24 de novembro de 2015

Open Day Adidas SS16

Hoje, no Museu Berardo, decorreu o Open Day Adidas SS16, onde foi apresentada em primeira mão a nova coleção da Adidas para 2016, e nós estivemos lá.


Misturando os desenhos clássicos adornados com os extravagantes padrões que a marca nos tem vindo a habituar, a inspiração surge, desta vez, do rejuvenescimento de equipamentos de performance vintage tais como o do baseball, o do ténis, o do basquetebol, entre outros.


Apresentando assim gamas completas inspiradas no mesmo padrão, a Adidas criou um vasto leque de escolhas dinâmicas e arrojadas, o que torna muito difícil de não querer logo levar umas quantas peças para casa.


A coleção feminina, com a assinatura de Rita Ora, e uma inspiração em motivos japoneses e florais, apresenta linhas mais fluídas que conseguem transportar os desenhos retro de muitas peças para uma linguagem mais moderna e vanguardista, com a ajuda de um tipo de decoração muito abragente que acaba por funcionar na perfeição com as gamas dos fatos de banho e até mesmo dos quimonos.


Já na coleção masculina as linhas mantêm-se clássicas e sóbrias, e é na variedade de cores e simbolos que a irreverência toma lugar, permitindo sempre encontrar algo muito pessoal e personalizado.

A nova coleção da Adidas promete continuar com a fórmula de sucesso que tanto tem contribuido para o crescimento desta nova fase da marca e que a continuará a permitir expandir horizontes e a deixar-nos cada vez mais surpreendidos com a sua criatividade e capacidade.

Opinião – “Perigosas Tentações” de Eli Roth


Sinopse:
Quando um marido dedicado e pai, é deixado sozinho em casa durante um fim-de-semana de trabalho, duas jovens ociosas batem inesperadamente na sua porta para pedir ajuda. 
O que começa como um gesto de solidariedade resulta numa sedução perigosa e num jogo mortal de gato e rato.

Opinião por: Artur Neves
Este filme apresenta-se como uma parábola de justiça moral, começando por nos apresentar uma família de classe média; pai arquitecto, mãe artista plástica e dois filhos em idade escolar, que junto com a mãe vão desfrutar de um fim-de-semana prolongado junto à praia, enquanto o pai fica em casa devido a obrigações profissionais inadiáveis.
É neste ambiente que se desenrolará a acção, que tem início quando duas jovens lhe batem à porta, interrompendo o seu trabalho, que não mais voltará a retomar, decorrente da espiral de acontecimentos que o filme nos dá a conhecer, num crescendo de violência, inicialmente camuflada e que se vai sucessivamente descobrindo, praticado pelas duas raparigas, inicialmente com ar cândido, que vai endurecendo, de acordo com as malfeitorias praticadas.
No desenrolar do argumento pode apreciar-se um crescendo de tensão razoavelmente bem conseguido, embora nalgumas vezes através de cenas pouco convincentes que me fez perguntar de mim para mim como é que o agredido não tinha previsto aquilo e se deixava enredar cada vez mais naquele novelo de armadilhas que posteriormente justificam a punição física pelos “pecados” cometidos, provocados pelas duas pretensas justiceiras.
Este filme segue aproximadamente o guião do filme de Michael Haneke; “Funny Games” de 1997 (Brincadeiras Perigosas em Portugal) em que dois rapazes desempenhavam um papel semelhante ao praticado por estas duas raparigas, todavia neste filme de Haneke, o “mal” é real, sente-se a sua espessura, a sua intensidade crescente e sem vacilação, pois o seu objectivo é precisamente esse; a prática do “mal” pelo “mal” em si mesmo para puro gáudio dos seus percursores.
Neste porém, o argumento tenta imprimir uma “justificação” nos actos praticados pelas duas algozes femininas, como se essa componente “moral” acrescentasse algo de valor para a trama, para os actos praticados ou para o interesse do espectador, que até se mantêm durante todo o visionamento, embora com possibilidade de formular algumas interrogações, como referi anteriormente.

Opinião - “Youth” de Paolo Sorrentino


 
Sinopse:
Um maestro reformado passa férias nos Alpes com a sua filha e o seu melhor amigo que é realizador de cinema, quando recebe um convite da Rainha de Inglaterra para dirigir a orquestra no aniversário do príncipe Filipe.
 
