15 de abril de 2014

Opinião - Sapatos de Rebuçado

Título: Sapatos de Rebuçado
Editora: Asa

Sinopse:
Sapatos de Rebuçado é mais uma viagem ao mundo encantado de Joanne Harris. Um (esperado) regresso a Chocolate.
Após ter abandonado a aldeia de Lansquenet-sur-Tannes, cenário de Chocolate, Vianne Rocher procura refúgio e anonimato em Paris, onde, juntamente com as suas filhas Anouk e Rosette, vive uma vida pacífica, talvez até mesmo feliz, por cima da sua pequena loja de chocolates. Não há nada fora de comum que as destaque de todos os outros. A tempestade que caracterizava a sua vida parece ter acalmado... Pelo menos até ao momento em que Zozie de l’Alba, a mulher com sapatos de rebuçado, entra de rajada nas suas vidas e tudo começa a mudar… 
Mas esta nova amizade não é o que parece ser. Impiedosa, retorcida e sedutora, Zozie de l’Alba tem os seus próprios planos - planos que vão despedaçar o mundo delas. E com tudo o que ama em jogo, Vianne encontra-se perante uma escolha difícil: fugir, tal como fez tantas outras vezes, ou confrontar o seu pior inimigo… 
Ela própria.

Opinião por Helena Bracieira:
Joanne Harris, uma escritora que aprecio, voltou ao livro Chocolate, o seu grande sucesso, ou seja, continuou a história iniciada neste através de um novo livro: Sapatos de Rebuçado. 

Sapatos de Rebuçado fala da relação entre duas mulheres e uma menina: Yanne ou Vianne, Annie ou Anouk e Zozie de l'Alba. Vianne, mãe de Anouk, abre uma «chocolaterie» numa zona que considera especial em Paris, tal como já tinha feito em Lasquennet. Muda o seu nome para Yanne e o da sua filha para Annie, pois fogem do Homem de Preto, uma entidade que as persegue, e do vento da mudança, que a faz ter uma vida sempre inconstante. Conhece Zozie de l'Alba com os seus soberbos sapatos vermelho rebuçado e com o seu jeito extravagante e cativante, acaba por trabalhar na «chocolaterie». A partir daqui, a história desenrola-se, culminando num confronto entre "feiticeiras". 

Anouk é confrontada com um dilema: escolher entre a sua própria mãe e a cativante Zozie que, entretanto, se tornou na sua melhor amiga. Conjuntamente, ao longo do livro, surgem os conflitos típicos de uma pré-adolescente que se sente excluída por se recusar a não ser mais uma e por ter uma personalidade própria e fincada. 

Este foi o terceiro livro de Joanne Harris que li e este apenas confirmou algo que já sabia, isto é, que é uma das minhas escritoras preferidas, sobretudo pela fluidez da sua narrativa, de apelar constantemente aos nossos sentidos e do toque mágico que dá aos seus romances.

1 comentário:

ℒ ღ disse...

Excelente opinião! Adorei e fiquei cheia de vontade de ler este livro da Joanne do qual já tinha ouvido falar, mas primeiro tenho de ler o livro chocolate (vi o filme, mas nunca se compara à leitura) para depois sim, me perder neste livro ;)