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2 de maio de 2021

Opinião – “Undine” de Christian Petzold

Sinopse

Undine é uma historiadora de arte que dá conferências sobre o desenvolvimento urbano da cidade de Berlim. Certo dia, apaixona-se por Johannes, com quem inicia um relacionamento amoroso. Quando ele a troca por outra mulher, Undine vê-se tomada por um desejo incontrolável de o matar.

Opinião por Artur Neves

Christian Petzold, realizador alemão de créditos firmados na arte cinematográfica habituou-nos à demonstração de personagens fortes, bem caracterizados e bem definidos, tais como em “Barbara” de 2012, a história de um casal com ideias bem definidas entre si, ou "Phoenix" de 2014, ou ainda, "Em Trânsito" de 2018, onde contracena com o mesmo par romântico deste seu filme mais recente, em histórias centradas no real, aparece-nos agora misturando amor e fantasia recriando a figura mitológica de Ondine uma ninfa habitante dos mares que somente se concretiza através do amor fiel, punindo-o com a morte desde que conheça uma infidelidade da parte deste.

Aliás, “Ondinas” (ou Undine na versão original da mitologia clássica) são entidades descritas com características femininas, associadas à água, mencionadas por Paracelso, encontradas na literatura clássica, particularmente em “Metamorfoses de Ovídeo” que modernamente foram utilizadas na literatura e no cinema como em “A Pequena Sereia”, que sem possuírem alma ou forma humana, podem adquiri-la pela sua proximidade com os humanos a quem se dedicam para toda a eternidade até serem alvo de uma rejeição por parte destes.

É neste particular que entra a história contada em “Undine” e que se estranha ter origem em Christian Petzold, considerando o seu sóbrio pragmatismo nos trabalhos anteriormente referidos, até porque, morrer de amor já não se usa e matar por despeito de ser deixada pode não ser a forma mais fácil de acabar com uma relação esgotada.

O filme começa precisamente pela declaração de uma personagem feminina, forte e determinada, Undine (Paula Beer) declarando ao seu atual companheiro, Johannes (Jacob Matschenz) a necessidade imperiosa de o matar se ele deixar de amá-la ou a trocar por outra, coisa que ela já suspeita considerando as dúvidas demonstradas na conversa com ele, á mesa da esplanada situada em frente do Departamento de Desenvolvimento Urbanístico de Berlim onde ela trabalha como historiadora e palestrante sobre a evolução arquitetónica da cidade, antes e depois da queda do muro que dividiu a cidade sob a gestão dos dois regimes políticos diferentes que a governaram no pós 2ª guerra mundial.

A declaração fria e definitiva da sua intenção de matar inspira-se no mito de Ondina, como uma espécie de vertigem feminina de uma mulher fria, mas também capaz de se entregar sem limites numa relação impolutamente recíproca. Aqui não quero deixar de referir a interpretação convincente e perfeita de Paula Beer, como sendo o melhor registo que o filme nos oferece.

A história desenvolve-se pela falência do atual romance e pela transferência do amor para Christoph (Franz Rogowski) num encontro fortuito que resulta em espetacular acidente, onde se evidenciam as caraterística e o ritual do amor à primeira vista. O elemento marcante do acidente fica corporizado num boneco de porcelana que representa um mergulhador de escafandro que se vai revelando ter poderes sobrenaturais (tal como em “A Forma da Água” de 2017 mas não tão exuberante) que poderá simbolizar metaforicamente a premonição da sua relação com Christoph, considerando que este é soldador profissional em trabalhos realizados em ambiente submerso.

É aqui que se desconhece Petzold porque no seguimento o filme assume duas linguagens e dois planos diferentes entrando progressivamente no domínio do presságio e do sonho, misturando repetidamente o real com o pesadelo e com o fantasmagórico que se apresenta a Christoph como inevitável e potencialmente mortal. A narrativa prossegue entre o mítico e o real, numa luta simbólica entre o transcendente e o real onde parece que Petzold não teve fôlego para descodificar entre o amor generoso e o amor obsessivo mantendo ambos os sentimentos na dualidade incerta das suas verdadeiras dimensões.

Para lá da vertente do amor mitológico o filme também se detém no desenvolvimento arquitetónico de Berlim, focando-se particularmente no Forum Humboldt que foi reconstruído neste século à semelhança do que era antes de ser demolido, mas que, para quem não conhecer a problemática subjacente ao processo, conduz-nos à perplexidade e confusão sobre o que Petzold pretende ao seguir por aquele caminho, guiado por um amor de contornos transcendente que nos faz pensar que o realizador não soube objetivar a narrativa em que se meteu.