Opinião por Marta Nogueira
Foi Oscar Wilde quem afirmou que a juventude é o bem mais precioso que possuímos. Mais do que a beleza, tão apreciada pelo autor irlandês, a juventude é o maior tesouro do ser humano. Talvez porque a juventude é sinónimo de dois verbos fundamentais – acreditar e desejar.
É precisamente disso que trata o segundo filme de língua inglesa do realizador italiano Paolo Sorrentino, galardoado em 2014 com o oscar de melhor filme estrangeiro por “A Grande Beleza”. Arrasta, por enquanto, algumas boas expectativas, pois chegou a ser nomeado para a Palma de Ouro do Festival de Cannes deste ano, embora não tenha vencido.
Este belíssimo filme de Sorrentino segue o estilo técnico apresentado em “A Grande Beleza”, mas consegue ser mais interessante do ponto de vista do enredo, e irá certamente agradar a um público mais vasto, sem comprometer as suas qualidades. Sorrentino equilibra de uma forma soberba a poesia e a respiração das imagens com uma história apelativa, ternurenta, trágica e com piscadelas de olho humorísticas, sem nunca resvalar para o excessivo melodrama ou a profundidade demasiado críptica de algum cinema europeu de autor. Para isso, também contribuiu a escolha dos actores principais – os veteranos Michael Caine e Harvey Keitel, ambos em estado de graça, e os mais jovens mas competentíssimos Rachel Weisz e Paul Dano. Não esquecendo uma aparição fugaz mas tremenda da magnífica Jane Fonda.
Enquanto repousam num hotel de luxo alpino, os dois artistas amigos discorrem sobre o passado, o presente e o futuro, à medida que se vão cruzando com outros hóspedes a atravessarem diversas crises existenciais – um actor em pleno estudo de personagem, uma velha glória do futebol deliciosamente parecido com o Diego Maradona obeso de há uns tempos atrás, a filha e assistente do compositor e maestro a experimentar uma irreversível crise conjugal, e umas quantas outras personagens passageiras que incluem uma massagista introvertida, uma prostituta de luxo, uma Miss Universo e um casal idoso em permanente silêncio.
Nesta “montanha mágica” de Sorrentino, onde o tempo parece também deter-se à semelhança da de Mann (uma parte do filme foi de facto filmada no hotel que serviu de inspiração ao escritor para o seu romance), aquilo que parece, quase nunca é. Num ritmo sincopado e suave, à semellhança daquele que o velho maestro vai procurando em tudo o que observa, Sorrentino oferece-nos uma melodia nostálgica sobre a juventude, a velhice, a doença, a morte, o desejo e a vida. Cada personagem deambula por um imaginário real próprio que contribui como um instrumento para o conjunto desta orquestra, e ninguém desafina. Nem o realizador, que consegue compor uma harmonia subtilmente bela, límpida e equilibrada, composta por todos estes universos distintos, nem os actores que a tocam virtuosamente mas sem exagerados alaridos – excepção gentilmente concedida à grande Fonda que tem um momento histriónico sublime.
Jimmy, o actor em pesquisa para um papel desconcertante, conclui que após observar os hóspedes do hotel, tem de escolher entre representar o horror ou o desejo e decide escolher o desejo. Ele quer contar o desejo, tão puro, tão impossível, tão imoral que não importa, porque é isso que nos faz estar vivos.
Todos os personagens desejam ainda a vida, apesar de velhos, cansados, desiludidos, ou perdidos. Para uns é patético, como o obeso Maradona tentando malabarismos impossíveis com bolas de ténis, para outros é teimoso, como o velho cineasta que guarda o mesmo entusiasmo da juventude, para outros ainda está latente sob uma capa de aparente apatia, como o velho compositor. Mas em todos ele continua presente, até ao último sopro de vida. Creio ser essa a mensagem principal de Sorrentino – que a juventude permanece em nós, mesmo quando as rugas e as maleitas se apoderam dos nossos corpos, enquanto existir vontade de continuar a tocar as sinfonias das nossas humildes vidas.

Passatempo Cinema - O PRINCIPEZINHO

A D'Magia em parceria com a Pris Audiovisuais tem para oferecer 10 convites duplos para a antestreia do filme "O Principezinho"

Lisboa – UCI Dolce Vita Tejo  – 29 de Novembro 11h5 convites duplos
Porto – NOS Dolce Vita – 28 de Novembro 11h5 convites duplos

Sinopse:
Uma das histórias mais amadas, admiradas e mais contadas de todos os tempos. O PRINCIPEZINHO, um filme de Mark Osborne, Nomeado aos Óscares da Academia – Melhor Realizador pelo filme O Panda do Kung Fu, é adaptado pela primeira vez ao cinema através da icónica obra-prima de Antoine de Saint-Exupéry. As suas obras são recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura para o 6º ano de escolaridade.
No centro de toda a história está Uma Pequena Menina (Joana Ribeiro) que é extremamente forçada pela sua mãe (Rita Blanco) a estudar para se tornar numa adulta inteligente e capaz de se adaptar perfeitamente ao mundo adulto, competitivo e difícil. Quem está constantemente a distrair a menina é o seu excêntrico e bondoso vizinho, O Aviador (Rui Mendes). O Aviador oferece à sua nova amiga uma experiência única de vida – um mundo extraordinário onde tudo é possível. Um mundo que ele mesmo vivenciou na sua adolescência pelas mãos de O Principezinho (Francisco Monteiro). É a partir daqui que começa a aventura mágica e emocional da Pequena Menina pelo universo inesquecível de O Principezinho. É vai ser nesse “pequeno grande mundo” que a Pequena Menina redescobre a sua verdadeira infância e aprende que, afinal, o mais importante da vida são as relações humanas, a amizade, os abraços e o amor. E só se vê com o coração porque o que é verdadeiramente essencial é invisível aos olhos!

Uma história intemporal, de força, compaixão, ternura, solidão, amizade, amor, dotada de uma filosofia poética destinada a todas as crianças do mundo; às que ainda o são, às que já o foram um dia e às que nunca o deixarão de o ser.
Uma história que fica para sempre em todos os corações e refletem o verdadeiro sentido e valor da vida e esses valores devem ser partilhados em família e de geração em geração.

“Cada pessoa só conhece bem as coisas que cativa; os homens não têm mais tempo para conhecer e cativar nada. Compram tudo já pronto nas lojas mas como não existem lojas de amigos, os homens de hoje não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!”

