8 de abril de 2016

Novidade Bertrand | Colm Tóibín - Nora Webster


Sinpose:
O extraordinário novo romance de Colm Tóibín apresenta-nos a inesquecível Nora Webster. Viúva aos quarenta anos, com quatro filhos e pouco dinheiro, Nora perdeu o amor da sua vida, o homem que a salvou do mundo opressivo em que ela nasceu. E agora tem medo de ser arrastada novamente para ele. Magoada, egoísta, com uma vontade de ferro e a viver numa pequena comunidade, Nora mergulha na sua dor e ignora a dos filhos, que perderam o pai. Tem no entanto momentos de espantosa empatia e sabedoria e, quando começa a cantar de novo, depois de décadas, encontra um refúgio e um porto de abrigo.

7 de abril de 2016

Novidade Guerra e Paz | O Acordo Ortográfico de 1990 não está em Vigor


Sinopse:
Este livro demonstra, em três textos lapidares, que a ortografia em vigor em Portugal é a de 1945. Em primeiro lugar, por não ter sido juridicamente revogada, em segundo lugar, porque o processo de entrada em vigor do AO de 1990, não tendo o Governo cumprido os passos processuais que a sua aprovação implicava, é como se legalmente não existisse. São três estudos que, em vez de serem análises frias ou mornas, são bem quentes, isto é, propositadamente provocadoras de discussão real, invectivando os adversários a vir à luta sabática, linguística e jurídica, a fim de clarificar, quanto antes e definitivamente, uma situação em que se está abusivamente mutilando a língua portuguesa.

Opinião – “Criminoso” de Ariel Vromen


Sinopse
A história do homem certo no corpo errado. Num derradeiro esforço para travar um plano diabólico, as memórias, segredos e competências de um operacional da CIA morto (Ryan Reynolds) são implantadas num imprevisível e perigoso psicopata condenado (Kevin Coster), na esperança que este venha a completar a missão de que o operacional estava encarregue.

Com um elenco fenomenal, que conta ainda com Tommy Lee Jones, Gary Oldman e Gal Gadot, “Criminoso” é o mais recente trabalho de Ariel Vromen, o realizador de “Um Homem de Família” e do argumentista de “O Rochedo”.

Opinião por Artur Neves
O terrorismo internacional está na moda pelas piores razões que todos conhecemos e o cinema utiliza essa realidade para nos elucidar sobre as piores previsões a que o mesmo pode chegar, lançando mão da sofisticação científica existente no mundo ocidental, ou ainda, da antecipação previsível a que esse desenvolvimento nos pode conduzir, que se concretiza na história contada neste filme. É pois uma história de acção a rodos que não pode deixar de incluir uma perseguição automóvel com os inerentes “car crashings” de belo efeito, catalisadores de uma emoção que a história realmente não tem.
Os argumentos de espionagem internacional, com intrigas entre potências rivais é por si só um tema suficientemente rico para conseguir desenvolver emoção, surpresa, expectativa e outros sentimentos contraditórios que prendem o espectador à acção sem necessidade de lhe tentarem “vender” uma hipotética “transmissão de pensamento”, literalmente falando, entre um agente da CIA morto em serviço e um criminoso (que dá o nome ao filme) quase “primata”, selvaticamente violento, com carências cognitivas de índole pessoal e social que lhe conferem características quase inumanas, interpretado por um Kevin Costner em fim de carreira.
Esta escolha porém não é inocente, porque como nos é dado conhecer, a tal “transmissão de pensamento” produz um efeito corrector dos desvios intrínsecos da personalidade do sujeito que fazem emergir a faceta paternal do actor, quase “lamecha”, e então tudo fica correcto para os desígnios da “inteligence agency” mais famosa do mundo que assim pode salvar a humanidade do colapso para que todos possamos dormir descansados e protegidos e ficar bem na fotografia.
Este assunto sobre segurança internacional é suficientemente interessante para nos apresentar histórias de espionagem com maior rigor formal do que esta, sem ser necessário recorrer aos limites da ficção científica como é caso do transplante de memória entre humanos, que aliás constitui assunto já abordado em filmes de ficção científica. Não sou contra esta área de utilização cinematográfica e muito menos, sobre a abordagem de assuntos tecnológicos de ponta, não compreendo é que a sua utilização permita, assim com um estalar de dedos, transformar um “criminoso” num pai protector só para amenizar uma história de contornos forçados que não nos convence tal como nos é contada.
Fica-nos porém todo o resto de um filme de acção, com todos os ingredientes mais ou menos comuns, bem feito, com efeitos especiais espectaculares q.b., que se vê com agrado, não fosse a grande mistificação anteriormente referida. Para “ele”, excluindo “esta”, vai toda a classificação mencionada a seguir.
Classificação: 5 numa escala de 10

