12 de junho de 2015

Planeta: Novidades Maio

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Opinão - Mais Forte Que o Desejo - Cheryl Holt


Título: Mais Forte Que o Desejo
Autora: Cheryl Holt
Editora: Quinta Essência

Sinopse:
Com a família a atravessar uma grave situação financeira, Olivia Hopkins dispõe-se a conseguir uma proposta de casamento do já maduro conde de Salisbury. Contudo, o plano cai por terra quando ela descobre um livro erótico na biblioteca do conde. O livro incendeia o corpo de Olivia, que não consegue pô-lo de lado, até ser apanhada em flagrante pelo diabolicamente bonito filho do conde, um homem que lhe acelera o coração e lhe preenche o imaginário com pensamentos escaldantes…
Phillip Paxton não consegue acreditar na sua boa sorte. O facto de ter apanhado Olivia com aquele livro picante confere-lhe a maravilhosa oportunidade de humilhar o pai que despreza. Servindo-se do livro como isco, Phillip atrai Olivia para uma ligação eletrizante que resulta em ardentes lições de paixão. Phillip não esperava apaixonar-se pela sua encantadora aluna, mas o que começa como um esquema libertino em breve se transforma num romance genuíno e que Phillip protegerá a qualquer custo…

Opinião por Sónia Melo:
Já tinha ouvido falar desta autora e estava bastante curiosa sobre a sua obra. Posso adiantar que foi uma leitura agradável. Todavia, achei que a senhora Holt utilizou demasiados clichés, mesmo abordando temas pouco comuns neste tipo de obras como a pedofilia e a deficiência mental.
Ao longo do livro são apresentadas três relações que, apesar de interligadas, vão crescendo separadamente. De um lado, temos o amor sincero entre Olívia, uma jovem aristocrata com sérios problemas financeiros e que enceta uma viagem a Salisbury com o objectivo de casar com o conde, viúvo e mais velho para assim resolver todos os problemas financeiros da sua família, e Phillip, o filho bastardo do conde. Phillip mantém uma relação ambígua desde sempre com o pai e tudo fará para atrair Olívia para si em modo de vingança contra este. Estes dois jovens formam o casal de protagonistas, entretanto quase me esqueci deles durante vários capítulos do livro.
Do outro lado, temos a relação avassaladora entre Winnie, uma solteirona de trinta e cinco anos com um passado cheio de segredos que vive à custa da prima e Edward, o conde. Rico e poderoso é aparentemente um homem com tudo aquilo que deseja. No entanto, vive numa solidão quase palpável e almeja acima de tudo o amor. A química entre Winnie e Edward revela-se instântanea, apesar das enormes barreias dos seus diferentes estatutos socias.
Por fim, temos Penélope, uma jovem de dezasseis anos a quem falta uma quantidade substancial de valores de carácter como a compaixão, a honestidade e o respeito pelos outros. A jovem envolve-se com um homem mais velho, julgando que este irá salvá-la do controlo de ferro da mãe. Contudo, esse homem vive à custa do irmão e não passa de um pedófilo, como se não bastasse, possui também outros vícios como o ópio e o álcool nos quais inicia a jovem.
Confesso que no início o livro não me cativou. A história de Olívia e Phillip parecia-me um bocado forçada e sem grande química. Quando, mais tarde, a relação entre Edward e Winnie começou a ser delineada conferiu uma nova dinâmica à história e deu-lhe um toque bastante mais original e arrojado. A relação entre Penny e aquele indivíduo do qual não me recordo o nome, nem tenho curiosidade de ir ver qual é, foi estranha. Não gostei da Penny, mas também acho que era apenas uma miúda, que certamente não merecia ser tão castigada pelas suas acções. Acções que não eram mais do que o reflexo das acções da própria mãe. Margeret, mãe de Penny, prima de Winnie e madrasta da Olívia foi uma personagem exemplar na óptica de qualquer vilão que se orgulhe. Uma mulher manipuladora, controladora e odiosa. A sua falta de escrúpulos e a sua enorme prespicácia em captar a essência das pessoas que a rodeavam e controlá-las atingindo os seus pontos mais frágeis foi notável durante grande parte da obra.
A história conclui-se num ritmo demasiado frenético. Talvez, se a autora tivesse retirado um dos enredos da história teria tido mais tempo para desenvolver melhor os seus capítulos finais. Posso concluir que “Mais Forte que o Desejo” tem quase tudo para agradar aos fãs do romance histórico, com alguns pontos fracos é certo. Contudo, o amor, o ódio, o mistério e até mesmo o perdão estão lá para nos entusiasmar e entreter.

A história do santo mais popular de Portugal

Título: Santo António 
Autor: António Eça de Queiroz 
N.º de Páginas: 192 
PVP: 9,90 € 
Género: Não Ficção/Religião/Biografia 
Nas livrarias a 20 de Maio 
Guerra e Paz Editores 
Sinopse:
Na biografia daquele a que o Papa Leão XIII cha­mou «santo de todo o mundo», o leitor vai conhe­cer a vida e a obra do primeiro franciscano por­tuguês: um homem culto, generoso e totalmente dedicado às causas humanas. 
O caminho de Santo António passou por Portugal e Itália, mas os seus milagres são hoje conhecidos em toda a parte. Padroeiro de Lisboa e de Pádua, António foi, antes de tudo, um homem. É a história desse homem, que explica o significado da palavra «santidade», que aqui se conta. 

Sobre o autor: 
Nasceu em 1952 na Praia da Granja. Entre 1974 e 1975 assistiu em Angola, como militar no activo, ao fim da Guerra Colonial e ao início da guerra civil. Em 1982 teve a sua primeira experiência no jornalismo no já extinto O Comércio do Porto. De 1989 a 2007 foi jornalista no semanário Expresso nas áreas de Economia, Sociedade, Cultura e Lazer. Entre 2001 e 2010 publicou Contos Acrónicos (Campo das Letras), Eça de Queiroz e os seus Clones, Porto versus Lisboa (a meias com o jornalista António Costa Santos) e O Romance Ilegal do Sr. Rodolfo – editados pela Guerra & Paz. Já em 2015, editou na Amazon um conjunto de microcontos (antes publicados nos blogues É tudo gente morta e Escrever é triste) sob o título Dias de riso e impiedade.

