20 de julho de 2011

Novidade Chiado Editora para Julho

Título: Viver é Mágico
Autora: Tânia Domingos
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Autobiografia
Páginas: 248
PVP: 15€





As imagens da Sessão de pré-lançamento podem ser vistas aqui e as da Sessão de lançamento no DN e na Lux.


Colecção: Viagens na Ficção
Género: Ficção
Páginas: 206
PVP:12€





As imagens da Sessão de lançamento podem ser vistas aqui.

Título: A Substância do Tempo
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Ficção
Páginas: 120
PVP: 12€




As fotos da sessão de lançamento já estão disponíveis aqui e o texto de apresentação da obra, por Carlos Guardado da Silva aqui.

Colecção: Viagens na Ficção
Género: Romance
Páginas: 269
PVP:15€



Sessão de lançamento a 01 de Outubro pelas 18:00 no Café Santa Cruz em Coimbra.
A Entrada é Livre!


Colecção: Viagens na Ficção
Género: Ficção
Páginas:560
PVP: 16€







Colecção: Viagens na Ficção
Género: Ficção
Páginas:162
PVP:14€








Colecção: Sentido Oculto
Género: Desenvolvimento Pessoal
Páginas: 101
PVP: 11€








Título: Mestre Bicho
Autora: Anair Branco
Colecção: Recreio
Género: Poesia Infantil
Páginas: 51
PVP:10€








Título: Bianca
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Romance
Páginas: 525
PVP: 16€





A sessão de lançamento terá lugar no dia 22 de Julho, pelas 21:00, no Museu D. Diogo de Sousa, em Braga.


Colecção: Viagens na Ficção
Género: Desenvolvimento Pessoal
Páginas: 181
PVP:13€



A sessão de lançamento terá lugar no dia 03 de Setembro, pelas 17:30, na Livraria | Bar Les Enfants Terribles, dentro do Cinema King.
A entrada é livre!

Título: A Pirâmide
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Acção
Páginas: 88
PVP: 10€



Colecção: Viagens na Ficção
Género: Desenvolvimento Pessoal
Páginas: 66
PVP: 9€








Colecção: Prazeres Poéticos
Género: Prosa Poética
Páginas: 88
PVP: 10€



A sessão de lançamento terá lugar no dia 29 de Julho, pelas 19:00, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.


Título: Descomeço
Colecção: Prazeres Poéticos
Género: Poesia
Páginas: 89
PVP: 9€







Colecção: Prazeres Poéticos
Género: Poesia
Páginas: 57
PVP: 8€








Colecção: Prazeres Poéticos
Género: Poesia
Páginas: 87
PVP: 10€





As fotos da sessão de lançamento já estão disponíveis aqui.

Colecção: Viagem Filosófica
Género: Relato
Páginas: 385
PVP: 14€








Título: Antimatéria
Colecção: Prazeres Poéticos
Género: Prosa Poética
Páginas: 311
PVP: 14€







Autora: Joana Félix
Colecção: Prazeres Poéticos
Género: Poesia
Páginas: 39
PVP: 8€


Novidade Casa das Letras para Julho

Sinopse:
Tessa Gray parecia a vítima perfeita, jovem, vulnerável e atraente,. E foi por isso que Noah Bishop, da Unidade de Crimes Especiais do FBI, a recrutou para que representasse o papel de uma viúva enlutada. Como pretensa proprietária de terrenos cobiçados pela Igreja do Pecado Eterno, seria um isco irresistível para o carismático e isolado reverendo Samuel.
O seu complexo fortificado, nas montanhas perto de Grace, na Carolina do Norte, foi a última morada conhecida de duas mulheres assassinadas sem que a ciência pudesse explicar como. Apesar de não ser de forma alguma tão ingénua ou vulnerável como aparenta, Tessa sabe que tem muito a aprender sobre o seu dom. Também sabe que Bishop e a UCE têm de estar desesperados para confiarem numa agente com poderes psíquicos e pouca experiência numa operação tão perigosa.
E, de facto, estão desesperados. Pois o assassino que perseguem é o mais aterrador com que alguma vez se depararam e abala até os agentes mais calejados: um líder de culto megalómano e impiedoso capaz de usar as armas, talentos e tácticas dos agentes contra eles. Ao entrar no complexo bem protegido do culto, Tessa estará a expor-se ao magnetismo sombrio de um psicopata dedicado a uma cruzada de terror que não poupa quaisquer vítimas, nem sequer as mais jovens. E Samuel resguarda-se numa congregação fanaticamente leal, cujos membros ocupam surpreendentes posições de poder no seio da comunidade.

Sobre a Autora:
Kay Hooper é a autora premiada de Encontro com o Medo, Sleeping With Fear, Hunting Fear, Chill of Fear, Touching Evil, Whisper of Evil, Sense of Evil, Once a Thief, Always a Thief, bem como da trilogia Shadows e de outros romances. Vive na Carolina do Norte, onde se encontra a escrever o seu próximo livro.

