18 de janeiro de 2016

Opinião - "O Regresso" de Alejandro Iñárritu



Sinopse:
1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy). Entretanto, mesmo com toda a adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.
 
Opinião por Marta Nogueira
O Regresso é baseado em parte na história do verdadeiro Hugh Glass, de que pouco se sabe para além de que foi um caçador que sofreu o terrível ataque dum urso pardo e terá sido capturado e vivido alguns anos entre a tribo índia dos Pawnee, tendo casado com uma nativa.
Iñárritu adaptou em parte também o romance de Michael Punke "The Revenant: A Novel of Revenge" para contar este absoluto tour de force oferecido a Leonardo DiCaprio (mais um), o menino prodígio que de menino já só mantém o rosto eternamente jovem e que prossegue a sua carreira prodigiosa e brilhante, sem falhas.
A palavra "revenant" não tem tradução directa para português, significando "alguém que regressa depois da morte ou de uma longa ausência" e é uma expressão utilizada desde o século XIX pelos franceses para descrever um fantasma. E, de facto, adapta-se na perfeição ao relato de absoluta resiliência que Iñárritu constrói através de uma reconstituição histórica extraordinariamente bem urdida sobre este caçador de peles com um instinto de sobrevivência quase absurdo, que resiste ao horrífico ataque de um urso pardo, ao assassínio do seu filho pela mão de um dos seus companheiros de viagem que, por sua vez, o abandona à morte certa no meio de um Inverno rigorosíssimo e, finalmente, à sua própria perseguição para se vingar daquele.
O realizador mexicano apropria-se de um dos mais populares e acarinhados símbolos da mitologia americana - os exploradores de novas fronteiras - para narrar o confronto entre dois estilos de sobrevivência absolutamente opostos. De um lado a respiração e os olhos de DiCaprio, puros e íntegros, teimosos e orgulhosos, do outro a raiva, os esquemas, as maquinações de Tom Hardy, o actor inglês a quem foi entregue o papel da nemesis de Glass, John Fitzgerald.
E se o filme é carregado pela respiração e pelo olhar de DiCaprio, que enche o écran com o seu desempenho, o inglês Hardy tem o papel da sua vida, com uma transformação física e linguística soberba, escandalosamente ignorada pelos recentes Globos de Ouro mas não pelos próximos Oscares. Ambos estão nomeados, respectivamente para Actor Principal e Actor Secundário, bem como Iñárritu para realizador e o próprio filme que carrega um total de 12 nomeações e poderá ser o grande vencedor da noite.
Seguindo a tradição de Hollywood, o bem vence o mal e são os olhos de DiCaprio, um azul carregado de teimosia e resistência, que nos fitam directamente no fim. Acabamos por não ter a certeza se sobreviveu, mas isso não importa, porque como Glass afirma algures durante o filme "I am not afraid to die anymore. I've done it already."

17 de janeiro de 2016

Novidade - Os Animais Têm Alma? - Ernesto Bozzano


Passatempo DVD - A viagem de Chihiro

A D'Magia em parceria com a Outsider Filmes tem para oferecer 2 DVD's do filme "A viagem de Chihiro" dos Studio Ghibli.

Sinopse:
Um túnel misterioso e uma cidade fantasma conduzem a jovem Chihiro e a sua família à terra dos espíritos, povoada por deuses e monstros, e governada pela ganância Yu-Baba. Depois de comerem uma refeição proibida, os pais de Chihiro são castigados e transformados em porcos. Para os tentar salvar ela terá que renunciar o seu nome e prestar serviço no mundo dos espíritos.Aborrecida e desinteressada de início, Chihiro vai encontrar na sua viagem amigos e aliados, descobrir uma força interior e estabelecer uma identidade no estranho novo mundo em que se encontra encurralada. Mas será que ela vai conseguir recuperar o seu nome e regressar a casa?

Para te habilitares a ser o vencedor responde às seguintes perguntas:
- Por quem é governada a terra dos espíritos?
- O que vai encontrar Chihiro na sua viagem?


E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "DVD A viagem de Chihiro" para literatura@dmagia.net

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O passatempo termina dia 20 de Fevereiro

Regras do passatempo: 
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal. 
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia. 
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores. 
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia 
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo. 
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. 
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados. 
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio. 

Boa sorte a todos!!!

16 de janeiro de 2016

Opinião – “Jogo de Damas” de Patrícia Sequeira


Sinopse

Depois do velório de Marta, as suas cinco melhores amigas vão passar a noite no turismo rural que ela não chegou a inaugurar. Essa longa noite é uma viagem labiríntica pelos caminhos da amizade, na qual cada um se revela como se fosse o ultimo dia. Na véspera do enterro, fala-se da vida e de uma amizade que sobreviveu a tudo. Mas será esta amizade capaz de sobreviver à morte?

