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5 de agosto de 2016

Novidades Quetzal | As Melhores Leituras para o Verão

As Melhores Leituras para o Verão 
A Partir de Uma História Verdadeira 


Um «thriller diabolicamente perverso. Vertiginoso mise-en-abyme psicanalítico.» Assim destacou a revista francesa Le Point o livro A Partir de Uma História Verdadeira, da autora best-seller Delphine de Vigan. Um livro de leitura viciante, no qual a história se desenrola no limiar da realidade e ficção. Com meio milhão de exemplares vendidos em França, este romance vai fazer aquecer ainda mais o seu verão.
«Acho que há três formas de ler este livro. A primeira é como um thriller psicológico entre duas mulheres e os jogos de influência e poder entre elas. Mas também queria dissertar sobre o que é isto da ficção e da realidade e o porquê de as pessoas estarem tão preocupadas em distingui-las. Por último, a terceira forma, queria mostrar os bastidores da criação literária o que assusta um escritor o que nos paralisa, as dúvidas. Tentei juntar estes três níveis e tive isto sempre presente ao escrever o livro», explicou a própria Delphine de Vigan numa entrevista ao jornal i aquando da sua visita a Portugal.
A Partir de Uma História Verdadeira é um livro para todos aqueles que apreciam um bom thriller.

Outros Títulos:




19 de julho de 2016

QUETZAL | O Silêncio do Mar – Yrsa Sigurdardóttir


Sinopse
«Ægir e a família falaram com a Islândia quando o iate estava a deixar o porto de Lisboa, mas nunca mais se soube deles desde então.»
Um iate de luxo abandona o porto de Lisboa tendo como destino Reiquejavique, na Islândia. Despedindo-se das temperaturas agradáveis da capital portuguesa, a bordo seguem sete pessoas que enfrentarão o frio mar daquele inverno, a caminho do norte.
Porém, daí a alguns dias, quando o barco entra no porto de Reiquejavique, ninguém é encontrado a bordo. O que aconteceu à tripulação e à jovem família que seguia nele ao zarpar de Lisboa? O que se teria passado em Lisboa, ou durante a viagem, que possa explicar o desaparecimento?

Este é o cenário do melhor e mais assustador romance escrito até hoje pela rainha do policial nórdico, Yrsa Sigurdardóttir – um mistério sobre o mar, Lisboa, a família, a fama, negócios obscuros e, como sempre, o mal e a conspiração do ódio.
Sobre a autora
Yrsa Sigurdardóttir vive com a família em Reiquejavique. É directora de uma das maiores empresas de engenharia da Islândia. Os seus livros elevam-se aos topos das listas de best-sellers em todo o mundo. Muitos deles estão a ser adaptados ao cinema e à televisão.
Foram recentemente adquiridos os direitos para a adaptação cinematográfica de alguns dos livros de Yrsa Sigurdardóttir, sendo que este é apontado como o mais cinematográfico da autora.
O Silêncio do Mar foi galardoado com o Prémio Petrona 2015, que distingue anualmente o melhor romance policial dos países nórdicos.

28 de junho de 2016

Novidade Quetzal | À Beira da Água - Paul Bowles


À Beira da Água
Paul Bowles
«As suas histórias estão entre as melhores alguma vez escritas por um americano.» Gore Vidal

À Beira da Água é o primeiro de dois volumes que reúnem a totalidade dos contos de Paul Bowles.
A sua itinerância, o seu conhecimento do mundo e das suas múltiplas culturas, e a sua erudição deram corpo a uma obra literária fascinante. Durante a sua longa vida de viajante e expatriado, Paul Bowles trabalhou incessantemente quer como compositor, quer como escritor – de ficção, poesia, ensaio, reportagem e na tradução de poetas e ficcionistas árabes – e viu reconhecidas as suas obras: na literatura, por exemplo, O Céu que Nos Protege, romance que ocupou o primeiro lugar da lista de bestsellers em The New York Times, adaptado ao cinema por Bernardo Bertolucci; na música, através da constante investigação e produção e da colaboração com os maiores nomes do teatro e das artes cénicas em geral.
http://quetzal.blogs.sapo.pt/

Sobre o Autor:
Paul Bowles nasceu em 1910 no bairro de Queens, em Nova Iorque. Em 1929 iniciou-se nas viagens, passando uma temporada na Europa, onde conheceu Gertrude Stein, Jean Cocteau, Ezra Pound, Christopher Isherwood e Kurt Schwitters, entre outros. Em 1931 viajou pela primeira vez para Tânger, onde viria a viver grande parte da vida.
Em 1937, conheceu a escritora Jane Auer, com quem manteve um casamento aberto, até à morte de Jane, em 1973.
Nos anos 50, vivendo grandes períodos no Norte de África, Bowles recebeu na sua casa de Tânger as principais figuras da Geração Beat. Com Viagens, a Quetzal inaugurou uma série dedicada a Paul Bowles, a que se seguiu A Casa da Aranha.
À Beira da Água é o primeiro volume das suas histórias.