Não posso dizer todavia que seja um filme desinteressante, mas antes, diferente do que Petzold nos habituou, fazendo-nos pensar que, a ambição de querer construir um mistério de amor assente numa tese de história da cidade de Berlim pautada pelo amor á cidade, tenha confundido ambos os objetivos prejudicando-os reciprocamente.

Em exibição nas salas de cinema

Classificação: 5 numa escala de 10

 

24 de dezembro de 2015

Opinião – “Diário de Uma Criada de Quarto” de Benoît Jacquot




Sinopse:
Célestine, uma criada de quarto jovem e bela, acaba de chegar à província, vinda de Paris, para trabalhar com a família Lanlaire. Ela vai evitando os avanços do patrão, enquanto lida também com a Senhora Lanlaire, que governa a casa com um punho de ferro. É então que conhece Joseph, um misterioso jardineiro, por quem fica fascinada. O filme é uma adaptação do romance homónimo de Octave Mirbeau.
 
Opinião por Marta Nogueira
Diário de uma Criada de Quarto é uma adaptação do romance homónimo de Octave Mirbeau por Benoît Jacquot, realizador responsável pelos mais recentes Adeus, Minha Rainha e Três Corações. Com as anteriores adaptações de Renoir e Buñuel, Jacquot tinha uma pesada tarefa em mãos, que resolveu contornar de forma elegante tentando ser mais fiel ao livro do que os seus ilustres antecessores.
Quando escreveu o romance, Mirbeau quis reflectir sobre a escravidão dos tempos modernos, um mundo moribundo em que a divisão de classes era de tal forma rígida que alguém nascido do lado social errado, mesmo detendo todos os atributos necessários para uma vida de sucesso, nunca poderia aspirar a ele. É assim que nos é apresentada Célestine, a criada de quarto bonita, elegante, inteligente e expedita, que saltita de casa em casa, partilhando os segredos repugnantes da burguesia e escarnecendo intimamente deles ou, neste caso, debitando-os para o seu diário. São dela estas palavras no romance: “A veneração do dinheiro é a mais baixa das emoções humanas, mas é partilhada não apenas pela burguesia, como também pela maior parte de nós, gente pequena, gente humilde, mesmo os paupérrimos. E eu, Célestine, com toda a minha indignidade, toda a minha paixão pela destruição, eu também não sou imune a essa veneração.” Célestine prossegue explicando que de cada vez que encontra alguém com muito dinheiro, não consegue evitar um instintivo respeito por essa pessoa, como se ela apenas por ter mais dinheiro fosse mais do que todos os outros. É esta a base deste romance sobre uma criada de quarto que acaba dona de um café e tratando os seus empregados com a mesma indiferença que recebeu dos seus antigos patrões.
No filme, o diário de Célestine são os sussurros venenosos que ela vai “cuspindo” entredentes nas costas dos seus patrões, sempre que se vê vítima de uma injustiça qualquer absurda e os flashbacks que nos explicam os diversos patrões e casas por onde passou e que nos revelam também cada vez mais um pouco da sua verdadeira alma. E, se no início, Célestine nos parece insubordinada, às vezes mesmo malcriada, cínica e desencantada, lentamente percebemos que ela tem sentimentos e que a sua aparente arrogância provém do facto de saber que tem qualidades e atributos louváveis que, nascidos noutro berço, lhe poderiam proporcionar uma vida digna e segura, em vez de ter de se sujeitar aos humores e às manias dos seus vis patrões ricos. Na última casa onde a maior parte da acção se passa, Célestine acaba completamente hipnotizada por um jardineiro bruto e xenófobo, possivelmente até assassino, que lhe oferece uma espécie de contrato alternativo à sua vida de escravatura e com quem ela acaba por fugir, não tanto por amor, mas numa tentativa desesperada de alcançar a liberdade que sempre ambicionou.
À semelhança dos seus anteriores filmes, Jacquot oferece-nos um retrato de época modernizado, com uma leveza pouco habitual em películas que retratam períodos históricos. Adaptar um romance à tela é sempre um risco enorme, carregado de desafios nunca completamente imunes às comparações, ainda para mais com as duas anteriores adaptações já mencionadas. O esforço de Jacquot para respeitar o romance é sobretudo colocado em cima dos ombros ou do rosto de uma Léa Seydoux em estado de graça. A actriz que vimos em Inglorious Basterds, Meia-Noite em Paris, Missão Impossível e no mais recente Spectre, veste a personagem de Célestine com convicção e uma extraordinária expressividade e versatilidade do rosto, que a luz do premiado Romain Winding ilumina ora para nos revelar um anjo confuso e esperançoso, ora um demónio enegrecido pela vida. A Célestine de Léa aparenta ter deixado de sentir, ou nunca ter sentido, mas aos poucos, de forma subtil e estudada, vamos percebendo que existe um turbilhão revolto lá dentro pronto a explodir a qualquer momento, sem que ela deixe que isso aconteça jamais junto de quem não quer. Mas quem não conheça o romance ficará certamente na dúvida sobre as verdadeiras intenções e os verdadeiros sentimentos de Célestine, sobretudo no que diz respeito à sua relação com Joseph, o jardineiro com quem acaba por fugir. Essa será a parte mais fraca do argumento, que não consegue, a meu ver, estabelecer de forma clara a verdadeira natureza das relações do par e que poderá confundir o espectador, sobretudo com um final que poderá parecer um pouco dúbio.
Ainda assim, penso que o resultado é bastante positivo. Jacquot conseguiu fazer um filme fresco, fluído e ao mesmo tempo profundo, que fará o espectador reflectir sobre uma série de questões e que veicula a mensagem principal do romance, ainda que de forma muito concentrada, como acontece com quase todas as adaptações – a injustiça de um sistema de classes que amarra as pessoas eterna e irrevogavelmente a papéis estereotipados e que ainda hoje em dia se mantém actual em muitas partes do mundo nas mais variadas situações. Penso que se Jacquot tivesse seguido a sua intenção de fidelidade ao romance até ao final, mantendo a conclusão idêntica à do romance – Célestine acaba sendo patroa vil de outros – o filme teria ganho uma maior integridade de significado e uma maior clareza na sua globalidade.