Opinião por Artur Neves
Cinco mulheres, relacionadas entre si por laços de amizade antiga e duradoura, vão aguardar o funeral da sexta amiga que partiu, numa casa situada no distrito de Alcácer do Sal que tinha sido o seu último projecto antes de falecer. O ambiente entre elas é de pesar e de consternação e a pernoita naquela casa significa também uma homenagem póstuma à amiga falecida que as gostava de juntar tornando aquele convívio a oportunidade de fruir da amizade que as unia desde os bancos de escola.
Durante essa noite as conversas tornam-se mais intimistas, reflexivas, confessionais até e o ambiente criado, ajudado pelo vinho do jantar e pelos charros fumados assumidamente por umas e compelidamente por outras, adensa a relação entre elas descobrindo-se segredos impensáveis, e revelações conhecidas mas não confirmadas até então, estabelecendo uma diferenciação entre elementos aparentemente ligados por semelhanças de género e de amor sadio.
É no fundo a vida que explode em todo o seu esplendor naquele microcosmos de contradições, convenções, filosofias que nos suportam os comportamentos e as atitudes e constituem os alicerces de qualquer vida estruturada. Não interessa se o alicerce está bem montado, se é verdadeiro ou até real, o fundamental é que exista e que nos sirva e baste em cada momento para justificar uma existência equilibrada, coerente e parcialmente sã no ambiente em que aquele grupo de longa data está envolvido.
A realizadora; Patrícia Sequeira e a autora do argumento; Filipa Leal, têm aqui uma boa obra, embora para a primeira seja a sua estreia em realização para cinema, considerando que já tem experiência em novelas de sucesso para a televisão e para a segunda, assumidamente poeta, em vésperas de publicação do seu novo livro; “Pelos Leitores de Poesia”, conseguiram criar com recursos limitados um filme sóbrio, interessante, moderno nas suas abordagens aos problemas da nossa época, capaz de nos fazer sorrir como de reprimir um soluço atrevido e sobretudo fazer reflectir sobre as convenções da nossa sociedade e na consistência do nosso conhecimento sobre a realidade e a verdade das pessoas que nos são próximas. Um filme diferente da tradição popular do cinema Português, capaz de se confrontar com obras semelhantes em qualquer parte do planeta e que para mim significa uma experiência de género a repetir.
Classificação: 6,5 numa escala de 10

15 de janeiro de 2016

Passatempo - Até que o mar acalme

A D'Magia em parceria com a Gradiva tem para oferecer um exemplar de "Até que o mar acalme" de Miguel Gizzas.

Sinopse:
Um escritor, um compositor e um intérprete. O primeiro romance do mundo com música. Para ler e para ouvir. Uma surpreendente revelação.
Eduardo, Maria, António, Adriana e Francisco perderam, em momentos distintos, a esperança na felicidade e na sua capacidade de amar.
No entanto, a vida vai-lhes mostrar (muitas vezes de forma inesperada) que um coração está sempre preparado para voltar a acreditar.
E que o amor chega, parte e volta, mesmo quando todas as portas parecem já fechadas. A vida é permanente. Os contos de fadas são temporários. Esperar por eles impede-nos de viver. E assim a felicidade acontece, não necessariamente na forma de um conto de fadas.
Uma história colorida com música, o primeiro romance musical do mundo.

Para te habilitares a ser o vencedor responde às seguintes perguntas:
1 -
O primeiro romance do mundo com o quê?
2 - Esperar pelos contos de fadas impede-nos de?

E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "Até que o mar acalme", até ao dia 2 de Fevereiro, para literatura@dmagia.net
 

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Regras do passatempo: 
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal. 
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia. 
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores. 
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia 
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6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. Basta nos ires enviando os links.
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados.  
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio. 

Boa sorte a todos!!!

14 de janeiro de 2016

Opinião - "O Homem Que Perseguia o Tempo" de Diane Setterfield

 
Sinopse:
Num momento de rivalidade infantil, William deixa-se levar pelo entusiasmo e não hesita em apontar a fisga a uma gralha-calva poisada num ramo, que acaba por matar. Um ato que, apesar de cruel, não teve qualquer significado e depressa foi esquecido. Mas as gralhas-calvas não esquecem...
Anos depois, já na idade adulta, com mulher e filhos, quando um desconhecido entra misteriosamente na vida de William, a sua sorte começa a mudar - e surgem as consequências terríveis e imprevistas daquele incidente do passado. Numa tentativa desesperada de salvar o único bem precioso que lhe resta, William celebra um acordo deveras estranho, com um sócio ainda mais estranho. Juntos, fundam um negócio inquestionavelmente macabro.
 