FOX CRIA SÉRIE EXCLUSIVA ONLINE EM PARCERIA COM A MICROSOFT

FOX CRIA SÉRIE EXCLUSIVAONLINE EM PARCERIA COM A MICROSOFT
· ‘Gone – Uma História de Wayward Pines’, série online que apoia ‘Wayward Pines’

· Microsoft: Criação de uma app ‘Wayward Pines’

· Conteúdos ‘Wayward Pines’ disponibilizados no Portal MSN

Lisboa, 14 de maio de 2015 – A série do ano está a chegar! É já hoje, dia 14 de maio, que na FOX Portugal e noutros 126 países, incluindo os Estados Unidos, estreia ‘Wayward Pines’, uma série baseada nobest-seller de Blake Crouch – ‘Pines’ – que ganha vida pelas mãos do conceituado realizador M. Night Shyamalan (‘Sinais’ e ‘O Sexto Sentido’). Para promover esta fantástica aposta televisiva, a FOX juntou-se à Microsoft numa parceria que se estendeu por sete países, incluindo Portugal.

Esta parceria levou à criação de uma série online de 10 episódios que, serão disponibilizados um a um, logo após a emissão dos episódios de ‘Wayward Pines’. ‘Gone – Uma história de Wayward Pines’, nasce desta parceria e vai estar disponível no portal MSN (http://msn.pt/waywardpines), bem como numa aplicação criada pela Microsoft e que estará disponível na Loja Windows Online (http://windows.microsoft.com/pt-pt/windows/home), a partir do próximo dia 14 de maio, e onde se podem encontrar outros conteúdos como vídeos/clips de ‘Wayward Pines’, imagens e informações sobre o elenco.

‘Gone – Uma História de Wayward Pines’ segue a história de Eric Barlow, um homem que não irá parar enquanto não encontrar a sua mulher que está desaparecida sob circunstâncias suspeitas. A única pista que Eric tem é um misterioso e-mail… à medida que segue o seu rasto, o mistério da vila de Wayward Pines vai-se desenrolando a par da versão televisiva da série. ‘Gone – Uma História de Wayward Pines’ irá culminar com um final chocante que deixará todos a falar durante meses. Esta é uma história sobre aqueles que ficaram para trás e pode ser acompanhada no portal MSN dedicado à série e na aplicação da Microsoft onde é disponibilizado um episódio por semana.

Na página dedicada exclusivamente a ‘Wayward Pines’ no MSN (http://msn.pt/waywardpines) vão estar todos os conteúdos extra da série – biografias, vídeos, imagens, sinopses – assim como os dez episódios após o término da mesma e a série online ‘Gone – Uma História de Wayward Pines’.

A 21 de maio, arranca ainda um passatempo promovido pela Microsoft e a FOX em que os prémios são os mais recentes equipamentos Micorsoft Surface. Para participar basta assistir a um novo episódio de ‘Wayward Pines’, na FOX, todas as quintas-feiras, às 23h10, e ficar atento ao código da semana, que será disponibilizado on-air, e submeter todos os códigos correspondentes a cada um dos episódios (um por episódio) na página de facebook da FOX (https://www.facebook.com/fox.pt?fref=ts). O passatempo terá início no dia 21 de maio, durante a emissão do segundo episódio e os prémios são um Surface Pro3 i5 256G (1.º lugar), um Surface Pro3 i5 128G (2.º lugar) e um Surface 3 64G (3.º lugar).

‘Wayward Pines’ é também patrocinada pela FNAC.

Porto Editora - Ficção - "A Erva das Noite", de Patrick Modiano

Título: A Erva das Noites
Autor: Patrick Modiano
Tradutor: Carlos Sousa de Almeida
Págs.: 104
PVP: 15,50 €
Classificaram-no como «o mais belo poema em prosa da literatura francesa atual» (Livres Hebdo) e o Le Monde escreveu mesmo que, com este romance, o autor havia atingido «o cume de um género que ele próprio criou: a autoficção poético-policial»: A Erva das Noites é um dos mais recentes romances de Patrick Modiano, estava até agora inédito em Portugal e será publicado pela Porto Editora a 22 de maio. Documentando um período turbulento da História francesa, Modiano apresenta, com a «musicalidade» de pequena orquestra por que é conhecido, um romance negro e enigmático protagonizado por um escritor sexagenário que poderá mesmo ser reconhecido como o alter-ego do autor.
Na Porto Editora foram já publicados outros quatro romances de Patrick Modiano, o escritor vencedor do Prémio Nobel da Literatura 2014: Para Que não Te Percas no Bairro, Dora Bruder, As Avenidas Periféricas e O Horizonte.

Sinopse:
De certo modo ligado a uma ocorrência criminal no início dos anos 60, Jean tenta clarificar as circunstâncias que o levaram a conviver com o grupo do Hotel Unic, em Montparnasse, e com uma certa Dannie, por quem estava apaixonado.
Juntando os seus fragmentos de memória com as peças soltas de um dossier da Brigada de Costumes, ele reabre um inquérito há muito arquivado, de que é, no fundo, a última testemunha.

Sobre o autor:
Patrick Modiano nasceu em Boulogne-Billancourt, nos arredores de Paris, em julho de 1945, e publicou o seu primeiro romance (La Place de l’Étoile) em 1968. Com Rue des Boutiques Obscures, obteve em 1978 o Prémio Goncourt. Em 1972, recebeu o Grande Prémio de Romance da Academia Francesa com As Avenidas Periféricas.
Considerado hoje um dos mais importantes escritores franceses, e autor de uma vasta obra, foi distinguido com o Grande Prémio Nacional das Letras e com o Prémio Nobel da Literatura de 2014.

11 de junho de 2015

BOOKSMILE: James Patterson apresenta uma casa muito louca!

Agora que as aulas estão quase, quase a acabar, nada como programar boas leituras para as férias e incluir este livro na lista!
James Patterson não se interessa nada pelo Prémio Nobel, o que lhe interessa é pôr os miúdos a ler.

Em Portugal, as suas coleções Confissões, Maximum Ride, Escola e Eu Cómico, editadas pela Booksmile, têm conquistado os leitores mais jovens, e agora chega mais um livro hilariante, para todos os miúdos e miúdas que gostam de robots e de invenções ou simplesmente de histórias divertidas, cheias de peripécias, a que já nos habituou James Patterson.

​Eu sou o Sammy. Sou um miúdo igual a tantos outros... exceto num pormenor: vivo numa casa CHEIA de ROBOTS!!!

Por vezes até é divertido viver com robots: o SR. LIMPOPÓ mantém a nossa casa arrumada; o McBUSCA é o nosso cão-robot; o DRONE MALONE é um robot-helicóptero que faz os relatos do trânsito para uma estação de rádio; mas há muitos, muitos mais robots a viver cá em casa...

