3 de novembro de 2014

O romance inacabado de David Foster Wallace chega às livrarias a 7 de novembro

Título: O Rei Pálido
Autor: David Foster Wallace
Género: Romance
Tradução: Maria Dulce Guimarães da Costa e Vasco Teles de Menezes
N.º de páginas: 648
Data de lançamento: 7 de novembro
PVP: 24,40€

O romance inacabado do autor de A Piada Infinita.
O aborrecimento. Se há alguém capaz de escrever um grande romance sobre este tema é certamente David Foster Wallace: o aborrecimento e os seus efeitos sobre o espírito.
Em A Piada Infinita, explorava o entretenimento e o prazer – que obliteram a dor; aqui, em O Rei Pálido, Wallace leva até às últimas consequências a observação e o estudo da tristeza, da monotonia, do tédio. E, para isso, não poderá haver ambiente mais natural e propício do que a Autoridade Tributária, um centro regional de processamento de IRS algures no Midwest.
O Rei Pálido foi publicado postumamente e editado a partir dos manuscritos encontrados – doze capítulos prontos e outros ainda em construção –, seguindo-se as anotações do autor ou apenas a lógica interna do texto.
Numa das notas que deixou a este romance, David Foster Wallace afirma:
«A felicidade – uma combinação de alegria + gratidão, a cada segundo que passa, pela dádiva de estarmos vivos, conscientes – encontra-se do outro lado de um aborrecimento absolutamente aniquilador. Prestem toda a atenção à coisa mais entediante que forem capazes de descobrir (declarações fiscais, golfe na televisão) e vão ser inundados por ondas de um aborrecimento como nunca sentiram e que vos vai praticamente matar. Mas, se conseguirem sobreviver a isso, será como passar do preto e branco para a cor. Como água depois de vários dias no deserto. Uma felicidade constante em cada átomo.»

Sobre o autor:
David Foster Wallace nasceu em 1962, Ithaca, Nova Iorque. Publicou o primeiro romance, The Broom of The System, em 1987, um livro influenciado por um dos seus ídolos literários, Thomas Pynchon, e que recebeu críticas bastante positivas da imprensa na altura. O segundo romance só apareceu nove anos depois, na forma das mais de mil páginas da colossal, delirante e inovadora obra A Piada Infinita (Quetzal, 2012). A revista Time considerou-o um dos cem melhores romances de língua inglesa publicados desde 1923. O sucesso e o reconhecimento da crítica e do público não aliviaram, porém, os problemas de depressão que Wallace enfrentou ao longo de toda a vida. Em 2008, com apenas 46 anos, David Foster Wallace suicidou-se. Com base no trabalho que deixou incompleto, o seu editor norte-americano decidiu publicar, em 2011, o romance póstumo O Rei Pálido, testamento literário de um génio da literatura universal que agora, após a edição de Uma Coisa supostamente Divertida Que nunca mais Vou Fazer – Ensaios (2013), a Quetzal tem a honra de apresentar.

Passatempo Cinema - Belle - Vencedores

 

- Lisboa - UCI EL CORTE INGLES- 10 convites duplos
André Fernandes da Silva
Pedro Emanuel Barradas Sardinha
Iria Rocha Ferreira 
Marco Resende Lopes 
João Francisco Salvador Fernandes
Joaquim Manuel Carvalho Rodrigues 
Miguel Fernando santos 
Lúcia Maria Nascimento Oliveira de Almeida
Helga Filipa Veríssimo Afonso
Celine Borges Passos

- Gaia - UCI ARRABIDA - 10 convites duplos 
Cláudia Regina Monteiro Pinto Brandão
Joana Figueirinha
Carla Maria Coelho Aguiar
Elma Pereira
Manuel José Sousa Oliveira
Hugo Filipe Correia Monteiro
Vítor Hélder Carapuço Duarte
Rosa Maria de Barros Maria
Maria João Pinto Guedes
Gracinda Paula dos Santos Mota
 

Passatempo Cinema - Rio Eu te amo - Vencedores



- Lisboa - UCI EL CORTE INGLES- 10 convites duplos
antonio manuel regueira luis coimbra
Mafalda Relvas Silva
Lurdes Silvério Ribeiro
Inês Isabel Alves Vidreiro
Carmen Sofia Mendes Garcia de Castro
Claudia Rodrigues Dias
Paulo Alexandre Dias Passos Pereira
Catarina Matos Sobreira
Maria José Antunes 
Demitilia Martins Moura