Opinião por Marta Nogueira
Diane Setterfield constrói com exímia perícia, contenção e economia de palavras um romance brilhante, arrepiante e estranho sobre um rapaz que muda para sempre a vida de um ser e, já adulto, vê a sua própria vida mudar radicalmente quase do dia para a noite - como consequência ou não? desse breve mas fundamental episódio escrito na sua infância. Na verdade, vamos descobrindo ao longo da narrativa cheia de mistério e interrogações colocadas subliminarmente ao leitor, que talvez as explicações directas e detalhadas deixem de importar a partir de certa altura e que o objectivo não é descobrir quem ou o quê perturbou a vida de William Bellman.
A história segue a vida de quatro rapazes presentes nesse episódio quase iniciático, mas sobretudo a de Will Bellman cuja ascensão e sucesso seguidas pela tragédia e pela infelicidade, Setterfield descreve em capítulos curtos e concisos e que apetece ler uns a seguir aos outros com avidez. Informações necessárias e suficientes sobre a vida destas personagens, pontilhadas com pequenos e subtis apontamentos sobre outras vidas que se entrelaçaram com a de Will no início da sua viagem por este mundo, fornecem-nos mais dúvidas do que certezas, mas é desta forma que a autora consegue conquistar o leitor de forma inequívoca.
Este é um romance sobre culpa e arrependimento, sobre a consciência de uma criança, sobre a memória, sobre a perda e sobre como por vezes somos capazes de desperdiçar uma vida inteira por não sermos capazes de nos perdoarmos a nós próprios, por não sermos capazes de abraçarmos os desgostos, fazermos o luto e seguirmos em frente, como Dora, a sua filha, consegue.

11 de janeiro de 2016

Passatempo - A vida secreta de E L James

A D'Magia em parceria com a Marcador tem para oferecer um exemplar de "A vida secreta de E L James" de Marc Shapiro.

Sinopse:
Alguma vez se perguntou como é que uma britânica de meia-idade e mãe de dois filhos criou uma série de romances eróticos que se tornou o maior fenómeno literário do ano?
A trilogia de E. L. James, As Cinquenta Sombras, é um bestseller internacional que já vendeu milhões de cópias em todo o mundo. Em A Vida Secreta de E. L. James, Marc Shapiro revela a inspiração e os segredos por trás deste fenómeno da escrita através de entrevistas exclusivas com os seus primeiros editores e fãs. Que segredos se escondem por trás do Quarto Vermelho da Dor? Quais as acrobacias necessárias para fazer amor no banco de trás de um luxuoso carro desportivo? Como foi o processo de edição da trilogia As Cinquenta Sombras? De onde vem o nome E. L. James? Conheça tudo sobre a mente mais sensual do planeta, autora de As Cinquentas Sombras.

Para te habilitares a ser o vencedor responde às seguintes perguntas:
1 -
Em A Vida Secreta de E. L. James, Marc Shapiro revela o quê?
2 - E. L. James é autora de que triologia?

E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "James", até ao dia 30 de Janeiro, para literatura@dmagia.net
 
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Regras do passatempo: 
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal. 
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia. 
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores. 
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia 
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo.  Não te esqueças de referir o teu nome de seguidor no email juntamente com os teus dados
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. Basta nos ires enviando os links.
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados.  
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio. 

Boa sorte a todos!!!

9 de janeiro de 2016

Opinião – “Violent Cop” de Takeshi Kitano

 
Sinopse:
O detetive Azuma é um polícia duro e adepto de métodos violentos e pouco éticos para conseguir resultados. Ao investigar homicídios ligados a drogas, Azuma descobre que o seu amigo e colega Iwaki está envolvido no tráfico. Quando Iwaki morre e a irmã de Azuma é raptada, ele decide quebrar todas as regras e fazer justiça.
 
Opinião por Marta Nogueira
A vida de Takeshi Kitano dava um filme por si só. No Japão ele é já um mito, não há ninguém que não o conheça e que não o adore. Mas não por causa dos seus filmes violentos, poéticos e profundos. Imaginem que o Herman José cómico era também um realizador auteur e terão o vosso Takeshi Kitano.
Kitano é um homem dos sete instrumentos. É o maior cómico japonês desde há uns bons 20 anos, tem inúmeros programas de TV que ele próprio cria, apresenta e protagoniza. É também pintor. A realização aconteceu por acaso. Quando o realizador de "Violent Cop" ficou doente e não pôde continuar a rodagem, Takeshi ofereceu-se para prosseguir a tarefa. Nascia aquele que é provavelmente o mais rápido realizador de cinema do mundo - as suas equipas já estão habituadas a filmar à velocidade da luz - ele é conhecido por raramente exigir aos seus actores mais do que um take, porque acredita que a primeira interpretação é sempre a melhor.
Neste filme, um dos mais aclamados da sua carreira, Kitano consegue transformar a violência numa espécie de poesia citadina, errática, brutal e ao mesmo tempo filosófica, como se ela fosse dolorosamente esculpida a granito e tijolo na vida do dia-a-dia dos seus personagens e das ruas por onde estes deambulam.
E este é um filme onde se anda muito. Azuma, o polícia violento interpretado pelo próprio Takeshi, anda muito. Ele percorre o filme constantemente a andar de um lado para o outro. Sem descanso. Intensamente. Freneticamente. Cansando-nos só de o ver. E esse caminhar ininterrupto é um sinal do seu interior exausto. Azuma está cansado. Cansado de tudo. Cansado da vida. Cansado da doença da irmã. Cansado dos criminosos que o rodeiam e que ele tem de enfrentar com métodos pouco éticos. Cansado da violência contra que tem de lutar com mais violência ainda. Cansado do mundo. Cansado de si próprio e daquilo em que se transformou.
Quando no decorrer de um interrogatório a um gatuno, Azuma desfere 24 estalos na cara do outro (contei-os, um a um), sem descanso, sentimos que fomos nós que desferimos os estalos ou que os levámos e percebemos que Azuma engrenou irremediavelmente num frémito mecânico de raiva imparável, de onde já nem ele consegue libertar-se por sua vontade própria.
Apenas o mar o acalma, como em todos os filmes de Kitano. O mar, que aparece sempre como o repouso, como o intervalo, como o suspiro entre batalhas, como o respirar calmo e suave no meio de toda a violência da vida.