18 de dezembro de 2015

Opiniões Filimes - "The heart of a dog" por Laurie Anderson

Sinopse:
A partir da sua própria experiência e das suas memórias recentes, marcadas pelas recentes perdas da sua mãe e do marido Lou Reed a realizadora Laurie Anderson faz uma pequena reflexão sobre temas da vida como o amor e a morte.


Opinião por Maria Ana Jordão

Laurie Anderson, numa espécie de documentário existencial, faz homenagem ao seu cão Lolabelle.  Através da relação que tinha com ele e questiona a vida mundana do homem, numa filosofia muito própria e positivista. Com tanta complexidade no dia-a-dia, o Ser Humano perde-se na seriedade e esquece-se da alegria que é o simples acto de viver. Alegria essa que pode vir do afecto que um cão dá aos seus donos e, os donos a ele, da família, dos mais próximos.  A morte de Lolabelle, terá sido impulsionadora para a realizadora viajar no meio de tanta filosofia. Chegando mesmo a filosofar sobre a brevidade da vida.
Como não captei todas as questões existenciais, apenas a essência, neste meu texto a responsabilidade de filosofar pelos olhos de Lolabelle é mais minha que de Anderson. Tendo uma abordagem positiva a realizadora coloca-nos de forma subjacente uma antiga questão, será o cão o melhor amigo do homem? O mais leal, certamente, há exemplos de que quando o dono morre, o cão fica na sua campa numa demonstração de lealdade, não digo fidelidade, isso pertence aos humanos, a lealdade é tão primitivamente delicada que poucos de nós conseguem ter esse traço de personalidade, o que não quer dizer que não sejamos fiéis aos nossos amigos, ou que não queiramos receber os nossos amigos com alegria, quando chegam à nossa casa. Sabemos que temos um intelecto superior ao do animal, ao cão, neste caso, mas será por isso que somos menos primitivos? Talvez, mas temos também, a capacidade de controlar a nossa evolução, o que um cão não tem, a não ser que seja treinado, no entanto, haverá sempre diferenças entre cães e humanos. Apesar de haver estudos que sugerem que um cão tem emoções de criança, ou seja, assim sendo, um humano já adulto não poderia ser tão leal quanto Lolabelle. Como documentário, poderia ser pretensioso mas é precisamente o oposto, simples e directo, não nos perdemos nas filosofias de Anderson que são bem claras e emotivas. Lolabelle é uma chance do espectador arrumar ou desarrumar as suas questões existenciais, pode não concordar, pela sensibilidade, mas com certeza “Lolabelle” irá pô-lo a filosofar. A simplicidade dos diálogos de esta longa-metragem de Anderson, apesar da sua profundidade, enquadra-se neste filme original que sugerimos que o espectador veja.

