25 de fevereiro de 2015

Sextante Editora - Romain Gary - "As raízes do céu" apresentado em Lisboa

Título: As raízes do céu
Autor:
 Romain Gary
Tradutor: João Belchior Viegas
Págs.: 472
PVP: € 17,70

No dia 27 de fevereiro, a Sextante Editora publica aquele que foi o primeiro romance de Romain Gary a ser distinguido com o Prémio Goncourt, As raízes do céu, um livro que tem como ponto de partida a aventura de Morel, um francês que vive na África Equatorial Francesa e pretende lutar contra o massacre de elefantes para o tráfico do marfim.
Myriam Anissimov, biógrafa de Gary (e de Primo Levi e Vassili Grossman), vai estar em Lisboa no início do próximo mês para participar no Festival Judaica, que tem lugar no Cinema São Jorge.

No dia 4 de março, às 18:30, apresentará aí este livro e o seu autor, em conjunto com o escritor e crítico literário Pedro Mexia.

Sinopse:
«Situei o meu relato no que ainda se chamava então, em 1956, a África Equatorial Francesa, porque aí tinha vivido e porque também não tinha esquecido que esse território fora o primeiro a responder outrora a um apelo célebre contra a abdicação e o desespero, e a recusa do meu herói de se submeter à enfermidade de ser homem e à dura lei a que estamos sujeitos juntava-se assim no meu espírito a outras horas lendárias…[…] Quanto ao problema mais geral, universal, da proteção da natureza, esse não tem, bem entendido, nenhum carácter especificamente africano: é em vão que gritamos como desalmados.»
Romain Gary, Prefácio à edição de 1980
Extraordinário e premonitório livro este, o do primeiro Prémio Goncourt de Romain Gary. Só a arte, neste caso a literatura, pode ver assim longe, longe, a perder de vista. Há uma fronteira, entre o humano e o inumano, que não pode ser ultrapassada, diz Gary. E, contra a escravidão imposta em nome de religiões, nacionalismos ou interesses económicos, ergue um livro. Em nome do Homem.

Sobre o autor:
Romain Gary nasceu em 1914 em Vilnius, na Lituânia (então Polónia). Judeu de origem russa, emigra com a sua mãe para Nice em 1928. Em 1940 junta-se ao general de Gaulle e às forças livres francesas em Londres e combate como navegador da esquadrilha «Lorraine» até ao final da guerra. Ferido, recebe a condecoração suprema dos combatentes franceses, Compagnon de la Libération, e será um dos poucos sobreviventes dos duzentos homens da esquadrilha.
O êxito dos seus primeiros romances, Educação europeia e As raízes do céu (Prémio Goncourt 1956) tornam-no imediatamente um escritor famoso em todo o mundo. Ocupa vários postos diplomáticos na Europa e nos EUA. Em 1975, escrevendo sob o pseudónimo Émile Ajar, ganha de novo o Prémio Goncourt (caso «impossível» na história do prémio) com Uma vida à sua frente, editado pela Sextante em 2011. Em 2014, a Sextante publicou Educação europeia e publica agora As raízes do céu.

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