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas!

“Cada pessoa é única no mundo!”


SITE PORTUGUÊS: http://www.oprincipezinho.co.pt/
TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=qMxRPkwqpPM


Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas: 
- Este filme é baseado na icónica obra-prima de quem?
- Quem "empresta" a voz ao Aviador?

Caso nos sigas nas nossas plataformas, a tua participação conta como mais uma por cada plataforma em que nos seguires. Basta nos referires na tua participação o teu nome de seguidor em cada uma delas. As nossas plataformas são:
 
Blog D'Magia LifeStyle / Inconfidências de Pedaços Rasgados de Memória - https://www.pedacosrasgadosdememoria.blogspot.com

Regras do passatempo:
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo e Número de BI ou CC.
2) O assunto do email deverá ter a menção "O Principezinho" + Localidade Pretendida (Lisboa/Porto)
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) O passatempo é válido até às 13:59 de dia 27 de Novembro.
5) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.
6) Os nomes dos vencedores serão colocados online e avisados através de email.

23 de novembro de 2015

Passatempo DVD - Contos de Terramar

A D'Magia em parceria com a Outsider Filmes tem para oferecer 2 DVD's do filme "Contos de Terramar" dos Studio Ghibli.

Sinopse:
Algo estranho caminha sobre a terra. O reino está se deterioando. Pessoas estão começando a agir diferente, pessoas estão começando a ver dragões, que não deveriam entrar no mundo dos humanos. Diante desses estranhos eventos, Ged, um feiticeiro nomade, está investigando a cause. Durante sua jornada, ele conhece o Príncipe Arren, um adolescente perturbado. Enquanto Arren parece apenas um garoto tímido, ele tem um grave lado negro, que lhe concede força, um ódio implacável e que não tem misericórdia, principalmente quando se trata de proteger Teru, uma órfã. Para os oportunistas essa é uma ocasião perfeita, e Bruxa Kumo decide usar Teru como isca contra Arren, e somente Ged poderá ajudá-lo a superar seus medos e recuperar Teru.

Para te habilitares a ser o vencedor responde às seguintes perguntas:
- Como se chama o feiticeiro?
- Como se chama a bruxa?


E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "DVD Contos de Terramar" para literatura@dmagia.net

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O passatempo termina dia 20 de Dezembro. 

Regras do passatempo: 
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal. 
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia. 
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores. 
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia 
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo. 
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. 
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados. 
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio. 

Boa sorte a todos!!!

Opinião - Plaza Suite - Teatro Tivoli BBVA



Sinopse:
"Plaza Suite" é uma comédia sobre o amor e fala das desventuras de dois casais muito diferentes que enfrentam momentos cruciais nas suas vidas. Duas histórias distintas escritas por Neil Simon, um dos nomes maiores da dramaturgia norte americana. Com um humor sofisticado e deliciosamente engraçado, este texto foi um grande sucesso teatral e ainda deu origem a um filme.
Com quatro personagens interpretados por dois actores, na primeira história uma mulher tenta reconquistar o afecto do seu marido, encenando um encontro romântico na mesma suite onde passaram a lua de mel há 24 anos. Mas mais do que qualquer festejo, o fim do casamento parece estar à vista. Será que ainda vão a tempo de o salvar?
Na segunda história os pais de uma jovem noiva tentam convencê-la a sair da casa de banho, onde se trancou poucos minutos antes de começar a sua festa de casamento. De que terá ela medo? Do amor ou daquilo em que uma relação, com o passar dos anos, se pode transformar? Um hilariante ataque de nervos com um final surpreendente!
Pela primeira vez em Portugal, "Plaza Suite" marca o regresso de Alexandra Lencastre ao teatro, no ano em que celebra 50 anos de vida e 30 de carreira, ao lado de outro grande actor, com quem já contracenou, Diogo Infante.
Imperdível, portanto!

Opinião:
"E se estas paredes falassem?". É isto que muitas pessoas pensam quando entram num quarto de hotel, um local supostamente intimo mas nunca exclusivo. Muitos passam pelo mesmo quarto, e todos têm as suas próprias histórias, problemas, questões e vidas. E se muitas paredes pudessem falar teríamos alguns episódios como os demonstrados na peça Plaza Suite, em cena no Teatro Tivoli BBVA, com Alexandra Lencastre e Diogo Infante. No entanto, este quarto de hotel é apenas um veículo que serve apenas para nos apresentar 2 casais que em diferentes fases das suas vidas vivem casamentos vitimas da passagem do tempo e em possível destruição iminente.

Na primeira parte somos apresentados a um casal de meia-idade, casados à 23 anos (Ou será 24!? Nem eles têm certeza) e com o seu aniversário à porta decidem reviver a sua lua de mel no mesmo quarto de hotel. Porém, 23 anos depois, as coisas não estão iguais, ele trabalha muito e não consegue articular com sucesso a vida profissional com a vida familiar. Ela encontra-se carente acompanhando cegamente um marido que não a acompanha e que pensa mais no trabalho do que viver uma vida com a mulher que ama. Porém aquilo que era para ser uma noite perfeita de ligação matrimonial, rapidamente torna-se numa noite desfeita, que pode por em risco real a "felicidade" do casamento, passando pelas discussões pequenas e sem sentido que muitos casais têm, passando também pela insegurança e ciúme e culminando na pior revelação que um casal pode ter, somos apresentados ao desgaste emocional que uma vida a dois pode trazer.

