16 de novembro de 2015

Opinião - Os Últimos Dias dos Nossos Pais - Joël Dicker


Título: Os Últimos Dias dos Nossos Pais
Autor: Joël Dicker
Editor: Alfaguara Portugal

Sinopse: 
E se os ingleses tivessem sido os verdadeiros artesãos da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial? Após a pesada e preocupante derrota do exército britânico em Dunquerque, Churchill tem uma ideia que viria a mudar o curso da história: criar um Executivo de Operações Especiais dentro dos Serviços Secretos. Paul-Émile, um jovem e patriótico parisiense, chega a Londres uns meses mais tarde para integrar o movimento da Resistência e é imediatamente recrutado pelo Executivo de Operações Especiais.
Apesar do patriotismo, ninguém nasce resistente, pelo que aí, junto com outros jovens franceses, irá ser sujeito a uma formação e treinos intensos, de forma a poder voltar a França e assim contribuir para a construção de uma rede de Resistência. Serão estes jovens aprendizes de guerreiros os verdadeiros protagonistas deste romance que nos revela, finalmente, a verdadeira natureza da relação entre o movimento da Resistência e a Inglaterra de Churchill.

Opinião por Francisca Martins:
E se os ingleses tivessem sido os verdadeiros artesãos da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial? Este é o ponto de partida para este romance de estreia do autor. Por cá foi publicado em 2014, depois do “A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert”, que é um livro sublime.
Por isso se compreende a expetativa que tinha antes de ler este romance, completamente diferente do primeiro. Mas a verdade é que é igualmente bom, com uma escrita envolvente, que nos transporta para a II Grande Guerra, para um mundo ao contrário, onde os “Homens já não são Homens”.
É uma história passada na II Guerra Mundial, mas não é mais “uma história”, é um cenário diferente, uma perspetiva diferente, um mundo novo que se abre para os leitores.
Seguimos o percurso de Paul-Émile, um jovem parisiense, cheio de sonhos e de esperanças, que vive com o pai. Parte para se alistar nos esforços de guerra, pensa que vai desempenhar um papel secundário e de repente vê-se envolvido no primeiro plano da espionagem britânica da II Guerra Mundial.
Com ele conhecemos um grupo leal, corajoso e surpreendente de jovens diferentes e cheios de esperanças, que lutam e dão a vida para que o mundo se torne melhor, para que os “Homens possam ser Homens”.
Conhecemos Laura, a única mulher do grupo, que com ternura e compreensão conquista todos os companheiros, conhecemos Gros, o gigante simpático e que não sabia que era tão corajoso, Faron, o antipático, que nos leva a um misto de emoções e todos os outros, que se vão tornar uma família.
Conhecemos também o Pai, um homem gentil e sincero, que ama o filho acima de tudo.
Acompanhamos as angústias, os amores, as traições e os erros destas personagens, que acabamos por considerar amigos.
É um romance sobre o Amor e a Amizade em tempos de guerra, mas também sobre erros que se pagam caros e sobre a vida que se reconstrói.
Recomendo vivamente. 

Opinião - Sonhos Roubados


Sinopse:
Filipe Domingues, um jovem licenciado sem emprego, sem perspectivas e sem sonhos. Os desabafos, o seu dia-a-dia ao longo de seis meses, a sua história e das personagens que o rodeiam num estilo diarista que retrata os dilemas da geração mais qualificada e desiludida da nossa história.  

Opinião por Ana Cristina Pinto:  
Nunca vos aconteceu lerem uma obra de um autor desconhecido, estreante nesta lides literárias, e darem convosco a pensar: " Caramba, porque é que não há mais livros assim?" 
Assim? Assim como?
Assim, despretensiosos e envolventes. Daqueles que começamos a ler sem as expectativas em alta, mas depois quando percebemos já fomos apanhados, enredados pelo texto, a intensidade da escrita, o desenrolar da história. Com livros destes, ao fim de meia dúzia de páginas já só queremos saber o que vai acontecer aos personagens, (neste caso ao personagem), como é que vai ser o dia seguinte, se a sua sorte vai mudar ou não, que rumo é que ele vai seguir até à última página. E se é justo. Sim, se é justo que o autor não lhe tenha dado outro caminho, outra vida que em tantos momentos se parece tanto com a nossa. Se é normal que aqueles pensamentos estejam ali naquelas páginas quando estiveram tantas vezes na nossa cabeça.
Efectivamente, eu gosto de ler livros assim. Pouco me importa se o autor é um best seller ou tem a apoiá-lo nas manobras de marketing uma grande editora. Importa apenas que o meu coração seja tocado e que,em muitos momentos do meu dia, quando estou ao serviço das minhas obrigações quotidianas, me apeteça interromper tudo e voltar para ele. Para o livro. Para saber só mais um bocadinho. Para saber tudo.
Fica aqui o convite para que desfrutem de uma história igual a tantas outras que conhecemos e que não vêm nos livros. Histórias tocantes de gente que tinha (tem) tanto para dar mas está impedido de o fazer. Porque lhe negam o direito à dignidade, o direito à vida e ao sonho.
Sonhos Roubados é uma história simples, despretensiosa e belíssima. Uma história que assume contornos diaristas, muitíssimo bem escrito por Pedro Santos Vaz, um autor que merecia ter o apoio de uma grande Editora nas manobras de marketing. Leiam. Não se vão arrepender.

Opinião - "Platoon" de Oliver Stone


Sinopse:
Chris Taylor é um jovem e ingénuo americano que decide alistar-se como voluntário para combater na guerra do Vietnam. Chris pertence a um pelotão comandado pelo sargento Grodin, um homem conhecedor e humanitário, e pelo arrrogante e sanguinário sargento Barnes. Durante um ataque a uma aldeia, o sargento Barnes dá ordens para atirar sobre mulheres e crianças, dando origem a um choque entre as duas patentes e pondo em risco a unidade do grupo. A guerra continua e Chris, afectado pelo caos e pelo ódio, percebe que terá de sobreviver não só ao conflito com o inimigo mas também à luta entre os homens do seu pelotão.