29 de novembro de 2015

Opinião - Filme "Cosmos" por Andrzej Zulawki

Sinopse: 
Witold acaba de nos exames de Direito e, Fuchs abandonou recentemente o seu emprego numa Casa de Alta Costura parisiense. Ambos vão passar alguns dias no campo e decidem alojar-se numa residencial familiar. São recebidos por um pardal enforcado num cordel na floresta.
Depois, um pedaço de madeira preso da mesma forma, uma série de estranhos sinais na parede, no jardim e no bosque. Na pousada há uma empregada - com uma boca estranha e deformada - e a jovem filha dos donos, por quem Witold manifesta uma paixão obsessiva. Ela está casada com um jovem íntegro e honesto; mas será que ela mesmo o é? Um terceiro enforcamento: um gato, obra de Witold...mas porquê? Poderá o próximo enforcado ser humano?

Opinião por Maria Ana Jordão
Witold e Fuchs são as personagens principais em 'Cosmos' , de viagem passam uns dias em uma residência familiar em Portugal.  A narrativa em 'Cosmos' apresenta-se no estilo nonsense.  Um pássaro enforcado, um gato morto é o que os dois amigos vão encontrado enquanto viajam pelo nosso país.

A residência onde se hospedam tem uns quantos mistérios por desvendar, mistérios que, por vezes passam ao lado de Witold e Fuchs e outros que os guiam para a cena final, onde as personagens têm o seu desfecho.

Esta história é comovente, o humor é sarcástico e, ao mesmo tempo, irónico.  ‘Kosmos’ do autor Witold Gombrowicz inspirou esta longa-metragem que se pode chamar de brilhante, pelos diálogos cuidadosamente preparados.  A partilha é um dos valores de ‘Cosmos’, e é na interacção entre as personagens que se vê esta troca (de ideias).  Dinamismo não falta em ‘Cosmos’ mesmo que o ritmo seja, calmo.

Cada uma das personagens é necessária entre si é, através de Witold e Fuch que conhecemos as personalidades que os envolvem.  A obsessão, o existencialismo são alguns dos temas tratados nesta obra.  Um pássaro enforcado, um gato morto, é com o que estes dois amigos se deparam nesta aventura que os leva a destinos felizes.

13 de novembro de 2015

Opinião - Filme "More" por Barbet Schroeader

Sinopse:
Stefan, um jovem estudante recém-licenciado, viaja desde a Alemanha, a sua terra natal, até Paris, onde vai conhecer a Americana Estelle. Apaixona-se por ela e, inicia-se um romance com alguns detalhes e segredos misteriosos.

Opinião por Maria Ana Jordão

More (1969) é a percepção do realizador e, argumentista Francês Barbet Schroeader sobre o universo psicadélico da época. Apresenta o seu primeiro romance erótico, nesta longa-metragem. Esta história de amor, conta com algum sexo, muita droga e rock & roll, mais precisamente: Pink Floyd!

Em More uma natural ambição em ser feliz, contrasta com um descontrolo decadente. A narrativa agridoce de More (1969) foca-se na busca pela felicidade a partir de uma concepção de liberdade.  Pensar que só se é feliz se formos livres, nada tem de errado, mas, pode ser um problema se na base da nossa felicidade a liberdade que quisermos alcançar, fugir ao nosso controlo.

As personagens principais, Stefan (Klaus Grünberg) e Estelle (Mimsy Farmer), vivem um amor singular, um amor à primeira vista. O argumento é além de imaturo mais questionável que o estilo pela maneira como o tema amor, foi abordado. A figura feminina é frágil e pecaminosa, dominada pela figura masculina. Stefan, ama Estelle, mas esta é a causadora de todos os seus males pelo menos assim terá querido que fosse Barbert Schroeader. Sobreviverá esta história de amor, apesar de tudo?