25 de junho de 2016

Novidades Quetzal | O Ruído do Tempo - Julian Barnes


O Ruído do Tempo
Julian Barnes
Vencedor do Man Booker Prize 2011.

À medida que o ruído do tempo diminui, pode ouvir-se melhor a música de Chostakovich.
Em janeiro de 1936, Estaline assistiu à apresentação da muito aclamada ópera de Chostakovich, Lady Macbeth de Mtsensk, no Teatro Bolshoi, em Moscovo. O compositor ficou muito perturbado com a saída intempestiva e prematura do líder, acompanhado pela sua comitiva. Dois dias depois aparecia no jornal Pravda uma crítica com o título «Chinfrim em vez de Música», escrita provavelmente pela pena do próprio Estaline.
Chostakovich foi o compositor mais celebrado pela União Soviética, mas foi também o mais constantemente coagido e intimidado pelo Estado.

O Ruído do Tempo é um livro sobre a colisão entre a Arte e o Poder.

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Sobre o Autor:
Julian Barnes nasceu em Leicester em 1946. É autor de mais de uma dezena de livros, entre eles O Papagaio de Flaubert (Prémios Femina e Médicis), Nada a Temer, O Sentido do Fim e Os Níveis da Vida. A sua obra está traduzida em trinta idiomas, e três dos seus romances foram finalistas do Booker Prize, prémio que distinguiu O Sentido do Fim. Foi ainda galardoado com o Prémio do Estado da Áustria para escritores estrangeiros e com o David Cohen Prize.
Julian Barnes foi casado com a agente literária Pat Kavanagh até à morte desta, em 2008. Vive em Londres.

10 de junho de 2016

Novidade Quetzal | Terra Fresca - João Leal


Sinopse:
Em vésperas de Segunda Guerra Mundial, Francisco Alonso, responsável pela construção do Castelo dos Mouros, em Sintra, faz uma descoberta involuntária que se irá revelar determinante para o destino de todos os que o rodeiam.
Quando a filha nasce com o braço direito inerte, a família está longe de saber o que se esconde por trás da misteriosa enfermidade. Quando a maldição por fim se revela, a harmonia familiar sofre um golpe quase fatal e todos terão de dar o melhor de si para se adaptar.
Setenta anos mais tarde, o neto de Alonso, Jónatas, músico e artista plástico, suicida-se, arrastando consigo a sua irmã Lucinda. A carta que deixam aos melhores amigos desafia-os a seguir o fio narrativo até às causas deste trágico fim. A história terrível e maravilhosa da família: Alonso revela-se assim a David e Sofia, amigos de Jónatas e Lucinda, obrigando também David a enfrentar os seus próprios demónios.

Novidade Quetzal | Cinco Esquinas - Mario Vargas Llosa


Cinco Esquinas
Mario Vargas Llosa
O novo romance do Prémio Nobel da Literatura 2010.

À conversa, sem os maridos, e desatentas à hora do recolher obrigatório, Chabela e Marisa terão de pernoitar juntas. O que aconteceu na cama nessa noite passará a ser um saboroso segredo. Chabela é mulher de um advogado de renome; Marisa, de uma das figuras cimeiras da exploração mineira. O mundo perfeito em que vivem – não fora a constante ameaça dos guerrilheiros e os sequestros – será fortemente abalado por um escândalo. Após uma tentativa de chantagem por parte de Rolando Garro, diretor do pasquim Destapes, a participação do engenheiro Enrique Cárdenas numa orgia será tornada pública em todos os seus pormenores mais sórdidos. Segue-se um assassínio brutal. Mas a relação de tudo isto com o poder político, nomeadamente com o homem que na sombra governa de forma corrupta e autoritária o país, o Doutor, braço direito do Presidente, será revelada: curiosamente pela coragem e fibra da redatora principal do referido tabloide, conhecida por La Retaquita.
Um romance sobre o poder, a sua sordidez, a manipulação – e também sobre o amor e o erotismo.
http://quetzal.blogs.sapo.pt/