- Porto - UCI ARRABIDA - 10 convites duplos 
Manuel Augusto Rebelo Correia
Nuno Pedro Gonçalves Mota
Joana Rita Pinto da Cruz Abreu
Marta Sofia Pinto Monteiro
David Alberto Novais da Costa
Raquel Ferreira de Vasconcelos
Fábio Bruno Ferreira da Silva
Joana Patrícia de Barros Maria Dias
Celestino Gomercindo Ribeiro Magalhães
Luís Filipe de Barros Dias

Lixo - Crítica

Ficha Técnica:
Título Original: Trash
Título Nacional: Lixo
Argumento: Richard Curtis
Realização: Stephen Daldry
Produção: Tim Bevan, Eric Fellner e Kris Thykier 

Opinião por João Salvador Fernandes:

Este ano tem sido rico em filmes baseados em obras literárias; e, desta vez, é Stephen Daldry que nos traz uma longa-metragem sustentada em Trash, livro de Andy Mulligan.

O realizador – famoso por ter dirigido As Horas, O Leitor e Billy Elliot – relata-nos, agora, uma história de três meninos brasileiros – Raphael, Gardo e Rato – que trabalham na apanha de lixo e se vêem enredados numa trama de corrução e crime. O trio, após encontrar a carteira de um tal de José Ângelo, resolve deslindar o enigma que liga este homem a uma avultada quantia de dinheiro. Uma investigação que se inicia por curiosidade pueril e se vai transformando numa perigosa missão, reflectindo uma mensagem marcadamente idealista.

A fita começa com um enquadramento que se encaixaria, facilmente, no realismo de produções recentes e celebrizadas do cinema brasileiro, como Tropa de Elite e Cidade de Deus, adoptando, progressivamente, uma orientação efabulada e um ritmo frenético típico de películas de aventura e acção.

Curiosamente, enquanto procura a mesura do realismo, as imagens e o argumento prendem-nos com mestria; elucidam-nos sobre a vida de miséria e violência daqueles que residem nas áreas suburbanas mais pobres do Brasil, procurando, nos detritos e nos resíduos, a matéria-prima da sua sobrevivência. A partir da altura em que se dá a mencionada aceleração, porém, o entrecho diminui de qualidade e interesse; banaliza-se e perde acutilância, despertando no espectador a decepção de quem foi levado a crer que estaria diante de algo superior.

O mesmo se pode dizer da tentativa de Daldry em conservar a ossatura diegética do livro, enxertando, entre o desenrolar das cenas, os depoimentos documentais da tríade protagonista. Na primeira fase, o resultado é manifestamente satisfatório; mas, com o apressurar do ritmo narrativo, a opção deixa de fazer sentido, acabando por se tornar num artifício que explica o evidente e lhe interrompe o andamento de um modo desnecessário.

Quanto aos actores, salientam-se os três rapazes de 14 anos, Rickson Tevez (Raphael), Eduardo Luís (Gardo) e Gabriel Weinstein (Rato); descobertos pelo próprio realizador, nas comunidades desfavorecidas do Rio de Janeiro, revelam um à-vontade com a câmara digno de nota.


Os consagrados Wagner Moura (José Ângelo), Selton Mello (Frederico) e Stepan Nercessian (António Santos) fazem jus aos seus pergaminhos. Já, Martin Sheen (padre Juilliard) e Rooney Mara (Olivia), por insuficiências de roteiro – ainda que não comprometendo –, pouco ou nada acrescentam ao enredo.

Um filme razoável e cheio de actualidade, num Brasil que reclama por direitos e Justiça, dada a proximidade temporal com as eleições presidenciais e com os protestos sociais que correram mundo durante o Mundial de Futebol. 


2 de novembro de 2014

Opinião - As Jóias do Sol

Título: As Jóias do Sol
Autor: Nora Roberts  
Editora: Saída de Emergência 
 
Sinopse:
Depois de um casamento falhado e uma carreira desapontante como professora de Psicologia, a jovem Jude Murray sente-se no limiar de um esgotamento nervoso. Numa fuga desesperada para a frente, decide abandonar Chicago e instalar- -se durante alguns meses no chalé abandonado da sua bisavó, na distante e mágica vila de Ardmore, na Irlanda.
Rodeada pela magia das paisagens irlandesas e inebriada pela lendas antigas, Jude vai descobrir a alegria que é viver, amar... e ser amada!
 