VOGAIS - Leviatã: o herdeiro do estilo "steampunk" de Júlio Verne

Leviatã: a trilogia premiada do autor bestseller do New York Times, Scott Westerfeld, chega finalmente a Portugal. A obra estará à venda a partir de 21 de Julho ( 15,99€).

Escrito no género Steampunk, Leviatã é um livro que vai levar os jovens leitores numa viagem a uma realidade alternativa, cada vez mais em voga. A obra recebeu os seguintes prémios e nomeações:

ALA Best Books For Young Adults ALA Notable Children's BooksBank Street Best Books of the Year - with Outstanding MeritKirkus Best Young Adult BookPacific Northwest Young Reader's Choice Award Master ListSchool Library Journal Best Books of the Year

Sinopse:
À beira da I Guerra Mundial, os países começam a preparar-se. Enquanto os austro-húngaros e os germânicos possuem máquinas de ferro a vapor munidas de armas (clankers), os darwinistas britânicos preparam as suas bestas resultantes do cruzamento de vários animais. O Leviatã é uma baleia-dirigível e o animal mais imponente que se pode ver nos céus da Europa.
Alek (Alekxander Ferdinand), príncipe do império Austro-Húngaro, está em fuga depois do seu próprio povo lhe ter virado as costas.
Tudo o que tem é um marchador (uma máquina de guerra), com uma tripulação que lhe é leal. Deryn (Deryn Sharp) é do povo, uma britânica disfarçada de rapaz que se alista na Força Aérea para lutar pela sua causa - enquanto tenta proteger o seu segredo a todo o custo. No auge da guerra, os caminhos de Alek e Deryn acabam por se cruzar a bordo do Leviatã. São inimigos com tudo a perder, mas na verdade estão destinados a viver juntos uma aventura que vai mudar a vida de ambos para sempre.

Sobre o autor:
Scott Westerfeld nasceu no Texas (EUA) e escreveu obras aclamadas pela crítica mundial, incluindo a série Uglies, a trilogia Midnighters, também publicada pela Vogais. Com a trilogia Leviathan, ilustrada por Keith Thompson, o autor voltou a receber elogios por parte da crítica internacional. O segundo volume será editado em Portugal em Novembro. Os livros de Scott Westerfeld foram nomeados pelo The New York Times para integrar a lista «Notable Books of the Year» e ganhou os prémios Aurealis Award, Victorian Premier Award e Philip K. Dick Special Citation. As suas obras figuram regularmente nos tops de vendas nos EUA e noutros países.
O Ilustrador: Keith Thompson é, à semelhança do seu trabalho, uma personagem curiosa e alternativa. Basta procurar por trabalhos feitos pelo ilustrador, quer na área da literatura, quer na área da publicidade (www.youtube.com/watch?v=6EtNurIlhAU&feature=player_embedded#at=75), videojogos, etc, para perceber o mundo estranho que é a mente de Thompson. Fantasia + Ficção Científica + Ilustração Conceitual: assim se define a arte do Keith Thompson.

O que é o Steampunk?
As origens do steampunk remontam às obras pioneiras de ficção científica de Júlio Verne, H.G Wells, Mark Twain, Mary Shelley, entre outros. Cada um destes autores escreveu obras apresentando tecnologia avançada e ambientada no século XIX ou início do século XX. É um subgénero da ficção científica, ou ficção especulativa, que ganhou fulgor no final dos anos 1980. São obras cuja acção se passa num universo alternativo, anterior ao da história humana, no qual os paradigmas tecnológicos modernos aconteceram mais cedo do que na história real, alcançados com a ciência disponível na época, como computadores de madeira e aviões movidos a vapor. O steampunk mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou improváveis) como automóveis, aviões e até mesmo robôts movidos a vapor. Trata-se de um estilo literário ao qual outros géneros foram beber inspiração, como o cinema, música, arte.

Novidades Bizâncio para Julho

Título: Os Mistérios de Jerusalém
Autor: Marek Halter

Sinopse:
Em Nova Iorque, Paris, Moscovo, e mesmo nas margens do Mar Morto, um manuscrito com mais de dois mil anos faz correr muito sangue. Desvenda um dos 64 enigmas que ainda hoje protegem o tesouro do Templo de Jerusalém. Para além da cobiça do ouro, eruditos, mafiosos e terroristas tentam obter esse manuscrito milenar porque ele poderá também ajudar a esclarecer o mistério dos mistérios: porquê Jerusalém? Porque foi escolhida por Deus — para aí construir a sua morada — uma aldeia situada nos flancos áridos dos montes da Judeia? A resposta encontra-se nas próprias fontes da história desse lugar, onde desde o princípio dos tempos se têm cruzado todas as esperanças e todas as violências. Revelar os mistérios de Jerusalém fará o mundo tremer.