Sobre o Autor:
Mario Vargas Llosa nasceu em março de 1936, em Arequipa, no Peru. Aos 17 anos decide estudar Letras e Direito e, no ano seguinte, casa-se com a sua tia Julia Urquidi – assegurando a subsistência com trabalhos muito diversos, como conferir e rever nomes de lápides, escrever para rádio ou catalogar livros. Em 1959 abandona o Peru e, graças a uma bolsa, ingressa na Universidade Complutense de Madrid, onde conclui um doutoramento que lhe permite cumprir o sonho de, um ano depois, se fixar em Paris. Aí, sempre próximo da penúria, foi locutor de rádio, jornalista e professor de espanhol. Por esse tempo tinha apenas publicado um primeiro livro de contos. Regressado ao Peru em 1964, divorcia-se de Julia Urquidi e casa-se no ano seguinte com a sua prima Patricia Llosa, com quem parte para a Europa em 1967 (depois de ter publicado A Casa Verde, em 1966). Até 1974 viveu na Grécia, em Paris, Londres e Barcelona – após o que regressa ao Peru. Em Lima pôde, finalmente, dedicar-se em exclusivo à literatura e ao jornalismo, nunca abandonando a intervenção política que o levou a aceitar a candidatura à presidência da República em 1990.
Vive entre Madrid, Lima e Nova Iorque, escrevendo romances, ensaios literários, peças jornalísticas e percorrendo o mundo como professor visitante em várias universidades. Entre os muitos prémios que recebeu contam-se o Rómulo Gallegos (1967), o Príncipe das Astúrias (1986) ou o Cervantes (1994). Em 2010 foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura.

10 de maio de 2016

Novidade Quetzal | 2084 – O Fim do Mundo - Boualem Sansal


2084 – O Fim do Mundo  - Boualem Sansal 
Grande Prémio de Romance da Academia Francesa 2015 

Um romance-fábula aterrador, inspirado em 1984, de George Orwell, sobre o estabelecimento de uma ditadura religiosa de raiz muçulmana. 
A globalização do Islamismo vai conduzi-lo ao poder em todo o mundo dentro de 50 anos, a começar pela Europa – é a previsão do escritor argelino Boualem Sansal neste romance aterrador. 
A ditradura religiosa assenta num imenso império, o Abistão, que deriva do nome do profeta Abi, representante de deus na Terra. 
O seu sistema de vida baseia-se na amnésia – e na submissão a esse deus único, cruel e poderoso. Todo o pensamento pessoal foi banido; um sistema de vigilância omnipresente permite às autoridades conhecer as ideias e os «atos desviantes». Oficialmente, o povo vive na maior das felicidades proporcionada por uma fé religiosa inquestionável. Até que, em guetos desconhecidos, às escondidas do poder das autoridades religiosas, a resistência se inicia. Boualem Sansal constrói uma distopia violenta e macabra, que se filia diretamente em George Orwell e no seu 1984, para abordar o poder, o alcance e a hipocrisia do radicalismo religioso muçulmano que ameaça as nossas democracias. 

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Sobre o Autor:
A família de Boualem Sansal vem do Rif, a região ao sul de Marrocos que faz fronteira com a Argélia. É uma história de combates, abandono e fuga – os povos do Rif lutaram contra os espanhóis, depois contra os franceses e, finalmente, contra o rei de Marrocos depois da independência do país. Boualem Sansal nasceu em 1949, na Argélia, na proximidade das montanhas Ouarsenis (em berbere, «nada mais alto»). Formado em engenharia e doutorado em economia, foi demitido de todos os cargos públicos devido aos seus textos e às suas opiniões contra a islamização crescente da Argélia. O seu romance, Le Serment des Barbares, recebeu o prémio do Primeiro Romance e o prémio Tropiques. Os seus livros têm sido censurados e o autor ameaçado; apesar dos perigos, divide o seu tempo entre a Argélia e Paris. Foi já galardoado com o Prémio da Paz (dos livreiros alemães), o Prémio do Romance Árabe, o Grande Prémio da Francofonia, o da Renaissance Française, o RTL-Lire – ou o Grande Prémio da Academia Francesa, em 2015, por este romance.

