7 de junho de 2015

Passatempo Cinema - SAN ANDREAS

A D'Magia em parceria com a Warner Bros. Pictures e a NOS Audiovisuais tem para oferecer 20 convites duplos para a antestreia do filme "SAN ANDREAS", dia 16 de Junho, às 21.30h: 

Lisboa – Cinema NOS Colombo – 10 convites duplos (versão 3D)
Porto – Cinema NOS Norte Shopping – 10 convites duplos (versão 3D)

Sinopse:
Depois de a conhecida falha de San Andreas ceder, desencadeando na Califórnia um sismo de magnitude nove, um piloto de helicóptero de resgate e salvamento (Dwayne Johnson) e a sua ex-mulher (Carla Gugino) fazem juntos o caminho de Los Angeles até São Francisco para salvar a sua única filha.
Mas esta arriscada viagem é apenas o início. E quando eles pensam que o pior já passou... está, na verdade, a começar. 


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Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas: 
-"San Andreas" volta a juntar DwaYne Johnson com o realizador Brad Peyton e o produtor Beau Flynn. Em que outro filme também colaboraram?
- Verdadeiro ou falso? Além de ter sido filmado em Los Angeles e São Francisco, "San Andreas" também foi filmado em Gold Coast e Brisbane, Queensland, Australia.

Regras do passatempo: 
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo e Número de BI ou CC.
2) O assunto do email deverá ter a menção: SAN ANDREAS + Localidade Pretendida (Lisboa/Porto)
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 14 de Junho.
5) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.
6) Os nomes dos vencedores serão avisados através de email.

Opinião - O Véu Pintado - William Somerset Maugham


Título: O Véu Pintado
Autor: William Somerset Maugham
Editora: Asa

Sinopse:
Kitty sente-se prisioneira de um casamento infeliz e de um estilo de vida que está longe de ser aquele que sonhou para si. Sem que tivesse obtido a notoriedade social que desejava e afastada do seu país e da família devido à profissão do marido, bacteriologista destacado para Hong Kong, a jovem acaba por encontrar algum consolo numa relação extraconjugal. Mas a traição acaba por ser descoberta pelo marido, que leva a cabo uma estranha e terrível vingança…
Através do despertar espiritual da adorável e fútil Kitty, Somerset Maugham pinta um retrato vívido da presença britânica na China e apresenta-nos uma galeria de personagens inesquecíveis.

Opinião por Célia Marteniano:
Somerset Maugham é daqueles escritores de que sempre achei que ia gostar, mesmo antes de ter lido o que quer que fosse de sua autoria. Não consigo explicar isto de forma lógica, mas este feeling fez com que tivesse comprado três livros dele antes de ter experimentado qualquer um deles. Há cerca de dois anos, decidi ler O Fio da Navalha e confesso que fiquei algo desiludida. Achei-o um livro muito interessante mas deixou-me indiferente; 2012 foi o meu annus horribilis de leituras e, por isso, atribuí o facto ao meu estado de espírito e pensei para comigo que havia de o reler numa altura melhor.
O Véu Pintado apresenta-se ao leitor na perspetiva de Kitty Fane, uma inglesa recém-casada que vive com o marido em Hong Kong nos anos 1920. Walter e Kitty são um casal improvável: Kitty é uma mulher bonita mas fútil, enquanto Walter é um homem introvertido e inteligente; o seu amor por Kitty levou-o a pedi-la em casamento e Kitty aceitou porque, pasme-se, não queria casar depois da irmã mais nova, que estava na altura de casamento marcado. Esta relação ficou, assim, ferida de morte desde o seu início e, por isso, Kitty não demorou a apaixonar-se por outro homem e a cometer adultério. A ocasião em que a traição de Kitty é descoberta é a cena que inicia este livro e que dá o mote para conhecermos a história destas duas pessoas tão diferentes que se encontram juntas por um acaso do destino.
A descoberta do adultério despoleta vários acontecimentos, que incluem uma viagem do casal a uma localidade remota na China que se encontra assolada pela cólera e onde Walter deseja colocar os seus conhecimentos de medicina ao serviço da população. Esta viagem tem um impacto profundo na vida dos dois e mostra como colocar as situações em perspetiva é, muitas vezes, a melhor forma de relativizar os problemas que nos assolam.
Apesar de Kitty Fane ser uma personagem fútil, egocêntrica e muitas vezes desprezível pela forma como pensa e se comporta, dei por mim com muita dificuldade em não gostar dela. O mérito todo vai para o autor, que consegue pintar um retrato perfeito desta personagem, com todos os tons e sub-tons necessários à sua compreensão. Kitty Fane é perfeita na sua imperfeição, é uma personagem que falha, que nós sabemos que falha e que vai voltar a falhar, mas com a qual não conseguimos deixar de sentir uma certa simpatia porque, no fundo, é uma imagem genuína das nossas próprias imperfeições.
Já disse que fiquei deliciada com a prosa de W. Somerset Maugham? Na sua aparente simplicidade, a escrita oferece-nos uma caracterização sublime da sua personagem principal e é notável também a forma como o leitor percebe quem é Walter Fane apesar de só o conhecermos através dos olhos da sua mulher. Quanto ao enredo, não gostei do final mas sinto que não podia ter sido de outra forma. Há livros em que o autor nos irrita com as suas escolhas, em que achamos que as coisas deveriam ter acontecido de outro modo… aqui não. Desejei sinceramente que este livro não fosse tão triste, mas sei que se não fosse exatamente o que é não me teria marcado tanto. Sem dúvida, um dos melhores livros que li nos últimos tempos.