Título: Aconteceu uma Coisa Engraçada a Caminho do Futuro
Autor: Michael J. Fox

Sinopse:
«Um pequeno livro que prova que as lições de vida são mais duradouras do que o saber académico.» Los Angeles Times
«Se é um recém-licenciado, estou certo de que foram muitas as pessoas que desempenharam um papel na sua vida até este momento, e de que se interessam pelo seu percurso a partir daqui. É razoável. A família, os mentores e os amigos fazem parte da sua história pessoal, tal como o leitor da deles. Alimentam esperanças e sonhos que podem replicar ou sobrepor-se aos seus. Mas o que está a acontecer-lhe agora mesmo, precisamente neste momento e neste instante, pertence-lhe unicamente a si. Assuma o seu presente!»

Título: A Nova Europa
Autor: Michael Palin

Sinopse:
Tendo viajado pelo mundo inteiro, vencido montanhas e desertos, Michael Palin inicia mais uma jornada. A Nova Europa, o primeiro livro de uma série com que a Bizâncio inaugura agora a publicação dos relatos das suas viagens, é um périplo de descoberta. Dos Alpes Julianos, à beleza do Mar Báltico, Palin percorre países de que mal se ouviu falar, pouco familiares e misteriosos, todos com histórias trágicas e um futuro bem mais luminoso. A Roménia, a Bulgária, a Moldávia, a Albânia, a Lituânia, a Letónia, a Estónia, a Hungria… são algumas das vinte nações que Palin visita e de que nos fala neste livro. Muitas destas novas nações são minúsculas, algumas com menos habitantes do que Londres mas, apesar da sua dimensão, têm um sentimento muito forte da sua identidade, reforçado e definido pela sua própria língua, cultura, história e moeda.

12 de julho de 2011

Passatempo Civilização


A Civilização, neste Verão, irá procurar oferecer aos leitores algo diferenciador, destacando-se das normais promoções “leve 2 pague 1”, “oferta do segundo livro”, ou a simples “redução de preço”. A oferta de Verão da Civilização em 2011, procura valorizar o produto (cultural) livro, protegendo-o do ambiente (de praia) do Verão, de uma forma divertida!

Sendo assim, a Civilização propõe, que na compra de um livro da Civilização em campanha (ficção de Adulto e Infanto-juvenil), o leitor receba uma divertida capa protectora de livro.

Tendo em consideração esta oferta, em parceria com a Civilização, temos para oferecer uma capa protectora para este Verão, de cor verde (diferente das cores a trabalhar no retalho: Rosa, Azul e Amarelo).

Para te habilitares a este prémio só tens de enviar uma frase com as seguintes palavras: Protecção de livro + Verão + Civilização.
E enviar os teus dados pessoais (incluíndo o nome, morada, e nick de seguidor do blogue), com o assunto "Civilização", até ao dia 29 de Julho, para literatura@dmagia.net.


Regras do passatempo:
1) Ser seguidor do blogue.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome e email.
4) Participações sem menção ao nick de seguidor do blogue não serão validadas. Atenção: o que é pedido é o nick de seguidor do blogue e não do facebook.

Opinião - Por favor, pai, não...

Título: Por favor, pai, não...
Autor: Stuart Howarth
Editora: Caleidoscópio

Sinopse:
A história de Stuart, autobiográfica, é a narração de uma infância arrepiante e de uma vida adulta conturbada em busca dessa infância roubada.
Stuart era uma criança como todas as outras que apenas procurava o amor dos pais. Mas, sob uma realidade de pobreza extrema, encontrou maus-tratos, abusos sexuais e a traição das pessoas que o deveriam proteger. A adolescência e a vida adulta não trouxeram consigo a normalidade que tanto precisava, simplesmente outros problemas como as drogas, as relações fracassadas e a prisão.
Um relato cru e sincero, escrito pela própria mão, de uma realidade que só hoje começamos a descobrir e que não deixará ninguém indiferente. Este livro representa o fim de uma vida de sofrimento e o começo de um processo de cura e de ajuda a tantos outros que, como Stuart, sofreram em silêncio.

Opinião por Maria José Rosado:
Este livro deixou-me impressionada e chocada com a sua linguagem crua e com os factos nele relatados.
Aborda a história verídica de um hme que desde criança foi abusado física e sexualmente pelo seu padrasto, que curiosamente pensava que era o seu verdadeiro pai.
Assusta-me pensar que ainda hoje hajam situações desta pelo mundo fora.
Segundo o autor nos relata, o padrasto infligia-lhe maus tratos físicos, fazendo-o acreditar que ele era um menino muito mau, estigma que sempre o acompanhou durante a sua infãncia e adolescência. Quando começou a ser abusado sexualmente, embora sofresse e não gostasse do que lhe estava a acontecer, sempre achou que era um castigo por ser mal-comportado.
Não bastando já a gravidade de ser abusado, as suas duas irmãs (uma delas doente que toda a vida viveu em cadeiras de rodas) sofriam tratamento semelhante, sendo por vezes obrigadas a assistir aos abusos umas das outras.
É triste pensar que ainda nos dias de hoje hajam casos destes, e que as pessoas que vivem em redor destas vítimas, embora por vezes se apercebam do que se passa, preferem ignorar e fingir que não compreendem, pois não se querem envolver em assuntos familiares.
Mas por ventura será esta a designação de família???
O autor, durante a fase adulta, acabou por atingir o padrasto com o marreta, ferindo-o mortalmente, o que lhe valeu julgamento e pena de prisão.
O livro foi escrito enquanto esteve detido, como forma de exorcizar os fantasmas do passado... se é que alguma vez alguém consegue exorcizar fantasmas deste tipo.
Gostei de ler esta obra, embora crua, dura e chocante, faz-nos abrir os olhos e olhar bem á nossa volta... quem sabe se bem perto de nós nãotemos casos semelhantes que poderemos denunciar?
Um facto a salientar: sempre educamos os nossos filhos para não falarem com estranhos e não aceitarem nada de pessoas que não conhecem. Há que pensar que a maioria dos casos de abuso sexual a crianças partem de pessoas da própria família, ou que frequentam a casa das vítimas com enorme á vontade e com assiduidade.
Pensemos nisso...