6 de maio de 2016

Novidade Quetzal | M Train - Patti Smith


M Train - Patti Smith 
«Comum aos dois livros [Apenas Miúdos e M Train] é a singular elegância com que escreve, a destreza do seu olhar.» The Independent 

Patti Smith referiu-se ao seu mais recente livro, M Train, como “um mapa das estradas da minha vida”. 
M Train é uma narrativa que parte do presente, mais especificamente, de um pequeno café do Greenwich Village onde Patti Smith vai tomar café todas as manhãs e onde pensa e escreve o Mundo como ele é agora e como foi no passado. 
A prosa corre com fluidez entre sonhos e realidade, entre passado e presente, e através de uma paisagem de aspirações e inspirações criativas. Viajamos do México e da Casa Azul de Frida Kahlo até Berlim, a um encontro de uma sociedade de exploradores do Ártico; passamos pelo bungalow de Rockaway Beach que Patti Smith compra, pouco antes da passagem do furação Sandy, e pelos túmulos de Jean Genet, Sylvia Plath, Rimbaud e Mishima. 
Lugar aqui também para as memórias da vida no Michigan com o marido, Fred Sonic Smith, e a sua irremediável perda. 
Tecendo desespero e esperança, ilustrado com dezenas de polaroides, M Train é ainda uma meditação sobre a viagem, sobre a literatura e sobre café. Um livro poderoso de uma das mais importantes e multifacetadas artistas do nosso tempo.
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Sobre a Autora:
Patti Smith é escritora e artista musical e visual. Começou a ser reconhecida durante os anos 1970 pela fusão revolucionária de rock’n’roll e poesia do seu trabalho. O disco seminal, intitulado Horses, mostrando na capa a célebre fotografia tirada por Robert Mapplethorpe, foi aclamado um dos cem melhores álbuns de sempre. Patti Smith gravou onze álbuns. 
Os seus desenhos foram expostos no Gotham Book Mart em 1973, e pelo Andy Warhol Museum, em 2002. Foram também alvo de uma mostra, juntamente com fotografias e instalações da sua autoria, na Fondation Cartier pour l’Art Contemporain em Paris, em 2008. Smith publicou vários livros e recebeu, em 2005, a mais alta distinção da República Francesa no campo das artes, Commandeur des Arts et des Lettres. Em 2007, passou a integrar o Rock and Roll Hall of Fame. 
Patti Smith casou-se com o já desaparecido Fred Sonic Smith, em Detroit, em 1980. Tiveram um filho, Jackson, e uma filha, Jesse, ambos músicos, no presente. Patti Smith vive atualmente em Nova Iorque.

3 de maio de 2016

Novidade Quetzal | Uma Senhora Nunca - Patricia Muller


Sinopse:
Maria Laura é senhora desde que nasceu. Oriunda de uma família antiga e latifundiária, nunca trabalhou um dia na vida. Casa-se, tem filhos, gere um país próprio – o apartamento onde mora numa zona rica de Lisboa. Cuida de vivos e de mortos com devoção cristã. Depois, enlouquece de medo e de rancor contra todas as mudanças que vêm com a revolução de abril de 1974.
Esta é a vida de Maria Laura, da sua insignificância e das suas memórias familiares. Mas também a história de um amor pelo filho do marido, a da obsessão em cumprir regras que nunca discutiu, a da demência que a transporta até à morte. E a resistência aos turbilhões sentimentais, a vitória da vida sobre o tempo que nos devora.
Esta é também uma narrativa romântica, violenta e voluptuosa da vida dos pais e dos filhos, extensões naturais dos braços tentaculares da Senhora. E uma história intimista e sexual do século XX: uma família que vive com o poder e a glória – e que tudo perde com o 25 de abril.

19 de abril de 2016

Novidade Quetzal | A Jovem Noiva - Alessandro Baricco


Sinpose:
Estamos em 1900. A jovem Noiva chega. Vem de longe e a sua nova família acolhe-a distraidamente na elegante mansão de campo. O Filho (e noivo) está ausente, cuidando dos negócios familiares. Todos os dias, durante a manhã e pela tarde dentro, o Pai, a Mãe, a Filha e o Tio juntam-se em torno de um festivo e extravagante pequeno-almoço, sempre com muitos e variados convivas ocasionais: celebram a vida e o terem escapado às garras da morte, que durante gerações levou os homens e as mulheres da família, sempre nas horas noturnas. O leal mordomo Modesto é quem garante os hábitos e os ritmos desta excêntrica comunidade.
Entretanto, tudo converge cada vez mais intensamente para a espera do Filho, que tarda. E enquanto isso, a inquieta e curiosa noiva vai entrando nos segredos e mistérios da história da família.