6 de junho de 2015

Opinião - Cem Anos de Soidão - Gabriel García Márquez


Título: Cem Anos de Solidão
Autor: Gabriel García Márquez
Editora: Dom Quixote

Sinopse:
"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo."
Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais do Dom Quixote ou de À Procura do Tempo Perdido - começam estes Cem Anos de Solidão, obra-prima da literatura comtemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Márquez como um dos maiores escritores do nosso tempo.
A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro.

Opinião por Helena Bracieira:
Cem Anos de Solidão é um dos livros mais traduzidos e lidos e, por isso mesmo, o mais badalado de Gabriel García Márquez, escritor colombiano e prémio Nobel da Literatura de 1982. Percursor do chamado "realismo mágico" ou "realismo fantástico", esta obra é um marco na literatura latino-americana e serviu de inspiração para escritoras tão conhecidas como Laura Esquível ou Isabel Allende.
Nele o autor narra-nos a história da família Buendía, desde a sua origem até ao seu fim, geração após geração. Fundada pelo José Arcadio Buendía e pela sua esposa, Úrsula Iguarán, toda a acção se passa em Macondo, uma aldeia, depois vila e cidade, cuja localização exacta não nos é dita, mas que claramente deduzimos, pelo seu clima tropical e quente, ficar no interior de um dos países da América Latina: perto dos pântanos, longe do mar e da civilização.
Ao longo de cem anos, nos quais Úrsula vive acompanhando e cuidando dos seus descendentes (estima-se que tenha vivido bem mais de cem anos), observamos como os membros da família Buendía, por mais que tentem, não conseguem fugir à solidão. Ainda que alcancem momentos de intensa e extrema felicidade, a inevitabilidade do seu destino alcança-os sempre, sendo que a maioria morre em circunstâncias inusuais.
Assim, o tempo e a repetição de características nos diversos membros da família, formam como que um círculo vicioso, onde o tempo não parece ter nem princípio nem fim. A própria Úrsula, possuidora de um profundo conhecimento de todos os homens da sua família, chega a esta conclusão nos últimos instantes da sua longa, longa vida: "O tempo anda em círculos". Outra personagem que acompanha esta família é o misterioso Melquíades, um dos primeiros ciganos que chega a Macondo e que demonstra várias das maravilhas inventadas por todo o mundo, cativando desde logo o primeiro José Arcadio Buendia, curioso inventor. Ao morrer, Melquíades deixa um misterioso manuscrito escrito numa linguagem desconhecida e que as diversas gerações tentam decifrar, com a ajuda do seu próprio fantasma. Caberá ao último descendente da família decifrá-lo e revelar-nos o destino da família Buendía...
Estive a ler algumas opiniões pela internet fora e, de uma forma geral, um dos principais obstáculos com que os leitores se deparam é a dificuldade sentida em conseguirem acompanhar a torrente de acontecimentos narrados, nem sempre claros pela introdução de marcas do realismo mágico (por exemplo, um homem perseguido por borboletas amarelas, uma população inteira que se esquece de um massacre, uma mulher que se eleva até aos céus como se de uma santa se tratasse). Não surgem reflexões da parte do autor a não ser pela boca das personagens: a história é simplesmente narrada e a nós cabe-nos o papel de tirar as conclusões pelos episódios que ocorrem.
Para além disso, um fenómeno curioso é a repetição de nomes pelas sucessivas gerações: por um lado encontram-se os Aurelianos, introspectivos, acanhados, mas persistentes defensores das suas causas; por outro, os Arcadios, impulsivos, emotivos e sonhadores. Ambos marcados pela solidão. O facto de esta repetição ser uma constante e do narrador evocar personagens de gerações anteriores, facilita a existência de alguma confusão. Nada mais simples do que utilizar uma árvore genealógica para evitar este problema. Esta edição da obra tem uma no início do livro, mas existem muitas mais, basta para isso pesquisar no Google.
Até aqui tenho falado das personagens e da forma como é construída a história. Mas afinal de contas, qual é a mensagem que nos veicula Cem Anos de Solidão? García Márquez, enquanto escritor contestário das injustiças que o rodeiam, aproveita a personagem do coronel Aureliano Buendía para criticar a guerra - as suas causas e consequências -, e a política - a inconstância dos seus defensores que, além de terem ideologias ocas, alternam de lado consoante o vento mais favorável... A prepotência ditatorial surge num massacre cujos efeitos nefastos arrasam José Arcadio Segundo: o único sobrevivente de três mil e tal pessoas, enlouquece. Num dado momento invade Macondo uma companhia bananeira dirigida pelos gringos, devastando para sempre uma cidade que até então tinha tido um desenvolvimento inacreditável: o capitalismo usou e abusou de Macondo, sem consultar os que já lhe pertenciam, e deslocalizou-se, deixando atrás de si uma cidade que não mais veio a recuperar. Uma questão que também se pode colocar é a importância dos laços de sangue, da genética, na transmissão de conhecimentos - instintos - e experiências implícitos de geração para geração. A própria religião não escapa, sendo expostos através de Fernanda del Carpio os efeitos devastadores do fanatismo religioso.
Deste escritor já tinha lido Crónica de Uma Morte Anunciada, Ninguém Escreve ao Coronel e Amor em Tempos de Cólera, portanto já sabia de antemão o que esperar. Porém, nenhum destes me agarrou tanto como Cem Anos de Solidão: identifiquei-me intimamente com a sina das personagens, a solidão que as perseguia. Foi uma leitura impulsiva derivada do prazer que me provocou: não consegui largar o livro, devorei-o num par de dias, precisava de saber que destino iria ter esta família tão fora do comum. E julgo que é assim que deve ser lido, caso contrário, perdemos o fio à meada: se ficamos muito tempo longe da história, quando voltarmos a mergulhar nela, dificilmente nos conseguimos situar. Não achei nem a escrita demasiado rebuscada, nem tão pouco o rol de personagens com os mesmos nomes me confundiu, até porque estou habituada a ler clássicos da literatura - e este livro já se encontra nessa categoria, na minha humilde opinião -, que exigem uma atenção constante aos pormenores.
O final é perfeito e deixou-me sem palavras. Cada palavra deleitou-me e inspirou-me a combater a solidão, mesmo que seja essa a minha sina.
(I hope not!)