Opinião por Marta Nogueira:
“Rejoice O young man in thy youth ...” - Eclesiastes

Platoon é a história de uma guerra, entre duas nações, mas também, e sobretudo, entre 2 homens de uma mesma nação. O Vietname reside como pano de fundo estrutural e simbólico de uma guerra ainda mais violenta, a que é travada entre fantasmas interiores, e é precisamente aí que reside toda a mestria de Stone. O realizador tomou dois homens, o Sargento Elias e o Sargento Barnes e transformou o que poderia ter sido apenas mais um filme sobre um dos conflitos bélicos mais cinematizados, num épico intemporal de contornos trágicos e eternos que perdura na memória de todos os que a ele assistiram, mesmo que disso não se apercebam conscientemente.
A mestria começa no casting, invertido. A Willem Dafoe, o actor de rosto diabólico habituado a interpretar papéis desconcertantes e negros, coube o cruzado Elias, o deus imaculado de princípios elevados. A Tom Berenger, o actor de rosto bondoso, o good old american boy habituado a interpretar heróis, coube Barnes, o deus corrompido e negro.
É fácil gostar de Elias. Porque ajuda os novatos acabados de chegar, enquanto Barnes não tem paciência para os aturar. Porque defende os aldeãos nativos, enquanto Barnes revela uma desumanidade extremada ao matar uma anciã vietnamita com um tiro na cabeça, apenas porque ela não parava de berrar. Porque partilha com os soldados rasos a droga amortecedora, enquanto Barnes nem toca nela. É sobretudo fácil gostar dele quando Barnes o atinge a sangue frio e o abandona no meio da selva para ser chacinado pelos vietcongs, numa das cenas mais arrebatadoras e iconográficas do filme. Muito fácil.
Não é fácil gostar do antipático, bruto, fechado, enraivecido e feroz Barnes que, como um touro espumando, atravessa o filme atentando contra tudo e todos. Não é nada fácil gostar de Barnes. Mas a verdade é que acabamos por gostar dele, talvez mais até do que do santo Elias. Mérito de Oliver Stone e sobretudo de Tom Berenger, que carrega heroicamente o seu Sargento através do inferno até aos nossos corações.
Como o próprio diz: “Eu não preciso de fumar isto para fugir à realidade. Eu sou a realidade.”
E é disso que este filme trata. Do confronto entre a realidade nua e crua e absurda da guerra que nunca tem sentido nenhum, e o idealismo puro e teimoso e absurdo dos princípios morais. Entre um homem que, de tanto “levar”, ultrapassou todas as barreiras com o seu corpo cicatrizado e a sua mente desumanizada e um outro homem que, apesar de tanto ter “levado”, mantém os seus valores intactos.
No meio destes dois deuses da guerra que se digladiam nas profundezas da selva vietnamita, está o soldado Chris Taylor (uma piscadela de olho de Stone ao outro grande épico do Vietname da década anterior – o actor que o interpreta, Charlie Sheen, é filho de Martin Sheen, o protagonista dessa outra tragédia grega que é Apocalipse Now). Taylor, o voluntário escarnecido pelos companheiros que não tiveram escolha, vê-se lançado para o epicentro de uma batalha terrível, onde não haverá vencedores nem vencidos e de onde ele próprio sairá renascido como uma fénix, das chamas e das cinzas dos restos desses dois deuses que trilham um caminho tenebroso em direcção da auto-destruição inevitável.
Como diz Rhah a Taylor: “O que é que vais fazer? Matá-lo? O Barnes já foi ferido sete vezes e não morreu. Porque não se decidiu a morrer. A única coisa que pode matar Barnes é o próprio Barnes.” O que acaba por suceder. Chris obedece à ordem do condenado Sargento, e transforma-se, ele próprio, no seu carrasco, no seu fantasma interior.
No final ouvimos a sua voz, enquanto sobrevoa de helicóptero o inferno dantesco: “Penso agora, que não combatemos o inimigo, mas a nós mesmos. O inimigo estava em nós. A guerra acabou para mim, mas permanecerá sempre comigo, o resto dos meus dias. Como tenho a certeza que Elias permanecerá, lutando com Barnes por aquilo que Rhah chamou ‘possessão da minha alma’. Houve alturas desde então que me senti como uma criança, nascida daqueles dois pais.”
Platoon continua a ser um filme impressionante, de uma simplicidade desprovida de subterfúgios ou meandros estilísticos, angustiante e comovedora. Tom Berenger tem a interpretação da sua vida, de uma crueza e honestidade despojadas de artifícios, arrebatadora. E no fim, é com ele que nos identificamos mais. Porque ele é, de facto, a realidade. Cinzenta, grosseira, com a força de um soco no estômago e a angústia de um deus contrariado, ferido, afinal, humanizado.
Barnes é a Guerra. Ele é o Vietname.

Passatempo - THE HUNGER GAMES: A REVOLTA

A D'Magia em parceria com a Pris Audiovisuais, para acompanhar a estreia do novo filme desta saga, tem para oferecer 5 exemplares de "The Hunger Games: A Revolta" de Suzanne Collins".

Sinopse:
O mundo rendeu-se ao blockbuster The Hunger Games, que já arrecadou mais de 2,2 biliões de dólares nas bilheterias mundiais. The Hunger Games: A Revolta - Parte 2 traz agora o franchise para o seu poderoso Capítulo Final em que Katniss Everdeen [Jennifer Lawrence] percebe que as apostas não são mais apenas para a sobrevivência – elas são para o futuro de todos.
Com a nação de Panem numa guerra em grande escala , Katniss confronta o Presidente Snow [Donald Sutherland ] para o duelo final . Ela vai agora unir-se a um grupo de amigos mais próximos - incluindo Gale [Liam Hemsworth ], Finnick [Sam Claflin ] e Peeta [Josh Hutcherson ] – para uma missão com a unidade do Distrito 13 uma vez que eles estão dispostos a arriscar tudo para libertar os cidadãos de Panem , e encenar uma tentativa de assassinato contra o Presidente Snow , que se tornou cada vez mais obcecado com a destruição do distrito. As armadilhas , os inimigos e as escolhas morais aguardam pela chegada de Katniss para o desafio mais arrebatador, árduo e épico que ela alguma vez enfrentou numa outra qualquer arena The Hunger Games.
The Hunger Games: a Revolta – Parte 2 é realizado por Francis Lawrence com o argumento de Peter Craig e Danny Strong e com o aclamado elenco, incluindo a Vencedora da Academia, Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Elizabeth Banks, o Vencedor da Academia Philip Seymour Hoffman, Jeffrey Wright, Willow Shields, Sam Claflin, Jena Malone com Stanley Tucci e Donald Sutherland, com a Vencedora da Academia Julianne Moore, Mahershala Ali, Natalie Dormer, Wes Chatham, Elden Henson e Evan Ross.

Para te habilitares a ser o vencedor responde às seguintes perguntas: 
1 - Quem interpreta Gale?
2 - De quem é o argumento deste filme?

E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "Livro Hunger Games", até ao dia 2 de Dezembro, para literatura@dmagia.net.

Regras do passatempo:
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia.
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores.
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo. Não te esqueças de referir o teu nome de seguidor no email juntamente com os teus dados
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. Basta nos ires enviando os links.
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados.
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio.

Boa sorte a todos!!!