16 de fevereiro de 2016

Novidade Quetzal | O Demónio da Depressão -


Sinopse:
O grande tratado sobre a depressão, numa leitura envolvente e acessível a todos os leitores. Um relato pessoal da batalha de um homem contra a depressão crónica.
Partindo da sua própria batalha contra a depressão, Andrew Solomon constrói um monumental retrato da doença que assola os nossos tempos. As medicações, os tratamentos alternativos, o impacto do distúrbio nas várias populações, as implicações históricas, sociais, biológicas, químicas e médicas da depressão: um dos maiores tratados já escritos sobre o tema. Um livro obrigatório para todos aqueles que sofrem ou conhecem alguém que sofre de depressão.

9 de fevereiro de 2016

Novidade Quetzal | Oculta - Héctor Abad Faciolince


Oculta é a visão íntima e transgressora de uma sociedade pujante e tradicionalista que confirma Héctor Abad Faciolince como um dos maiores escritores latino-americanos dos nossos dias.
«Emergi muito devagar à superfície do lago, tentando não fazer barulho. A minha boca aberta começou a engolir ar uma e outra vez, a toda a velocidade.
Duas, três, cinco, sete vezes. O coração ribombava-me no peito como o bombo mais imponente de uma banda de aldeia. Ouvi vozes e insultos provenientes da casa. Vários feixes de luz perscrutavam o lago. Voltei a mergulhar. [...] Não via nada debaixo de água, nem que abrisse os olhos: era uma barreira viscosa, negra, fria, que com a pressa de fugir parecia uma sopa de óleo que me untava os braços e as pernas e me obrigava a avançar devagar, por mais que os agitasse com todas as minhas forças.»
Assim começa um dos episódios mais dramáticos deste romance que gira em torno de La Oculta, uma propriedade escondida nas montanhas da Colômbia.
Pilar, Eva e Antonio são os últimos herdeiros desta terra, que passou por várias gerações da família. Aí viveram os momentos mais felizes das suas vidas, mas também tiveram de enfrentar a violência e o terror, o desassossego e a fuga.
A partir das vozes dos três irmãos, do relato que fazem dos seus amores, medos, desejos e esperanças, com uma paisagem deslumbrante como pano de fundo, Héctor Abad Faciolince mostra as vicissitudes de uma família e de uma povoação, assim como o momento em que o paraíso está a ponto de se perder.

25 de janeiro de 2016

Novidade Quetzal - Não Há Tantos Homens Ricos com Mulheres Bonitas que os Mereçam - Helena Vasconcelos


Helena Vasconcelos é uma profunda conhecedora da obra de Jane Austen e neste seu primeiro romance põe em contraponto o universo da escrita da inglesa de oitocentos e o da heroína contemporânea, Ana Teresa DeWelt, jovem mulher do século XXI, que procura a felicidade, estudando incessantemente os seus indícios e pensamentos, ainda que velados, na prosa austeniana.
O papel das jovens adultas na sociedade do fim do século XVIII e início do século XIX (com os seus ritos, costumes, valores, preconceitos) não é certamente o mesmo nos dias de hoje. Muitas coisas mudaram nas sociedades e na maneira como valorizam, ou não, a mulher, mas nem tudo mudou. Este divertido romance, cujo título foi retirado de Sensibilidade e Bom Senso, é também uma sátira de costumes e cumpre a «agenda» dos livros de Austen: debaixo da aparência de normalidade e conformidade com as regras (também literárias), observa e critica com ironia e subtileza, os meandros da família, da amizade, do interesse material, do desejo e do amor.

24 de janeiro de 2016

Novidade Quetzal - Céu Nublado com Boas Abertas - Nuno Costa Santos


«Céu geralmente muito nublado, com boas abertas e períodos de chuva» é uma das formulações mais utilizada pelos meteorologistas para descrever o tempo no arquipélago dos Açores. Na prática, a expressão traduz-se em prepararmo-nos tanto para chuva como para sol, no mesmo dia. Do mesmo modo, neste romance, o leitor pode e deve preparar-se para as nuvens de São Miguel, os ares do Caramulo e o clima do bairro lisboeta da Estefânia.