8 de janeiro de 2016

Opinião – “Mustang” de Deniz Ganze Erguven


Sinopse
Estamos no início do verão. Numa aldeia no norte da Turquia, Lale e as suas quatro irmãs terminam as aulas e divertem-se numa praia com uns colegas de escola. O seu comportamento, apesar de inocente, provoca um escândalo de consequências inesperadas.
Órfãs de pai e mãe, as cinco irmãs à guarda da avó conservadora e à mercê dos caprichos de um tio retrógrado, a casa de família transforma-se lentamente numa prisão, a escola é substituída por aulas de tarefas domésticas e de culinária e os seus casamentos começam a ser arranjados.
Movidas pelo mesmo desejo de liberdade, as cinco irmãs procuram por todos os meios contornar as regras que lhe são impostas.

“Mustang”, como os cavalos selvagens, retrata assim a adolescência bela e indomável destas cinco heroínas.

Opinião por Artur Neves
Numa aldeia da Turquia rural, a muitos quilómetros da Istambul moderna e da civilização tal como a conhecemos a natureza sobrepõe-se à tradição e irrompe no corpo de cinco adolescentes jovens que despertam, cada uma a seu tempo, para a sua sexualidade e para os seus anseios naturais de mulheres.
A mácula daquele impulso só existe na mente tradicional, retrograda e impura dos familiares, a avó e um tio, que as mantêm retidas e reféns do convencionalismo atávico que os subjuga e que eles pretendem fazer prevalecer sobre a indomável liberdade dos espíritos livres em desenvolvimento.
Lale, Nur, Ece, Selma e Sonay, por ordem crescente de idades, são apenas jovens que não têm quem as conduza segundo a justeza dos seus impulsos emergentes e as guiem até à moderação e controlo dos seus comportamentos. Ao seu redor apenas existe sujeição, censura, prisão e conformismo a procedimentos instituídos através dos tempos e que actualmente só fazem sentido para quem os aceita sem questionar as suas razões perdidas no tempo e na cultura ancestral.
O realizador Deniz Erguven, consegue recriar o ambiente denso, vivido num lar rural tradicional, fazendo-nos sentir o peso dessa tradição em cenas de violência moral, violência por palavras e actos que incomodam só de serem vistos e nos fazem extrapolar para os sentimentos de repulsa e recusa íntima de quem os sofre na pele.
É na forma de proceder dos eventos marcantes da vida que reside o absurdo, tal como, no pedido de namoro pelos pais do pretendente absolutamente desconhecido, do fingimento de “reserva” que a futura noiva tem de exibir apesar de o namoro ter sido arranjado contra a sua vontade e da noite de núpcias, em que o acto da consumação do desfloramento tem de ser demonstrado com provas efectivas.
Apenas a existência submissa e contemplativa e a subsistência essencial do corpo humano são permitidos sem censura e isso é contrário ao despertar de uma jovem, que tal como um cavalo selvagem, um “Mustang”, precisa de espaço e de liberdade para se afirmar saudavelmente.
Um filme extraordinário, bem concebido, bem realizado e interpretado, transmitindo uma mensagem de resistência e de confiança em si, para todos aqueles que duvidem das suas capacidades para atingir os seus justos objectivos e uma caricatura de um país que se quer afirmar ao mundo como evoluído. A ver sem reservas.
Classificação; 8 numa escala de 10

7 de janeiro de 2016

Passatempo Cabaz de Dia dos Reis - Funmácia

Como não podia deixar de ser a D'Magia não podia deixar passar esta quadra em branco!!! E em parceria com a Funmácia tem um maravilhoso Cabaz de Dia dos Reis cheio de miminhos para vos oferecer. Neste Cabaz de Dia dos Reisvão poder encontrar 3 packs bem docinhos como este:


Para te habilitares a ser um dos vencedores deste Cabaz só tens de: 
- ser nosso fã e seguidor
- ser fã da Funmácia  - https://www.facebook.com/Funmacia/?fref=ts
- partilhar o passatempo
- preencher o formulário abaixo



O passatempo termina dia 27 de Janeiro

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Regras do Passatempo:
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
2) Podem participar todos os dias no máximo de uma vez por dia.
3) Só serão aceites participações de fãs e seguidores da D'MAGIA e da FUNMACIA.
4) Tens de partilhar este passatempo no facebook e a partilha tem de ser pública.
5) Podes partilhar este passatempo uma vez por dia. Cada nova partilha contará como uma participação extra no passatempo. Caso partilhes o passatempo noutra rede social, essa partilha também contará com participação extra.
6) Caso nos sigas no Twitter, no Instagram, ou D'Magia LifeStyle, a tua participação contará como participação extra no passatempo por cada uma das plataformas em que nos seguires.
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados.
8) O vencedor será contactado através de email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio.