Opinião - Hugo Rosa: Muito Mais - Teatro Villaret / 13-11-2015


Sinopse: Hugo Rosa é “Muito Mais” do que o “gajo” dos cartazes. No dia em que celebra seis anos de carreira, apresenta um espectáculo de stand up comedy que cobre temas tão variados como a sua passagem pelo "Got Talent Portugal", os direitos dos homens e o seu gato. Está em cena no Teatro Villaret, em Lisboa. Depois do sucesso da participação no "Got Talent Portugal", onde o seu vídeo se tornou viral ao ser visto por mais de um milhão de pessoas em Portugal (e outro milhão na Polónia), o Hugo Rosa vai agora dissertar de uma forma humorística sobre o acontecimento televisivo que marcou o início do ano e, pelo meio, proferir ainda barbaridades muito pessoais como “ofereci um gato à minha namorada, porque já não tenho muitas coisas para lhe oferecer que não sejam um anel de noivado”.
É uma oportunidade única de ver ao vivo, a revelação da comédia portuguesa de 2015, num espectáculo inédito que inclui também um "best of” do seu trabalho. O Hugo Rosa é um comediante imperdível, aclamado por Robin Williams (“Um dos melhores comediantes vivos em Portugal. 5 estrelas!”) e pela ex-namorada (“É um estupor, filha da mãe!”).
Stand up comedy escrito e interpretado por Hugo Rosa.

Opinião por Maria Ana Jordão

Hugo Rosa sabe bem a repercussão que a participação no ‘Got talent Potugal’ teve na sua vida, mas também sabe que tem mais para dar.  Hugo Rosa oferece um espectáculo harmonioso, há sintonia entre o trabalho desenvolvido anteriormente e o trabalho actual.

O comediante mantém o estilo de humor negro que o caracteriza e, num ambiente intimista, à semelhança do que tem feito ultimamente, universaliza as suas experiências pessoais criando facilmente  empatia com o público que durante a sua performance o aplaude com gargalhadas.

Duas realidades cénicas dominam o seu espectáculo, num primeiro momento Hugo Rosa depois do video com mais de um milhão de visitas apresenta em formato digital o video da sua audição no 'Got talent Portugal' e, uma ou outra surpresa referente à sua passagem pelo programa. Num segundo momento, o comediante com a sua inquestionável presença toma conta do palco e conquista a plateia, principalmente, pela forma como conjuga a sua criatividade com acontecimentos, tão banais, como uma ida ás compras com a namorada. Num espectáculo interactivo Hugo Rocha proporciona momentos de descontracção.

Ao longo do seu espectáculo Hugo Rosa, procura não se decepcionar e não decepcionar!
Em palco percebemos que é um apaixonado pelo que faz, percebemos também que apesar do seu ligeiro nervosismo é bastante experiente e tem vindo a evoluir.
A nossa maturidade profissional, por vezes, deixa-se consumir pelo pessimismo e Hugo Rosa contrariou essa tendência, acreditando no talento que tinha, foi atrás da sua oportunidade para viver como comediante a tempo inteiro e, isso, por si só, merece o nosso aplauso.

15 de novembro de 2015

Passatempo - Verdade e Consequência

A D'Magia em parceria com a Bizâncio tem para oferecer um exemplar de "Verdade e Consequência" de Michael Palin.

Sinopse:
Keith Mabbut era escritor. Disso estava absolutamente certo. 
Embora tivesse construído uma carreira baseada na palavra escrita, chegara aos cinquenta e seis anos sem nada que se assemelhasse ao sucesso dos seus grandes heróis literários. Consolidara a opinião de que o melhor da sua obra ainda estava para vir. E, da forma que ele menos esperava, assim foi... 
Quando uma proposta de trabalho inesperada - escrever a biografia de Hamish Melville, um activista herói de causas humanitárias - o leva à Índia, Keith começa a questionar-se sobre o que é a verdade e em quem pode de facto confiar. 

Para te habilitares a ser o vencedor responde às seguintes perguntas:
1 - Qual a profissão de Keith Mabbut?
2 - Quem era Hamish Melville?

E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "Verdade e Consequência", até ao dia 17 de Dezembro, para literatura@dmagia.net.

Regras do passatempo:
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia.
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores.
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo. Não te esqueças de referir o teu nome de seguidor no email juntamente com os teus dados
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. Basta nos ires enviando os links.
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados.
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio.
Boa sorte a todos!!!

14 de novembro de 2015

Opinião - Misty Fest - Dom La Nena / 4 Novembro 2015


Dona de uma voz harmoniosa e melodiosa, Dom La Nena levou até ao pequeno auditório do CCB as músicas que cedo farão parte da minha conta iTunes. A performance apresentada trouxe ao palco um one woman show onde todos os arranjos eram conseguidos através da gravação de samples dos instrumentos à sua disposição: guitarra acústica, tarola e pratos, ukulele, sintetizador, entre outros. Certo é que o talento encheu o palco rapidamente e muitas foram as caras de surpresa quando Dom La Nena disse as suas primeiras palavras em brasileiro, depois de ter interpretado em espanhol. Muito bom!!
Apesar de claramente ser artista para poder ocupar palcos maiores, o público pôde assistir a uma sucessão de músicas muito inspiradas nos locais onde teve as suas maiores experiências: Buenos Aires, Brasil, Lisboa e França. Assim a diversidade musical foi algo muito apreciado e em qualquer ponto do espectáculo houve algum tipo de gosto a ser satisfeito por entre a audiência.
Apesar de ter um início muito suave e calmo, o ritmo das músicas foi subindo e houve até um dance off onde o prémio era um CD de Dom La Nena. Para ganhar os candidatos só teriam de dançar um pouco de samba, em pé, nos seus lugares e, aos poucos, um por um, muitos foram concorrentes. Neste momento, foram convidados alguns elementos do público a subir ao palco para poder dançar e estar um pouco com a cantora. Um momento de festa inesperado que deu o mote para o que se seguiu: ainda mais alegria e partilha.
Um dos momentos mais acarinhados da noite foi uma performance unplugged, sem amplificação vocal que foi mais do que suficiente para encher o palco, a plateia e os corações de todos. Um outro grande momento, esteve intrinsecamente ligado ao que foi o valor de produção deste espectáculo. 
Som, palco, decoração, timings e iluminação: juntos todos estes elementos tornaram coeso este espectáculo e funcionaram perfeitamente num único momento onde Dom La Nena "magicamente" transferiu luz da sua mão para estrelas que davam mais iluminação ao palco e posteriormente para o público também. Muito carinhoso, muito inocente e sobretudo muito bem executado, tendo em conta o formato one woman show.
Esta foi uma noite que cedo não vai abandonar as memórias de quem teve o prazer de ver esta cantora em palco. Mas será certo que se irão sentir as saudades de ver mais uma performance de Dom La Nena. Uma artista que definitivamente não é para perder de vista!

13 de novembro de 2015

Opinião - Filme "More" por Barbet Schroeader

Sinopse:
Stefan, um jovem estudante recém-licenciado, viaja desde a Alemanha, a sua terra natal, até Paris, onde vai conhecer a Americana Estelle. Apaixona-se por ela e, inicia-se um romance com alguns detalhes e segredos misteriosos.

Opinião por Maria Ana Jordão

More (1969) é a percepção do realizador e, argumentista Francês Barbet Schroeader sobre o universo psicadélico da época. Apresenta o seu primeiro romance erótico, nesta longa-metragem. Esta história de amor, conta com algum sexo, muita droga e rock & roll, mais precisamente: Pink Floyd!