Passatempo - Pecado

A D'Magia em parceria com a Quinta Essência tem para oferecer um exemplar de "Pecado" de Sylvia Day.
 
Sinopse:
Numa noite quente de verão, a apenas algumas horas do seu casamento, a discreta Lady Jessica Sheffield testemunhou uma cena da qual nunca irá recuperar. Vê o jovem Alistair Caufield numa cena ferozmente íntima com uma mulher muito mais velha. Chocada, mas estranhamente excitada, ela manteve silêncio sobre o que viu, e caminhou até ao altar como esperado. Mas, ao longo de anos de um casamento sereno e normal, a imagem de Caulfield continuou na sua imaginação, alimentando sonhos muito ilícitos...
Alistair fugiu da tentação da debutante recatada com o fogo da paixão nos olhos para as Índias Ocidentais. Enquanto comerciante bem-sucedido, tem pouco em comum com o jovem libertino que ela conhecia. Mas quando, sete anos depois, a recém-viúva Jessica sobe a bordo do seu navio para uma viagem até à Jamaica, os sete anos de prazeres negados são mantidos em xeque apenas por algumas camadas de seda… e pela certeza de que renderem-se irá consumir os dois...

Para te habilitares a ser o vencedor basta nos enviares uma crítica a um livro lido por ti. E enviar os teus dados pessoais (incluíndo o nome, morada), com o assunto "Pecado", até ao dia 2 de Julho, para literatura@dmagia.net.   

Regras do passatempo: 
1) Apenas participantes com moradas de Portugal.
2) Não há limites de participações.
3) As criticas enviadas são da total responsabilidade do participante.
4) O vencedor será contactados por email.
5) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio. 
6) O participante dá autorização para a sua critica ser publicada.

5 de junho de 2015

Opinião Ligeiramente Casados - Mary Balogh


Título: Ligeiramente Casados
Autora: Mary Balogh
Editora: Asa

Sinopse:
Como todos os Bedwyn, Aidan tem a reputação de ser arrogante. Mas este nobre orgulhoso tem também um coração leal e apaixonado - e é a sua lealdade que o leva a Ringwood Manor, onde pretende honrar o último pedido de um colega de armas. Aidan prometeu confortar e proteger a irmã do soldado falecido, mas nunca pensou deparar com uma mulher como Eve Morris. Ela é teimosa e ferozmente independente e não quer a sua proteção. O que, inesperadamente, desperta nele sentimentos há muito reprimidos. A sua oportunidade de os pôr em prática surge quando um parente cruel ameaça expulsar Eve de sua própria casa. Aidan faz-lhe então uma proposta irrecusável: o casamento, que é a única hipótese de salvar o lar da família. A jovem concorda com o plano. E agora, enquanto toda a alta sociedade londrina observa a nova Lady Aidan Bedwyn, o inesperado acontece: com um toque mais ousado, um abraço mais escaldante, uma troca de olhares mais intensa, o "casamento de conveniência" de Aidan e Eve está prestes a transformar-se em algo ligeiramente diferente…