Novidade Alêtheia | Churchill dixit - frases célebres e aforismos


Sinpose:
Este volume reúne citações famosas de Winston Churchill, com as quais inspirou, uniu e liderou a sua nação e os aliados rumo à vitória na Segunda Guerra Mundial. São frases‐chave com as quais ganhou a admiração tanto dos seus apoiantes como dos seus rivais. O nome de Winston Churchill e as suas palavras contundentes, marcadas por uma grande originalidade, continuam a ser reverenciados e a exercer um enorme fascínio na atualidade.

6 de abril de 2016

Novidade Porto Editora | Eu Experimentei a Dieta dos Famosos e Sobrevivi


Sinopse:
Elizabeth Taylor misturava requeijão e natas ácidas, Madonna sobrevive graças a algas e Marilyn Monroe bebia ovos crus batidos com leite morno. Onde há uma estrela de Hollywood a oferecer conselhos sobre nutrição, lá está Rebecca Harrington, disposta a segui-los.
Enfrentando desmaios, borbulhagem e a possibilidade de apanhar salmonelas, Rebecca investiga onde adquirir haggis ilegal a fim de festejar ao estilo de Pippa Middleton, anda às voltas no seu apartamento até altas horas da madrugada graças às dez Coca-Cola Light que bebe para imitar Karl Lagerfeld, e tenta algo que é conhecido pela desagradável expressão de «Descarga de Água Salgada», tal como Beyoncé.
Seguindo os conselhos de ícones de beleza como Posh Spice (alcalina!), Sophia Loren (massas!) e Cameron Diaz (papas de aveia!), eu experimentei AS DIETAS DOS FAMOSOS e sobrevivi é surpreendente, ocasionalmente indigesto, e sempre muitíssimo divertido!

Mad Dragon Seeker | White Lights


5 de abril de 2016

Opinião - "A Espera" de Piero Messina



Sinopse:
Anna passa os seus dias em solidão, deambulando pelos grandes quartos de uma antiga mansão com sinais de decadência. A bela e agreste paisagem siciliana que circunda a casa isola-a, ao mesmo tempo que o nevoeiro que se vai instalando afectam a visibilidade. Só os passos de Pietro, o encarregado, quebram o silêncio. De repente, surge Jeanne, uma jovem que diz ser namorada de Giuseppe, o filho de Anna. Ele convidara-a a ir ter com ele à Sicília para passarem uns dias juntos. As duas mulheres não se conhecem. Anna nem sequer sabia da existência de Jeanne. E Giuseppe não está. Para onde foi ele? As suas coisas estão lá todas, no seu quarto. Ele voltará muito em breve, diz Anna... Os dias passam, as duas mulheres vão-se conhecendo, e juntas dispõem-se a esperar pela Páscoa, altura em que Giuseppe irá finalmente regressar a casa e uma enorme procissão tradicional desfilará pela vila.

Opinião por Marta Nogueira
O filme "A Espera" do estreante Piero Messina oferece-nos o retrato de uma mãe em luto. Mas esta mãe recusa despedir-se. Está determinada a prolongar ao máximo a existência do seu filho, para lá do impossível. Inspirado pela história verdadeira de um pai que se recusa a acreditar na morte do filho provocando nos que o rodeiam um fingimento piedoso, Messina inspirou-se certamente também no seu mestre, Paolo Sorrentino, de quem foi assistente de realização, para criar este drama contido e sofrido. Cheio de metáforas visuais que nos reconduzem permanentemente para o sofrimento de Maria, mãe de Cristo cruxificado, o argumento escrito por 4 pessoas, uma delas Messina, não consegue esconder a falta de imaginação na colocação deliberada de peças supostamente introduzidas para credibilizarem a mentira criada em torno da morte do seu filho, para que a namorada Jeanne não perceba que ele não poderá regressar mais. Na vida real uma história destas não teria pernas para andar mais do que um dia, até que Jeanne se apercebesse do que se estava realmente a passar. Aqui resulta porque tem de resultar, ou não haveria filme para ninguém.
Se nos esquecermos disso, e nos concentrarmos nos desempenhos dos actores desta história, teremos uma experiência intensa. Juliette Binoche encabeça o elenco com a sua já habitual e magistral verdade de representação, e prova que ainda é possível envelhecer no écran de forma bela sem a ajuda de incrementos. Deve ser das poucas actrizes que tem resistido estoicamente às plásticas. A jovem Lou de Lâage dá-lhe a contracena perfeita e não se intimida junto da mítica actriz francesa e Giorgio Colangeli, que interpreta o críptico empregado de Anna, que sabe o que se passa mas que tolera a mentira da sua patroa até um certo ponto, oferece-nos um condimento de mistério que nos deixa em suspense sobre as suas decisões relativamente à patroa - ele destruirá a mentira ou não?
Com este filme consegui ter uma pequena noção do que significará perder um filho e um filme que nos oferece isso é muito, muito, muito grande.
Como uma mãe é capaz de percorrer distâncias inconcebíveis para preservar a vida de um filho, mesmo quando essa vida já não existe, e mesmo que seja a custo dos sentimentos de terceiros. Mas quem não será capaz de perdoar esse pecado a uma mulher que carrega a dor mais inadmissível da humanidade? Ninguém.
 