Em More uma natural ambição em ser feliz, contrasta com um descontrolo decadente. A narrativa agridoce de More (1969) foca-se na busca pela felicidade a partir de uma concepção de liberdade.  Pensar que só se é feliz se formos livres, nada tem de errado, mas, pode ser um problema se na base da nossa felicidade a liberdade que quisermos alcançar, fugir ao nosso controlo.

As personagens principais, Stefan (Klaus Grünberg) e Estelle (Mimsy Farmer), vivem um amor singular, um amor à primeira vista. O argumento é além de imaturo mais questionável que o estilo pela maneira como o tema amor, foi abordado. A figura feminina é frágil e pecaminosa, dominada pela figura masculina. Stefan, ama Estelle, mas esta é a causadora de todos os seus males pelo menos assim terá querido que fosse Barbert Schroeader. Sobreviverá esta história de amor, apesar de tudo?

Os planos audiovisuais denotam uma forte sensibilidade, característica do realizador, Schroeader. Um estilo com muita estética e extravagancia e o ritmo mesmo que calmo envolve-nos.
A saúde do casal, entretanto, deteriora-se penosamente devido ao excessivo consumo de drogas.  O que era um ambiente de pura diversão, um modo de vida, tornou-se uma irresponsabilidade e a questão é a seguinte: será que vão a tempo de escapar com vida deste beco sem saída?

Passatempo Cinema - THE HUNGER GAMES: A REVOLTA – PARTE 2

A D'Magia em parceria com a Pris Audiovisuais tem para oferecer 10 convites duplos para a antestreia do filme "THE HUNGER GAMES: A REVOLTA – PARTE 2", dia 17 de Novembro, às 21.30h:

Lisboa – NOS Colombo – 5 convites duplos
Porto – Arrabida Shopping – 5 convites duplos

Sinopse: 
O mundo rendeu-se ao blockbuster The Hunger Games, que já arrecadou mais de 2,2 biliões de dólares nas bilheterias mundiais. The Hunger Games: A Revolta - Parte 2 traz agora o franchise para o seu poderoso Capítulo Final em que Katniss Everdeen [Jennifer Lawrence] percebe que as apostas não são mais apenas para a sobrevivência – elas são para o futuro de todos.
Com a nação de Panem numa guerra em grande escala , Katniss confronta o Presidente Snow [Donald Sutherland ] para o duelo final . Ela vai agora unir-se a um grupo de amigos mais próximos - incluindo Gale [Liam Hemsworth ], Finnick [Sam Claflin ] e Peeta [Josh Hutcherson ] – para uma missão com a unidade do Distrito 13 uma vez que eles estão dispostos a arriscar tudo para libertar os cidadãos de Panem , e encenar uma tentativa de assassinato contra o Presidente Snow , que se tornou cada vez mais obcecado com a destruição do distrito. As armadilhas , os inimigos e as escolhas morais aguardam pela chegada de Katniss para o desafio mais arrebatador, árduo e épico que ela alguma vez enfrentou numa outra qualquer arena The Hunger Games. 
The Hunger Games: a Revolta – Parte 2 é realizado por Francis Lawrence com o argumento de Peter Craig e Danny Strong e com o aclamado elenco, incluindo a Vencedora da Academia, Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Elizabeth Banks, o Vencedor da Academia Philip Seymour Hoffman, Jeffrey Wright, Willow Shields, Sam Claflin, Jena Malone com Stanley Tucci e Donald Sutherland, com a Vencedora da Academia Julianne Moore, Mahershala Ali, Natalie Dormer, Wes Chatham, Elden Henson e Evan Ross.

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas:
- Quem interpreta Katniss Everdeen?
- Quem é o realizador deste filme?


Regras do passatempo:
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo e Número de BI ou CC.
2) O assunto do email deverá ter a menção "Hunger Games" + Localidade Pretendida (Lisboa/Porto)
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 15 de Novembro.
5) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.
6) Os nomes dos vencedores serão colocados online e avisados através de email.

12 de novembro de 2015

Opinião - Filme "13 minutos" por Oliver Hirschiegel

Sinopse:
Uma biografia de Georg Elser, o homem que tentou matar Adolf Hitler. A 8 de novembro de 1939, Elser colocou uma bomba atrás de um púlpito que iria ser usado por Hitler, em Munique. Mas o Führer deixou o local 13 minutos mais cedo do que o previsto, contrariando o plano que poderia ter evitado a Segunda Guerra Mundial.
Quem era este homem que reconheceu o perigo de Hitler mais cedo do que muitos outros, que passou à ação quando toda a gente, incluindo os generais alemães, humildemente obedeciam a ordens ou se mantinham em silêncio? 13 MINUTOS é baseado numa história verídica

Opinião por Maria Ana Jordão

Exactamente! 13 foram os minutos que podiam ter evitado a segunda guerra mundial. É-nos assim apresentado Georg Elser um músico profundamente sensível, enfrentou os seus receios e achou que podia fazer a diferença mas será que tinha noção de que podia ter mudado o rumo da história da humanidade?
13 minutos estreia hoje, dia 12 de Novembro.

O espectador talvez espere que o filme Hirschbiegel seja um romance histórico recheado de referências sobre a II guerra, no entanto, esta trama explora a vida do homem conhecido por concretizar um plano que falhou (por 13 minutos).

Christian Friedel narra a história da longa-metragem de Oliver Hirschbiegel. É impossível ficar indiferente à influência de Hitler e a tudo o que defendia e, certamente que o espectador não vai ficar indiferente ao homem que o desafiou ao ponto de querer matá-lo. Elser queria sozinho por fim a todo o terror que Hitler provocara.

O olhar do realizador dá-nos um ritmo intenso que mantém o espectador cativado do início ao fim.  Einstein terá dito ser infinita a estupidez humana e, em grupos a obediência à autoridade pode ser prova disso mesmo.  Um argumento que não só é rentável como inteligente, acompanha a audaz desobediência de um homem como qualquer outro. O diálogos destacam-se e tomamos conhecimento de duas perspectivas sobre Füher – a da obediência e a da desobediência. O espectador pode contar ainda com algum romance.

Quem senão Oliver Hirschbiegel, para realizar 13 minutos. O realizador, que foi também autor de, “A queda: Hitler e o fim do terceiro Reich” (2004) mostra domínio sobre esta temática.  O que retirou a Segunda Guerra Mundial aos Seres Humanos envolvidos não se pode comparar ao plano de Elser, mas, a brutalidade desta história é suficiente para que se faça dela uma tentativa de consciencialização cívica. 



Passatempo - Anjos e Milagres

A D'Magia em parceria com a Guerra e Paz tem para oferecer um exemplar de "Anjos e Milagres" de Maria Helena.  