Opinião por Sónia Melo:
Mais um livro histórico de Mary Balogh. Digo desde já que adorei os anteriores pelas suas histórias imensamente românticas e envolventes. No entanto, não consegui criar a mesma empatia com este livro.
Principal motivo: não gostei particularmente da personalidade de Eve ou da frieza de Aidan. Tanto um como outro não têm propriamente o tipo de personalidade que me cativa. Ele é resignado, apático e um quanto distante emocionalmente dos outros, como pontos positivos aponto o seu bom coração, a sua coragem para enfrentar seja quem for e a sua imensa riqueza. Ela é uma mulher sem qualquer grama de romantismo, pelo menos na sua maneira de pensar, e que não faz praticamente nada para lutar pelo seu futuro ao lado do homem que ama. Além disso, é surrealmente ingénua e julga-se forte. Como pontos positivos da sua personalidade destaco o amor incondicional pelos seus subalternos, designados de “patinhos feios” por Aidan, assim como a sua visão inovadora para a construção de uma espécie de refúgio para os deficientes da guerra, o que é de louvar, uma vez que na altura as mulheres não eram reconhecidas pela sua capacidade de criar e gerir algo desse nível.
Não é um livro muito romântico. Os protagonistas passam a maior parte do livro sem nutrir qualquer tipo de paixão um pelo outro e, quando o sentem, é tudo demasiado mecânico. Eles apreendem a respeitar e estimar um ao outro sem se sentirem atraídos febrilmente como é costume neste tipo de histórias. Provavelmente, a autora não pretendia uma história de amor arrebatadora mas sim um amor calmo e verdadeiro. Todavia, faltou entusiamo na forma como nos descreveu a história, faltou magia… Talvez, eu esteja demasiado habituada a ler romances de autoras mais eloquentes como Sherrliyn Kenyon, Madeline Hunter ou até mesmo Nora Roberts, ou talvez, este não seja um dos melhores livros da autora, uma vez que adorei “Um Verão Inesquecível” e não senti essa falha, muito pelo contrário.
A família Bedwing é muito estranha. Tentei gostar deles mas não consegui. Acho que todos têm um qualquer problema de personalidade. Apesar de, terem nascido no seio de uma família rica e de os seus pais terem sido apaixonados um pelo outro, parecem-me um bando de amargurados. Não consigo compreender e muito menos ver a razão para a frieza que todos eles expressam à primeira vista. São pessoas demasiado arrogantes que ficariam melhor no papel de vilões do que de heróis, mas trata-se apenas da minha opinião.
Como nem tudo é mau, não quero deixar de apontar a beleza estética da escrita da autora que tem um cuidado com os pormenores digno de nota. A referência constante à guerra na Península Ibérica que confere familiaridade à história mas que podia ter sido mais explorada. O ambiente da época que consegue nos envolver com primazia e as personagens apesar de tudo conseguem ser bastante reais e até palpáveis.

4 de junho de 2015

Opinião - Terrarium - José Barreiros e Luís Filipe Silva


Título: Terrarium
Autores: José Barreiros e Luís Filipe Silva
Editora: Caminho

Sinopse:
A história gira em torno da proposta de que uma imensidade de raças alienígenas chegou à Terra num ponto qualquer do século 21. Suas naves, unidas, compõem um anel em torno do planeta, e grande parte dos aliens, chamados exóticos, vive na Terra, em paz com seus Hospedeiros.
No entanto, as coisas não são tão simples quanto aparentam, uma vez que existem seres muito poderosos conhecidos como Potestades, que se manifestam na Terra na forma de anjos, como os anjos terrestres, assumindo seus nomes e realizando um estranho e misterioso jogo político e de força. São enviados de uma raça ainda mais poderosa que os teria construído em tempos imemoriais, e que atua como uma espécie de vírus, alimentando-se de raças alienígenas até esgotá-las.
Vários terrestres são envolvidos nos jogos pelo poder, que se transformam numa luta desesperada para salvar o planeta no momento em que tecnologias avançadíssimas são introduzidas na Terra, provocando alterações inesperadas na sociedade e mutações nos próprios seres humanos.