Opinião - A Papisa Joana

Título: A Papisa Joana
Autor: Donna Woolfolk Cross
Editora: Presença

Sinopse:
Personagem histórica envolta em lenda, a papisa Joana protagoniza a notável ascensão de uma mulher que não aceita as limitações que a sua época lhe impõe. Dotada de uma inteligência esclarecida e de uma imensa força de carácter, atinge o mais elevado grau da hierarquia religiosa católica. Apoiado numa investigação rigorosa, este é um romance magnífico, cativante, que prende o leitor nas complexidades da luta pelo poder, das conspirações e segredos políticos e dos fanatismos sangrentos. O livro que inspirou um grande filme épico realizado em 2010.

Opinião por Raquel Lima:
Este fantástico livro fala-nos de uma menina que cresceu no meio de irmãos, numa época em que as mulheres não tinham qualquer tipo de reconhecimento nem poderiam sequer estudar.
Esta menina, de seu nome Joana, nunca se resignou a isto, aprendeu com o seu irmão e após provas dadas da sua brilhante inteligência ao tutor encarregue de ensinar o seu irmão, Joana vai estudar e , disfarçada de homem, ingressa num mosteiro com o nome de João Anglicus e passa de monge a médico do Vaticano.
Com a morte do Papa Leão IV, é acalamada Papa com o nome João VIII, chegando assim ao topo da hierarquia católica, sendo apenas descoberta na altura em que tem o seu filho, fruto de um amor com o Conde Geraldo.
No fundo, é uma história exemplar de força de vontade, de conquista e perseverança.

Opinião - A lenda do Cisne

Título: A lenda do cisne
Autor: Jules Watson
Editora: Bertrand

Sinopse:
Um druida profetizou no momento do nascimento de Deirdre que ela seria a mais bela mulher depois de Helena de Tróia e que, devido a essa maldição de beleza, os homens lutariam por ela e o reino seria dividido. Criada na floresta, em reclusão, Dreide não recebe qualquer visita a não ser a do rei cujo desejo em que ela se torne sua mulher tornar-se-á numa obsessão. Baseado num célebre mito irlandês, a história de amor entre Maeve - a rainha guerreira - e os seus desamores.

Opinião por Rita Verdial:
Jules Watson é uma escritora Australiana de romance histórico/fantástico, que tem como fonte de inspiração os antigos celtas. A Lenda do Cisne é o seu primeiro livro editado em Portugal, sendo também o primeiro de uma série de dois livros, baseados em antigos mitos irlandeses. Watson é também autora da The Dalriada Trilogy.
Deirdre é uma jovem extremamente bela, alvo de grandes atenções por parte do rei Conor. Vive na floresta longe da vista de todos, como que em reclusão, podendo apenas beneficiar da companhia dos pais adoptivos e da sacerdotisa sua mestre, Levarcham. Este isolamento deve-se ao facto de uma terrível profecia estar associada à jovem protagonista, desde o dia do seu nascimento, profecia essa que faz dela portadora de grande desgraça para o reino.
Esta situação torna-se insustentável para Deirdre, que sempre ansiou pela liberdade e não suporta mais a ideia de se tornar rainha de Conor. Assim, resolve escapar ao seu triste fado, unindo o seu destino ao de três jovens heróis de grande importância. Mas em todas as histórias há um senão e os actos irreflectidos do grupo de jovens trazem consequências inimagináveis. O interesse do rei por Deirdre passa a obsessão: Conor não descansará enquanto ela não for sua e vai revelar-se capaz de tudo para o conseguir.
Antes de iniciar esta leitura, tinha a ideia de que A Lenda do Cisne, seria em muito semelhante ao primeiro livro da trilogia Sevenwaters de Juliet Marillier, A Filha da Floresta. De facto todo o ambiente da história lembra o fantástico mundo de Sevenwaters, mas a história em si, assim como as suas personagens, nada têm de idêntico com a obra acima mencionada.
A Lenda do Cisne recria a lenda de Deirdre e Naisi, sendo esta, parte de um grupo de antigos contos irlandeses denominado "O Ciclo do Ulster". Este Ciclo gira em torno das façanhas do rei Conchobor (Conor na forma anglicana) e dos seus guerreiros do Redbranch, incluindo o famoso herói irlandês, Cúchulainn.
Para quem é apreciador de antigas lendas e da temática Celta, este é um livro que certamente lhe suscitará interesse e proporcionará bons momentos de leitura. As personagens são agradáveis, o ambiente que as envolve é extremamente belo e cativante, e a escrita da autora é simples e elegante.
Até agora, o que aqui foi referido encaixaria esta obra na categoria de romance histórico, mas há uma componente fantástica que torna este livro num verdadeiro romance histórico/fantástico: A Fonte. A Fonte é como que uma forma diferente de ver o mundo, todas as formas de vida e mesmo as inanimadas são vistas como sendo constituídas por pequenos feixes de luz. É assim, que personagens como Deirdre levantam os véus do Outro mundo, chegando por vezes a ficar na iminência de se tornarem eles próprios em seres desse mundo, e é também nesta espécie de mundo paralelo que se podem ver os místicos Sídhe.
A Lenda do Cisne é um livro com altos e baixos, onde o leitor tanto se entusiasma com leitura, como fica entediado em momentos em que a história só parece estar a enrolar e o próprio final é capaz de despertar emoções um pouco controversas. Em suma, se pesarmos os pontos positivos e negativos da obra, esta continua a ter classificação positiva, A Lenda do Cisne é um livro bastante agradável que vale a pena ler.