Sinopse:
Um livro para responder aos milhares de pedidos que chegaram às mãos da Maria Helena, depois de percorrer o país a dar a conhecer as orações de Acreditar, Rezar, Amar. Em Anjos e Milagres, Maria Helena dá a conhecer, pela primeira vez, os anjos e os seus extraordinários poderes, através de novas orações, que escolheu e escreveu para levar consolo e esperança às vidas dos portugueses.


Para te habilitares a ser o vencedor responde à seguinte pergunta:
1 - Em Anjos e Milagres, Maria Helena dá a conhecer, pela primeira vez, o quê?
E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "Anjos e Milagres", até ao dia 12 de Dezembro, para literatura@dmagia.net.

Regras do passatempo:
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia.
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores.
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo. Não te esqueças de referir o teu nome de seguidor no email juntamente com os teus dados
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. Basta nos ires enviando os links.
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados.
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio.
Boa sorte a todos!!!

9 de novembro de 2015

Passatempo - MUITO MAIS - HUGO ROSA

A D'Magia em parceria com o Hugo Rosa tem para oferecer 3 convites duplos para o espectáculo MUITO MAIS no dia 13 de Novembro às 23h55 no Teatro Villaret.
Sinopse: 
Hugo Rosa é “Muito Mais” do que o “gajo” dos cartazes. No dia em que celebra seis anos de carreira, apresenta um espectáculo de stand up comedy que cobre temas tão variados como a sua passagem pelo "Got Talent Portugal", os direitos dos homens e o seu gato. Está em cena no Teatro Villaret, em Lisboa.
Depois do sucesso da participação no "Got Talent Portugal", onde o seu vídeo se tornou viral ao ser visto por mais de um milhão de pessoas em Portugal (e outro milhão na Polónia), o Hugo Rosa vai agora dissertar de uma forma humorística sobre o acontecimento televisivo que marcou o início do ano e, pelo meio, proferir ainda barbaridades muito pessoais como “ofereci um gato à minha namorada, porque já não tenho muitas coisas para lhe oferecer que não sejam um anel de noivado”.
É uma oportunidade única de ver ao vivo, a revelação da comédia portuguesa de 2015, num espectáculo inédito que inclui também um "best of” do seu trabalho. O Hugo Rosa é um comediante imperdível, aclamado por Robin Williams (“Um dos melhores comediantes vivos em Portugal. 5 estrelas!”) e pela ex-namorada (“É um estupor, filha da mãe!”).
Stand up comedy escrito e interpretado por Hugo Rosa.

Se não fores um dos vencedores, podes comprar o teu bilhete em: ticketline.sapo.pt/evento/MUITO-MAIS-11698

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder à seguinte pergunta: 
- Qual é a música que podes ouvir neste vídeo: http://bit.ly/1iOI3S7 ?

Regras do passatempo: 
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo e Número de BI ou CC. 
2) O assunto do email deverá ter a menção: Passatempo MUITO MAIS
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail. 
4) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 11 de Novembro. 
5) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random. 
6) Os nomes dos vencedores serão avisados através de email.

Passatempo Série - SPARTACUS

A D'Magia em parceria com a Fox Portugal tem para oferecer 3 DVD's do série "SPARTACUS - Os Deuses da Arena".

Sinopse:
‘Spartacus: Os Deuses da Arena’ conta a história do original campeão da House of Batiatus (John Hannah). A House of Batiatus está a viver o seu melhor momento, colhendo os louros do brilho e fama do campeão Gannicus, cuja habilidade a manejar a espada só pode ser comparada á sua sede por mulheres e vinho. Este é o momento que o jovem Batiatus sonhou viver. Determinado a ultrapassar o seu pai e a assumir o controlo, é capaz de trair qualquer um sem pestanejar para assegurar que os seus gladiadores sejam os melhores. Ao seu lado está a sua leal e calculista mulher, Lucretia, que o apoia em todos os esquemas e traições. Juntos vão fazer de tudo para enganar o povo, conquistar e agarrar o poder e encher Capua de sangue  

Para te habilitares a ser o vencedor responde às seguintes perguntas:
- Quem interpreta Gannicus?
- Como se chama a mulher de Batiatus?

E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "Spartacus - Deuses da Arena" para literatura@dmagia.net.



O passatempo termina dia 9 de Dezembro. 

Regras do passatempo: 
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal. 
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia. 
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores. 
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia 
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo. 
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. 
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados.   
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio. 

Boa sorte a todos!!!

8 de novembro de 2015

Opinião - Filme "Our Brand is crisis" ou "Profissionais da crise" por David Gordon Green

                                              


Sinopse: 

Uma mulher americana, com um prestigiado trabalho em campanhas políticas, é enviada para terras devastadas pela guerra na América do Sul para ajudar a instalar um novo líder. Mas começa a receber ameaças dum rival de longa data...

Opinião por Maria Ana Jordão

‘Profissionais da crise’ tem sempre como foco o trabalho de profissionais da política, mas pode-se direccionar, tanto para, o percurso desses profissionais como para, uma visão mais humana dos candidatos à presidência que dependem do trabalho de pessoas como Jane (Sandra Bullock).

Jane está há muito tempo afastada do cenário político. Antigamente Jane, não olhava a meios para atingir os fins e Castillo (Joaquim de Almeida) quer ganhar a corrida ás eleições a todo o custo. 
Um dos desafios da estratega, será convencer o povo Bolíviano, de que Castillo é o melhor apesar de não ser o seu favorito.  

‘Profissionais da crise’ não apresenta uma realidade política universal, mas primordialmente a dos Estados Unidos. Para Jane, atingir a maioria absoluta é uma questão de publicidade e para que tal aconteça é necessário vender uma imagem, um slogan. 

'Se o voto mudasse alguma coisa, seria proíbido' é o que nos diz Jane que tem como estratégia fazer com que o povo Bolíviano recupere a confiança em Castillo. Um slogan arrebatador, diferente do candidato adversário parece ser o ideal pode o espectador imaginar qual é? ‘Our brand is crisis’, certamente! A equipa de Castillo e o próprio vão vender a ideia de que é ele o único a ter medidas de combate à crise. 

Começa a competição desenfreada tanto entre políticos, como, entre estrategas de partidos opostos. O ritmo acelera, fazendo com que o destaque de ‘Profissionais da crise’ vá para o moderno design da sua edição. Apesar de completo, e, de nos contemplar com algumas surpresas o argumento não escapa à previsibilidade. O diálogo, reduz brilhantemente a conjuntura política à sua dimensão visual, não desenvolvendo tanto a acção política na dimensão sócio-económica. O espectador pode ainda contar com momentos de humor inteligente. 

Há assertividade mas forçada, apesar de ‘Profissionais da crise’ ser baseado em factos reais. As personagens principais, Joaquim de Almeida e Sandra Bullock criam empatia com o público em individualmente, pois entre si não têm ligação, podiam perfeitamente carregar em separado esta longa-metragem de David Gordon Green. 