E agora a minha mãe criou o E (já vos contei que é a minha mãe a responsável por todas estas invenções?), um robot muito irritante que se julga meu irmão e vai atrás de mim para todo o lado. Até para as aulas! Se eu antes já não era o miúdo mais popular da escola, imaginem agora! NÃO SEI COMO SAIR DESTA!

Tens alguma ideia brilhante? Preciso mesmo de ajuda!

A Casa dos Robots (Booksmile | 336 pp | 15,49€ | 9+) é uma leitura a não perder!

A Booksmile disponibiliza a leitura dos primeiros capítulos aqui.

James Patterson já criou mais personagens inesquecíveis do que qualquer outro escritor da atualidade. É o autor dos policiais Alex Cross, os mais populares dos últimos vinte e cinco anos dentro do seu género. Entre os seus maiores bestsellers estão também as coleções Private: Agência Internacional de Investigação, The Women's Murder Club (O Clube das Investigadoras) e Michael Bennett.

James Patterson é o autor que mais livros teve até hoje no topo da lista de bestsellers do New York Times, segundo o Guinness World Records. Desde que o seu primeiro romance venceu o Edgar Award, em 1977, os seus livros já venderam mais de 305 milhões de exemplares.

Patterson escreveu também diversos livros para leitores jovens e jovens adultos, de grande êxito, entre os quais estão as séries Confissões, Maximum Ride, Escola e Eu Cómico.

Em Portugal, James Patterson é publicado pela Topseller (adulto e jovem adulto) e pela Booksmile (juvenil).

Passatempo DVD - Selma - A Marcha da Liberdade

A D'Magia em parceria com a Outsider Filmes tem para oferecer 5 DVD's do filme "Selma - A Marcha da Liberdade" de David Oyelowo.

UM SONHO PODE MUDAR O MUNDO 

VENCEDOR 1 GLOBO DE OURO – MELHOR MUSICA ORIGINAL – GLORY (JOHN LEGEND) 

NOMEADO PARA 2 OSCAR® DA ACADEMIA: MELHOR FILME e MELHOR MÚSICA ORIGINAL 

SINOPSE: 
SELMA – A MARCHA DA LIBERDADE conta-nos a luta histórica e pacifista de Martin Luther King Jr. contra a lei da segregação racial e pela defesa dos direitos civis da população negra norte-americana - uma campanha perigosa e assustadora, que culminou com a marcha épica de Selma a Montgomery, e que galvanizou a opinião pública norte-americana a ponto de convencer o presidente Lyndon B. Johnson a aprovar a Lei do Direito de Voto em 1965. 
2015 é o ano em que se celebra o 50º aniversário deste momento crucial do Movimento dos Direitos Civis. 


Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas:
- Este filme conta-nos a luta histórica de quem?
- 2015 é o ano em que se celebra o quê?
 
E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "Selma" para literatura@dmagia.net. 

O passatempo termina dia 1 de Julho. 

Regras do passatempo: 
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal. 
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia. 
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores. 
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia 
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo. 
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. 
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados. 
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio. 

Boa sorte a todos!!!

Opinião - Convergente - Veronica Roth


Título: Convergente
Autora: Veronica Roth
Editora: Porto Editora

Sinopse:
Uma escolha
Pode transformar-te
Uma escolha
Pode destruir-te
A tua escolha
Vai definir-te
A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída - dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas.
Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama.
Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor.
Alternando as perspetivas de Tris e Quatro, Convergente, encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores em todo o mundo, revelando por fim os segredos do universo Divergente.

Opinião por Rosana Maia:
Para começar, e porque li os dois livros anteriores, tinha grandes expectativas para o terceiro livro desta trilogia. No entanto, o início deste livro deixou-me um pouco desiludida. Contrariamente aos livros anteriores, que li a uma velocidade alucinante, até meio do livro ainda não estava presa ao mesmo. Digamos que nos livros anteriores aconteceu muita coisa e tudo muito depressa e que o início deste livro consistiu essencialmente numa explicação para toda a essência desta trilogia.
Não é que ache que haver uma detalhada explicação seja um ponto negativo do livro, no entanto, o motivo que me levou a progredir na leitura foram os livros anteriores e não o decorrer deste livro em si.
Ainda assim, após alguns minutos de ponderação, acabei por atribuir 5 estrelas no goodreads a este livro, assim como aos dois anteriores. E aqui, surge a questão porquê, se até então não referi nenhum ponto positivo deste livro?
A verdade é que Veronica Roth conseguiu transpor numa história nova e diferente do que estamos habituados uma série de valores e mensagens de uma maneira subtil e única, e esta sua capacidade tornou do livro, não uma mera história, mas sim uma história que marca e repleta de ensinamentos. Se, por um lado, o livro inicialmente me desiludiu, por outro lado, o desenrolar do mesmo me surpreendeu. O que a autora conseguiu fazer com as personagens que criou, com os sentimentos das mesmas, com a realidade que é o mundo em que vivemos, é de admirar. Todos nós fomos construindo na nossa mente o mundo que ela nos foi mostrando ao longo dos dois livros anteriores e, também, conhecendo as personagens do mesmo. Mas, para quem ainda não leu este livro, deixo a pergunta:
Será que conhecem de facto as personagens que desta magnifica história fazem parte, será que conhecem de facto o mundo em que as mesmas vivem?
E deixo aqui a minha resposta:
As pessoas vão para além do que mostram ser com os seus actos ou gestos. Neste livro, conseguimos ter uma visão mais directa de Tris e Tobias e, a verdade, é que tudo começa a fazer sentido: o bem, o mal, as 5 fações - ser altruísta (Abnegados), ser solidário (Cordiais), ser corajoso (Intrépidos), ser sincero (Cândido) e ser inteligente (Eruditos) – aquilo que somos ou não, a verdadeira noção do que é um sacrifício e do que é o amor.
E apesar de muito se descobrir neste livro, a verdade é que houve uma linha que nunca sofreu o mínimo desvio na escrita e no decorrer desta trilogia de Veronica Roth, algo que ela sempre lutou por defender até ao fim: o valor das nossas escolhas.