Opinião – A 5ª Vaga de J. Blakeson


Sinopse
Interpretado por Chloë (Grace Moretz) e baseado no best seller homónimo, em A 5ª Vaga, quatro vagas de crescente impacto mortal deixam grande parte da Terra dizimada. Lutando contra o medo e a desconfiança generalizada, Cassie (Moretz) está em fuga, tentando desesperadamente salvar o seu irmão mais novo. Quando se prepara para a inevitável e letal 5ª Vaga, Cassie alia-se a um jovem que pode vir a ser a sua última esperança – caso Cassie possa confiar nele…

Opinião por Artur Neves
Os filmes de ficção científica (como designação genérica deste género) têm fundamentalmente dois caminhos por onde podem evoluir: O primeiro pode ser designado por “antecipação científica” em que o argumento se baseia na tecnologia actual, desenvolvendo-se a partir de conceitos ou ideias ainda não provadas mas que de alguma maneira constituem assunto científico actualmente em discussão, de que o argumento antecipa um evento, ou uma possível solução. Indico como exemplo os filmes; “Perdido em Marte”, “Interestelar” e “Gravidade” para citar somente os mais recentes. O segundo caminho, que designo por “premonição científica” em que o argumento pega numa ideia, conceito ou caso de estudo de qualquer natureza, incluindo assuntos isotéricos e desenvolve uma história incluindo como convém, equipamentos e meios sofisticados para lhe conferirem o conteúdo “científico” que se pretende, para além de um carácter catastrofista que valoriza sempre a história. Nesta classe cito somente o “2012” por ser também recente e que me lembre, o menos mau e mais espectacular do ponto de vista cinematográfico.
Este filme enquadra-se no segundo grupo em que o realizador encena um argumento baseado no romance homónimo de Rick Yancey e apresenta-nos uma história de amor fraternal, em que Cassie (Chloe Grace Moretz) procura salvar o seu irmão mais novo Sam (Zackary Arthur) num mundo em colapso pela tentativa de ocupação do planeta por seres alienígenas que pairam nos céus da USA numa nave espacial ao estilo da utilizada em “Distrito 9” de Peter Jackson e Neill Blomkamp.
Durante a sua busca ao longo de florestas perigosas e estradas destruídas repletas de cadáveres, a acção evolui por um romance entre ela e um humano que posteriormente se vem a revelar menos humano que isso, mas “muito bonzinho” porque a defende e ajuda na sua heróica demanda, através de um clima ambíguo de suspeição e confiança mal conseguidos, porque são previsíveis e expectáveis. O exército dos USA, chamado para defender a população contra os extraterrestres também entra num registo dúbio frouxo, através de acções contraditórias que facilmente se detectam nunca conseguindo manter um ambiente de verdadeira tensão numa situação que a verificar-se seria profundamente constrangedora. Parece que o realizador pretendeu antes atingir um registo de jogo de computador, possivelmente decorrente do público-alvo para que o filme foi concebido, entre um jovem romance equívoco e o espírito protector de soldados que vêm a descobrir estar a lutar pelo lado errado, tudo muito bem explicado através de flashbacks sobre pormenores não revelados anteriormente.
Um filme magro, simples nos seus objectivos, previsível na acção, com alguns momentos espectaculares embora já vistos noutras realizações e preparado para continuar numa sequela, talvez no próximo ano.
Classificação: 3,5 numa escala de 10

6 de janeiro de 2016

Opinião – “Brooklyn” de John Crowley


Sinopse


Brooklyn conta-nos a profundamente emocionante história de Elis Lacey (Saoirse Ronan), uma jovem imigrante irlandesa que atraída pela promessa do sonho americano, troca a Irlanda e o conforto da casa da sua mãe, pelos bairros de Brooklyn de 1950. As iniciais saudades que a mantinham acorrentada diminuem com o surgimento de um novo romance, que impele Eilis para o encanto inebriante do amor. Mas rapidamente a sua nova vivacidade é interrompida pelo seu passado, e Eilis tem de escolher entre dois países e as vidas que cada um oferece.