O argumentista e realizador de ‘Profissionais da crise’ preocuparam-se em apresentar uma visão simples mas credível da política e, tudo o que a envolve.
Deixamos uma questão ao espectador: Será que a falta de conexão entre as personagens principais, Jane e Castillo, se deve ao ambiente competitivo? 

7 de novembro de 2015

Opinião - Je Suis Cordes



Sinopse:
Depois de esgotar todas as sessões de “Isto Era Para Ser Com o Sassetti” em Lisboa e Porto, Rui Sinel de Cordes dá mais um passo em frente.
Je Suis Cordes é mais um espectáculo de stand-up comedy - o quarto solo do humorista desde 2012, que irá ser apresentado numa data única em Lisboa, na sala principal do Coliseu dos Recreios.
Este espectáculo marca o regresso ao estilo de stand-up comedy puro a que Rui Sinel de Cordes nos habituou em “Black Label” e “Punchliner”, pelo que o público pode contar com estórias engraçadas, one-liners, pensament... oh, quem é que estamos a tentar enganar? Será mais uma noite épica de rock 'n' roll em forma de comédia, sem regras nem pedidos de desculpas e carregado de Gin tónico e verdades incómodas. Mas acima de tudo, Gin tónico.

Opinião:
Em noite memorável, o Coliseu de Lisboa encheu para receber de volta o comediante mais controverso de Portugal. Não desiludiu. Atenção quem se possa ofender facilmente ou seja suscetível a alguns assuntos, Rui Sinel de Cordes fala de tudo um pouco: relações humanas, actualidade, social e até de si próprio. Muito de si próprio. O Cavaleiro Negro do humor joga com o tamanho da audiência que conquistou (cerca de 2000 pessoas) adoptando muitas vezes um registo mais pessoal quase de contador de histórias, daquelas que fariam corar muita gente. Como se não bastasse, ilustrando com slides caricaturais das suas experiências de vida, incidindo fortemente nas suas relações pessoais e íntimas. Atenção, são imagens por vezes extraordinariamente gráficas. Com o à vontade de quem está a falar de uma ida ao café ou de um jantar de amigos, o seu humor social e observacional com um twist ácido, levou os dois milhares de pessoas a momentos de conexão total, mesmo e principalmente em assuntos polémicos. É, sem dúvida, o melhor solo de stand-up nacional. Recomendado.

6 de novembro de 2015

Opinião - Don Giovanni ou O Imorigerado Imortal

Sinopse:
Don Giovanni tem a vida que sempre sonhou. Sedutor irresistível, ateu convicto, semeia sem dó um amor infértil, deixando milhares de mulheres (só em Espanha foram 1003) a suspirar por uma paixão que nunca será correspondida. Leporelo, o seu, cada vez menos, fiel aio tem reprovado insistentemente a vida de Don Giovanni, criticando os seus costumes, prevendo-lhe um final infeliz, caso não mude de atitude perante as mulheres, perante a vida, perante Deus. A ação começa com a notícia do assassinato do Comendador, a sua filha, D. Ana, jura vingança e pede a D. Otávio, seu fiel noivo, que a ajude a encontrar o criminoso que ceifou a vida do seu pai. Há rumores que o autor do assassinato poderá ter sido Don Giovanni, surpreendido numa das suas investidas noturnas pelos quartos das doces donzelas. Leporelo tem quase a certeza de que não será apenas um rumor, mas tudo faz para encobrir a alegada culpa do seu amo, apesar de o ter confrontado várias vezes com o assassinato. Sem nunca assumir o crime, Don Giovanni diverte-se na vida libertina, soma e segue conquistas, levando D. Elvira à loucura, que nunca superou a traição do seu amado. Desde que o ímpio a abandonou, D. Elvira nunca mais falou, passando apenas a cantar a sua desgraça e jurou um dia vingar-se do homem que “matou” o seu coração.
O cerco vai-se apertando a Don Giovanni até ao dia em que será confrontado com os seus crimes… de amor. Mas uma revelação inesperada irá mudar o rumo dos acontecimentos, mostrando um sedutor que poucos imaginavam…!

Opinião:
Nada melhor que passar uma bela noite no fantástico Teatro da Trindade e assistir à peça musical Don Giovanni. Inspirada na ópera de Mozart e no libretto de Lorenzo Da Ponte, Don Giovanni conta com a encenação de Paula Sousa Costa e as interpretações de Ângelo Rodrigues, Liliana Santos, António Machado, Júlia Belard, Tiago Costa, Sérgio Moura Afonso e Carol Puntel, interpretação.
Ao entrarmos na sala de espectáculos do Teatro da Trindade deparamo-nos com Dona Elvira, impávida e triste, no seu traje de casamento... E assim iniciam as peripécias de Don Giovani, um assassinato, uma noiva abandonada, um mulher em busca de vingança pelo assassinato do seu pai e o seu fiel noivo, que anseia em busca do assassino do seu futuro sogro, um noivo traído e as investidas incansáveis de Don Giovanni à bela Zerlina... No meio desta acção encontra-se Leporelo, o fiel criado de Don Giovani que tudo faz para encobrir a a alegada culpa de assassinato do seu amo e investidas aos quartos das doces donzelas por Don Giovani.
De realçar a interpretação da fantástica Carolina Puntel e o Alis Ubbo Ensemble, que brilham e dinamizam a acção libertina de Don Giovani.
António Machado interpreta de forma brilhante e cómica o incansável Leporelo.
A peça está bem conduzida e faz com que entremos nas aventuras e desventuras do protagonista, deixando-nos a apetecer mais além do final, pois queremos mais história, mais aventuras de Don Giovani e levando-nos à breve conclusão de que nem tudo o que parece é aquilo que aparenta, supreendendo-nos... E mais não digo... O melhor é dar um pulinho ao Teatro da Trindade e ver esta fantástica peça musical!