Bertrand | "Shakespeare – O mundo, um palco" de Bill Bryson


Shakespeare – O mundo, um palco
Bill Bryson
 
Nos quatrocentos anos da morte de William Shakespeare.
 
«Há mais de duzentos anos, o historiador George Steeevens manifestou a opinião, daí para cá incessantemente repetida, de que tudo quanto sabemos a respeito de William Shakespeare se resume a meia dúzia de factos: nasceu em Stratford-upon-Avon, lá constituiu família, foi viver para Londres, tornou-se ator e escritor, voltou para Stratford, fez o testamento e morreu. Já então, isto não era inteiramente verdade, e hoje ainda é menos, mas também não anda muito longe.» 
Apesar de ser matéria de estudo e interesse por parte de historiadores, curiosos e leitores, a vida e o percurso de Shakespeare continuam rodeados de mitos. Com toda a clareza e precisão, Bill Bryson tenta desvendar o homem por detrás da confusão de factos dispersos que compõem o retrato de William Shakespeare.
Bryson percorre os esforços dos primeiros estudiosos até às teorias dos académicos mais sonantes da atualidade, incluindo os mais excêntricos, como Delia Bacon, que afirma que a obra que conhecemos como sendo da autoria de Shakespeare foi na realidade escrita por Francis Bacon.
Num registo que nos documenta as viagens e situações que viveu enquanto reunia o material necessário para o livro, Bryson exalta e homenageia William Shakespeare, um dos escritores mais geniais de sempre. E ninguém beneficia mais da perspicácia, o ceticismo e brilhantismo de Bryson do que o próprio Shakespeare.

Autor:
Bill Bryson nasceu no Iowa. Viveu em Inglaterra durante vinte anos, altura em que trabalhou no Times e no Independent e escreveu para as principais publicações britânicas e norte-americanas. A sua obra inclui livros de viagens, como Nem Aqui, Nem Ali, Crónicas de Uma Pequena lha, Diário Africano e Por Aqui e Por Ali, livros de divulgação, como Breve História de Quase Tudo, e uma biografia: Shakespeare. Vive nos Estados Unidos com a mulher e os quatro filhos
 

Passatempo Cinema - TRUMAN

A D'Magia em parceria com a Outsider Films tem para oferecer 10 convites duplos para a antestreia do filme "Truman", dia 19 de Abril, às 21.30h:

Lisboa – Cinema Monumental10 convites duplos


Com Javier Cámara e Ricardo Darín (O Segredo dos Seus Olhos)

VENCEDOR DE 5 PRÉMIOS GOYA 
Melhor Ator, Melhor Ator Secundário, Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Argumento Original 

SELEÇÃO OFICIAL TIFF - TORONTO INTERNATIONAL FILM FESTIVAL 

O VALOR DA AMIZADE 
UM FILME SOBRE O RESPEITO PELOS ANIMAIS 
UMA HISTÓRIA DRAMÁTICA REPLETA DE HUMOR 

Sinopse: 
Quando Julián (Ricardo Darín) recebe uma visita inesperada do seu amigo de infância Tomás (Javier Cámara) que vive no Canadá, o encontro é ao mesmo tempo doce e amargo. Este reencontro, depois de vários anos, será também o último. Depois de lhe ser diagnosticado um cancro terminal, Julián decide pôr fim ao tratamento continuado que se encontra a receber, para poder concentrar-se em deixar todos os seus assuntos em ordem: a distribuição dos seus bens, todas as diligências do seu funeral, e acima de tudo, encontrar um lar para o seu mais fiel amigo – o cão Truman.
Entre diálogos repletos de humor e passeios pelas ruas de Madrid visitando livrarias, restaurantes, médicos e veterinários, a relação dos dois amigos vê-se fortalecida, sendo cada vez mais difícil a separação.