Opinião por: Artur Neves

Este filme passado na década de 50 assenta na demanda de muitos Irlandeses pelas melhores condições de vida na América prometida, como alternativa à pobreza generalizada que se vivia na Irlanda nos anos a seguir à 2ª guerra. Nova York era a terra de destino, particularmente o distrito de Brooklyn que devido à cultura Inglesa da sua população imigrante criou características únicas ainda hoje distintivas dos outros distritos de Nova York.
Ellis, bem interpretado por Saoirse Ronan é uma moça que trabalha sob o jugo conservador e autoritário de uma Miss Kelly, (Brid Brennan), mulher austera, preconceituosa e solitária que dirige a loja com pulso de ferro adquirido da guerra recém-vivida, conduzindo todos, clientes incluídos, a um relacionamento de revolta silenciosa ou de desistência e abandono, como aconteceu à nossa heroína que sentiu mais atracção pelo desconhecido incerto da vida fora do seu país original, muito embora tivesse o apoio da irmã Mary e de Father Flood (Jim Broadbent) que lhe facilitou a integração no novo país.
É pois aqui que pela primeira vez conhece a paixão e o amor e tem o ensejo de viver um ambiente social mais libertário do que na sua terra natal com amigos e actividades que a fazem pensar na felicidade sonhada. Este amor enche-lhe a alma, é a sua razão de viver, a sua justificação de luta e a esperança para o futuro que está a construir com o seu companheiro.
Tudo parece correr bem quando o imprevisto a faz retornar à terra natal para apoiar a mãe e voltar ao ambiente de convenções impostas que tinha rejeitado. Muito embora experimentando alguma evolução, a Irlanda continuava igual a si própria, convencional e provinciana. Todavia este retorno deu-lhe a possibilidade de encontrar velhos amigos, velhos hábitos, antigos contactos actualmente mais apetecíveis e a vida anterior protegida, garantida pelo conhecimento do meio e incentivada pela mãe que a pretende reter. É um tempo de descanso, de abrandamento da luta do dia-a-dia e é nesse ambiente que vai ter de decidir a sua vida e o que realmente pretende para o seu futuro.
O realizador; John Crowley consegue transmitir-nos esse dilema que ocupa a sua alma, que lhe permite um abandono confortável mas que lhe provoca uma ansiedade surda, velada, silenciosa, um segredo só seu que não sabe como resolver devido ao fácil envolvimento com uma vida que já viveu embora noutros padrões. Eis então que Miss Kelly, igual a si própria a questiona sobre o seu segredo e a faz tomar a decisão mais acertada para o seu coração indeciso, numa cena intensa de dramática beleza. É um filme de pessoas e dos sentimentos que as atravessam para atingir os seus objectivos. Está bem feito e não deixa pontas soltas.
Para o espectador subsiste uma última pergunta; Se não fosse a coscuvilhice maldosa de Miss Kelly qual teria sido a sua decisão?... mas isso já poderia ser argumento para outro filme.
Classificação: 7 numa escala de 10

5 de janeiro de 2016

Opinião - "Joy" de David O. Russell



Sinopse:
Criativa desde a infância, Joy Mangano (Jennifer Lawrence) entrou na vida adulta conciliando a jornada de mãe solteira com a de inventora e tanto fez que se tornou uma das empreendedoras de maior sucesso dos Estados Unidos.
 
Opinião por Marta Nogueira
Jennifer Lawrence e Bradley Cooper reúnem-se pela segunda vez num filme novamente realizado por David O. Russell para retratar em parte a vida da inventora e empresária de sucesso Joy Mangano, uma milionária self-made norte-americana, que patenteou mais de 100 ideias dos mais diversos gadgets caseiros e é presença assídua na Home Shopping Network, um canal de televisão dedicado à venda de produtos.
Embora não seja uma biopic totalmente fiel da vida de Mangano, Russell baseou-se em muitos factos da sua vida e acrescentou outros baseados nas vidas de mulheres com carreiras idênticas, com o objectivo de criar uma história inspiradora, que louva o espírito empreendedor e corajoso face às adversidades.
Apoiada por um ensemble de secundários de luxo, que incluem Robert De Niro, Isabella Rossellini, Virginia Madsen e Diane Ladd, Jennifer Lawrence oferece-nos um papel em muito semelhante ao que já nos habituou noutros filmes (excepção à sua personagem mais dramática da saga Hunger Games), ou seja, carregado de um humor presente até nos momentos mais dramáticos, uma personalidade forte e um ritmo consistente.
O argumento foca-se na determinação de Joy em persistir nos seus sonhos e ideias, apesar do ambiente desequilibrado que a rodeia e das contrariedades externas que vão surgindo como obstáculos no seu percurso - o divórcio dos pais, uma mãe viciada em telenovelas que quase não abandona o quarto, um pai de regresso ao mercado dos namoros, uma madrasta exigente, uma meia-irmã ambiciosa e o seu próprio divórcio.
Russell consegue um filme divertido e consistente, cheio de humor, ritmo e verosimilhança e consegue tornar-nos fãs de Mangano. Lawrence está já nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Actriz em Comédia com este filme.

4 de janeiro de 2016

Passatempo Cinema - Polícias em Grandes Apuros (Ride Along 2)

A D'Magia em parceria com a NOS Audiovisuais tem para oferecer 20 convites duplos para a antestreia do filme "Policias em Grandes Apuros" no dia 13 Janeiro, às 21.30h:

Lisboa – NOS Vasco da Gama – 10 convites duplos
Porto – NOS Parque Nascente – 10 convites duplos

Género: Ação / Comédia  
Elenco: Ice Cube, Kevin Hart, Ken Jeong, Benjamin Bratt, Olivia Munn, Bruce McGill, Tika Sumpter, Sherri Shepherd
Realização: Tim Story
Argumento: Phil Hay & Matt Manfredi 
Baseado nos Personagens Criados por: Greg Coolidge 
Produção: Will Packer, Ice Cube, Matt Alvarez, Larry Brezner 
Produção Executiva: Nicolas Stern, Ron Muhammad, Scott Bernstein, Chris Bender, JC Spink  

Sinopse:
Ben Barber (Kevin Hart), recém-formado na Academia de Polícia de Atlanta, prepara-se a todo o custo para se tornar num detetive. A poucos dias de casar, Ben é destacado juntamente com o detetive James (Ice Cube), o seu futuro cunhado, para uma missão em Miami, onde vão trabalhar em colaboração com a Polícia local para prenderem Antonio Pope (Benjamin Bratt), um poderoso senhor da droga. 