Apresentação do Festival Vodafone Mexefest


Experiências únicas, novas descobertas, de Música e também de espaços da cidade, movimento e alegria, são alguns dos ingredientes que, ano após ano, fazem do Vodafone Mexefest uma experiência musical única. O cartaz está finalmente completo e os roteiros para os dias 27 e 28 de novembro podem ser já construídos pelo público. Já disponíveis estão também os horários e as salas, com destaque para as novidades: o Tanque, a Sala 3 do Cinema São Jorge e o regresso tão desejado do Teatro Tivoli BBVA. E porque as experiências inesquecíveis fazem parte do ADN do Vodafone Mexefest, apresenta-se também o Vodafone Blackout Room, uma experiência sensorial que promete surpreender todos aqueles que entrarem nestes espetáculos especiais. 
Pelos palcos da Avenida estava já garantida muita da melhor música nova Nacional e Internacional. O cartaz fica completo com as últimas confirmações: Beautify Junkyards, Best Youth, Cave Story, Ciência Rítmica Avançada (curadoria por Rui Miguel Abreu): Bison & Squareffekt, Roger Plexico, Nerve e Dj Firmeza, Coletivo Bomba de Oxigénio: Tiago Santos, Carlos Cardoso, Ricardo Guerra e Mary B, El Salvador, Flamingos, Holy Nothing, Jenny Hval, Meu Kamba Live, Pás de Probléme, Rita & O Revólver, Salvador Sobral, San Holo, The Babe Rainbow, The Sunflowers. Muitos nomes nacionais, reforçando a aposta na música portuguesa do Festival, e as estreias no nosso país de Jenny Hval, San Holo e The Babe Rainbow, completam o cartaz do Vodafone Mexefest.
A descoberta de espaços inusitados, por norma fechados ou onde não é habitual decorrerem espetáculos, é um dos grandes pontos de interesse do Vodafone Mexefest. Excelente exemplo disso na edição deste ano é a estreia no roteiro do Festival da antiga piscina do Ateneu Comercial de Lisboa, agora conhecida como Tanque. Com o palco colocado literalmente dentro da piscina, este espaço é o sítio ideal para o público “mergulhar” no espirito Vodafone Mexefest. Outra estreia é a Sala 3 do Cinema São Jorge, que irá receber o Vodafone Blackout Room. Outra novidade é o regresso ao Teatro Tivoli BBVA, espaço emblemático da cidade e também do Festival, onde já decorreram alguns dos melhores concertos de edições passadas.
Todos os anos a Vodafone procura desenvolver ações que, para além de potenciarem o espírito irreverente, dinâmico e trendsetter que a marca assume na sua ligação à música, contribuem para ampliar e aprofundar a experiência de quem vai ao Festival. O melhor exemplo disso é o Vodafone Blackout Room, a grande novidade da edição de 2015. Na Sala 3 do Cinema São Jorge, tempo e espaço ganham uma nova perspetiva, proporcionando uma experiência musical única. Os concertos acontecem às escuras, apelando a uma experiência puramente sensorial e imperdível.


Bilhetes
Até 26 de outubro: 45€
Nos dias 27 e 28 de novembro: 50€
O bilhete é um passe único que deverá ser trocado por pulseira, pessoal e intransmissível, colocada ao próprio pela Organização, na bilheteira do Festival localizada no Coliseu dos Recreios, a partir de 26 de novembro.

Locais de Venda
Facebook Música no Coração, Blueticket - Call Center 707 780 000, lojas FNAC, lojas Worten, El Corte Inglês (Lisboa e V. N. Gaia), Centros Comerciais Dolce Vita (Amadora, Porto, Vila Real, Ovar, Coimbra e Funchal), Casino de Lisboa, Galerias Campo Pequeno, Abep, Estações de Correios, lojas Media Markt, Turismo de Lisboa, Bilheteira Online, Ticketline, Coliseu dos Recreios, Festicket.

5 de novembro de 2015

Passatempo Cinema - ELA É MESMO O MÁXIMO (SHE´S FUNNY THAT WAY)

A D'Magia em parceria com a Pris Audiovisuais tem para oferecer 20 convites duplos para a antestreia do filme "ELA É MESMO O MÁXIMO (SHE´S FUNNY THAT WAY) ", no dia 11 de Novembro, às 21.30h:

Lisboa – Cinema UCI El Corte Ingles – 10 convites duplos 
Gaia – Cinema UCI Arrabida Shopping– 10 convites duplos

Sinopse:
Isabella “Izzy” Patterson (Imogen Poots) é uma call girl com aspirações a ser actriz que, durante um encontro no Barclay Hotel de Manhattan com Arnold Albertson (Owen Wilson), um bem sucedido director de cinema e de teatro, prestes a estrear uma nova peça na Broadway, recebe 30.000 dólares para fazer algo de diferente na vida.
Apesar de Isabella ficar claramente surpreendida, aceita a oferta. Mas ao fazê-lo, desencadeia uma série de acontecimentos que irão mudar a vida de toda a gente com quem ela se cruza: a mulher de Arnold e estrela da sua peça, Delta Simmons (Kathryn Hahn); o protagonist da peça, Seth Gilbert (Rhys Ifans), que também rivaliza com Arnold pelo afecto de Delta; o dramaturgo Joshua Fleet (Will Forte), que se apaixona por Isabella; a sua psicóloga, Jane (Jennifer Aniston), que na verdade é namorada de Joshua; e o distinto e estimado Juiz Pendergast (Austin Pendleton), um antigo cliente de Isabella e que ainda está obcecado por ela.
A juntar à confusão estão ainda os pais de Isabella (Cybill Shepherd e Richard Lewis) e um misterioso detective (George Morforgen), contratado pelo juiz, e que se descobre ser afinal o pai de Joshua Fleet. Para todos eles, quando o filme acabar, nada será como dantes…
A história é-nos contada à medida que Isabella responde às questões de uma cínica entrevistadora (Illeana Douglas), na Baixa de Hollywood, contando-lhe como uma rapariga de Brooklyn se transforma de call girl em estrela de cinema. Um verdadeiro conto de fadas que se tornou realidade…  

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas:
- Quem interpreta Isabella “Izzy” Patterson?
- Qual a sua profissão?

Regras do passatempo: 
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo e Número de BI ou CC.
2) O assunto do email deverá ter a menção: ELA É MESMO O MÁXIMO + Localidade Pretendida (Lisboa/Porto)
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 8 de Novembro.
5) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random. 6) Os nomes dos vencedores serão avisados através de email.

Passatempo Cinema - ROCK THE KASBAH - BEM-VINDO AO AFEGANISTÃO

A D'Magia em parceria com a Nos Audiovisuais tem para oferecer 10 convites duplos para a antestreia do filme "ROCK THE KASBAH - BEM-VINDO AO AFEGANISTÃO", no dia 10 de Novembro, às 21.30h:

Lisboa – Cinema NOS Colombo – 5 convites duplos 
Porto – Cinema NOS Norte Shopping– 5 convites duplos

Sinopse:
Richie Lanz (Bill Murray), um azarado manager de bandas rock, acompanha a sua última cliente (Zooey Deschanel) num tour pelo Afeganistão. Depois de ser abandonado por esta em Cabul, sem dinheiro e sem passaporte, Richie descobre numa povoação local uma jovem com uma voz extraordinária e decide ser seu agente, apresentando-a numa versão afegã do American Idol, o localmente popular Afghan Star. 

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas:
- Quem interpreta Richie Lanz?
- Como se chama a versão afegã do American Idol?

Regras do passatempo: 
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo e Número de BI ou CC.
2) O assunto do email deverá ter a menção: ROCK THE KASBAH + Localidade Pretendida (Lisboa/Porto)
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 8 de Novembro.
5) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random. 6) Os nomes dos vencedores serão avisados através de email.

Passatempo - PESSOA ESTÁ DE VOLTA - GUILHERME FONSECA

A D'Magia em parceria com a Meio Termo tem para oferecer 2 convites duplos para o espectáculo PESSOA ESTÁ DE VOLTA - GUILHERME FONSECA no dia 7 de Novembro às 23.45 no Cinema São Jorge. 