Os planos audiovisuais denotam uma forte sensibilidade, característica do realizador, Schroeader. Um estilo com muita estética e extravagancia e o ritmo mesmo que calmo envolve-nos.
A saúde do casal, entretanto, deteriora-se penosamente devido ao excessivo consumo de drogas.  O que era um ambiente de pura diversão, um modo de vida, tornou-se uma irresponsabilidade e a questão é a seguinte: será que vão a tempo de escapar com vida deste beco sem saída?

1 de novembro de 2015

Opinião - Filme "Mia Madre" por Nani Moretti


Sinopse:
Margherita (Margherita Buy) é uma diretora de cinema que está prestes a iniciar as filmagens de seu novo longa-metragem, que será protagonizado pelo galanteador astro internacional Barry Hughins (John Turturro). Paralelamente, ela precisa lidar com vários problemas em sua vida pessoal, como o fim de um relacionamento e a doença da mãe (Giulia Lazzarini), que está internada no hospital.

Opinião por Maria Ana Jordão:

Os planos audiovisuais captam, com potência e realismo a história emotiva de ‘Mia Madre’. 
Com um ritmo calmo, na sua generalidade, o mais recente filme de Nani Moretti é bastante equilibrado.

Naquela que é a sua obra mais pessoal, Moretti dedica ‘Mia Madre’ à sua Mãe, que morreu em 2011 durante as filmagens de ‘Habemus Papa’. Com carácter auto-biográfico, 'Mia Madre', tanto pode ser um drama cómico como uma comédia dramática. O argumento, escrito, também pelo realizador, propõe uma reflexão sobre a fragilidade humana.

Personagens egocêntricas como Barry Hughins (John Turturro) ou neuróticas como Margherita (Margherita Buy) é o que o guião nos apresenta, juntamente, com um diálogo sensível, com um humor que nos põe a chorar de tanto rir, ou faz-nos parar de rir para chorar

Ninguém é indiferente a um evento como a doença de alguém de quem tanto gostamos. O envelhecimento da sua mãe afecta a vida pessoal e profissional de Margherita que começa a por em causa tudo o que sabe, chegando à conclusão que pouco ou nada sabe sobre a vida. Aos poucos Margherita, vai-se sentido cada vez mais perdida.

Independentemente da forma como interpretamos a morte, vivemos em conjunto ou separadamente processos que lhe são subjacentes, falamos da aceitação e/ou negação. A morte é universal, mas, a forma como a encaramos é pessoal. Como irá Margherita enfrentar esta realidade? 

Quem segue o trabalho de Moretti, verifica que em ‘Mia Madre’ o realizador é fiel ao seu estilo, quem não o segue é, introduzido ao universo Morettiano, nesta obra.

'Mia Madre' vai surpreender pela positiva a seguidores e a não seguidores, interessados.

Contrariando a incerteza que o amanhã representa, mais tarde ou mais cedo, temos de lidar com a certeza de perder alguém que nos é próximo. Cabe-nos aproveitar ao máximo, a sua companhia!

14 de maio de 2015

Passatempo Cinema Dia Internacional dos Museus - National Gallery

A D'Magia em parceria com a Leopardo Filmes tem para oferecer 5 convites duplos para a antestreia do filme "National Gallery", dia 18 de Maio, às 21h, para celebrar o Dia Internacional dos Museus:

Lisboa – Cinema Medeia Monumental – 5 convites duplos

Sinopse:
“National Gallery”: A National Gallery em Londres é um dos maiores museus do mundo com cerca de 2400 pinturas do séc. XIII ao séc. XIX. Quase todas as experiência da vida humana estão representadas nos seus quadros. Explorando a relação entre pintura e história, este filme mostra o público nas suas várias galerias: programas educacionais, académicos, cientistas e curadores, que estudam, restauram e planeiam as exibições.

Trailer: “National Gallery”: https://vimeo.com/127609242

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas: 
- A National Gallery tem cerca de quantas pinturas?
-Onde se situa a National Gallery?

Regras do passatempo: 
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo e Número de BI ou CC.
2) O assunto do email deverá ter a menção: National Gallery + Lisboa
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 17 de Maio.
5) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.
6) Os nomes dos vencedores serão avisados através de email.