Estreia a 14 de Janeiro.
Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas:
- Quem interpreta Ben Barber?
- Quem é o realizador deste filme?

Caso nos sigas nas nossas outras plataformas, a tua participação conta como mais uma por cada plataforma em que nos seguires. Basta nos referires na tua participação o teu nome de seguidor em cada uma delas. As nossas plataformas são: 

Blog D'Magia LifeStyle / Inconfidências de Pedaços Rasgados de Memória - https://www.pedacosrasgadosdememoria.blogspot.com
Instagram - https://www.instagram.com/gizmah/
Twitter - https://twitter.com/dmagia

Regras do passatempo:
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo, Número de BI ou CC, Nome de Fã no Facebook e Nome de Seguidor no Blog
2) O assunto do email deverá ter a menção Policias em Grandes Apuros + Localidade Pretendida (Lisboa/Porto)
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) É obrigatório seres nosso Fã no Facebook e Seguidor no Blog.
5) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 10 de Janeiro
6) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.
7) Os vencedores avisados através de email.

3 de janeiro de 2016

Passatempo Cinema - A QUEDA DE WALL-STREET

A D'Magia em parceria com a NOS Audiovisuais tem para oferecer 20 convites duplos para a antestreia do filme "A Queda de Wall-Street" no dia 12 Janeiro, às 21.30h:

Lisboa – NOS Colombo – 10 convites duplos
Porto – NOS Norte Shopping – 10 convites duplos

PRODUÇÃO EXECUTIVA | LOUISE ROSNER-MEYER, KEVIN MESSICK
PRODUÇÃO | BRAD PITT, DEDE GARDNER, JEREMY KLEINER, ARNON MILCHAN BASEADO NO LIVRO DE | MICHAEL LEWIS
ARGUMENTO | CHARLES RANDOLPH E ADAM MCKAY
REALIZAÇÃO | ADAM MCKAY


Sinopse:
Quando quatro homens viram o que os grandes bancos, comunicação social e governo recusaram ver, o colapso global da economia, eles tiveram uma ideia. Os seus investimentos arrojados levam-nos aos meandros do sistema bancário moderno, onde têm de questionar tudo e todos. Baseado na história verídica e no livro bestseller de Michael Lewis (“Um Sonho Possível”, “Moneyball - Jogada de Risco”) e realizado por Adam Mckay (“O Repórter: A Lenda de Ron Burgundy”, “Filhos e Enteados”), “A QUEDA DE WALL STREET” é protagonizado por Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling e Brad Pitt. 

Estreia dia 14 de Janeiro

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas:
- Este filme é baseado na história verídica e no livro bestseller de quem?
- Quem é o realizador deste filme?

Caso nos sigas nas nossas outras plataformas, a tua participação conta como mais uma por cada plataforma em que nos seguires. Basta nos referires na tua participação o teu nome de seguidor em cada uma delas. As nossas plataformas são: 

Blog D'Magia LifeStyle / Inconfidências de Pedaços Rasgados de Memória - https://www.pedacosrasgadosdememoria.blogspot.com
Instagram - https://www.instagram.com/gizmah/
Twitter - https://twitter.com/dmagia

Regras do passatempo:
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo, Número de BI ou CC, Nome de Fã no Facebook e Nome de Seguidor no Blog
2) O assunto do email deverá ter a menção A QUEDA DE WALL-STREET + Localidade Pretendida (Lisboa/Porto)
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) É obrigatório seres nosso Fã no Facebook e Seguidor no Blog.
5) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 10 de Janeiro
6) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.
7) Os vencedores avisados através de email.

2 de janeiro de 2016

Passatempo Cinema - A 5ª VAGA

A D'Magia em parceria com a Big Picture Films tem para oferecer 15 convites duplos para a antestreia do filme "A 5ª Vaga" no dia 11 Janeiro, às 21.30h:

Lisboa – NOS Colombo – 10 convites duplos
Porto – NOS Norte Shopping – 5 convites duplos

Sinopse:
Interpretado por Chloë Grace Moretz e baseado no best seller homónimo, em A 5ª VAGA, quatro vagas de crescente impacto mortal deixam grande parte da Terra dizimada. Lutando contra o medo e a desconfiança generalizada, Cassie (Moretz) está em fuga, tentando desesperadamente salvar o seu irmão mais novo. Quando se prepara para a inevitável e letal 5ª Vaga, Cassie alia-se a um jovem que pode vir a ser a sua última esperança – caso Cassie possa confiar nele... 

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder à seguinte pergunta:
- Quem interpreta cassie?