Sinopse: 
É impressionante mas é verdade. Um escritor do séc. XIX e uma figura do jetset português conseguem, em apenas duas frases, resumir o espectáculo Pessoa na perfeição. Em Fevereiro de 2013 o guionista e humorista Guilherme Fonseca perdeu o seu pai e neste seu segundo espectáculo a solo disserta sobre o que se passou. Tudo isto numa hora de piadas sobre a vida, sobre a morte e sobre peidos. Atenção: nesta sinopse, quando se diz "perdeu o pai" é porque aconteceu um ataque cardíaco fulminante. Não é porque o Guilherme o deixou num sítio e agora não se lembra onde está. Isso seria estúpido. O espectáculo não é. 

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder à seguinte pergunta: 
- Este segundo espectáculo a solo de Guilherme disserta sobre? 

Regras do passatempo: 
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo e Número de BI ou CC. 
2) O assunto do email deverá ter a menção: Passatempo PESSOA ESTÁ DE VOLTA
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail. 
4) O passatempo é válido até às 15:59 de dia 6 de Novembro. 
5) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random. 
6) Os nomes dos vencedores serão avisados através de email.

3 de novembro de 2015

Opinião - Futuro Eu / David Fonseca - CCB 30 Outubro 2015


Um dos melhores artistas portugueses e claramente um dos melhores compositores e escritores no activo. Se forem como eu, puderam acompanhar de perto a evolução e crescimento de David Fonseca, mas longe vão os tempos dos Silence 4 e cada vez mais essa memória desvanece de todas as nossas mentes. A verdade é que a qualidade e engenho musical de David Fonseca fazem com que seja cada vez mais um artista de nome próprio. Mas nem por um segundo parece que todos estes factores influenciam o a pessoa e o estado de espírito deste artista, e é por todas estas razões que cada novo álbum seu é visto com muita admiração e carinho pelos fãs.
É assim que chegamos a dia 30 de Outubro de 2015, com o concerto de apresentação do seu novo álbum: Futuro Eu. Dando o mote logo desde o inicio com o single do mesmo nome, a música Futuro Eu foi apresentada como uma bandeira da ginástica musical de David Fonseca. Mas nem só de músicas novas viveu este concerto e como nem todos podemos ser fãs acérrimos do artista, mas todos temos pelo menos uma música sua que nos marca, este não foi apenas um concerto de apresentação.
Por entre muitas músicas do novo álbum e a convidada surpresa, Márcia, e interpretação em dueto da música É-me igual, houve muitos momentos de pura exaltação. Um desses momentos foi o início da música Superstars que colocou todo o público a dançar e bater palmas de forma espontânea. Esta celebração estendeu-se para a música Stop 4 a Minute. E nesta não foram só palmas que soaram em toda a sala, mas também toda a letra e os seus gemidos característicos. E foi no meio de tudo isto que David Fonseca saiu do palco e aventurou-se por entre o público com a sua guitarra e ali ficou até ao final. Loucura geral!! Absolutamente incrível!! Mas não foi esta a única vez que o cantor partiu numa aventura dessas! Pois, a seu pedido, ele fez circular um pára-quedas aberto por todos os elementos do público e posteriormente abrigou-se por debaixo dele com alguma parte do público, partilhando assim com eles uma das partes mais intimistas do espetáculo.
Uma das maiores qualidades de David Fonseca, fora da música, é a sua persona em palco, o que torna todos os seus espetáculos em experiências intimistas e de extrema cumplicidade. E esta é uma vertente que David exibe como ninguém. Desta forma, frases e até mesmo conversas inteiras como o público foram recorrentes e esperadas com grande antecipação por todos nós. E só assim poderíamos ter conhecimento de um elemento do público que poderá ou não ter conseguido um "blind-date" tentando vender um bilhete para o espetáculo no OLX, ou até mesmo da confissão do próprio David sobre pequenos "furtos" inocentes de chocolates... pequenas preciosidades que só poderiam acontecer num concerto deste calibre.
E eis que após 2 encores e uma pequena inconfidência de David sobre o significado destes momentos nos espetáculos de hoje em dia, chegámos ao verdadeiro fim do concerto e à musica The 80's, que deixou o público com muita vontade de um verdadeiro encore, acabando o espetáculo em alta e deixando o público já a pensar em qual seria a próxima vez que podería ver David Fonseca de novo em palco.

1 de novembro de 2015

Opinião - Filme "Mia Madre" por Nani Moretti


Sinopse:
Margherita (Margherita Buy) é uma diretora de cinema que está prestes a iniciar as filmagens de seu novo longa-metragem, que será protagonizado pelo galanteador astro internacional Barry Hughins (John Turturro). Paralelamente, ela precisa lidar com vários problemas em sua vida pessoal, como o fim de um relacionamento e a doença da mãe (Giulia Lazzarini), que está internada no hospital.

Opinião por Maria Ana Jordão:

Os planos audiovisuais captam, com potência e realismo a história emotiva de ‘Mia Madre’. 
Com um ritmo calmo, na sua generalidade, o mais recente filme de Nani Moretti é bastante equilibrado.

Naquela que é a sua obra mais pessoal, Moretti dedica ‘Mia Madre’ à sua Mãe, que morreu em 2011 durante as filmagens de ‘Habemus Papa’. Com carácter auto-biográfico, 'Mia Madre', tanto pode ser um drama cómico como uma comédia dramática. O argumento, escrito, também pelo realizador, propõe uma reflexão sobre a fragilidade humana.

Personagens egocêntricas como Barry Hughins (John Turturro) ou neuróticas como Margherita (Margherita Buy) é o que o guião nos apresenta, juntamente, com um diálogo sensível, com um humor que nos põe a chorar de tanto rir, ou faz-nos parar de rir para chorar

Ninguém é indiferente a um evento como a doença de alguém de quem tanto gostamos. O envelhecimento da sua mãe afecta a vida pessoal e profissional de Margherita que começa a por em causa tudo o que sabe, chegando à conclusão que pouco ou nada sabe sobre a vida. Aos poucos Margherita, vai-se sentido cada vez mais perdida.

Independentemente da forma como interpretamos a morte, vivemos em conjunto ou separadamente processos que lhe são subjacentes, falamos da aceitação e/ou negação. A morte é universal, mas, a forma como a encaramos é pessoal. Como irá Margherita enfrentar esta realidade? 

Quem segue o trabalho de Moretti, verifica que em ‘Mia Madre’ o realizador é fiel ao seu estilo, quem não o segue é, introduzido ao universo Morettiano, nesta obra.

'Mia Madre' vai surpreender pela positiva a seguidores e a não seguidores, interessados.

Contrariando a incerteza que o amanhã representa, mais tarde ou mais cedo, temos de lidar com a certeza de perder alguém que nos é próximo. Cabe-nos aproveitar ao máximo, a sua companhia!