 
Opinião por Virginia Mareco:
Descubra o paraíso e o amor na Irlanda. Este ó o primeiro livro da trilogia irlandesa. Eu adoro esta autora e este livro é mais um daqueles em que Nora Roberts mostra a sua excelência a caracterizar personagens, personalidades e, principalmente, cenários. Quase que o cheiro do chá, das flores, da terra molhada e o sabor dos bolinhos nos aparecem espontaneamente. Uma frase que dá que pensar é "Eles veem um reflexo da sua própria perceção. Prostituta ou anjo, mãe ou filha. Dependendo do seu ponto de vista, os homens são compelidos a proteger, conquistar ou explorar." Os segundo e terceiro livros da trilogia são "As Lágrimas da Lua" e "Coração do Mar", respetivamente. Vou lê-los de seguida.

VOGAIS: "Crianças Perdidas" - A história real de uma professora extraordinária

 
«No que concerne a lidar com crianças problemáticas ninguém tem a sabedoria, compaixão e sensibilidade de Mary MacCracken.» - New York Times

«Os livros de Mary foram para mim uma inspiração.» - Torey Hayden, autora bestseller de A Criança Que Não Queria Falar 

Com a crise e as alterações sociais ocorridas em Portugal, o número de casos de crianças a sofrer de perturbações mentais, depressão ou ansiedade sobe a cada dia. Segundo dados recentemente divulgados, quase 20 mil foram à primeira consulta de pedopsiquiatria em 2013. 

Se na infância a hiperatividade ou má-criação podem ser evidências de que algo está mal, na juventude a apatia, tristeza e isolamento são sinais de alerta. Mas, entre números e rótulos, o importante é nunca desistir das crianças. 

É por isso que livros como Crianças Perdidas se tornam uma leitura obrigatória, uma fonte de inspiração para pais, educadores e especialistas para que nunca considerem uma criança como um caso perdido. 

Crianças Perdidas (Vogais I 256 pp I 16,99€) é um livro sobre o autismo e os problemas de comportamento e desenvolvimento na infância. Mas é também a história autobiográfica de uma mulher excecional, que se dedicou a trabalhar com crianças catalogadas como psicóticas ou autistas, acabando por transformar as suas vidas. 

Quando se voluntariou para trabalhar numa escola para crianças com distúrbios emocionais, Mary MacCracken rapidamente se sentiu atraída pelas pessoas que ali ensinavam e por aquelas crianças especiais e respetivos pais angustiados. Embora quase todos os meninos aparentassem ser saudáveis, a realidade era muito mais triste, pois encontravam-se numa dimensão distante, privadas de amor e de verdadeiro contacto humano.

Depressa se tornou evidente que Mary era uma professora com dotes invulgares. Fruto das suas observações e de um instinto inato, conseguiu comunicar e relacionar-se com as crianças mais difíceis. Com o tempo, conseguiu descodificar os murmúrios dos seus alunos e ensinou-os a ler e a falar. Mas, mais importante do que isso, ajudou-os a começarem a sentir confiança e amor. 

Não existem milagres nesta história, apenas uma mulher incrível que decidiu não desistir: Mary MacCracken, a professora cujos livros e percurso de vida inspiraram Torey Hayden, a autora bestseller de A Criança Que Não Queria Falar. 

Sobre a autora:
Mary MacCraken foi uma das mais notáveis professoras de crianças com problemas comportamentais e de desenvolvimento. Faleceu julho passado, aos 88 anos. 

Começou a trabalhar na área da educação especial como voluntária numa escola de New Jersey, nos EUA, no final da década de 60 do século passado. Escreveu depois quatro livros sobre as suas experiências com crianças consideradas autistas e psicóticas, que inspiraram e comoveram muitos milhares de educadores e de leitores: A Circle of Children, Lovey: A Very Special Child, City Kid e Turnabout Children. 

Através das suas excecionais qualidades de educadora, Mary MacCracken conseguiu estabelecer relações fortes com as crianças mais problemáticas. Dedicou a sua vida a trabalhar com crianças que ela considerava únicas e não diferentes das outras, ajudando de forma inestimável a comunidade de pais e educadores de rapazes e raparigas com estas caraterísticas.

1 de novembro de 2014

Opinião - Se eu Ficar

Título: Se eu Ficar
Autor: Gayle Forman
Editora: Presença

Sinopse:
Naquela manhã de Fevereiro, quando Mia, uma adolescente de dezassete anos, acorda, as suas preocupações giram à volta de decisões normais para uma rapariga da sua idade. É então que ela e a família resolvem ir dar um passeio de carro depois do pequeno-almoço e, numa questão de segundos, um grave acidente rouba-lhe todas as escolhas. Nas vinte e quatro horas que se seguem, Mia, em estado de coma, relembra a sua vida, pesa o que é verdadeiramente importante e, confrontada com o que faz com que valha mesmo a pena viver, tem de tomar a decisão mais difícil de todas.