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas:
- Quem interpreta Julian?
- Quais os 5 prémios que este filme ganhou?

Caso nos sigas nas nossas outras plataformas, a tua participação conta como mais uma por cada plataforma em que nos seguires. Basta nos referires na tua participação o teu nome de seguidor em cada uma delas. As nossas plataformas são: 

Blog D'Magia LifeStyle / Inconfidências de Pedaços Rasgados de Memória - https://www.pedacosrasgadosdememoria.blogspot.com

Regras do passatempo:
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo, Número de BI ou CC, Nome de Fã no Facebook e Nome de Seguidor no Blog
2) O assunto do email deverá ter a menção Truman + Localidade Pretendida (Lisboa/Porto)
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) É obrigatório seres nosso Fã no Facebook e Seguidor no Blog.
5) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 17 de Abril
6) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.
7) Os vencedores avisados através de email.

Opinião – “Cinzento e Negro” de Luís Filipe Rocha


Sinopse


Produzido pela Fado Filmes, este filme conta a história de Maria, traída pelo companheiro. David, quando este lhe rouba um saco de dinheiro e fog, refugiando-se na ilha do Pico. Furiosa e determinada a vingar-se, ela propõe a um inspector da Polícia Judiciária, Lucas, perseguir e encontrar o companheiro. Entretanto David, numa visita à ilha do Faial, apaixona-se por uma faialense, Marina, empregada do mítico bar Peter Café Sport. Maria e Lucas procuram David nos Açores, cruzam-se com Mariana no Faial e os três vão descobrir David na sua casa da montanha, no cimo do Pico. Num confronto final, como numa tragédia grega, Maria e David ajustam as contas que o destino lhes traçou.

Opinião por Artur Neves

Estamos em presença de um drama com todos os condimentos inerentes, que nem o facto de ser uma película colorida, embora com cores carregadas, lhe tira intensidade a esta história que vem a revelar-se trágica, como mais tarde se saberá.
Luís Filipe Rocha que ao longo da sua filmografia nos tem apresentado filmes de uma realidade crua e autêntica, sendo os primeiros mais politizados e actualmente eivados de uma visão mais social dos problemas humanos, oferece-nos desta vez uma história (de que ele é também o autor do argumento) de quatro pessoas muito diferentes que o acaso cruzou, cada uma com os seus objectivos e a sua forma particular de encarar a vida em busca de uma verdade que para cada um tem contextos muito diferentes.
A história começa por nos ser apresentada sem que saibamos o que quer que seja sobre os intervenientes em presença num jogo de palavras e de atitudes para as quais não possuímos qualquer conhecimento dos seus objectivos ou motivações, aprofundando a nossa curiosidade sobre aquelas pessoas que presumimos saberem o que pretendem. Lentamente o filme vai revelando o carácter de cada interveniente até que ficamos com toda a informação necessária para compreender o desfecho daquela reunião, com objectivos dissociados e inconciliáveis cujo resultado nos surpreenderá.
Normalmente associamos o amor à comunhão, à compreensão, ao perdão, incentivados pela possibilidade de redenção dos eventuais erros cometidos por cegueira ou desconhecimento que esse mesmo amor vem iluminar e ajudar a compor um futuro melhor. Nada disso porém acontece aqui, a vingança é determinante e marca o ritmo da caminhada. Só o sangue pode satisfazer a ofensa de um coração apaixonado, dependente, jazente de um amor doentio que sobrevive na escuridão de uma solidão sem fim que nenhuma luz é capaz de mitigar.
O amor generoso também está presente, mas não se consegue afirmar neste ambiente de raiva e ganância com objectivos imutáveis. Participa com um sorriso complacente, para um destino inexorável do qual não sairá porque realmente nunca entrou, mas apenas partilhou na caminhada final.
Para o que é normal dos filmes nacionais, este é um filme longo, mas não sentimos a sua extensão, porque os pormenores vão sendo revelados com a oportunidade que a acção necessita e isso prende-nos ao ecrã, à história, aos silêncios e às palavras, aos pormenores dos movimentos de câmara, aos rostos e aos sentimentos que os animam, nada é deixado no vácuo ou fica sem resposta, constituindo um bom exemplo do cinema Português de qualidade. Recomendo vivamente.
Classificação: 7,5 numa escala de 10