Sinpose:
Um homem volta à sua terra para cumprir uma missão que lhe foi atribuída por um avô que morreu: a de recolher histórias recentes dessa ilha, a de São Miguel, nos Açores. Esta é a narrativa de um regresso aos lugares onde cresceu e um duplo diálogo: com o antepassado que lhe deixou uma herança inesperada e com o presente insular impuro, algures entre o sagrado e profano.
Um livro de histórias que se cruzam. As histórias do avô, internado na estância do Caramulo durante os anos 40 do século passado, e as personagens com as quais o protagonista se vai encontrando: um navegador francês em apuros, um traficante de droga ressentido, um stripper ruiva com anúncio no jornal, um homem que voltou para vingar uma recusa antiga, um fã de Kafka que descobriu que o escritor tinha o sonho de viver nos Açores, um casal chinês que procura a integração num arquipélago estrangeiro, alguém que caminha de madrugada com um terço na mão.
Céu Nublado com Boas Abertas é também a busca de uma identidade pessoal num dos territórios mais perigosos e livres, onde não existe distinção entre realidade e ficção: a literatura.

31 de outubro de 2015

Passatempo - A pista de gelo

A D'Magia em parceria com a Quetzal tem para oferecer um exemplar de "A pista de gelo" de Roberto Bolano.

Sinopse:
Tudo se passa durante um mês de verão numa praia do Mediterrâneo. Há uma mansão arruinada, uma bonita patinadora em decadência, e a paixão de um autarca de província. É há um crime, nas diferentes versões de três narradores que se vão completando e corrigindo. Remo Móran, Gaspar Heredia e Enric Rosquelles estão ligados a esse acontecimento central e, sem o saberem, podiam tê-lo impedido.
Pista de Gelo - que se constrói sobre as linhas características do projeto narrativo de Roberto Bolaño - é um espaço de reflexão sobre a corruptibilidade dos políticos, sobre a ação perturbadora do amor nas pessoas, sobre o desenraizamento, a amizade e a dissolução dos sonhos. E mostra-nos, sobretudo, que nada é o que aparenta ser, nada é bem o que nos contam; e que mesmo na ausência de sentido, a vida prossegue.

Para te habilitares a ser o vencedor responde às seguintes perguntas:
1 - Quem podia ter impedido o acontecimento central?
2 - Pista de gelo é um espaço de?

E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "Gelo", até ao dia 17 de Novembro, para literatura@dmagia.net
 
Regras do passatempo: 
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal. 
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia. 
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores. 
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia 
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo.  Não te esqueças de referir o teu nome de seguidor no email juntamente com os teus dados
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. Basta nos ires enviando os links.
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados.  
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio. 

Boa sorte a todos!!!

15 de outubro de 2015

Opinião - A Pista de Gelo - Roberto Bolaño


Título: A Pista de Gelo
Autor: Roberto Bolaño
Editora: Quetzal

Sinopse:
Tudo se passa durante um mês de verão numa praia do Mediterrâneo. Há uma mansão arruinada, uma bonita patinadora em decadência, e a paixão de um autarca de província. É há um crime, nas diferentes versões de três narradores que se vão completando e corrigindo. Remo Móran, Gaspar Heredia e Enric Rosquelles estão ligados a esse acontecimento central e, sem o saberem, podiam tê-lo impedido.
Pista de Gelo - que se constrói sobre as linhas características do projeto narrativo de Roberto Bolaño - é um espaço de reflexão sobre a corruptibilidade dos políticos, sobre a ação perturbadora do amor nas pessoas, sobre o desenraizamento, a amizade e a dissolução dos sonhos. E mostra-nos, sobretudo, que nada é o que aparenta ser, nada é bem o que nos contam; e que mesmo na ausência de sentido, a vida prossegue.

Opinião por Jorge Figueiredo:
Paixão, corrupção e homicídio. Estão reunidos os três principais temas para criar um excelente policial. E Bolaño convoca para o livro, igualmente, três vozes masculinas que vão contar os eventos cada um a partir da sua perspectiva.
Três homens a braços com uma mulher que tanto pode ser uma vítima inocente arrastada para meandros impróprios como a manipuladora que para lá os foi chamando a eles. De entre os três homens, cada um tem um percurso individual que os encaminham para aquele momento na pista de gelo que foi construída para Núria. Esses percursos atraem-nos para o centro da trama envolvendo-nos com cada um destes homens cheios de mistérios. São três homens de personalidade duvidosa, movendo-se nas sombras da moral que os devia reger. São homens incapazes de pensar racionalmente nos seus próprios erros e culpas na situação que se vai criando à sua volta.
De entre os três, cada leitor acabará por encontrar um que mais o seduz enquanto personagem, ainda que Bolaño deixe muito do que eles são em aberto para interpretação do leitor. Mas isso é algo que ele faz com o próprio final do livro.
O objectivo de Bolaño, além de treinar a maravilhosa escrita que revela em toda a sua obra, foi trabalhar os ambientes e a sugestão que é capaz de transmitir. Daí que a maior parte do livro seja a preparação do momento do crime e não a sua resolução, que acontece e quase não se dá por ela.
O importante aqui é deixar-se seduzir pela atmosfera em que os personagens se envolvem e que ajudam a aprofundar com a sua interacção progressiva de vidas prestes a cruzarem-se.