Novidade Casa das Letras para Julho

Título: Outlander - A Libélula Presa no Âmbar
Autoria: Diana Gabaldon
N.º Páginas: 1004
PVP.: 22,50€

Sinopse:
Durante vinte anos Claire Randall manteve o seu segredo. Mas agora, de férias nas majestosas e misteriosas Highlands, Claire planeia revelar à sua filha uma verdade tão impressionante como os acontecimentos que lhe deram origem: o mistério de um antigo círculo de pedras, um amor que transcende os limites do tempo e a verdadeira identidade de James Fraser, um guerreiro escocês cuja valentia levou uma Claire ainda jovem da segurança do seu século de vida para os perigos de um outro tempo.
Mas um legado de sangue e desejo vai testar Brianna, a sua bela filha. A fascinante viagem de Claire vai continuar em Paris, ao lado de Carlos Stuart, na corte intriguista de Luís XV. Jamie tem de ajudar o príncipe a formar alianças que o apoiem na reconquista do trono de Inglaterra. Claire, no entanto, sabe que a rebelião está fadada ao insucesso. A tentativa de devolver o Reino aos católicos resultará num banho de sangue que ficará conhecido como a Batalha de Culloden, e deixará os clãs esconceses em ruínas. No meio das intrigas da corte parisiense, Claire enfrenta novamente um velho rival, tenta impedir o morticínio cruel e salvar a vida do homem que ama.

Novidade Bertrand para Julho

Título: A Intermintência
Autor:
Andrea Camilleri

Nº de páginas:
184

PVP:
14,95€


Sinopse:

Detentor de um estilo e códigos de linguagem muito próprios, o grande nome da literatura italiana apresenta-nos um thriller financeiro, implacável no tema e no ritmo, em que as personagens são asperamente esculpidas, de forma quase cruel, movidas pelo ódio, pelo desejo de vingança ou pelo poder.
«Bolas, do que é que estão à espera? Às livrarias, já!» Paulo Nogueira, Expresso acerca de O Fato Cinzento «Camilleri escreve à beira do abismo, nas câmaras secretas da nossa consciência.» Il Messaggero «Uma leitura sem possibilidade de fuga.» La Repubblica

Sobre o autor:

Andrea Camilleri nasceu em Agrigento, no ano de 1925, mas vive há muitos anos em Roma. Desde 1949 que trabalha como produtor e guionista, sobretudo de séries policiais. Com o passar dos anos, juntou a essa atividade a de escritor e tem publicado importantes obras de ficção passadas na Sicília. O seu grande êxito surgiu com a invenção do comissário Montalbano e, desde então, tem conquistado os leitores de todo o mundo, quer com os romances históricos quer com os policiais e, mais recentemente, com incursões noutros géneros literários.
www.vigata.org