4 de abril de 2016

Arte Plural | Coma Bem Sinta-se Bem da Drª Sarah Brewer

2 de abril de 2016

Novidade Jacarandá | Tostas Gourmet


Sinopse:
Mais de 70 receitas de tostas irresistíveis
A fast food mais requintada
Os insaciáveis apreciadores de boa comida, um pouco por todo o lado, seguem a tendência de preparar refeições simples e substanciais com ingredientes deliciosos, preparados sobre tostas de pão de massa lêveda, espelta e centeio.
Desde as tostas para o pequeno-almoço, como a de Chocolate para Barrar e Queijo Creme, passando pelas tostas para o almoço, que incluem delícias como a de Abacate e Tahini com Grão-de-Bico Torrado, as tostas para snacks e canapés, como o Minicroque Monsieur e Madame, até às tostas para o jantar, como a de Hummus Morno e Borrego Condimentado, cada receita vem acompanhada por uma fotografia e instruções fáceis de seguir.
Um livro perfeito tanto para viciados em tostas como para aprendizes e cozinheiros experientes. Tudo é bom. Sobre tosta. São as tostas gourmet.

UAU | STOMP em Abril

Video

Opinião - Arte - Teatro Tivoli BBVA



Sinopse:
Arte. O que a define? Quais os seus limites? Quando o deixa de ser, para passar a ser algo menos?
Esta é a premissa da peça “Arte”, escrita por Yasmina Reza e encenada por Adriano Luz e Carla de Sá, que trás três amigos, João Lagarto, Vítor Norte e Adriano Luz, a uma acesa discussão sobre um quadro, branco com riscas brancas, transversais, pintado pelo conceituado artista Antrios, pelo qual deles se apaixona ao ponto de gastar uma fortuna para o possuir, para grande desgosto de um dos amigos, que nada vê senão um quadro branco, e o outro que, de feitio mais simples e vontade de agradar ambos os lados, fica a meio termo.


Opinião:
Esta peça lida com um dos mais complicados tópicos de discussão, a apreciação da arte. Cada um de nós traz consigo preconceitos e ideias sobre o que é, e o que não é, arte. Para mim, há três distinções possíveis: é arte, e eu gosto; é arte, mas não gosto; não considero arte. O “Caso Anteros” que a peça nos propõe para mim dança no limiar das duas primeiras distinções. Consigo entender a beleza de um quadro branco, com riscas transversais brancas que criam efeitos de sombras interessantes, tornando a peça em arte, mas não consigo traduzir essa beleza nos 30 mil euros que a personagem paga pelo quadro.
Neste caso, identifico-me com a personagem de Adriano Luz, Ivo, que gosta do quadro, é tocado por ele (como qualquer peça de arte deve tocar quem a aprecia), mas, na sua simplicidade de gostos e de vida, não entente tamanho valor para tão pouco conteúdo. Esta personagem faz-me lembrar um pouco Alberto Caeiro, pseudónimo de Pessoa, na sua simplicidade desconcertante de ver o mundo.
Por outro lado, entendo o argumento da personagem de Vítor Norte, Sérgio, o apaixonado pelo Antrios, que está disposto a pagar um balúrdio para poder tê-lo em sua casa. É notório que a peça lhe toca de maneiras extremas, vendo nela muito mais do que riscos brancos em fundo branco. Há mais para lá deste Antrios, e Sérgio consegue senti-lo.
Sente-o o suficiente para por em causa uma amizade de longo tempo com Mário, que nada vê na peça a não ser o que é visível, nada nela encontra de transcendente. É apenas riscos brancos, transversais, numa tela branca. Nas suas palavras, “uma merda”. Mário fica de facto afectado com a possibilidade de o amigo, que tão bem conhece, possa ter tão mau gosto, chegando a ver nele pedantismo, a pior característica que poderia encontrar em alguém por quem tem tanta estima.
Mas a peça é sobre muito mais do que o valor subjectivo da arte. É sobre três amigos, de longa data, que se conhecem muito bem mas possuem gostos, opiniões, visões de vida e valores diferentes. É sobre esses amigos a levarem a sua amizade a um extremo, à zanga, pueril própria de homens que se conhecem há demasiado tempo, por assuntos inocentes que trazem subjacentes mágoas passadas, levando-os a situações tão ridículas como a cena da pancada entre Mário e Sérgio, na qual a única baixa é Ivo, ao tentá-los separar. Os espectadores (principalmente os homens) encontrarão invariavelmente paralelos nas suas amizades de infância que perduram até à maturidade, muitas vezes para espanto das pessoas de fora, que nada encontram de comum entre eles depois das voltas que a vida adulta traz. A verdade é que apesar daquilo que as pessoas se tornam enquanto adultos, uma amizade destas é muito mais do que apenas se há ou não coisas em comum.
As situações retratadas são constantemente divertidas, mas com uma subnota constante que nos faz ponderar sobre o valor da amizade. Mostra o ridículo do nosso orgulho, da (pouca) vontade que normalmente temos em aceitar opiniões diferentes das nossas, e faz-nos considerar até que ponto devemos levar esse orgulho, até que ponto não vale mais a nossa amizade. A certo ponto, somos levados pelas personagens para lá da discussão sobre arte para o que está verdadeiramente subjacente: as mentiras que dizemos para não magoar o amigo, as opiniões que guardamos para nós para, num momento de fraqueza (como uma discussão), usarmos como arma, as dores de vermos a relação de amizade a mudar, darmos de caras com a realidade de modos de vida que nunca pensámos satisfatórios para alguém que julgamos conhecer tão bem.