5 de outubro de 2015

As Crónicas Secretas de Nik Worth

Título: Stone Arabia – As Crónicas Secretas de Nik Worth
Autor:Dana Spiotta
Género: Romance
N.º de páginas: 248
Tradução: João Tordo
Data de lançamento: 9 de outubro
PVP: 17,70€

«Stone Arabia é uma meditação onírica sobre a fama e o sucesso, a tecnologia e a imaginação. É uma maravilhosa demonstração do dom que Spiotta tem para transformar a sua inteligência cultural numa prosa inquietante e evocativa.» Jennifer Egan, autora de A Visita do Brutamontes

Num mundo que celebra o sucesso, o que acontece aos que nunca atingem o reconhecimento?
Inseparáveis desde a infância, Denise e o seu irmão mais velho Nik, partilharam em Los Angeles os sonhos rebeldes de toda uma geração entre o fim dos anos 1970 e o início dos 1980. Desde que recebeu a primeira guitarra que Nik dedicou à música toda a sua existência, embora nunca tenha sido um músico brilhante. Agora, com cinquenta anos, recria e reescreve a carreira e a glória que não teve, trabalhando minuciosa e incessantemente num imenso arquivo pessoal. Denise, por seu turno, lutando contra o esquecimento da mãe, as saudades da filha e as angústias secretas que a atormentam, tenta trazer o irmão para a realidade, ou vice-versa. E quando Ada, a filha, decide fazer um documentário sobre o tio Nik, as vulnerabilidades de cada parecem escalar, destruindo todos os tabus.
Num mundo que celebra o sucesso, o que acontece aos que que nunca atingem o reconhecimento? É a esses – os que se mantiveram no caminho dos seus sonhos e das suas ambições – que este magnífico romance é dedicado – com a máxima justeza.

Sobre o autor:
Com apenas três romances – distinguidos com várias nomeações e prémios (Los Angeles Times Best Book of the West; New York Times Notable Book of the Year, entre outros) –, Dana Spiotta tem sido aclamada pela crítica como uma das grandes vozes da ficção americana dos últimos anos.
Spiotta é professora da Universidade de Syracuse e vive em Nova Iorque com o marido e a filha. Destruir a Prova (Quetzal, 2013) foi o seu primeiro romance publicado em Portugal. Com Stone Arabia a Quetzal dá continuidade à publicação da sua obra.

24 de setembro de 2015

Passatempo - Éramos felizes e não sabiamos

A D'Magia em parceria com a Quetzal tem para oferecer um exemplar de "Éramos felizes e não sabiamos" de Pedro Vieira.

Sinopse:
Éramos Felizes e Não Sabíamos reúne as crónicas da rubrica irmaolucia, da autoria de Pedro Vieira e exibida no Canal Q desde abril de 2010. De Cavaco Silva a Passos Coelho, de Bento XVI a Khadafi, de Angela Merkel a Dilma Rousseff, a pena inspirada e cáustica do escritor e ilustrador não poupa nenhum dos protagonistas maiores destes tempos em que descobrimos que, afinal, éramos felizes e não sabíamos.

Para te habilitares a ser o vencedor responde às seguintes perguntas:
1 -
Éramos Felizes e Não Sabíamos reúne as crónicas da rubrica de quem?
2 - Quando foi exibida esta rubrica?

E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "Éramos felizes e não sabiamos", até ao dia 11 de Outubro, para literatura@dmagia.net
 
Regras do passatempo: 
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal. 
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia. 
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores. 
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia 
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo.  Não te esqueças de referir o teu nome de seguidor no email juntamente com os teus dados
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. Basta nos ires enviando os links.
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados.  
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio. 

Boa sorte a todos!!!

