15 de novembro de 2017

Opinião – “A Torre Negra” de Nikolaj Arcel

Sinopse

Há outros mundos para além deste. No filme A Torre Negra de Stephen King, a original história de um dos mais conceituados autores mundiais, chega ao grande ecrã. O Pistoleiro Cavaleiro, Roland Deschain (Idris Elba), encontra-se preso numa batalha eterna com Walter O’Dim, também conhecido como o Homem de Negro (Matthew McConaughey), e decidido a impedi-lo de destruir a Torre Negra que mantém a unidade do Universo. Com o destino do mundo em jogo, o bem e o mal colidem numa derradeira batalha onde apenas Roland pode defender a Torre do Homem de Negro.

Opinião por Artur Neves

Esta é uma adaptação de mais uma obra de Stephen King, autor americano com cerca de quarenta adaptações ao cinema de obras suas, sendo umas por ele próprio, outras por outros e ainda outras por ambos, devido à sua discordância com as versões resultantes da interpretação dos outros sobre as suas obras o que indicia a dificuldade da extração da essência de conteúdos escritos por Stephen King, por serem todos constituídos por personagens profundamente complexas.
Baseado numa obra complexa o filme é todavia bem simples, direi mesmo, básico, porque assenta no eterno confronto entre o bem e o mal, corporizados no temido Homem de Negro que procura destruir a dita “Torre Negra”, que representa a última linha de defesa do universo e num psicologicamente perturbado Pistoleiro, atormentado por questões existenciais relacionados com a missão para a qual se sente incapaz de concretizar e que se resume precisamente à defesa da referida “Torre Negra”. O seu improvável “ajudante” e motivador é um jovem rapaz, que a partir de determinada altura é assaltado por sonhos realistas passados num mundo paralelo para onde ele se transmuta durante o sono para servir de apoio ao perturbado Pistoleiro.
Para contar esta salganhada improvável, o filme toma a forma de uma aventura genérica de ficção/fantasia, baseada nas trivialidades do género, sem rasgo nem brilho, sem qualquer novidade digna de nota e com propensão para ser considerado um filme destinado a encantar os jovens, mais propensos a dicotomias simples, bem definidas e seguramente representadas por duas personagens que não deixam dúvidas de quem, apesar de todas as vicissitudes, vai sair vencedor do duelo.
Salvam-se os efeitos especiais de que o filme se socorre e dos dois personagens bem caracterizados e interpretados por Matthew McConaughey e Idris Elba, muito particularmente o segundo, já que ao primeiro basta-lhe ser altivo e arrogante como cabe a todos os vilões.
Considerando que Stephen King discordou da realização de Stanley Kubrick no filme; “The Shining” de 1980 e realizou uma versão de sua própria autoria, menos interessante e fastidiosa, refira-se, vejamos o que acontecerá com esta versão cinematográfica de mais um romance seu. A classificação atribuída vai direitinha para os efeitos especiais e desempenho dos atores, porque no resto da história é verdadeiramente pobre.

Classificação: 4 numa escala de 10

2 comentários:

Andrea Martínez disse...

Eu gostei da sua resenha, porém eu acho que o filme foi bom. A Torre Negra se tornou em uma das minhas histórias preferidas desde que li o livro, e quando soube que seria adaptado a um filme e vi a A Torre Negra trailer fiquei na dúvida se eu a desfrutaria tanto como na versão impressa mas gostei. Gostei muito da história por que não é tão previsível como outras. Além considero que outro fator que fez deste um grande filme foi a atuação de Idris Elba, seu talento é impressionante. É uma historia que vale a pena ver.

Soy Sofia Maror disse...

Ele tem um elenco muito bom! As premissas são interessantes, e a concepção tanto do pistoleiro como do Homem de Preto também tem seus acertos. A Torre Negra segue a linha dessas obras de fantasia que misturam gêneros para agradar todo mundo. O filme tem terror, mas também tem a aventura de um garoto pulando sobre telhados. Tem drama com a morte de personagens importantes, mas tem momentos cômicos de gente de outro mundo encarando uma Nova York lotada. A comparação mais óbvia seria com “O senhor dos anéis”, mas “A torre negra” é previsível demais para fazer cócegas no pé cabeludo de um hobbit. Adorei a trilha sonora, uma parte fundamental do filme.