"Tiro Certeiro", de Robert Muchamore

Tiro Certeiro, sexta aventura da coleção Henderson’s Boys
Robert Muchamore vem a Portugal apresentar o livro e uma nova coleção

A 15 de maio, a Porto Editora publica Tiro Certeiro, sexto volume da série Henderson’s Boys, de Robert Muchamore, que revela as origens da CHERUB, a divisão juvenil do MI5 britânico. O autor vem a Portugal este mês, para o lançamento da novíssima coleção Rock War e, claro, para dar a conhecer este novo livro da série Henderson’s Boys.

Em Portugal, o último dos doze volumes da primeira série da coleção CHERUB foi editado no início de 2013 e, desde então, a Porto Editora lançou quatro títulos da segunda série – com novo design, novos agentes, novas missões e ainda mais ação – e cinco da coleção Henderson’s Boys (Tiro Certeiro é o sexto). O primeiro livro da série Rock War é publicado a 28 de maio e o autor vem a Portugal nessa altura participar na escolha dos vencedores de um concurso de bandas organizado pela Porto Editora, que tem os GNR como júri. A final acontece a 30 de maio, na FNAC Norteshopping. Nos dias seguintes, a 31 de maio e a 1 de junho, Robert Muchamore contactará com leitores na Feira do Livro de Lisboa.

Até ao momento, em Portugal, já se venderam cerca de 500 mil livros da autoria de Robert Muchamore.

SINOPSE
Primavera de 1943. A Alemanha começa a vacilar na guerra, mas Hitler não desiste. Num bunker secreto na França ocupada, vários cientistas dedicam-se à construção da arma mais mortal de Hitler: nome de código, FZG-76. 

Em Inglaterra, os agentes de Henderson recebem treino de franco-atirador para tentarem infiltrar-se no bunker. Aterrando, depois, de paraquedas na França ocupada, descobrem um dossiê secreto cheio de informação vital que mudará definitivamente o rumo da guerra. Para efeitos oficiais, estas crianças não existem...

Título: Tiro Certeiro
Autor: Robert Muchamore
Coleção: Henderson’s Boys
Tradução: Miguel Marques da Silva
Págs.: 328
Capa: mole 
PVP: 12,90 €

Reinaldo Moraes, autor de Pornopopeia, regressa com as crónicas de O Cheirinho do Amor, nas livrarias a 22 de maio

Título: O Cheirinho do Amor
Autor: Reinaldo Moraes
Género: Crónicas
N.º de páginas: 232
Data de lançamento: 22 de maio
PVP: 16,60€
As crónicas safadas do autor de Pornopopeia.
Estas «crónicas safadas» reúnem tudo o que está de alguma forma relacionado com sexo. Se não está, Reinaldo Moraes arranja maneira de fazer a ligação: Serge Gainsbourg, feministas a fazer topless, carros de corrida, viagens espaciais, Marquês de Sade, tartarugas, retiro para artistas, futebol, psicanálise. A lista é quase infinita. O humor de Reinaldo, e a sua capacidade de entroncar assuntos aparentemente díspares, também. O resultado é um livro único, surpreendente e cómico, de um dos autores mais originais da literatura brasileira.

Sobre o autor:
Reinaldo Moraes nasceu em São Paulo, em Janeiro de 1950. É escritor, radialista e guionista. Estreou-se na literatura em 1981, com o romance Tanto Faz. Em 1985 publicou Abacaxi, uma noveleta nada exemplar. Depois de longos anos sem publicar, voltou à cena literária a partir de 2003, com o romance de aventuras Órbita dos Caracóis, seguido da narrativa de viagem Estrangeiros em Casa (com fotografias de Roberto Linsker), do livro de contos Umidade, da novela infantil Barata! e do romance Pornopopeia, publicado pela Quetzal em 2011 e que se tornou um estrondoso sucesso junto da crítica e dos leitores.

BOOKSMILE: Prémio Irish Children's Book of the Year

Os adolescentes são rebeldes, vivem a queixar-se dos pais, de como eles arruínam as suas vidas, e de como ninguém os compreende. Aqui está um livro com que muitos adolescentes «naquela fase» se irão identificar. Uma boa leitura para os dias de verão.
Uma obra premiada com o Irish Children's Book of the Year.

«Encontrar um livro assim divertido, para adolescentes, sobre adolescentes, é um deleite.» - School Library Magazine

Chamo-me Rebeca e a minha mãe ARRUINOU a minha vida! Eu nem me importava que ela fosse uma escritora famosa, até que ela decidiu escrever um livro sobre uma adolescente. E adivinhem só: toda a gente julga que o livro é sobre mim! Incluindo o rapaz por quem me apaixonei (já vos disse que não sei o nome dele?).

Que vergonha!

Não me resta outra saída: tenho de arranjar uma maneira de mostrar a toda a gente quem é a VERDADEIRA Rebeca.

MAS COMO?

A Booksmile disponibiliza a leitura dos primeiros capítulos aqui.

Lê o diário da Rebeca e fica a conhecer a sua versão (a verdadeira) do dia a dia de uma adolescente: as melhores amigas com quem passa horas ao telefone; a irmã mais velha, que não a compreende; os pais, que passam a vida a embaraçá-la; a miúda mais popular da escola, que não perde uma oportunidade para a atormentar; e o «Rapaz dos Jornais», o miúdo mais giro do mundo… Conseguirá a Rebeca mostrar que pode ser muito original e surpreender-nos a todos?

O Diário da Verdadeira Rebeca (Booksmile | 288 pp | 13,99€ | 12+) é o primeiro volume de uma série premiada, com histórias cheias de humor e situações, algumas normais, outras extraordinárias, como as que são vividas por muitos adolescentes, e que cativarão os leitores mais jovens.

«Uma grande nova voz e definitivamente uma Princesa dos Adolescentes.» - Books for Keeps

«Os diálogos destacam-se pela sua autenticidade e humor sardónico... Uma grande estreia!» - Irish Independent

Anna Carey nasceu em Dublin, na Irlanda, e é jornalista freelance. Escreveu artigos para o Irish Times, o Irish Independent e muitas outras publicações.

Anna juntou-se à sua primeira banda quando tinha quinze anos e ainda cantou e tocou em várias bandas musicais durante quinze anos. O seu último grupo, El Diablo, lançou dois álbuns e andou em tournée por toda a Irlanda.

10 de junho de 2015

Opinião - Terra Fria - Manuel Alves


Título: Terra Fria
Autor: Manuel Alves

Sinopse:
Uma octogenária em fim de vida recebe a visita de um padre aposentado, para a última confissão, e ambos revisitam o passado na esperança de exorcizarem demónios de consciência. Cinquenta anos antes, a mulher fora denunciada à PIDE por um bufo que depois desapareceu sem deixar rasto juntamente com o agente enviado para investigar a denúncia. Mas o demónio de consciência mais antigo nascera anos antes, dos escombros da Segunda Guerra Mundial, nas ruínas de um coração.