17 de setembro de 2015

Quetzal Editores | Talvez Esther | 18 de setembro nas livrarias

Título: Talvez Esther
Autor: Katja Petrowskaja
Género: Romance
N.º de páginas: 256
Tradução: Telma Costa
Data de lançamento: 18 de setembro
PVP: 16,60€

Uma história dos anos mais negros do século XX através do destino de cada um dos membros de uma família estilhaçada.
Prémio Ingeborg-Bachmann e Prémio Strega Europeu
Katja Petrowskaja cresceu no seio de uma família judia de Kiev, na Ucrânia, nos anos 1970. Da sua infância ficou-lhe um estranho sentimento de falta. O que é que não terá sido dito à mesa das refeições em família? Em que reentrâncias da História terão ficado retidos os seus antepassados, cujos nomes não se pronunciavam? Talvez Esther é o resultado dessa procura das origens. Ficaremos a saber que um tio-bisavô – autor de um atentado contra um embaixador alemão – poderá ter desencadeado a Segunda Guerra Mundial; que um avô prisioneiro de guerra reapareceu 40 anos mais tarde; ou que uma bisavó, que talvez se chamasse Esther, em Kiev, em 1941, se dirigiu sozinha à ravina de Babi Yar, onde os ocupantes nazis eliminaram em massa todos os habitantes judeus da cidade, e não só.
Através da história das suas personagens – que se desenrola entre Kiev, Mauthausen, Varsóvia e Auschwitz –, Petrowskaja traça os contornos de uma Mitteleuropa desaparecida e faz uma história do século XX, em que se alternam o claro e o escuro, a força e a fragilidade, a glória e a derrota.

Sobre a autora:
Katja Petrowskaya nasceu em Kiev em 1970. Depois dos estudos em literatura na Estónia e, mais tarde, em Nova Iorque, Stanford e Moscovo, Petrowskaja instalou-se em Berlim, a partir de onde colabora, enquanto jornalista, com diversos jornais alemães e russos.
Talvez Esther, o seu primeiro romance, foi galardoado com o prémio Ingeborg Bachmann 2013, o prémio Strega Europeu, em 2015, e será publicado em dezoito países.

11 de setembro de 2015

Despenteando Parágrafos, de Onésimo Teotónio Almeida, nas livrarias a 18 de setembro

Título: Despenteando Parágrafos
Autor: Onésimo Teotónio Almeida
Género: Ensaio
N.º de páginas: 392
Data de lançamento: 18 de setembro
PVP: 18,80€

Observação bem-humorada e provocadora da realidade cultural portuguesa.

Onésimo Teotónio Almeida, ou apenas Onésimo, é tão conhecido pelo seu nome invulgar, como pela erudição temperada com um sentido de humor raramente encontrado nos círculos académicos. Neste conjunto de polémicas suaves, o leitor desprevenido poderá ter alguma dificuldade em acompanhar o andamento intelectual do professor Onésimo, mas com a certeza de que o estilo, a graça e o rigor são abundantemente servidos em doses equilibradas.

Comentários e reflexões suscitados pelas polémicas de Camilo, o humor de Eça, o determinismo geográfico de Miguel Torga, a pobre tradição filosófica portuguesa ou a América vista por Natália Correia, surgem neste livro que desrespeita o velho hábito português de se discutir pessoas em vez de ideias.

«O que falta, todavia, no nosso prato da balança, quando nos comparamos com outras tradições culturais, é o debate de ideias desinibido e centrado sobretudo na argumentação e no avanço do entendimento das questões em causa, que a nossa tradicional tendência fácil para resvalar na polémica agressiva e insultuosa não tem deixado florescer. Ficamos assim culturalmente limitados nessa nossa quase incapacidade de manter, por escrito e em público, um diálogo civilizado sobre questões, quer de fundo, quer de relativo interesse teórico ou prático, na literatura, na filosofia, na política e em tantas outras áreas.»

Sobre o autor:
Onésimo Teotónio Almeida (São Miguel, Açores, 1946) estudou no Seminário de Angra do Heroísmo e na Universidade Católica de Lisboa. Desde 1972 nos Estados Unidos, fez mestrado e doutoramento em Filosofia na Universidade Brown, onde é catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros (foi director durante doze anos) e no Wayland Collegium for Liberal Learning Renaissance and Early Modern Studies, leccionando cursos interdisciplinares sobre valores e história cultural e das ideias. Na sua vasta bibliografia há estudos sobre literatura portuguesa e americana, filosofia, emigração e história das ideias. É doutor Honoris Causa pela Universidade de Aveiro.