Na segunda parte ainda me demorou um pouco a perceber que já não víamos do mesmo casal, estávamos na presença de um novo casal que também tem a sua história para contar no quarto 719. E é assim que somos transportados para os preparativos de um casamento, o da filha que não quer sair da casa de banho, com medo de enfrentar a sua nova vida tendo os seus próprios pais como referência, tem medo de estar a fazer as escolhas erradas. E são nas tentativas de a tentar convencer a sair do WC que passamos a conhecer os seus pais e nos apercebemos mais uma vez de um episódio de amor desgastado, que poderá ter começado com a maior das forças, mas acabou por acusar a passagem do tempo. Fugindo do cânone e eludindo as histórias de amor puro e romântico que muitos outros tendem a mostrar como mágico.

Apesar de ter havido uma súbita mudança de tom no momentos de comédia, (sendo que na primeira parte o humor era mais intelectual e na segunda era um humor mais físico) estes conseguiram captar a atenção do público e tirar alguma da tensão das situações vividas em palco. Não se pode acabar esta opinião sem falar nos cabeça de cartaz, tanto Diogo Infante como Alexandra Lencastre ainda se encontram muito sólidos tanto num registo dramático como num registo mais cómico, dando um tom muito verosímil a todas as situações e fazendo com que o público consiga criar empatia e/ou identificar-se com toda a parafernália de emoções expostas.

Uma peça muito agradável, numa sala também muito agradável, mas com uma visão muito redutora e destrutiva do desgaste emocional que a passagem do tempo trás, porém esta temática pesada está muito bem esbatida pelos momentos de comédia e pelas grandes performances dos actores.

22 de novembro de 2015

Opinião - Filme "O segredo dos teus olhos" por Billy Ray

Sinopse:
 A vida dos investigadores do FBI, Ray (Ciwetel Ejiofor) e Jess (Julia Roberts) e da Procuradora Claire (Nicole Kidman) é severamente abalada pelo assassinato da filha adolescente de Jess.  Treze anos após o crime Ray continua à procura de pistas e parece ter encontrado, finalmente, um caminho para solucionar o caso.  A verdade é chocante e os limites entre a justiça e a vingança tornam-se imperceptíveis.

Opinião por Maria Ana Jordão

Jess (Julia Roberts), uma agente do FBI deve justiça à memória da sua filha.  Encontrar o responsável pela sua morte é uma questão pessoal. Foi em 2002 que Jess e os seus colegas, encontraram Carolyn morta.  Afastada do caso, o agente Ray (Ciwetel Ejiofor) ficou à frente da investigação.

Durante 13 anos o culpado nunca foi descoberto, mas em 2015, Ray, tem novas provas e não irá desistir até que o quem matou Carolyn pague pelo que fez. 
Jess e Ray são movidos pela justiça nesta caça ao homem, e este conceito é o mais desenvolvido na narrativa de Billy Ray em ‘The secret in their eyes’. 
Por um lado, os agentes do FBI querem que o assassino seja punido de acordo com o sistema legal, por outro a motivação de Jess é irracional pois quer que quem tenha retirado a vida à sua filha sofra e, para esta mãe a pena de morte não é suficiente.

Em 2009, o filme de Juan Campanella, foi de tal maneira endeusado que ganhou o Óscar de melhor filme estrangeiro.  Durante 25 anos a morte de Liliana Colotto ficou por solucionar.
Usando flashack entre o passado e o presente, Espósito vê-se afectado pela morte de Liliana Colotto e apercebe-se da vida vazia que vive. Como lidamos com a perda de alguém que morre inexplicavelmente é o que o realizador Argentino explora no original, ‘El secreto de sus ojos’.

Comparando os dois, há menos complexidade e menos sofisticação no remake do realizador Norte-Americano.  A premissa é alterada e adapta à realidade Norte-Americana. 
O paralelismo inicial e o final, são dos momentos mais marcantes do filme. Testemunhar a morte de uma filha é, subtilmente comparável à violência do 11 de Setembro de 2001.

Embora, o realizador e argumentista Billy Ray, articule as apaixonadas noções de justiça e as suas motivações, não vai além destas temáticas. Na sua longa-metragem Ray, não se transcende, os momentos de tensão são quase nulos, não fosse o confronto entre as duas perspectivas diferentes de Ray e Jess.
A história de Billy Ray adivinha-se óbvia é, uma história que quer emocionar o espectador mas não nos comove.

‘The secret in their eyes’ é apenas um típico policial, com um ritmo calmo e, naturalmente, sem adrenalina. 
Contrariamente a Ray, Campanella fez de ‘El secreto de sus ojos’ muito mais que um policial e foram abordados temas como uma vida cheia de nada e o sentimento do vazio, a paixão platónica, como os olhos são o espelho da nossa alma, etc.

Apesar da tentativa, os diálogos não foram tão profundos como queria o realizador. 
Como se de um puzzle se tratasse Julia Roberts, Nicole Kidman e Ciwetel Ejiofor foram as peças essenciais, que nos envolveram nesta versão de Hollywood.  As suas interpretações captaram a nossa atenção até ao fim.  
'The secret in their eyes' ou, 'O segredo dos teus olhos' satisfaz as expectativas mas, não as supera.