Opinião por Andreia Dias:
Há coisas difíceis de escrever e uma delas são as review dos livros de Manuel Alves. Isto, porque é sempre difícil escrever algo que corresponda na totalidade à verdade e demonstre toda a magnífica obra de arte que é cada história que o autor escreve. Provavelmente, muitos não vão concordar comigo, até porque eu sou “suspeita” quando falo do autor, uma vez que ele é o meu autor português favorito, avisando desde já que o é com todo o mérito. Como tal, o livro “Terra Fria” só me ajudou a comprovar o quanto desejo que o autor cresça a nível de divulgação para que as pessoas possam apreciar os seus escritos, assim como nós os temos vindo a apreciar.
“Terra Fria” é um romance em que uma mulher de 90 e muitos anos nos conta a sua história e como nos mostra que às vezes é preciso fazer das tripas coração para conseguir sobreviver. A narrativa decorre maioritariamente durante a época da ditadura, sendo que se vê como as coisas funcionavam na altura e que não era preciso muito para uma pessoa inocente ser uma criminosa… No entanto, também nos mostra pessoas que poderiam muito bem ser reais, de tão bem caracterizadas que são, que nos leva a prestar realmente atenção ao aviso que o autor deixa de que nenhuma personagem no livro é “real”, por assim dizer. Há tanta gente diferente e tantos erros que cada personagem comete, que nos trás sentimentos de vários tipos e só um grande escritor consegue colocar os seus leitores a vivenciar a história, não só como se a tivesse a ver, mas a sentir.
A história é incrível, onde nada é por acaso, onde tudo se encaixa, onde todas as personagens têm o seu papel. Claro, houve momentos em que me revoltei em especial porque achei muitas vezes que haviam injustiças ali no meio, mesmo a personagem principal me pareceu injusta numa das circunstâncias, que não irei falar para não dar spoilers. Ainda assim, vemos que, se tentarmos dar solução ao caso de outra maneira, acabamos por ter cenários ainda piores do que os descritos, o que torna toda a obra de uma genialidade feroz.
A escrita do autor é irrepreensível e, não podemos esquecer, é um autor que não é revisado por nenhuma editora. Todas as histórias que nos chegam às mãos são fruto do seu trabalho árduo, sem ajudas de editoriais de terceiros. Para aqueles que lhes custa pagar um E-Book de um autor pouco conhecido tenho que dizer que o E-Book custa 1,50e, esse é o preço de meia hora do meu trabalho, mas não foi em meia hora que o autor criou esta obra de arte! Não acham que deveriam dar uma oportunidade? Muitos de vós pagam por livros mal revisto, escritos de pouca qualidade, 1,50e é menos de um décimo daquilo que realmente vale esta história. Não me alongo mais na parte da escrita, porque por mais palavras que teça neste campo, nenhuma vai chegar aos calcanhares daquilo que o autor escreve, só lendo é que se entende toda a “poesia” que o autor coloca em cada frase e o desejo mordaz que nos assombra quando começamos a ler as suas obras.
Em relação á capa, as pessoas vão entender na história o porquê da tesoura e da navalha. O título intriga-me, porque o termo “Terra Fria” aparece perto do final, mas ao longo da história nos mostra também a “Terra Fria” em que muitos viveram e vivem. O passado está lá atrás, a história é imaginação, mas todo o passado muitas vezes continua a ser presente e as histórias que vem da imaginação é uma realidade para muitas pessoas.
Como disse, nenhuma review chega aos calcanhares do que a história é, e eu nem escrevi a crítica mal terminei porque terminei de ler o livro às 5h da manhã e a chorar de tão emocionava que estada. Peço desculpa por não abordar em detalhe a história, mas qualquer spoiler que possa ser dado, tiraria todo o encanto do leitor descobrir por si próprio o desenrolar dos acontecimentos.

9 de junho de 2015

Opinião - Caim - José Saramago


Título: Caim
Autor: José Saramago
Editora: Caminho

Sinopse:
Quem diabo é este Deus que, para enaltecer Abel, despreza Caim?
Se em O Evangelho Segundo Cristo José Saramago nos deu a sua visão do Novo Testamento, em Caim regressa aos primeiros livros da Bíblia. Num itinerário heterodoxo, percorre cidades decadentes e estábulos, palácios de tiranos e campos de batalha pela mão dos principais protagonistas do Antigo Testamento, imprimindo ao texto o humor refinado que caracteriza a sua obra.
Caim revela o que há de moderno e surpreendente na prosa de Saramago: a capacidade de fazer nova uma história que se conhece do princípio ao fim. Um relato irónico e mordaz no qual o leitor assiste a uma guerra secular, e de certa forma, involuntária, entre o criador e a sua criatura.