Opinião por Fernando Pereira
“Se Eu Ficar” conta a história de Mia, uma adolescente talentosa, tímida e que ama muito sua família. Ela é violoncelista e está a um passo de entrar em Julliard, tem uma melhor amiga sensacional, um namorado rock star e tudo parece normal e certo em sua vida, até um dia fatídico em que ela e sua família sofrem um acidente de carro.
Mia perde seus pais e fica em coma em estado gravíssimo. No entanto, a maior surpresa é quando ela percebe que está fora do seu corpo e consegue ver tudo o que acontece ao seu redor, inclusive o seu próprio corpo sendo levado urgentemente para o hospital. Assim, ela acompanha, como se estive separada por um vidro do mundo real, os acontecimentos que se desenrolam ao trágico acidente, a aglomeração de parentes que vem lhe dar apoio, Adam (seu namorado), que tenta desesperadamente vê-la e Kim (sua melhor amiga) que mesmo Mia estando em coma lhe dá palavras de conforto. É lindo o cuidado e o amor que Mia tem pelo irmão e muito bonito o amor do namorado dela para com ela.
Anestesiada e suspensa entre a vida e a morte, tentando entender o que está acontecendo ao seu redor, Mia tem algumas horas para reavaliar sua vida, considerar seu futuro e decidir se quer desistir de tudo ou lutar para continuar viva. Ela passa a ser expectadora da própria vida no leito do hospital.
Não é nada fácil lidar com a morte. Você simplesmente não tem como descobrir quais serão seus últimos momentos de felicidade, aqueles que antecedem uma tragédia ou uma descoberta aterradora. “Eu percebo agora que morrer é fácil. Viver é difícil.”
É um livro que nos faz refletir e avaliar o valor da vida. Nos mostra que nada é garantido neste mundo. Em um momento podemos estar felizes ao lado das pessoas que amamos e no minuto seguinte perdê-las.

TOPSELLER: Janet Evanovich, autora Top 5 mundial, regressa com "Tempo Limite"

 
20 milhões de dólares. Foi quanto Janet Evanovich, autora Top 5 mundial, faturou entre Maio de 2014 e 2015 com os seus originais policiais e romances que fazem as delícias dos fãs destes géneros um pouco por todo o mundo. 

Numa lista liderada por James Patterson (94 milhões), igualmente editado pela Topseller, Janet Evanovich é já uma habitué, fruto das peripécias vividas pelas personagens das diferentes séries: Stephanie Plum, Lizzie & Diesel e Fox & O’Hare. 

E é da série Fox & O’Hare o 2.º volume recém-chegado às livrarias nacionais. Depois de O Golpe, Kate O’Hare, a implacável agente especial, e o seu companheiro Nick Fox, um dos criminosos mais procurados do mundo e agora aliado do FBI, estão de volta em Tempo Limite (Topseller I 272 pp I 16,59€). 

Sinopse: 
Kate O’Hare, a implacável agente especial, e Nick Fox, um dos criminosos mais procurados do mundo e agora aliado do FBI, são destacados para uma missão de alto risco.

O alvo da missão é Carter Grove, ex-chefe de gabinete da Casa Branca e líder de uma agência de segurança privada. Há 10 anos, Grove roubou um raro artefacto chinês do Smithsonian, o qual foi secretamente substituído por uma peça falsa. Agora, o governo chinês exige a sua devolução. É preciso recuperar a verdadeira obra de arte sem levantar suspeitas, para evitar o corte de relações entre os EUA e a China.

Em contrarrelógio, Kate, Nick e a sua peculiar equipa de vigaristas têm apenas duas semanas para pôr em prática um plano ousado e mortal. De Washington a Xangai, passando pela Escócia, Canadá, Los Angeles e Nova Iorque, esta dupla improvável embarca numa emocionante aventura repleta de suspense e reviravoltas imprevisíveis.

Sobre a autora:
Janet Evanovich é a autora de policiais mais vendida em todo o mundo, com 75 milhões de livros vendidos. Os seus livros são bestsellers consecutivos do New York Times. 
Os policiais das séries Stephanie Plum, Lizzy & Diesel e Fox & O’Hare estão continuamente no top dos mais vendidos do New York Times e do USA Today.