Opinião "A Maldição do Tigre" de Colleen Houck



Título: « A Maldição do Tigre »
Autor: Colleen Houck
Editor: Porto Editora

Sinopse:
••Quando Kelsey Hayes se candidata a um trabalho no circo para ocupar as férias de verão até ao início das aulas na faculdade, está longe de imaginar a aventura em que se verá envolvida. Encarregada de cuidar de Ren, um majestoso tigre branco, sente-se de imediato fascinada pelo animal e não hesita em aceitar o convite para o acompanhar numa viagem até à Índia, rumo à reserva natural a que pertence.
••O que Kelsey ainda não sabe é que o tigre a que tanto se afeiçoou é na verdade Alagan Dhiren Rajaram - um príncipe indiano vítima de uma maldição secular - e que ela poderá ser a única pessoa capaz de o ajudar a quebrar o feitiço.
••Determinada a devolver a Ren a sua humanidade, Kelsey embarcará numa perigosa aventura por lugares repletos de magia e misticismo. No entanto, as forças do Mal não parecem dispostas a dar-lhes tréguas e os perigos espreitam a cada esquina. Será que a paixão que vai crescendo entre os dois resistirá a todos os obstáculos que lhes vão sendo colocados no caminho?

Opinião por Ana Patrícia Silva
••Neste livro, conhecemos Kelsey Hayes, uma jovem órfã de 17 anos que vive no estado do Oregon (EUA) com a sua família de acolhimento. Quando acaba o ensino secundário, Kelsey arranja um emprego temporário de 2 semanas num circo na cidade, no qual a sua principal função é cuidar de um tigre branco com olhos azul-cobalto chamado Dhiren.
••A poucos dias do emprego de Kelsey terminar, Anik Kadam, um homem indiano, compra o tigre com a intenção de o devolver à selva, na Índia. Para tal, ele pede a Kelsey que o acompanhe pois necessita de alguém com alguma experiência para cuidar de Ren durante a viagem. Depois de falar com a sua família de acolhimento, Kelsey aceita a proposta e fazer a viagem com Mr. Kadam e Ren para a Índia.
••Enquanto a viagem para a Índia está a ser planeada, Mr. Kadam conta uma história a Kelsey sobre dois príncipes indianos, Dhiren e Kishan, que sofreram uma maldição, à trezentos anos, que os transformou em tigres.
••Chegados à Índia, Kelsey vê-se sozinha com o seu tigre e, achando-se perdida, segue o tigre para o meio da selva, onde encontram uma cabana. Kelsey prende Ren a uma árvore com uma corda e decide entrar na cabana para pedir ajuda.
••De repente, ouve uma voz humana atrás de si e, quando se vira, dá de caras com um belo jovem indiano com olhos azul cobalto e repara que o seu tigre branco tinha-se desaparecido. Este jovem diz-lhe que é Ren, o tigre branco, e que é o príncipe indiano da história que Mr. Kadam lhe tinha contado enquanto estavam no circo. Ren diz-lhe também que acha que Kelsey é a única capaz de quebrar a maldição.

••Este foi simplesmente dos melhores livros que li em toda a minha vida. Está repleto de aventura, fantasia e romance! Uma junção incrivelmente perfeita dos três géneros literários.
••Dei muitas vezes por mim a torcer pelas personagens e também com o meu coração a bater mais forte nas partes mais românticas.
Para além disto tudo, a autora dá-nos a conhecer a Índia, a sua cultura e a sua mitologia sem sairmos do lugar. Absolutamente mágico!
••E aquele final deixa uma pessoa a desesperar pelo próximo livro!!

••A Kelsey é quem nos conta a história na primeira pessoa. É uma rapariga muito aventureira, determinada, corajosa e muito confusa, tornando-se mesmo irritante no fim do livro. No lugar dela, acho nenhuma rapariga no seu perfeito juízo faria o que ela fez ao Ren, o que a torna também um pouco idiota.
••O Ren é o homem de sonho de qualquer rapariga: carinhoso, atencioso, romântico, protetor, entre muitas outras coisas que deixam muitas raparigas a suspirar. É aquela personagem que faz o leitor acreditar que um dia também vai viver uma história romântica como a dele com a Kelsey.
••O Mr. Kadam é aquele típico homem de idade que já viveu muito e passou por muito na vida. É bastante culto e estudioso e uma valiosa ajuda para quebrar a maldição. É como aqueles avôs que sabem milhentas coisas e adoram contar histórias aos netos e também ensinar-lhes muitas coisas novas. É muito leal, prestativo e cuidadoso com toda a gente que lhe é importante.
••Kishan, o irmão mais novo de Ren, é igualmente charmoso e capaz de pôr uma rapariga a suspirar mas mais ao estilo de bad-boy pois, em vez de ser mais discreto como o irmão, ele é muito de mandar piropos e de chamar a atenção e também é mais direto naquilo que tem a dizer.

Passatempo Cinema - A ÚLTIMA NOITADA

A D'Magia em parceria com a Big Picture Films tem para oferecer 15 convites duplos para a antestreia do filme "A ÚLTIMA NOITADA", dia 1 de Dezembro, às 21.30h:

Lisboa – NOS Colombo – 10 convites duplos
Porto – NOS Norte Shopping5 convites duplos

Sinopse:
Na véspera de Natal, Ethan (Joseph Gordon-Levitt), Isaac (Seth Rogen) e Chris (Anthony Mackie) fazem um pacto de passar sempre esta noite juntos – uma tradição que mantêm durante dez anos. É uma noite de deboche e de quebra de todas as regras. Mas, esta noite, será a última noite desta tradição. E quando ela terminar, estes três grandes amigos ganharão finalmente algum juizo. Ou não... 