Opinião por Rui Bastos:
Este livro é um livro especial. João Barreiros é um autor que me fascina e surpreende a cada obra que leio, e embora não tenha lido praticamente mais nada de Luís Filipe Silva, conheço-o pessoalmente graças à Oficina de Escrita Fantástica da Trëma, e tenho por ele um grande respeito e admiração.
Se já namorava este livro só por ter sido escrito por João Barreiros, graças aos últimos meses o facto de também ser um livro de Luís Filipe Silva apenas serviu para me aguçar o apetite até dimensões descomunais, sem que nada do que até agora foi mencionado tenha o que quer que seja a ver com as opiniões que eventualmente vou dar mais à frente. Seriam as mesmas se me fossem autores completamente desconhecidos. Andei com o título na mente durante meses, sempre a contar o tempo que faltava para fazer o último teste e o ir buscar à biblioteca. E assim foi: dia 20 fiz o meu último teste este ano, dando assim por terminado o 2º semestre do 2º ano, e no Sábado aproveitei a sessão da Oficina na Orlando Ribeiro para o ir requisitar. Juro que já há algum tempo que não ficava tão excitado por ter um livro nas mãos. A ansiedade de o abrir e de o devorar era tanta, mas tanta, que nem vos passa pela cabeça.
Claro que aproveitei para mostrar o livro ao Luís e dizer-lhe que o ia ler. Ele riu-se e aconselhou-me, em traços largos (ele que diga horrores do meu conto na próxima sessão da Oficina se estiver a mentir), que devia ter juízo em vez de andar a ler estas coisas. A única coisa que isto fez foi dar-me ainda mais vontade de ler o livro. Por nenhuma razão em especial, acho que nesse dia até a viagem de autocarro até casa me deu mais vontade de ler o livro. Eu queria era lê-lo. Surpreendentemente não o li tão depressa quanto esperava. É um livro grande, é verdade, mas com as ânsias com que eu estava, e com o que fui gostando do livro, devia tê-lo devorado em 2 ou 3 dias, mas levei mais ou menos uma semana.
A explicação que encontro é a enorme complexidade do romance, que é de facto um romance em mosaicos, intrincado e contorcido sobre si próprio, com 5 novelas a constituírem o corpo principal da história, antecedidas por um prólogo fantástico e cativante, e seguidas de 3 alternativas finais que são, no seu conjunto, uma das formas mais curiosas e fantásticas de se acabar um livro e fechar um enredo. Como já devem ter percebido, a história tem demasiados detalhes e é pura e simplesmente demasiado complexa para que qualquer resumo que eu vos dê lhe faça jus, mas fiquem com esta ideia: é uma luta entre várias raças alienígenas, com alguma da tecnologia tão avançada que chega a parecer magia. Um confronto entre humanos e as Potestades, com IXyitil sempre à espreita e vulpis, volpex, simulatrix, kreepos, inteligências artificiais e tantas outras raças e seres que seria tarefa inglória tentar nomeá-las. O que interessa é que um milhar e qualquer coisa de raças foram semi-capturadas e empurradas para a Terra, selando todas essas espécies numa espécie de terrarium gigantesco. Depois há porrada, há sangue e tripas, há momentos carregadíssimos de acção, há show-off de tecnologia de ponta e um enredo extremamente complicado em que quase nada do que parece, é.
Nem vos posso revelar tanta coisa quanto isso sobre a história. Mas posso falar-vos da escrita, que é muito boa, de uma forma general. Não vou arriscar dizer que consegui ver quem é que escreveu que parte, pois não conheço suficientemente bem a escrita de nenhum dos autores, mas há claramente duas vozes a contar esta história: uma, mais brutal, rápida e directa, sem tempo nem paciência para floreados, e que desconfio ser a do João Barreiros, é a mais comum ao longo do livro; mas também se vê uma escrita mais calma, mais pausada, mais dada a ligeiras divagações, mais "bonita" em termos de estilo, e que se coaduna muito bem com a imagem que tenho da escrita do Luís Filipe Silva.
Caso ainda não tenham percebido, delirei com este livro. Foi daquelas obras para a qual eu tinha expectativas muito altas, e que não só correspondeu a tudo o que eu imaginava, como ainda ultrapassou isso tudo!
Objectivamente falando, não é o melhor livro que já li, e tem algumas falhas em termos de conjugação dos dois estilos, e de ritmo, e da forma como a informação é dada e apresentada, mas isso também faz parte das suas características.
É um livro complexo, ainda por cima com referências e homenagens (revistas Pulp? Comics?) a várias outras obras de ficção científica que eu não apanhei na totalidade, de certeza, que quando tem hipótese de simplificar as coisas e deixar o leitor mais dentro de tudo o que se está a passar, faz um mortal encarpado à retaguarda e BAM!, vai-te lixar leitor, pões a mioleira a trabalhar e é se queres. Nesse aspecto é sublime.
E subjectivamente falando tenho apenas a dizer que caso alguém me pergunte qual é o meu livro favorito, finalmente sei o que responder.