Opinião por Vitor Caixeiro:
Fomos ensinados a ver a evolução da história da humanidade, a nossa história, através de duas formas distintas: a ciência, que nos explica como a partir de uma ínfima partícula surgiu a complexidade que hoje se apresenta como o corpo humano, ou a religião, essa grande força elaborada pelo próprio homem que desvenda os mistérios da nossa origem e da moralidade que nos é inerente. Em Caim, Saramago pega nesta última vertente para descodificá-la à sua maneira, fazendo referência a vários episódios do Génesis que confronta com o seu olhar muito próprio. Com uma ironia omnipresente e um tom desassombradamente crítico, Caimexpõe a verdadeira natureza do homem e, consequentemente, a verdadeira natureza do seu Deus.
Esta história começa com as figuras de Adão e Eva que, segundo a Bíblia, foram os nossos primordiais ancestrais. O autor situa-nos no místico Jardim do Éden e desde logo nos apercebemos que não é uma simples visita ao paraíso. Pelo contrário, a partir do famoso acto do pecado que Saramago tão naturalmente descreve, a dádiva divinal transforma-se numa maldição imperdoável que condena Adão e Eva "ad eternum". Não fosse este pecado e talvez ainda hoje estivéssemos a viver no paraíso, mas isso seria outra história para outra vida de seres que seriam perfeitos, o que Saramago deixa explícito ser inexistente neste mundo ou noutro mundo qualquer, incluindo o divino.
Com a reviravolta da ira de Deus, o ser humano vê-se pela primeira vez obrigado a lutar pela sua sobrevivência. Ou seja, é aqui que Adão e Eva começam a construir a sua vida e se integram no mundo que lhes pertence conhecendo os seus iguais. Da relação dos progenitores nascem três crias, entre as quais Caim, e desde o momento em que Caim se apresenta na narrativa passa a fazer parte dela constantemente. Primeiramente é-nos dada a conhecer a faceta mais negra de Caim, através de um acto que nas nossas mentes é impensável. No entanto, à medida que a história evolui e que se fica a conhecer melhor Caim, apercebemo-nos de que afinal aquela faceta não era a sua, mas sim a de outro alguém, esse alguém que Saramago prontamente responsabiliza uma e outra vez. Deste modo, Caim revela-se uma figura honesta, realista e, como se vem a perceber mais tarde, lutadora pelos seus interesses.
Ao longo dos capítulos, Caim viaja entre os denominados "presentes futuros", os vários cenários que o levam por diversos episódios bíblicos. Desde o ataque a Jericó até ao imenso dilúvio, Caim assiste às missões que Deus incute no homem para prevalecer a sua vontade. O leitor assiste, igualmente, às batalhas e aos sacrifícios sangrentos que ficaram registados na história em nome da religião. Partilhando a opinião do autor, considero que em nada conduziram se não para cimentar a ideia da crueldade que pode atingir um homem se está em questão deter um poder maior e preservar o ideal de um Deus imperioso que tudo quer, pode e manda.
Torna-se evidente que Caim é a voz do autor a dar vida ao conflito entre este e Deus, contrariando e criticando afincadamente os seus propósitos e os seus meios de acção. A natureza desta personagem consegue em vários momentos sobrepor-se à presença divina e elucidar-nos com premissas cheias de verdade e que, quer aprovemos quer não, nos fazem reflectir sobre os nossos defeitos e as nossas virtudes, mas acima de tudo sobre a nossa condição humana inequivocamente imperfeita.
Todo este relato é feito num tom profundamente irónico e crítico. Num discurso corrente repleto de metáforas, eufemismos e disfemismos, o autor fornece a sua visão única e inquebrável de um tema altamente controverso da nossa sociedade actual. Quem conhece a escrita de José Saramago sabe o que pode esperar de Caim.
Resta deixar um aviso aos crentes para que não tomem as palavras de Saramago como um ataque, mas sim como uma reflexão sobre os valores morais e pessoais que durante toda a história sofreram quebras em diversos momentos. O que importa é que há vozes capazes de ultrapassar esses declínios e utilizá-los para demonstrar que também existe algo de bom no homem, quando este deixa de ser governado por uma força invisível e decide encontrar em si mesmo a sua própria força para continuar o seu caminho. Uma dessas vozes é Caim. Outra, é Saramago.

Opinião - Bandas Sonoras da Disney - CCB - 31.05.2015


Foi no passado dia 31 de Maio que se deu o último espetáculo Caixa de Música – Bandas Sonoras da Disney. Um espétaculo repleto de nostalgia para os adultos, mas também de muita magia para as crianças presentes. Ao pensarmos Disney, pensamos sempre em algo mais direccionado para as crianças, mas devido à escolha dos temas, este concertoconseguiu apelar às memórias dos muitos graúdos presentes, criando momentos de pura ternura, tudo graças à imaginação de um homem: Walt Disney.

No inicio do espetáculo foi-nos apresentada a Piccola Orquestra Metropolitana, onde era a vez dos mais pequenos ocuparem o seu lugar em palco, trajados a rigor, encarnando diversos personagens do vasto mundo Disney, que rapidamente cativaram todo o público. E foi com o seu forte apoio que estes pequenos artistas interpretaram alguns temas de filmes clássicos como: When You Wish Upon a Star (Pinóquio) e Heigh-Ho (A Branca de Neve e os Sete Anões), entre outros. Uma visão surpreendente sobre a nova geração de músicos que irá ocupar o seu lugar de destaque muito em breve. Eis que então a cortina abre, pondo a descoberto o enorme número de cadeiras e, um por um, os muitos elementos da Orquestra de Sopros da Metropolitana preencheram o palco, liderados pelo Maestro Reinaldo Guerreiro. Com a narração de Susana Henriques como fundo, a orquestra fez um percurso cronológico por todos os filmes e temas de maior relevância, passando por algumas das histórias que melhor refletem o imaginário Disney. Para melhor ilustrar e captar o tema foram passadas projecções de trabalhos realizados por crianças, sobre os personagens mais marcantes de todos os filmes que constam do alinhamento.

Após um pequeno arranjo musical que englobou alguns dos temas primordiais, passámos a conhecer Aladino e seu grande desejo de ser príncipe para poder casar com Jasmin, e assim, a música A Whole New World foi o tema perfeito para encapsular esta magnífica história de amor e deixar o público com água na boca para o que vinha a seguir. De uma história de amor para outra, fomos de novo apresentados a uma menina, forçada a viver num enorme palácio com uma criatura de aspecto horrível, acabando por eventualmente ver para além das aparências e apaixonar-se. A Tale as Old as Time/ Beauty and the Beast foi o tema principal de a Bela e o Monstro, e um tema que arrecadou muitos prémios no panorama musical a nível mundial e era inevitável observar os mais crescidos a mexer os lábios certamente recordando a letra, um momento certamente memorável. Uma história sobre o desejo de descoberta, sitios novos, novas possibilidades e sim, também uma história de amor. A pequena sereia é um dos filmes Disney com mais sucesso de sempre, assim não foi de estranhar que Under the Sea fosse instantaneamente reconhecidos pelo público, criando um pequeno momento de festa que se estendeu até A Part of Your World. 

Antecipando os momentos finais do espetáculo, fomos relembrados da importância de valores familiares através de uma familia amorosa mas um pouco estranha: Os Incriveis. São a familia de super-heróis que tentam viver uma vida normal, mas que eventualmente se apercebem que com capacidades especiais vêm responsabilidades especiais. 

Uma manhã de nostalgia mas também de introdução de grandes clássicos do cinema animado a uma nova geração, tal como a que veio antes de nós também nos transmitiu. Os valores morais dos filmes Disney tornam-os num elo de ligação perfeito entre gerações, ensinando os mais novos sobre vários aspectos da vida e relembrando os adultos que ainda têm uma criança interior.

8 de junho de 2015

Passatempo Série - SPARTACUS - Os Deuses da Arena

A D'Magia em parceria com a Fox Portugal tem para oferecer 3 DVD's do série "SPARTACUS - Os Deuses da Arena".