Facebook: https://www.facebook.com/sonypicturesportugal 
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=t8-ECQ_2e1w  

A 3 DE DEZEMBRO NOS CINEMAS

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas: 
- Quem interpreta Ethan?
-Há quanto tempo se mantêm a tradição?

Caso nos sigas nas nossas plataformas, a tua participação conta como mais uma por cada plataforma em que nos seguires. Basta nos referires na tua participação o teu nome de seguidor em cada uma delas. As nossas plataformas são:
 
Blog D'Magia LifeStyle / Inconfidências de Pedaços Rasgados de Memória - https://www.pedacosrasgadosdememoria.blogspot.com

Regras do passatempo:
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo e Número de BI ou CC.
2) O assunto do email deverá ter a menção "A última noitada" + Localidade Pretendida (Lisboa/Porto)
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 29 de Novembro.
5) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.
6) Os nomes dos vencedores serão colocados online e avisados através de email.

Jeff Kinney em Portugal


Jeff Kinney, no âmbito de uma mediática e inédita digressão mundial – 15 cidades espalhas pelos 5 Continentes -, esteve em Lisboa no lançamento do seu 10.º livro da colecção O Diário de Um Banana (The Diary of Wimpy Kid, no original).
Um lançamento que contou com a presença de Jeff Kinney e do Greg, e onde pais e filhos poderam, à semelhança do que aconteceu na FLL 2014, conviver, fazer perguntas, pedir autógrafos e, para os mais jovens, a Booksmile também teve algumas surpresas preparadas, com oferta de brindes exclusivos.
De frisar é o facto que O Diário de um Banana 9: Assim Vais Longe, lançado em novembro de 2014, foi o segundo livro mais vendido em Portugal na época natalícia (atrás de José Rodrigues dos Santos) e permaneceu no TOP 10 Geral de Ficção durante várias semanas.
A coleção bestseller mundial, que com o lançamento do 10.º volume irá alcançar os 164 milhões de exemplares editados, está traduzida em 48 línguas, com 53 diferentes edições – inclusive em Latim, tendo sido uma cópia entregue em mão ao Papa Francisco - e já ultrapassou os 755 mil editados em Portugal.
O Diário de um Banana é, neste momento, a coleção preferida dos jovens leitores em todo o mundo, apresentando números que deixam outras coleções, igualmente bem-sucedidas, bem longe na tabela de vendas e emoções. Ou não fosse Jeff Kinney, segundo a última lista publicada pela Forbes , o 6.º autor mais bem-sucedido em todo o mundo (23 milhões de dólares totalizados no último ano).

Opinião - Guilherme Fonseca: Pessoa Está de Volta - São Jorge 7/ Novembro/ 2015

Sinopse: 
É impressionante mas é verdade. Um escritor do séc. XIX e uma figura do jetset português conseguem, em apenas duas frases, resumir o espectáculo Pessoa na perfeição. Em Fevereiro de 2013 o guionista e humorista Guilherme Fonseca perdeu o seu pai e neste seu segundo espectáculo a solo disserta sobre o que se passou. Tudo isto numa hora de piadas sobre a vida, sobre a morte e sobre peidos. Atenção: nesta sinopse, quando se diz "perdeu o pai" é porque aconteceu um ataque cardíaco fulminante. Não é porque o Guilherme o deixou num sítio e agora não se lembra onde está. Isso seria estúpido. O espectáculo não é.

Opinião:
Dia 7 de Novembro Guilherme Pessoa levou ao São Jorge Comedy Club o seu show de comédia: Pessoa Está de Volta. E quem não sabia para que tipo de comédia vinha rapidamente foi elucidado pelo PowerPoint de apresentação: uma pequena peça que estabelece o tom da espectáculo - um tom muito negro.

Neste espectáculo, Guilherme Fonseca contou-nos como foi todo o processo de luto da morte do seu pai, que morreu em 2013. Porém, tanto Guilherme Fonseca como a sua família mostraram um luto feito de forma diferente, e, que de certa forma, gerou este espectáculo. Mostrou-nos que perder coisas durante a vida é muito diferente das pessoas que morrem durante a nossa vida, pois as coisas que perdemos na vida nós só não sabemos onde as deixámos. A morte de alguém próximo é um momento de viragem nas vidas dos que ficam para trás e cabe a cada um de nós perceber a melhor forma de lidar com a perda e seguir em frente. Além de nos ter mostrado este processo, Guilherme Fonseca mostrou também pequenos episódios típicos de todas as diligências necessárias relacionadas com a morte de alguém, agregando o facto de Guilherme Fonseca ser uma cara conhecida da televisão, o que fez com que estes episódios ganhassem outra proporção devido ao puro ridículo, que em retrospectiva, tornou tudo possível. Episódios como o ir reconhecer o cadáver do seu pai e o "policia estagiário" não conseguir discernir entre o profissionalismo e facto de estar presente a uma personalidade televisiva. Ou até mesmo episódios como palavras de condolência de pessoas que não têm noção do que dizem, ou o quão directas e frias podem ser as pessoas mais próximas da família. Muito negro e muito bem conseguido!