Passatempo Cinema - NÃO INCOMODAR

A D'Magia em parceria com a Outsider Films tem para oferecer 20 convites duplos para a antestreia do filme "Não incomodar", dia 23 Junho, às 21.30h: 

Lisboa – Cinema UCI El Corte Ingles – 10 convites duplos
Porto – Cinema UCI Arrabida – 10 convites duplos

Sinopse:
Michel, apaixonado por jazz, encontra um álbum raro e sonha ouvi-lo em silêncio, na sua sala de estar. Mas o mundo parece ter conspirado contra ele: a sua mulher escolheu precisamente aquele momento para lhe fazer uma revelação prematura, o filho chega inesperadamente, um dos seus vizinhos bate à porta reclamando problemas de infiltrações, ao mesmo tempo que decorrem obras num dos quartos da sua casa, a cargo de um trabalhador polaco… ou será português? Já para não falar na famosa “festa dos vizinhos”.
Manipulador e mentiroso, Michel está disposto a tudo para não ser incomodado.
Mas o que terá de fazer para conseguir uma hora de paz?

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas: 
- Michel é apaixonado pelo o quê?
- Quem reclama dos problemas de infiltrações?

Regras do passatempo: 
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo e Número de BI ou CC.
2) O assunto do email deverá ter a menção: Não incomodar + Localidade Pretendida (Lisboa/Porto)
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 20 de Junho.
5) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.
6) Os nomes dos vencedores serão avisados através de email.

3 de junho de 2015

Opinião - O Anjo de Pedra - Katherine Scholes


Título: O Anjo de Pedra
Autora: Katherine Scholes
Editora: Chá das Cinco

Sinopse:
Stella Boyd é uma jornalista de sucesso que reporta de alguns dos lugares mais exóticos e perigosos do mundo. É jovem, independente e o seu lar é qualquer lugar onde o trabalho a leva. É então que um fax urgente chega e seis palavras ameaçam desmoronar o seu mundo: "O teu pai desapareceu no mar..."
Poucos dias depois, Stella está de volta à pequena vila piscatória onde cresceu. Há mais de quinze anos que não regressava e tem medo das recordações que a aguardam... Mas quando Stella participa na busca do pai, vê-se transportada para 1975. Para aquele Verão quando conheceu Zeph, um jovem que navegava o mundo sozinho. Um extraordinário Verão que acabou em tragédia...
Conseguirá Stella enfrentar ódios antigos para que o amor possa finalmente curar as suas feridas?

Opinião por Angelina Violante:
Tinha algumas reticências a gostar da leitura só por ler a sinopse, mas não sei porquê o título chamava-me. E ainda bem pois assim que comecei a ler o livro achei vai ser uma seca, mas perseverei e a coisa não tardou a mudar e a ficar bastante mais interessante. É uma linda história de amor, segredos e lealdades.
O final é surpreendente, é um livro muito forte em emoções, mais ou menos a meio do livro fartei de chorar e confesso que ouve uma altura em que até respirar me parecia doloroso, ou seja era como se o que se estava a passar com a Stella me tivesse a acontecer a mim.
De certeza que é um livro que não deixa ninguém indiferente.

2 de junho de 2015

Opinião - A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón


Título: A Sombra do Vento
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Dom Quixote

Sinopse:
Numa manhã de 1945 um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona.
Juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico e a comédia de costumes, "A Sombra do Vento" é sobretudo uma trágica história de amor cujo o eco se projecta através do tempo. Com uma grande força narrativa, o autor entrelaça tramas e enigmas ao modo de bonecas russas num inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, numa intriga que se mantém até à última página.

Opinião por Celina Rodrigues:
É uma leitura corrida e cativante, uma história com muitas voltas e personagens emocionantes. Além de tudo o que resulta bem na obra, desde a escrita à própria história, tem dois temas que me cativam muito: é sobre livros e passa-se em Barcelona. São marcantes os momentos em que se descreve como a guerra afecta a população. E não sei se é possível imaginar que exista um cemitério de livros esquecidos... Mas seria uma visita obrigatória para quem gosta tanto de livros como eu!
A sombra do vento é o título do livro que origina toda a história, de um adolescente que o encontra no cemitério de livros esquecidos, se apaixona pelo enredo e quer descobrir mais dados sobre o autor. A partir daí segue-se um rol de informações e histórias de vida que nos enredam e prendem. E vivemos a história do protagonista que busca o autor, e do autor cujos livros tendem a desaparecer, queimados, e são cada vez mais raros. Uma obra que me faz querer ler mais sobre o autor, não o Julian Carax personagem de ficção, mas sim de Carlos Ruiz Zafon.

1 de junho de 2015

Passatempo - A invenção da vida

A D'Magia em parceria com a Verso da História tem para oferecer um exemplar de "A invenção da vida" de Lourença Baldaque.