Caso nos sigas nas nossas outras plataformas, a tua participação conta como mais uma por cada plataforma em que nos seguires. Basta nos referires na tua participação o teu nome de seguidor em cada uma delas. As nossas plataformas são: 

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Instagram - https://www.instagram.com/gizmah/
Twitter - https://twitter.com/dmagia

Regras do passatempo:
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo, Número de BI ou CC, Nome de Fã no Facebook e Nome de Seguidor no Blog
2) O assunto do email deverá ter a menção A 5ª Vaga + Localidade Pretendida (Lisboa/Porto)
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) É obrigatório seres nosso Fã no Facebook e Seguidor no Blog.
5) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 9 de Janeiro
6) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.
7) Os vencedores avisados através de email.

1 de janeiro de 2016

Passatempo Cabaz de Ano Novo - Fogo de artificio

Como não podia deixar de ser a D'Magia não podia deixar passar esta quadra em branco!!! E em parceria com várias marcas tem um maravilhoso Cabaz de Ano Novo cheio de presentinhos para vos oferecer. Neste Cabaz vão poder encontrar os seguintes presentes:

Hom3:
Ardósia Claquete

Wish a Bean:
1 Wish a Bean

F J Campos:
1 Kit de Eucalipto

Kawaii Panda:
1 Caixa de Pensos Lucky Animals

Editora RH:
Livro - Segurar Loucos ou Empurrar Elefantes
Livro - Gestão em Pequenas Doses

LilithiumShop:
1 anel
1 choker

Dyana Fraga:
1 relógio

Para te habilitares a ser o vencedor deste Cabaz só tens de: 
- ser nosso fã e seguidor
- dar like na página da Editora RH (www.facebook.com/editorarh/)
- partilhar o passatempo no facebook de forma pública
- preencher o formulário abaixo



O passatempo termina dia 22 de Janeiro

Caso nos sigas nas nossas plataformas, a tua participação conta como mais uma por cada plataforma em que nos seguires. Basta nos referires na tua participação o teu nome de seguidor em cada uma delas. As nossas plataformas são:

Facebook - https://www.facebook.com/DMagia
Blog D'Magia - https://www.dmagia.blogspot.com
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Regras do Passatempo:
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
2) Podem participar todos os dias no máximo de uma vez por dia.
3) Só serão aceites participações de fãs e seguidores
4) Tens de partilhar este passatempo no facebook e a partilha tem de ser pública.
5) Podes partilhar este passatempo uma vez por dia. Cada nova partilha contará como uma participação extra no passatempo. Caso partilhes o passatempo noutra rede social, essa partilha também contará com participação extra.
6) Caso nos sigas no Twitter, no Instagram, ou D'Magia LifeStyle, a tua participação contará como participação extra no passatempo por cada uma das plataformas em que nos seguires.
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados.
8) O vencedor será contactado através de email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio.
10) É obrigatório dar like na página da Editora RH.

Opinião – “Excertos dos Diários de Adão e Eva” de Mark Twain


 
Sinopse:
Publicados entre 1904 e 1906 estes Diários, “traduzidos do manuscrito original”, causaram sensação à época, tendo mesmo sido banidos das bibliotecas de alguns estados americanos. O humor de Mark Twain subverte e recria, em ambiente de guerra dos sexos, a história bíblica.
 
Opinião por Marta Nogueira
“Segunda-feira
Este novo ser de cabelo longo é um valente empecilho. Anda sempre à minha volta e segue-me para todo o lado. Não gosto disso; não estou habituado a ter companhia. Preferia que ficasse com os outros animais […] Está enevoado hoje, vento de Este; acho que nós ainda vamos ter chuva. […] NÓS? Onde apanhei esta palavra? – o novo ser usa-a amiúde.”
Pobre Adão ... mal sabia ele, quando escreveu aquela primeira entrada, que os problemas metafísicos que esse outro ser tão diferente de si lhe ia arranjar, ainda mal tinham começado ...
Escrito como se Mark Twain tivesse achado por acaso este velho, milenar diário esgaratafunhado pelos dois primeiros seres da história, este livro é uma pérola deliciosa de humor e inovador para a época em que foi escrito.
Como o autor escreve numa nota introdutória: “Traduzi uma porção deste diário há alguns anos, um meu amigo imprimiu umas poucas cópias de forma incompleta, mas o público em geral nunca teve acesso a esses textos. Desde então decifrei mais alguns hieróglifos de Adão, e penso que ele se tornou suficientemente relevante como figura pública de forma a justificar plenamente esta publicação.”
É tão pequeno que se lê numa tarde de chuva, acompanhado de um chocolate quente e umas boas gargalhadas pelo meio, enquanto assistimos à mais antiga guerra de sexos de sempre.
Um pormenor elucidativo da diferença entre sexos muito bem apanhada por Twain – as entradas de Adão no diário são pequenas e concisas, enquanto as de Eva são enormes e muito pormenorizadas
Uma paródia deliciosa, de um dos maiores autores norte-americanos, o criador de Tom Sawyer, conhecido pelas suas habilidades satíricas e humorísticas, a sua crítica social, realismo e reprodução exímia de dialectos.