Celebrando a vida com o seu pai, Guilherme Fonseca contou-nos como foi crescer com a sua família, mostrando fotografias de momentos embaraçosos, outros de momentos curiosos e de união, e outros de pura humilhação. Mostrou-nos também alguns dos problemas da vida do seu pai e que de certa forma mudaram a sua vida familiar mas que o moldaram para ser a pessoa que hoje é. Momentos de carinho e de ternura misturados com muita comédia negra e também com muita comédia criada por situações reais.

Enquanto cómico Guilherme Fonseca tem um óptimo sentido de timing e delivery, criando pequenos momentos com o público, dominando as dinâmicas e criando momentos personalizados no seu espectáculo, que complementam o alinhamento e mostram um pouco como Guilherme Fonseca é como pessoa e de que forma processa as suas emoções e experiências. A sua aparência inocente e clean cut contribui muito para causar um choque de estilos, pois o espectáculo tem um tema muito forte e isso apanha os elementos do público desprevenido.

Um espectáculo com o tom ideal para os amantes do humor negro, mas também muito autobiográfico que nos faz pensar sobre a forma como encaramos a morte e suas consequências nas vidas dos que ficam, em suma, além de muito negro foi também muito inspirador. A ver mais vezes e de preferência, no mesmo registo.

21 de novembro de 2015

Um Natal Espacial @ Sephora Colombo


Hoje tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o Roberto (do Quiosque do Ken) e a Cátia e a Margarida (do Style It Up), bloggers que eu já seguia há bastante tempo (e se ainda não os seguem não percam mais tempo!!) na acção Um Natal Espacial com o patrocinio da Sephora. Uma acção cheia de boa disposição, cocktails e presentinhos!! E tenho a dizer que adorei conhecê-los!! Eles são super amorosos e simpáticos.


E, como é óbvio, não podia deixar de participar no passatempo final deste mini tour galáctico!! Que consistia em tirar uma foto e postá-la no instagram. Sendo que a foto mais original vai ganhar um mega capaz cheio de exclusivos Sephora. Quanto a mim, fui logo "vestida" para ganhar =P Ou pelo menos roubar os presentinhos todos. Uahaha. Vamos aguardar pelos resultados, mas sinto-me esperançosa =) Não é todos os dias que uma rena decide ir fazer compras à Sephora, não é? 


De qualquer forma, os primeiros a tirarem fotos ainda tiveram direito a um presentinho! Imaginem lá agora de que côr vão ser as minhas unhas amanhã... posso garantir que é uma das sete!!!

Opinião - O Olhar Oblíquo do Mal - Dean Koontz


Título: O Olhar Oblíquo do Mal
Autor: Dean Koontz
Editora: Gradiva

Sinopse:

     Bartholomew Lampion vem ao mundo na Califórnia. Tem os olhos mais belos que se possam imaginar. No mesmo instante, a centenas de quilómetros desse local, Junior Cain, um ser cruel vítima de uma perturbação misteriosa, tem o pressentimento de que um homem genial que virá um dia a ser seu inimigo mortal acaba de nascer... Cain não sabe quem é esse homem nem onde possa estar - sabe apenas que terá de o eliminar. Enquanto Cain semeia o terror e faz correr sangue por onde quer que passe, o detective Vanadium lança-se em sua perseguição para o impedir de levar a cabo o seu intento. Ao mesmo tempo, em São Francisco, nasce Angel, uma criança dotada de poderes misteriosos...

     Ao longo de uma intriga surpreendente, estes quatro destinos vão acabar por se entrelaçarem, aparentemente para o pior e - talvez - para o melhor... Uma aventura de cortar a respiração num thriller psicológico que é também uma exploração apaixonante da natureza humana. Dean Koontz nunca foi tão longe no terror e na exploração das nossas ansiedades mais profundas.

Opinião por Erica Amaro:

      Depois de A Casa do Mal, Fantasmas e Intrusos (e tantos outros livros) Dean Koontz traz-nos mais uma obra-prima. O Olhar Oblíquo do Mal é um thriller emocionante, que surpreende o leitor da primeira à última página.

     Bartholomew é apenas um recém-nascido quando lhe lêem a sina pela primeira vez e as cartas revelam um futuro tão promissor como devastador, prevendo que será muito amado e terá muito dinheiro, mas também terá um inimigo monstruoso; Junior Cain é um homicida obcecado pela própria imagem e o auto-aperfeiçoamento que, certo dia, tem um estranho sonho do qual acorda sobressaltado e em que profere o nome do seu inimigo - Bartholomew. Apesar de não conhecer ninguém com esse nome, a sensação de perigo que o invade leva-o a iniciar uma busca incansável e febril com a finalidade de acabar com essa pessoa. Quando lhe começam a aparecer cartas de jogar com o nome Bartholomew escrito a caneta entre os seus pertences, Cain vê nisso a justificação para a sua decisão; Thomas Vanadium é uma pedra no sapato de Junior Cain, um detective de faro apurado que desconfia de Cain assim que lhe põe a vista em cima e está determinado em descobrir a verdade - um alvo a abater; e Angel, fruto de uma violação e órfã de mãe à nascença, fica aos cuidados da tia, depois desta se debater se há-de ou não adoptar a menina, pois receia que venha a ser um monstro como o pai. Que estranho destino liga todas estas vidas? À medida que a história avança vão sendo introduzidas novas personagens que, por um lado, levantam o véu, por outro adensam o mistério. A cada página que se vira descobrem-se novos e arrepiantes pormenores de vidas misteriosamente ligados entre si; pormenores por vezes sórdidos mas que, em vez de nos repelirem, embrenham-nos ainda mais na história. É como o trágico acidente de viação do qual não conseguimos desviar os olhos.