Sinopse:
Ao longo da noite de 31 de Dezembro, Mauro recorda as pessoas e os eventos mais marcantes da sua vida desde o ano em que deixou o Recife para viver em Portugal motivado pelo período conturbado do fim da Monarquia e implantação da República. A invenção da vida revela-nos como os lugares e os encontros são um factor decisivo para a descoberta de uma vocação, onde a revolução republicana surge como uma metáfora das batalhas que se travam intimamente como sendo as mais determinantes.  

Para te habilitares a ser o vencedor responde às seguintes perguntas:
1 - Em que noite Mauro recorda as pessoas e eventos mais marcantes?
2 - Onde vivia ele antes de vir para Portugal?

E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "A invenção da vida", até ao dia 21 de Junho, para literatura@dmagia.net. 
 
Regras do passatempo: 
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal. 
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia. 
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores. 
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia 
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo.  Não te esqueças de referir o teu nome de seguidor no email juntamente com os teus dados
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. Basta nos ires enviando os links.
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados.  
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio. 

Boa sorte a todos!!!

Opiinão - Primeiro Amor - James Patterson e Emily Raymond


Título: Primeiro Amor
Autores: James Patterson e Emily Raymond
Editora: Topseller

Sinopse:
Baseado em acontecimentos reais da vida de James Patterson.
Axi Moore era uma aluna aplicada. Mas não gostava de dar nas vistas e não contava a ninguém que o que realmente desejava era fugir de tudo. A única pessoa no mundo em quem confiava era Robinson, o seu melhor amigo, por quem estava secretamente apaixonada.
Quando finalmente decide seguir os seus impulsos e quebrar as regras, Axi convida Robinson para a acompanhar na sua longa viagem. Uma jornada intempestiva, marcada pela paixão oculta e pelo desejo de descobrir o mundo. Mas o que no início era apenas uma aventura livre e despreocupada em breve vai tomar um rumo perigoso e incontrolável. Envolvidos numa sucessão de acontecimentos violentos e dramáticos, os protagonistas são colocados à prova das mais variadas formas. Poderá a primeira grande paixão das suas vidas sobreviver a tudo, até que a morte os separe?
Um romance notável e extraordinariamente comovente, inspirado no próprio passado de James Patterson. Um testemunho impressionante sobre a força do primeiro amor e as suas consequências para o resto das nossas vidas.

Opinião por Clarinda Cortes:
Um livro que resolvi ler, por curiosidade em relação ao autor que desconhecia. Resultado “nim”. Passo a explicar.
Se, por um lado, é uma história bem escrita, de forma simples, clara e fluída, que prende o leitor ao seu desenrolar, por outro lado pareceu-me um “dejá vu”. Toca em muitos pontos “A culpa é das estrelas” de Green, no tema, na maioria dos acontecimentos e até no final. Quem leu os dois livros sabe do que estou a falar!
Em capítulos pequenos e de rápida leitura, Paterson conta-nos a história da Axi, uma menina certinha, boa estudante, que vive com o pai e foi abandonada pela mãe. Decide partir à aventura mas, acompanhada do seu melhor amigo, Robinson. Vivem a sua aventura a uma velocidade estonteante, ou não fossem adolescentes. Nada disso me espantou. Basta observar a maioria dos jovens hoje em dia e temos aqui um retrato fiel. Achei interessante que o caminho que Robinson traçou o levasse à sua casa, foi muito emotivo.
O livro está dividido em duas partes. Na primeira vivemos a alegria das personagens da aventura e da descoberta do amor. Na segunda o encarar dos problemas, a partilha, a união. Nesta segunda parte, deparamo-nos com a emotividade, a profundidade de sentimentos e o desejo de viver os sonhos. Por vezes a vida é madrasta e quando a palavra é “doença incurável” é ainda mais complicada. Os dias são vividos numa entrega sem limites, sem pensamentos, sem ambições, com amor apenas. Depois, para quem fica, resta-lhe apenas a memória e a saudade.
Uma leitura agradável e emotiva, mas a que faltou algo e que não me trouxe nada de novo!

A Bela Adormecida | Russian National Ballet

Fundado em 1989 por Sergei Radchenko, um dos mais importantes solistas do Teatro Bolshoi de Moscovo, o Ballet Nacional Russo tem um repertório que privilegia os bailados clássicos, que apresenta por todo o mundo há 25 anos.

Bailado em quatro actos com um prólogo, A Bela Adormecida é uma das produções mais famosas da companhia. Com música de Piotr Tchaikovsky, a versão do conto dos irmãos Grimm tem libreto de Charles Perrault, coreografia de Marius Petipa e interpretação de excelência pelos bailarinos do Ballet Nacional Russo.
A Bela Adormecida o espectáculo de Natal a ver no CCB!