Novidade Porto Editora para Julho

Título: O Coração de Murano
Autor:
Marina Fiorato

Tradutor:
Isabel Alves

Págs: 288
PVP:
16,60 €


Sinopse:
Um segredo sombrio. Um coração de cristal. Um amor que resistiu ao tempo. Veneza, 1681. O fabrico do vidro e cristal representa um inestimável monopólio para a República e os espelhos venezianos são considerados mais valiosos do que o ouro. Sob a vigilância atenta do Conselho dos Dez, os sopradores de vidro de Murano vivem praticamente aprisionados na pequena ilha, onde os segredos do seu ofício são guardados a sete chaves. Mas o maior dos artífices, Corradino Manin, ver-se-á forçado a revelar os seus métodos e a vender a alma a Luís XVI, o Rei Sol, para proteger a sua filha ilegítima. Quase quatro séculos depois, Leonora Manin deixa para trás um passado infeliz em Londres para iniciar uma nova vida como sopradora de vidro em Veneza. Será na cidade mágica dos canais que encontrará o amor e a possibilidade de refazer a sua vida. No entanto, à medida que os segredos da traição do seu antepassado vão sendo desvendados, Leonora verá o seu próprio destino interligado com o de Corradino. Entre dois tempos, o período renascentista e a atualidade, O Coração de Murano é um romance inesquecível que decorre na mais bela cidade do mundo.

Sobre a autora:

Marina Fiorato, inglesa de ascendência veneziana, nasceu em Manchester. Tem uma licenciatura em História pela Universidade de Oxford e fez uma especialização na dramaturgia de Shakespeare. Trabalhou como ilustradora, atriz e crítica de cinema. No catálogo da Porto Editora figura já o seu romance A Virgem das Amêndoas. Página pessoal: www.marinafiorato.com

Novidade Quetzal para Julho

Sinopse:
“O que fascina, desde logo, neste livro de Filipe Nunes Vicente é o ciclo constante de referências que nos atiram para outros círculos de interrogação. É este jogo que torna a história de Mário um verdadeiro confronto entre a realidade e a ficção ou uma perfeita adaptação da realidade à ficção.”
Jornal de Negócios

Mário desistiu. Deixou para trás a mulher, os filhos, um emprego estável, os amigos, enfim, divorciou-se da sua antiga vida. Vive agora numa casa precária de um bairro periférico e dedica-se vagamente a escrever um estudo sociológico sobre drogas. Mário está doente. O seu mundo interior divide-se entre a obsessão erótica por Gabi, uma antiga colega, e o ódio aos vizinhos que fazem barulho constantemente e empestam o prédio com o que cozinham.

Um dia acorda e pensa recordar-se de ter esfaqueado o detestável vizinho. Nesse mesmo dia é abordado por dois homens de aspeto duvidoso que lhe batem e anunciam que mais tarde o vão procurar a casa. E como se não bastasse de acontecimentos insólitos, Gabi materializa-se numa vida visita inesperada.

O que se vai passar – numa ação que transita livremente entre dois planos ficcionais, já que Mário também trabalha na escrita de um conto – é totalmente inesperado: talvez uma alucinação de Mário ou do leitor; uma sequência de acontecimentos próprios de uma zona socialmente problemática; um complot urdido não se sabe onde. E para Mário, haverá salvação?

Uma coisa é certa: neste primeiro romance de Filipe Nunes Vicente – rápido, cru, livre de espartilhos formais e cheio de referentes cinematográficos, literários e filosóficos – nada é o que parece.

Novidade Pergaminho para Julho

Título: Um coração cheio de estrelas
Autoria: Álex Rovira e Francesc Miralles
N.º Páginas: 136
PVP.: 13,50€

Sinopse:
Um coração cheio de estrelas
leva-nos até ao ano de 1946, a Selonsville, uma pequena aldeia dos Alpes. Os rigores de um Inverno duro e longo teimam em não deixar esta aldeia, que luta por recuperar das feridas de uma guerra recentemente terminada.
No telhado do orfanato onde vivem, Michel e Eri, amigos inseparáveis, admiram o céu estrelado. Nenhum deles sabe, contudo, que na manhã seguinte Eri não despertará. Entra num coma profundo e misterioso, que os médicos não conseguem explicar nem tratar. Michel é o único que poderá mudar o destino da sua amiga...
Guiado pelos conselhos de uma sábia anciã, o rapaz terá de encontrar as nove pessoas que representam as nove qualidades-chave do amor - e, com retalhos da sua roupa, confeccionar um novo coração para Eri. Mas para que este plano mágico funcione, Michel tem de empreender um desafio ainda mais difícil: encontrar o segredo do amor ilimitado, que se esconde nas profundezas da sua alma.

8 de julho de 2011

Opinião - Angelologia

Título: Angelologia
Autor: Danielle Trussoni
Editora: Presença

Sinopse:

Desde o início dos tempos que os nefilins, a raça que descende de anjos e humanos, procura dominar a humanidade semeando o medo, provocando guerras e infiltrando-se nas mais poderosas e influentes famílias da história. Apenas a sociedade secreta de angelologistas, com os seus conhecimentos ancestrais, tem conseguido detê-los. Agora, a Irmã Evangeline do Convento de Santa Rosa, no estado de Nova Iorque, está prestes a juntar-se a eles. Mas conseguirá ela resistir ao imenso poder dos nefilins e evitar o apocalipse? Uma narrativa vigorosa, complexa e inteligente que funde elementos bíblicos, míticos e históricos e envolve o leitor da primeira à última página.

