Autor: Kevin Powers
Editora: Bertrand
Sinopse:
A
guerra tentou matar-nos na primavera.» Assim começa este poderosíssimo
relato de amizade e perda. Em Al Tafar, no Iraque, o soldado Bartle, de
vinte e um anos, e o soldado Murphy, de dezoito, agarram-se à vida
enquanto o seu pelotão inicia uma batalha sangrenta pela cidade. Unidos
desde os treinos, altura em que Bartle fez a promessa de trazer Murphy a
salvo para casa, são os dois lançados para uma guerra para a qual
nenhum está preparado. Nos infindáveis dias que se seguem, os dois
jovens soldados fazem tudo para se protegerem um ao outro das forças que
os pressionam de todos os lados: os insurgentes, a fadiga física e o
stresse mental, produtos de uma situação de perigo constante. Quando a
realidade começa a perder os contornos e se transforma num pesadelo,
Murphy torna-se cada vez mais desligado do mundo à sua volta e Bartle
faz coisas que nunca imaginara vir a fazer. Com uma profunda carga
emocional, Os Pássaros Amarelos é um romance inovador, destinado a
transformar-se num clássico.
Opinião por Ana Catarina Alexandre:
Kevin Powers tem, à partida, duas vantagem
sobre todos aqueles que queiram tentar escrever sobre a guerra no Iraque: ele
esteve lá e não imagino que seja fácil passar tudo o que viveram para palavras.
E é isso que torna o livro tão realista, aqueles pormenores que só alguém que
tenha estado lá pode conhecer, pequenas coisas que são enormes. Penso que deve
ter sido particularmente difícil admitir determinadas situações (como o
festejar internamente cada morte como se fosse um comprovativo de que era
suposto continuarem vivos).
O livro é interessante, a história está bem contada e bem construída, alternando capítulos da guerra com capítulos das diversas etapas do regresso a casa (que poderiam ser enfadonhos, mas não o são, embora sejam mais lentos). O autor tem uma tendência para descrever os locais e sentimentos com algum afinco sem, no entanto, se deixar perder neles.
O único problema que senti no livro, e daí as quatro estrelas em vez de cinco, foi a falta de empatia para com as personagens. Talvez seja defeito meu, talvez não tenha havido empatia porque não sei o que aquilo é nem sei o que é ter alguém fora a lutar pelo país (ou por outra coisa qualquer).
No entanto, é de salutar alguém que consegue escrever duas páginas de um monólogo interno sem pontos finais, mas que faz pleno sentido e que nem poderia ter sido escrito de outra forma. Acredito que este é um primeiro trabalho de muitos que virão, e que certamente se demarcará mais tarde na história como o primeiro grande romance escrito sobre uma guerra que todos acompanhámos pela tv, mas da qual raramente sabemos os pormenores.
O livro é interessante, a história está bem contada e bem construída, alternando capítulos da guerra com capítulos das diversas etapas do regresso a casa (que poderiam ser enfadonhos, mas não o são, embora sejam mais lentos). O autor tem uma tendência para descrever os locais e sentimentos com algum afinco sem, no entanto, se deixar perder neles.
O único problema que senti no livro, e daí as quatro estrelas em vez de cinco, foi a falta de empatia para com as personagens. Talvez seja defeito meu, talvez não tenha havido empatia porque não sei o que aquilo é nem sei o que é ter alguém fora a lutar pelo país (ou por outra coisa qualquer).
No entanto, é de salutar alguém que consegue escrever duas páginas de um monólogo interno sem pontos finais, mas que faz pleno sentido e que nem poderia ter sido escrito de outra forma. Acredito que este é um primeiro trabalho de muitos que virão, e que certamente se demarcará mais tarde na história como o primeiro grande romance escrito sobre uma guerra que todos acompanhámos pela tv, mas da qual raramente sabemos os pormenores.
1 comentário:
Tenho este livro por ler e muita curiosidade.
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