadas passagens psicológicas, desde a amizade imaginária (ou real) com Mr. Daffy, num ritmo que nos faz querer ler até à última página. A história é, ainda, ilustrada por personagens de desenho animado (Mr. Daffy) e filmes sobre a guerra do Vietname (Apocalypse Now) e jogos da Nintendo, mostrando mais uma vez o mito de viver numa ilha isolada.
Este livro é aquilo que podemos apelidar de uma "má dose" no paraíso, pois apesar da envolvente de sonho, acabamos por cair na mesma rede de cinismo e falta de valores morais da sociedade actual.


7 de outubro de 2015

Assim foi Auschwitz, de Primo Levi, nos 70 anos da Segunda Guerra Mundial

ASSIM FOI AUSCHWITZ

DE PRIMO LEVI, um dos mais importantes autores sobre o Holocausto, com Leonardo de Benedetti

Um conjunto de textos inéditos, escritos imediatamente após o fim da Segunda Guerra Mundial


- O testemunho extraordinário e real sobre os campos da morte de Auschwitz
- Um documento imprescindível na História Mundial
- A obra que marca os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial

Sobre o livro:
Em 1945, no rescaldo do fim da Guerra e da libertação dos campos de concentração pelas forças aliadas, o exército soviético pediu a Primo Levi e a Leonardo de Benedetti, seu companheiro de campo, que redigissem uma relação detalhada das condições de vida nos Lager. O resultado foi um dos primeiros relatórios alguma vez realizados sobre os campos de extermínio. Chocante pela objectividade e detalhe, tocante pela precoce e indignada lucidez, é um testemunho extraordinário daquela que viria a ser uma das vozes mais relevantes da antologia de memórias sobre o Holocausto. Assim foi Auschwitz recolhe esse relatório e vários outros textos de Primo Levi – inéditos até hoje - sobre a experiência colectiva do Holocausto, compondo um mosaico de memórias e reflexões críticas de inestimável valor histórico e humano, tão relevantes hoje, 70 anos volvidos sobre o fim da Segunda Guerra, como no tempo em que foram escritos.

Sobre o autor:
Primo Levi nasceu em Turim, em 1919, e suicidou-se nessa cidade em 1987. Licenciado em Química, participou na Resistência, foi preso e internado no campo de concentração de Auschwitz. É com Calvino e Pavese, uma das principais figuras da geração italiana do pós-guerra. Notabilizou-se pela autoria de vários livros sobre a experiência naqueles campos – de que o livro Se isto é um homem é o exemplo mais célebre – assim como por contos e romances. Assim foi Auschwitz, escrito com Leonardo De Benedetti e curado por Fabio levi e Domenico Scarpa, recolhe um conjunto admirável de textos inéditos em Portugal sobre a experiência dos campos de extermínio. «Esta é a experiência da qual saí e que me marcou profundamente; o seu símbolo é a tatuagem que até hoje trago no braço: o meu nome de quando não tinha nome, o número 174517. Marcou-me, mas não me tirou o desejo de viver. Aumentou-o, porque conferiu uma finalidade à minha vida, a de dar testemunho, para que nada semelhante alguma vez volte a acontecer. É esta a finalidade que têm os meus livros.»

26 de maio de 2015

O Luto de Elias Gro de João Tordo, Já à Venda

Sobre o livro:

Novo romance de João Tordo
O novo trabalho de João Tordo apresenta uma dimensão mais intimista e atmosférica, através do qual o autor mergulha na alma humana, com tudo aquilo que ela traz de mais obscuro, mas também de mais luminoso. Um livro sobre esquecimento e redenção.
Numa pequena ilha perdida no Atlântico, um homem procura a solidão e o esquecimento, mas acaba por encontrar muito mais. A ilha alberga criaturas singulares: um padre sonhador, de nome Elias Gro; uma menina de onze anos perita em anatomia; Alma, uma senhora com um coração maior do que a ilha; Norbert, um velho louco que tem por hábito vaguear na noite; e o fantasma de um escritor, cuja casa foi engolida pelo mar. O narrador, lacerado pelo passado, luta com os seus demónios no local que escolheu para se isolar: um farol abandonado, à mercê dos caprichos da natureza – e dos outros habitantes da ilha. Com o vagar com que mudam as estações, o homem vai, passo a passo, emergindo do seu esconderijo, fazendo o seu luto, e descobrindo, numa travessia de alegria e dor, a medida certa do amor. "O Luto de Elias Gro" é o romance mais atmosférico e intimista de João Tordo, um mergulho na alma humana, no que ela tem de mais obscuro e luminoso.

Sobre o autor:
João Tordo nasceu em Lisboa em 1975. Formado em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa, trabalhou como jornalista freelancer em vários jornais. Viveu em Londres e nos Estados Unidos. Em 2001, venceu o Prémio Jovens Criadores na categoria de Literatura e, mais tarde, o Prémio Literário José Saramago 2009 com As Três Vidas (2008), tendo sido finalista, com o mesmo romance, do Prémio Portugal Telecom, em 2011. Com o romance O Bom Inverno, publicado em 2010, foi finalista do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores e do Prémio Fernando Namora; a tradução francesa integrou os finalistas da 6.ª edição do Prémio Literário Europeu. Da sua obra publicada constam ainda os romances: O Livro dos Homens sem Luz (2004), Hotel Memória (2007), Anatomia dos Mártires (2011), finalista do Prémio Literário Fernando Namora 2012, e O Ano Sabático (2013) e Biografia Involuntária dos Amantes (2014). Os seus livros estão publicados em sete países, incluindo França, Itália e Brasil.

O Luto de Elias Gro será apresentado por José Tolentino Mendonça, no dia 28 de Abril, às 18h30, na Livraria Ler Devagar, na LX Factory, em Lisboa.

Companhia das Letras
323 páginas
PVP 15,90€