Sinopse:
‘Spartacus: Os Deuses da Arena’ conta a história do original campeão da House of Batiatus (John Hannah). A House of Batiatus está a viver o seu melhor momento, colhendo os louros do brilho e fama do campeão Gannicus, cuja habilidade a manejar a espada só pode ser comparada á sua sede por mulheres e vinho. Este é o momento que o jovem Batiatus sonhou viver. Determinado a ultrapassar o seu pai e a assumir o controlo, é capaz de trair qualquer um sem pestanejar para assegurar que os seus gladiadores sejam os melhores. Ao seu lado está a sua leal e calculista mulher, Lucretia, que o apoia em todos os esquemas e traições. Juntos vão fazer de tudo para enganar o povo, conquistar e agarrar o poder e encher Capua de sangue  

Para te habilitares a ser o vencedor responde às seguintes perguntas:
- Quem interpreta Gannicus?
- Como se chama a mulher de Batiatus?

E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "Spartacus" para literatura@dmagia.net. 


O passatempo termina dia 8 de Julho. 

Regras do passatempo: 
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal. 
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia. 
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores. 
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia 
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo. 
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. 
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados. 
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio. 

Boa sorte a todos!!!

Opinião - O Código Da Vinci - Dan Brown



Título: O Código Da Vinci
Autor: Dan Brown
Editora: Bertrand

Sinopse:
Robert Langdon, conceituado simbologista, está em Paris para fazer uma palestra quando recebe uma notícia inesperada: o velho curador do Louvre foi encontrado morto no museu, e um código indecifrável encontrado junto do cadáver. Na tentativa de decifrar o estranho código, Langdon e uma dotada criptologista francesa, Sophie Neveu, descobrem, estupefactos, uma série de pistas inscritas nas obras de Leonardo da Vinci, que o pintor engenhosamente disfarçou. Tudo se complica quando Langdon descobre uma surpreendente ligação: o falecido curador estava envolvido com o Priorado de Sião, uma sociedade secreta a que tinham pertencido Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Da Vinci, entre outros.

Opinião por Vitor Caixeiro:
Não é ao acaso que Dan Brown é um dos autores mundialmente mais afamados no presente século. Nomeadamente neste livro, que consta como um dos mais lidos de sempre, o autor baseia-se num assunto que tem tanto de deslumbrante quanto de controverso. Nesta ambiguidade, é difícil decidir qual o factor que faz de O Código Da Vinci um marco triunfante na literatura de hoje em dia. Evidente é que é essa ambiguidade que garante o sucesso de uma história que concilia o real com a especulação, numa aventura entre o passado e o presente, fulminante no seu decurso e bombástica no seu término.
O Código Da Vinci resulta de um conjunto de teorias e ideologias dentro de variados campos, sendo os principais a religião, a arte, a história e a ciência. É importante referir o que o autor deixa explícito logo no início: os factos são factos, ou seja, alusões a determinadas sociedades secretas, obras de arte, origens mitológicas e tantas outras referências não têm como objectivo enganar o leitor. São, portanto, factos que resultam de um extenso trabalho de pesquisa efectuado pelo autor. No entanto, não nos devemos esquecer que este livro se trata de um romance, tal como nos devemos recordar de tudo o que isso implica. Se as fontes de Brown são, na sua base, credíveis, o modo como o autor as gere e relaciona para produzir o romance deve ser considerado sob outra perspectiva. Ao envolver um tema tão delicado como a religião e contornando-o de uma forma completamente diferente àquela que é habitual, Brown arriscou-se a ser alvo de duras críticas pela comunidade mais conservadora, que vê neste romance um atentado às suas origens integras e puras. Mas mais uma vez, isto é um romance, não um compêndio de episódios da história da humanidade que os nossos antepassados nos transmitiram como herança. Acreditar ou não na teoria de Brown é algo que compete à liberdade do leitor. Afinal, estamos numa época liberal em que, supostamente, as ideias de cada um devem ser respeitadas, mesmo que se tratem de reflexões aparentemente inconcebíveis.
Transposto este conflito, concentremo-nos naquilo que é inegável: Dan Brown é um verdadeiro escritor que sabe como construir um enredo, como desenvolvê-lo, e mais importante, como nos envolver tão profundamente nele que mal conseguimos ter outros pensamentos em mente que não aqueles relacionados com a história que nos conta. Aliciante do início ao fim, repleto de enigmas que envolvem um improvável leque de personagens, O Código Da Vinci conduz-nos por uma intrigante e desenfreada tentativa de descobrir a verdade e onde ela se encontra. Embora seja esse o objectivo que as personagens têm em comum, entrelaçando-as mutuamente numa teia de acontecimentos, os motivos pelos quais o fazem são díspares. Nem sempre esses motivos são claros, e quando pensamos que são, revelam-se não o ser. Nalguns casos, só quase no final da obra se fica a conhecer o que move cada um, o porquê de estarem tão concentrados a possuir conhecimento da verdade. Esta constante mudança da certeza para a incerteza despoleta uma enorme curiosidade para continuar a leitura.
Esta é uma obra em que o ponto essencial é o enredo em si mesmo. A trama é imprevisível, cheia de reviravoltas surpreendentes. Ao longo das páginas, entre o culminar dos acontecimentos, somos confrontados com vastas informações sobre os assuntos já mencionados: religião, história, arte e ciência, essencialmente, que para além de adornarem de forma majestosa o livro, transmitem conhecimentos relacionados com essas mesmas vertentes. Não tenho dúvidas quanto à veracidade de determinadas afirmações, e só por adquirir essa aprendizagem já vale a pena ler o livro. Há, ainda assim, algumas perspectivas cujo carácter mais subjectivo pode suscitar algumas incertezas. No entanto, durante a leitura o autor faz-nos acreditar em tudo, seja real ou não, e isso é o que importa e que torna este romance profundamente aliciador.
As personagens que Brown criou não são particularmente excepcionais, nem mesmo o protagonista, Robert Langdon. Destacaria entre elas a inteligente e persistente Sophie que se revela mais que uma mera criptologista. No geral, são personagens simples, sem grande relevância emocional, que estão lá para que o autor nos possa transmitir os seus conhecimentos, os tais factos que nos irão guiar até às revelações finais. Além disso, é com as personagens que o autor evidencia as razões pelas quais cada entidade se iniciou nesta perseguição, patenteado por um lado uma crítica aos que pela posse do poder qualquer coisa são capazes de fazer, por outro a realidade daqueles que vivem numa ilusão que consideram uma verdade absoluta e inquestionável. É interessante ver o contraste de interesses das diferentes personagens como um conflito entre religião e história, que penso ser aquilo que o autor pretende com a inserção de figuras dos diferentes campos.
Quanto à escrita, é geralmente normal, razoavelmente cuidada. Mas neste género de livro, esse é um pormenor sem importância, pois o ritmo é tão rápido e cativante que o desejo do leitor é conhecer a história e não perder-se num mar de descrições ou perífrases desnecessárias.
Após conhecer as reflexões do autor, é altura para o leitor fazer as suas próprias reflexões. Qual é a fracção de verdade existente na trama, quanto dela é provavelmente falsa, sendo estas as questões que inevitavelmente acercam a nossa mente. Poucas obras conseguem fazer o que esta faz, que é por o leitor a pensar, a reflectir, a especular durante vários momentos após concluída a leitura.
Dado que trata vários assuntos que interessam qualquer indivíduo, O Código Da Vinci suscita a curiosidade tanto do mais céptico como a do mais convicto. É uma obra eficaz e surpreendente, que no fundo tem um propósito filosófico, deixando a pairar a plausível questão: Até que ponto consegue o homem distorcer a verdade e fazer das suas palavras uma notável e engenhosa mentira para ser detentor de um poder tão grandioso, mas ao mesmo tempo, tão condenável?