     A escrita de Dean Koontz é brilhante e as descrições são ricas e vívidas, cheias de metáforas inteligentes, sem nunca se tornarem cansativas ou aborrecidas e leva o leitor numa viagem ao centro da condição humana. São mais de seiscentas páginas que se lêem de um só fôlego. Um romance que aconselho vivamente.

Duas Novidades Bertrand para Novembro


Género: Thriller
Formato: 15 x 23,5 cm
N.º de páginas: 496
Data de publicação: 13 de novembro
PVP: 17,70 €

Uma estação de pesquisa militar envia uma mensagem angustiante, que termina pedindo que matem todos os que se encontram lá dentro.
O pessoal da base militar mais próxima acorre ao local e encontra todos os elementos da equipa mortos, não só os cientistas, mas também todos os seres vivos numa área de oitenta metros quadrados: todos os animais, plantas e insetos, incluindo as bactérias.
A terra tornou-se inteiramente estéril, e o fenómeno está a espalhar-se.
Com o intuito de travar o inevitável, o comandante Gray Pierce e a Força Sigma têm de descobrir uma ameaça que tem origem em tempos remotos, quando a Antártida era verde e toda a vida na Terra se equilibrava no fio da navalha. Seguindo as pistas de um mapa ancestral resgatado da Biblioteca de Alexandria, a Força Sigma descobrirá a verdade acerca de um velho continente e uma nova forma de morte enterrada debaixo de quilómetros e quilómetros de gelo. De segredos milenares saídos de um passado glacial até mistérios enterrados bem fundo nas selvas mais escuras dos nossos dias, a Força Sigma enfrentará o seu maior desafio de sempre: parar a iminente destruição da humanidade.
Mas será já tarde demais?




Género: Romance
Tradução: Lídia Geer
Formato: 15 x 23,5 cm
Nº de páginas: 464
Data de publicação: 13 de novembro
PVP: 16,60 €

No escarpado noroeste do Pacífico, situa-se a Olympic National Forest: centenas de milhares de hectares de sombras impenetráveis e extraordinária beleza. Do coração desta floresta antiga surge uma menina de seis anos. Sozinha e sem dizer uma palavra, não deixa transparecer nada acerca da sua identidade, do seu passado.
A pedopsiquiatra Julia Cates regressa à sua terra natal na sequência de um escândalo que lhe arruinou a carreira. A médica está decidida a libertar aquela extraordinária menina, a quem chama Alice, da prisão de um medo e isolamento inimagináveis. Para tentar chegar a ela, Julia tem de descobrir a verdade acerca do passado da criança, embora para isso precise da ajuda da sua irmã, uma agente da polícia de quem ela se afastou.
Os factos chocantes da vida de Alice vão pôr à prova a fé e a força de Julia, que tenta a todo o custo dar um lar a Alice… e a si própria.
Em A Hora Mágica, Kristin Hannah cria uma das suas personagens mais adoradas e uma história flamejante que fala da capacidade de resistência do espírito humano, do triunfo do amor e daquilo que significa ter um lar.

Concerto mais pequeno do mundo…sobre rodas! - David Fonseca


Durante o Verão divulgou de canções inéditas na net sem qualquer aviso; depois, anunciou um álbum inteiramente em português inicialmente mostrado em showcases em casa dos fãs; no dia da chegada aos escaparates, produziu um reality show de 24 horas com transmissão integral via web em que para além de mostrar as novas músicas, recebeu inúmeros convidados… tudo isto sob o conceito de “Futuro Eu”, o novo disco de David Fonseca.
E quando já não esperávamos eis que David Fonseca em parceria com a Rádio Comercial se propõe a algo surpreendente - 10 concertos, em 10 cidades, em 5 cinco dias consecutivos!
Entre 2ª e 6ª feira da próxima semana, de dia 23 a dia 27, David Fonseca vai percorrer o país de autocaravana e em cada uma das cidades em que parar receber 5 ouvintes da Rádio Comercial para um Concerto Mais Pequeno do Mundo sobre Rodas!
O acesso a estes mini-concertos vai ser garantido através cumprimento de uma tarefa que irá ser divulgada diariamente na antena da Rádio Comercial bem como nas suas plataformas sociais e nas associadas ao David Fonseca. Também os locais exactos e as horas serão conhecidas dessa forma, com a surpresa a ser levada até ao fim.
Cada concerto vai ser único, com canções do novo disco de David Fonseca, “Futuro Eu” e muitas muitas surpresas! E para que os fãs mais fervorosos se preparem, divulgamos já as cidades por onde vai passar esta autocaravana especial do Concerto Mais Pequeno do Mundo Sobre Rodas:

Dia 23 – Beja e Setúbal
Dia 24 – Évora e Lisboa
Dia 25 – Torres Novas e Castelo Branco
Dia 26 – Viseu e Braga
Dia 27 – Porto e Leiria