Passatempo Cinema Dia Internacional dos Museus - O Grande Museu

A D'Magia em parceria com a Leopardo Filmes tem para oferecer 5 convites duplos para a antestreia do filme "O Grande Museu", dia 18 de Maio, às 19h, para celebrar o Dia Internacional dos Museus:

Lisboa – Cinema Medeia Monumental – 5 convites duplos

Sinopse:
“O Grande Museu”: Um olhar particular sobre os bastidores do Kunsthistorisches Museum em Viena. A câmara faz a viagem pelas magníficas galerias e corredores, enquanto acompanha interessadamente curadores e peritos em restauro. Entre todos os que trabalham neste autêntico baú de tesouros existe uma relação de proximidade, que se estendem aos seus patronos de Habsburg. Para alguns a relação com a herança cultural é quase um casamento.

Trailer “O Grande Museu”: https://vimeo.com/127612357

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas: 
- Este filme é um olhar particular sobre os bastidores de que museu?
- O que é que é quase um casamento?

Regras do passatempo: 
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo e Número de BI ou CC.
2) O assunto do email deverá ter a menção: O Grande Museu + Lisboa
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 17 de Maio.
5) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.
6) Os nomes dos vencedores serão avisados através de email.

20 de março de 2015

Passatempo Dia dos Namorados - Leopardo Filmes - Vencedores

A D'Magia agradece a todos os participantes, infelizmente só 3 poderiam ser premiados.
 
E os vencedores são: 
Carlos Antunes
Clara Melo
Rodrigo Soares Teixeira

 
Os vencedores serão contactados por email.
Parabéns aos vencedores.

8 de fevereiro de 2015

Passatempo Dia dos Namorados - Leopardo Filmes

A D'Magia em parceria com a Leopardo Filmes tem para oferecer um miminho muito especial para o Dia dos Namorados constituido por três dvds de "Um Verão de Amor" de Ingmar Bergman.

Sinopse:
Na véspera da estreia do seu novo espectáculo, a bailarina Marie recebe um diário que a transporta para o seu primeiro amor. De regresso à ilha onde, anos antes, se apaixonou pelo jovem Henrik, Marie reaviva este episódio da sua juventude que marcou para sempre a sua vida, numa bela evocação poética do amor, da memória e da dor da perda.

O passatempo termina dia 22 de Fevereiro. 

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de preencher o formulário abaixo e seguir as regras do passatempo:

Regras do passatempo: 
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal. 
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia. 
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores. 
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia 
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo. 
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. 
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados. 
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio. 

Boa sorte a todos!!!
~

13 de outubro de 2014

Passatempo Cinema - O Quarto Azul - Vencedores

Lisboa - Medeia Monumental - 10 convites duplos

Liliana Jesus Lourenço
Micaela Faustino Macatrão
Debora Filipa Almeida
Ana Eduarda Vicente Ferreira Santos Barão
Graziela Achando de Almeida Pinto da Costa
Ricardo Filipe Almeida
Miguel Simão Santos
Pedro Miguel da Costa Carreira de Jesus
joão bernardo de castro
Luis Filipe Lourenço


Parabéns aos vencedores!!
Bom filme!!

9 de outubro de 2014

Passatempo Cinema - O Quarto Azul

A D'Magia em parceria com a Leopardo Filmes tem para oferecer 10 convites duplos para a antestreia do filme "O Quarto Azul", dia 14 de Outubro, às 21.30h:

- Lisboa - Medeia Monumental - 10 convites duplos


Com “O Quarto Azul”, Mathieu Amalric adapta o livro homónimo do mestre do policial Georges Simenon, criando um thriller intenso, hipnótico e surpreendente. Protagonizado pelo próprio e por Stéphanie Cléau (que também co-escreveu o argumento), “O Quarto Azul” narra-nos uma história de contornos misteriosos, com homicídios por desvendar, um par adúltero e apaixonado e um labirinto de acusações aparentemente sem fim.


Sinopse:
“Julien, se eu me tornar livre, também ficarás livre?” 

“O quê?” 

Um homem e uma mulher amam-se em segredo, sozinhos num quarto. Eles desejam-se, querem-se um ao outro. No crepúsculo, partilham alguns pequenos nadas. Pelo menos é nisso que o homem acredita. Agora, sob investigação policial e judicial, Julien não consegue encontrar as palavras certas. O que aconteceu? De que é que ele é acusado?


Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas:

- Quem é o autor do livro adaptado?

Regras do passatempo: 
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo e Número de BI ou CC.
2) O assunto do email deverá ter a menção "O Quarto Azul" + Localidade Pretendida (Lisboa)
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) O passatempo é válido até às 13:00 de dia 13 de Outubro.
5) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.
6) Os nomes dos vencedores serão colocados online e avisados através de email.