Opinião por Susana Fino:
A imagem que nos é transmitida dos anjos, desde muito cedo, é a de que são seres celestiais que nos protegem, bons, ao serviço de Deus. Este livro traz-nos, no entanto, uma imagem muito diferente destes seres que fazem parte do nosso imaginário.
O livro descreve-nos uma história que se passa ao longo de vários anos, começando antes da 2ª Guerra Mundial e desenrolando-se até aos nossos dias, tendo por base a actividade dos angelologistas (cientistas que se dedicam ao estudo dos anjos) e a tentativa de protecção da lira, instrumento celestial capaz de alterar ou, talvez mesmo, destruir o mundo como o conhecemos hoje.
A história centra-se na personagem de Evangeline, uma jovem irmã do Convento de Santa Rosa, filha e neta de angelologistas, envolvendo muitas outras personagens de várias raças (humanos, anjos, nefilins e gibborins), o que torna a história bastante complexa. Aliás, o livro é bastante extenso (cerca de 580 páginas) e confesso que só a partir de uma boa parte do livro consegui envolver-me na história (as primeiras páginas do livro são muito complexas e difíceis de ler e levaram-me quase a desistir). Não obstante, e após passar essa primeira fase, comecei a entrar no enredo da história, a antecipar alguns acontecimentos, e a imaginar-me ali, ao lado de Evangeline ou do jovem Verlaine.
Em minha opinião, o relato da 1ª missão (escrito noutro tipo de letra, para o diferenciar da narrativa da história) e a analepse feita quando Celestine conta a sua história a Evangeline são demasiado extensos. No entanto, e apesar de demasiado extensos, estes pormenores contam na avaliação final positiva que faço do livro, porque permitem ter uma descrição mais detalhada e precisa do que se passou.
Gostei imenso de ler o livro e, dado o final deixado em aberto, bastante surpreendente (ao longo de todo o livro, jamais havia pensado que esse poderia ser o seu final), caso a autora decida escrever uma sequela deste “Angelologia” (como aliás, já li em diversos blogs que é sua intenção), farei todos os possíveis para lê-lo

Opinião - Manual do Detective

Título: Manual do Detective
Autor: Jedediah Berry
Editora: Europa-América

Sinopse:

Um maravilhoso livro de estreia, com um enredo alucinante, em que um improvável detective, armado somente com um chapéu-de-chuva e um peculiar manual, terá de resolver vários crimes cometidos nos sonhos das pessoas.

Numa cidade nunca nomeada e sempre chuvosa, Charles Unwin é um meticuloso funcionário de uma poderosa agência de detectives. Após anos num labirinto de arquivos, é o responsável pelos ficheiros de Travis T. Sivart, o famoso detective que resolveu os casos do Homem que Roubou o Dia 12 de Novembro e das Três Mortes do Coronel Daker.

Quando Sivart desaparece misteriosamente, tal como os despertadores de toda a cidade, Charles Unwin é promovido a detective e, na companhia da sua secretária narcoléprica, terá de descobrir o paradeiro do lendário agente e de salvar a cidade das garras de um mestre do crime que assombra os sonhos do habitantes.

Opinião por Vera Brandão:
Numa cidade sem nome e chuvosa, Charles Unwin trabalha como administrativo numa grande agência de detectives, Tudo que ele sabe sobre a resolução de mistérios vem a partir dos relatórios que ele pediu ao ilustre detective Travis T. Sivart. Quando este desaparece, Unwin é subitamente promovido a detective, um posto para o qual ele não tem habilidades. A sua orientação vem apenas da sua assistente (que tem um distúrbio do sono) e do Manual do Detective.

Devo confessar que me custou a entrar no livro. Não o considero um thriller. É um livro carregado de surrealismo e é extremamente subjectivo (não há informações explícitas sobre o nome da cidade, o tempo onde se passa a acção...etc etc) e mistura elementos de vários géneros. desde ficção, mistério e fantasia. Se bem que a incorporação de objectos como gramofones ou máquinas de escrever induzem uma acção temporal que decorre, tenho a ousadia de aferir, nos finais do sec XIX/inícios do séc XX.

Estes adjectivos enquadram-se da mesma forma nas personagens que são marcadas pelo excêntrico e surreal. Praticamente todas as personagens, não importa o quão insignificantes possam parecer, são mais do que aparentam e são distinguidas por um atributo característico. Edwin Moore, o funcionário do museu, utiliza uma técnica para fazê-lo esquecer as coisas, os gémeos Rook que não dormem há 17 anos; Enoch Hoffman possui a capacidade de imitar a milhares de vozes. Não esquecer a falta de experiência de Unwin, no seu novo papel como detective. E reparem na ironia do nome Unwin (un é o prefixo, em inglês, para indicar antónimos de palavras e win significa ganhar).
Apesar de tudo achei que as personagens mantêm-se muito distantes do leitor, talvez por não ter encontrado aquele realismo que dota as personagens, vulgar na literatura, e que ocasiona uma maior proximidade com quem lê o livro.