Passatempo Cinema - SOUTHPAW – CORAÇÃO DE AÇO

A D'Magia em parceria com a Pris Audiovisuais tem para oferecer 10 convites duplos para a antestreia do filme "Southpaw - Coração de Aço", dia 6 de Abril, às 21.30h:

Lisboa – Cinema NOS Alvalaxia5 convites duplos
Porto - Cinema NOS Gaia Shopping 5 convites duplos

Sinopse: 
Do aclamado realizador Antoine Fuqua (DIA DE TREINO) e do argumentista Kurt Sutter ("Sons of Anarchy"), SOUTHPAW - CORAÇÃO DE AÇO conta a história fascinante de Billy Hope "O Grande", o Campeão Mundial de Pesos-Pesados (Nomeado ao Oscar® Jake Gyllenhaal). Billy aparentemente tem tudo que um homem deseja - uma impressionante carreira, uma linda e amorosa esposa (Rachel McAdams), uma filha adorável (Oona Laurence) e um estilo de vida luxuoso. Quando ocorre a enorme tragédia e o seu empresário e amigo de longa data (Curtis "50 Cent" Jackson) o abandona, Billy atinge o fundo do poço e começa a frequentar um ginásio degradado onde conhece o improvável Willis Tick (Vencedor do Oscar® Forest Whitaker), um lutador reformado e agora treinador dos mais duros pugilistas amadores da cidade. Para poder controlar o seu destino, Billy entra no combate mais duro da sua vida com o único objectivo de reconquistar a guarda e o amor da sua filha e a sua própria redenção.

Determinado a não fazer de SOUTHPAW "apenas mais um filme de boxe", o realizador quis contratar um ator que estivesse disposto a assumir o papel de Billy "The Great" da maneira mais literal, brutal e concebível - existe poucos efeitos, pouca dependência de edição – e era importante que todas as sensações do protagonista passasse para o espetador da maneira mais limpa possível. "A razão pela qual eu gosto de interpretar determinadas personagens é por causa da dúvida que eu tenho na minha capacidade de fazê-lo", diz Gyllenhaal. "Antoine acreditou em mim e eu acho que a crença em alguém permite que você faça o seu melhor trabalho. "  

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas:
- Como se chama o relaizador deste filme?
-Quem interpreta Billy?

Caso nos sigas nas nossas outras plataformas, a tua participação conta como mais uma por cada plataforma em que nos seguires. Basta nos referires na tua participação o teu nome de seguidor em cada uma delas. As nossas plataformas são: 

Blog D'Magia LifeStyle / Inconfidências de Pedaços Rasgados de Memória - https://www.pedacosrasgadosdememoria.blogspot.com

Regras do passatempo:
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo, Número de BI ou CC, Nome de Fã no Facebook e Nome de Seguidor no Blog
2) O assunto do email deverá ter a menção Southpaw - Coração de Aço + Localidade Pretendida (Lisboa/Porto)
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) É obrigatório seres nosso Fã no Facebook e Seguidor no Blog.
5) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 4 de Abril
6) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.
7) Os vencedores avisados através de email.