Ex Machina - Crítica



Opinião por João Salvador Fernandes:

Sinopse: “Caleb (Domhnall Gleeson), um jovem programador de computadores, ganha um concurso na empresa onde trabalha para passar uma semana na casa de Nathan Bateman (Oscar Isaac), o brilhante e recluso presidente da companhia. Após a sua chegada, Caleb percebe que foi o escolhido para participar de um teste com a última criação de Nathan: Ava (Alicia Vikander), uma robô com inteligência artificial. Mas essa criatura se apresenta sofisticada e sedutora de uma forma que ninguém poderia prever, complicando a situação ao ponto de que Caleb não sabe mais em quem confiar.” 


Crítica:

É a liberdade inerente e exclusiva dos seres conscientes? E o que é a consciência? O que nos garante de que estamos conscientes e de que não somos uma mera amálgama de comportamentos repetidos e repetitivos em constante emulação? E o que é a liberdade? Uma crença? Será ela pouco mais do que um constructo nocional decorrente da racionalização de uma parte dos instintos humanos? Aquela que se opõe à submissão por conforto e hábito. E a partir de quando nos podemos considerar detentores do direito a ser livres? Quando nos consciencializamos dessa vontade? E seremos livres? Estas são várias das perguntas que ficam a pairar no ar após o visionamento de Ex Machina, a película de estreia de Alex Garland no papel de realizador.

Sendo, sem dúvida, uma longa-metragem intelectual e intelectualizada, Ex Machina diverge de muitas outras que, num registo semelhante, tentando elevar a dimensão e profundidade artísticas das obras, inundam o interlocutor com referências atrás de referências cultas, descurando a narrativa e artificializando os diálogos. Pelo contrário! Esta é uma daquelas fitas que não perde o seu interesse enquanto história bem contada por um homem que nos acostumou à qualidade escrita em livros e roteiros de cinema (autor de romances como, por exemplo, A Praia e No Limite da Realidade, e dos guiões para os filmes 28 Dias Depois e Sunshine: Missão Solar), enriquecida por interacções densas que, dado o contexto, se justificam quase sempre.


Neste thriller de ficção científica, em que a sonoplastia e a cor funcionam de forma primorosa para nos submergir na atmosfera claustrofóbica e misteriosa de uma acção que se desenrola, largamente, debaixo de terra e entre paredes, deparamos com actores que se esmeraram em ofertar ao espectador a credibilidade de excelentes e premiáveis desempenhos.


Por sua vez, a sensibilidade de Alex Garland para o doseamento certeiro, injectando-nos, com conta peso e medida, de indícios contraditórios ao discurso aparente e de instantes de tensão, contribui para um crescendo diegético que nos agarra ao grande ecrã. Desejamos desvelar o segredo; mas, principalmente, ansiamos por saber quem tem razão; e que razão é essa! Doseamento que também se revela na mestria com que o realizador logra na transição dos cenários de clausura para os de abertura, mostrando-nos fabulosas paisagens, de modo a permitir o respirar emotivo-sensorial e a evitar o enfastiamento visual.


Por outro lado, é de apreciar a evolução dialéctica que ocorre no desenrolar da trama, iniciando-se no típico binómio humano-máquina – máquina que se humaniza e humano que se maquiniza (literal ou figuradamente) – e evoluindo para uma figuração sexualizada que raramente temos a oportunidade de acompanhar no género da ficção científica.


Aliás, a vertente sexual, depois da sua introdução, torna-se num motivo extra de reflexão. No meio da crueza libidinosa e da afeição emocional, a influência freudiana passa a pulsar no campo racional, deixando-nos a simples interrogação: haverá espaço para consciência sem sexualidade? Mas mais! Creio existir, também, uma mensagem inquisitiva e implícita de cariz sociológico tangente aos temas da discriminação de género. A necessidade de Ava recorrer ao sentimento e à volúpia -- e ao que os conecta -- será a mesma carência de liberdade que impõe à mulher a utilização, por si controlada, do argumento erótico como resposta ao domínio social do homem? A meditar...


Tecnicamente, Ex Machina é de um rigor a toda a prova: enquadramento, composição, enunciação, que dedo se lhe poderá apontar? Decerto, algum! Porque ainda não experienciei uma produção cinematográfica perfeita; contudo, nenhuma dessas indigitações é suficientemente pungente para lhe perfurar a pele e forçar à mácula rubra do desapreço.


Fonte de tanta matéria para ponderação, este filme permite-nos, não obstante, fruir de um conto de suspense, com pequenos laivos de verdadeiro horror regados por torrentes poderosas de adrenalina e sensualidade, em que os efeitos especiais estão presentes, mas não enxameiam a obra, nem a mitigam.


Não faço ideia se, no futuro, a haver inteligências artificiais, elas serão como Ava, assim tão humanas; assim tão próximas do que temos de melhor... e de pior...

A não perder!


Ficha Técnica:
Título Original: Ex Machina; Título Nacional: Ex Machina; Argumento e Realização: Alex Garland; 
Fotografia: Rob Hardy; Produção: Allon Reich e Andrew Macdonald; Sonoplastia: Geof Barrow; Duração: 108 minutos