Assim, de um modo geral, não achei o livro muito fácil de ler. Há que estar atento a uma série de pormenores e encaixa-los nos cenários surrealistas que o autor apresenta. Pormenores estes que se constatam na formulação das personagens e nos cenários do livro. As paisagem são ricas em detalhes de estações ferroviárias, becos das ruas (ainda que chuvosos), mansões abandonadas no topo da colina , mas habitadas por criminosos e o aparecimento de femme fatales nos bares fazem recordar os míticos filmes americanos a preto e branco.

No entanto adorei a estrutura do livro, cada capítulo rege-se pelo nome dos vários capítulos do manual do detective, a partir de elementos comuns de gestão de várias técnicas de vigilância e métodos de interrogatório.

Um livro muito distinto, O Manual do Detective envolve o leitor num drama corajoso e complexo, mas de outro mundo com uma sensação de filme noir e conotações infinitas. Sendo uma leitura que foge aos meus parâmetros preferidos, não a recomendaria aos ávidos de acção e crime propriamente dito. No entanto constitui uma leitura agradável, principalmente àqueles que apreciam o género da fantasia!

Opinião - 3º Grau

Título: 3º Grau
Autor: James Patterson
Editora: Quinta Essência

Sinopse:
O Clube das Investigadoras regressa num thriller cheio de suspense. Mergulhando numa casa em chamas, a detective Lindsay Boxer descobre três cadáveres¿ e uma misteriosa mensagem no local do crime. À medida que vão aparecendo mais corpos, Lindsay pede às suas amigas, Claire Washburn do gabinete de medicina legal, à assistente do promotor distrital Jill Bernhardt e à repórter do San Francisco Chronicle, Cindy Thomas, que a ajudem a encontrar o assassino que jurou matar a cada três dias. Ainda mais aterrador do que isso, ele tem como alvo uma das quatro amigas. Qual delas será?

Opinião por Vera Brandão:
3º Grau é o terceiro volume da saga do Clube das Investigadoras. Embora tenha lido apenas "Primeira a Morrer" e já há algum tempo, consegui mergulhar por completo nesta história que passo já a comentar.

Lindsay Boxer, tenente do Departamento de Polícia de S, Francisco e a sua cadela, Martha, estão a desfrutar de uma corrida quando uma explosão quase as derruba ao chão. Depois de chamar o 112, Lindsay entra no prédio em chamas para ver se há sobreviventes, onde ouve o som do choro de alguém e descobre um menino. Imediatamente Lindsay resgata-o. Mas o casal progenitor da criança morre na explosão...

Este é apenas o primeiro dos assassinatos brutais que ocorrem neste livro.
Como nos romances anteriores, Lindsay recorre à ajuda das suas três melhores amigas que, juntas, formam o Clube das Investigadoras. O clube é composto por Jill Berhardt (advogada e Procuradora de Justiça), Claire Washburn (médica legista), e Cindy Thomas (jornalista do Chronicle). Cada mulher é capaz de contribuir para o caso, de uma forma específica.

Apesar do 3º Grau constituir o terceiro romance do Clube das Investigadoras, e apresentar-se como uma história independente, não se torna estritamente necessário ler-se os dois livros anteriores para se entender este. No entanto o primeiro livro, "Primeira a Morrer" ajuda o leitor a perceber a base para a formação deste clube e a motivação dos personagens principais do grupo.

São estas as personagens que o leitor, desde o inicio da saga, sente um carinho especial e vive os seus dramas pessoais aliado à própria investigação do crime. Desde ao tema do aborto, relações falhadas até à violência doméstica, são exploradas uma série de situações que comovem o leitor. Depois a própria relação entre as mulheres, sólida e bastante cúmplice, tem uma componente muito reflexiva sobre a amizade e os valores que esta tem associada.

Com uma trama surpreendente, Patterson (com a participação de Gross) criam um romance que alia ingredientes como acção, mistério, drama e uma dose elevadíssima de emoções fortes. Depois o autor incorpora a narrativa em pequenos capítulos de uma a duas páginas, que induzem maior rapidez na leitura. No entanto certos aspectos caem no banal, tendo em conta que já há algumas histórias baseadas no 11 de Setembro e outros ataques terroristas.
O livro é contada a partir dos pontos de vista de Lindsay Boxer, o que influencia um envolvimento ainda maior não só com esta personagem, bem como com os acontecimentos sucessivos da narrativa.

Apesar de ter lido apenas o primeiro livro, gostei muito mais do que este 3º Grau. Ainda que as conjunturas do terrorismo, aliadas ao realismo dos cenários sejam aspectos bastante convincentes, houve um único pormenor, que me desiludiu redondamente, e faz-me equacionar toda a qualidade da narrativa. Este pormenor prende-se com o rumo de uma personagem.

Eu recomendo, mas não como uma leitura obrigatória. Se algum seguidor estiver porventura, inclinado a ler James Patterson, recomendo o primeiro desta série, Primeira a Morrer.