M/6
QUANDO
11 e 12 de Dezembro | 21H00
12 Dezembro também às 16h

ONDE
Centro Cultural de Belém

QUANTO
Entre 10€ e 30€

LOCAIS DE VENDA
CCB, Teatro Tivoli BBVA, Coliseu do Porto, Casino Lisboa, FNAC,Worten, El Corte Inglés, CC Dolce Vita, Galerias Campo Pequeno, Abreu, CC Mundicenter, CC MMM e emwww.ticketline.sapo.pt
Informações & Reservas Ligue 1820 (24h)

Viagem Fantástica | CCB | 31 Julho

Concerto inédito junta a Orquestra Gulbenkian, Katia Guerreiro e três Grammy!
O concerto de encerramento da 41ª edição do Festival Estoril Lisboa junta aOrquestra Gulbenkian e Katia Guerreiro a três vencedores dos Grammy, David Alan Miller (maestro) e Evelyn Glennie (percussão), em 2014, e o compositor norte-americano Michael Daugherty, em 2013. À estreia em Portugal de Dreamachine para Percussão e Orquestra (Michael Daugherty, 2014), junta-se o fado de Katia Guerreiro e a grandiosa obra The Fall of Constantinopla (A Queda de Constantinopla), do turco-norte-americano Kamran Ince. 

Uma viagem fantástica por mundos e histórias que se entrecruzam no tempo e que a Orquestra da Gulbenkian junta no palco do CCB!


QUANDO
31 de Julho | às 21h

ONDE
CCB

QUANTO
Entre 10€ e 27,50€

BILHETES À VENDA
CCB, Teatro Tivoli BBVA, Casino Lisboa, FNAC,Worten, El Corte Inglés, CC Dolce Vita, Galerias Campo Pequeno, Abreu, CC Mundicenter, CC MMM e em www.ticketline.sapo.pt. Informações & Reservas Ligue 1820 (24h)

O primeiro livro de Rita Redshoes: tem sonhos, tem música para dormir


Título: Sonhos de Uma Rapariga Quase Normal 
Autor: Rita Redshoes 
N.º de Páginas: 192
PVP: 18,00 € 
Nas livrarias a 20 de Maio 
Guerra e Paz|Clube do Livro SIC 

Sinopse: 
Rita Redshoes sonha. Pode sonhar com Obama ou Maria Callas, com Passos Coelho ou António Costa, pode sonhar com uma orquestra de animais, uma chuva de balas, uma valente chapada. Rita sonha e lembra-se de tudo. Para cada sonho fez uma ilustração. 40 ilustrações, 40 sonhos: era destes sonhos que queríamos ser feitos. 

«Nem queria acreditar: estava grávida, com uma barriga avantajada e era Verão. Estava na antiga casa dos meus pais a conversar com a minha mãe, o meu irmão e a prima Mafalda. «É que não faço ideia como é que fiquei tão grávida de repente!», de um sonho de Rita Redshoes 

Oferta do download de música inédita, criada por Rita Redshoes para dormir e sonhar.

Sobre a autora: 
O mundo descobriu-a com “Dream On Girl”, a sua primeira afirmação a solo na colectânea “Novos Talentos – FNAC 2007” mas o seu percurso iniciou-se uns tempos antes quando, ainda “Rita Pereira”, integrou alguns projectos musicais dos quais se destacou o grupo Atomic Bees com o qual gravou, em 2000, o disco “love.noises.and.kisses”. Integrou ainda a banda de David Fonseca com quem gravou “Hold Still” incluído no disco “Our Hearts Will Beat As One”, o segundo disco a solo do músico. 

A solo publicou três discos – “Golden Era” (2008), “Lights & Darks” (2010) e este ano “Life Is A Second Of Love”. É no panorama musical actual um caso raro talento contando até à data com um impressionante conjunto de canções – “The Beginning Song”, “Choose Love”, “I Should Go”, “Captain Of My Soul” ou as mais recentes “Broken Bond” e “White Lies”, são apenas alguns dos exemplos do talento e sensibilidade de Rita Redshoes. 

Ao vivo, efectuou apresentações em Portugal, Espanha, França, Hungria, Bélgica, Holanda, Suécia, Brasil e Estados Unidos. Em parceria com The Legendary Tigerman compôs as bandas sonoras ´da peça de teatro “O Jogador” (Tolstoi enc. Gonçalo Amorim) e dos filmes “O Facínora” (Paulo Abreu) e “Estrada de Palha” (Rodrigo Areias) com o qual recebeu o “Prémio Sophia” da Academia do Cinema Português entre outras distinções. 

Encontra-se neste momento em fase de apresentação de “Life Is A Second Of Love”, um disco gravado entre Portugal e o Brasil 

Discografia: 
Golden Era (2008) 
Lights & Darks (2010) 
Life Is A Second Of Love (2014)