18 de outubro de 2015

Alfarroba - O que vem aí?

Conheça os próximos lançamentos:
Um senhor Narigudo e outros mais-que-tudo de João Barbosa
Alex e as formigas navegadoras de João Cunha Silva
A janela aberta da casa fechada de Rosa de Vasconcelos
Soberba Ilusão de Andreia Ferreira
Neste livro há um narigudo, um orelhudo, um dentuças, um careca, um baixinho, um sardento, e por aí fora.Cada poema, sua personagem, sua característica. São dezasseis poemas cheios de rima e de boa disposição, que caricaturam e brincam com características físicas.

PVP 12,5€ 

Lançamento dia 17 de outubro, pelas 15.30, no Complexo das Salinas do Samouco, Alcochete.
Nesta casa fechada mora a Felisbela, que, por estar sempre, sempre à janela, numa janela sempre, sempre bem aberta, canta baixinho canções e vê tudo com muita imaginação.

PVP 12,5€

Lançamento dia 24 de outubro, pelas 21.00, na Biblioteca Municipal de Paços de Ferreira.
A Alex, uma formiga sonhadora e sem receios, irá pôr em prática um plano para salvar a colónia de formigas onde vive. Contará com a ajuda de um pássaro, um guarda-rios, e de um menino, o Simão.

Será que a colónia ficará a salvo?

PVP 10€

Lançamento dia 24 de outubro, pelas 15.00, na Casa Barbot, Vila Nova de Gaia.
O fim está próximo, mas Carla não sabe. Concentra-se no próximo passo: expulsar o demónio Rita da sua vida de uma vez por todas. Porém, o anjo tem um plano, os demónios querem-na morta, amigos aliam-se com inimigos, e até aqueles em quem ela mais confia escondem segredos. Ela é o alvo.
Na excitante conclusão da trilogia, iniciada com Soberba Escuridão, Carla enfrenta o seu destino - as hordas do Céu e do Inferno parecem determinadas a utilizá-la quer ela queira quer não.

PVP 15€

Lançamento dia 25 de outubro, pelas 15.00, na Fnac Braga.

Descubra os nossos mais recentes lançamentos e outras atividades AQUI.

As crianças muito infantis no Amadora BD

As conversas de quatro crianças muito infantis e um pai, não menos infantil, que tenta responder às perguntas e inquietações próprias das suas idades.

As tirinhas passadas a bordo da pão de forma que saltaram da página de facebook para livro saltam agora para as paredes do Amadora BD 2015 e com uma nomeação para Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum de Tiras Humorísticas

Os vencedores serão anunciados dia 31 de outubro.

ADRIANA QUEIROZ | De volta aos palcos | CCB

Adriana Queiroz lança o seu segundo disco, "Tempo", em simultâneo com dois espectáculos homónimos no CCB, marcados para os dias 30 e 31 de Outubro. O álbum materializa o espectáculo"Tempo" criado por Adriana Queiroz que, desde 2012, foi já apresentado em diversos pontos do país.
"Tempo" reúne Adriana Queiroz e o consagrado pianista Filipe Raposo, que para além de acompanhar Adriana Queiroz ao piano, é ainda responsável pelos arranjos musicais. Contribuem também para o sucesso deste espectáculo os filmes de Tiago Guedes e Frederico Serra com a participação de Adriana Queiroz, Cláudia Jardim, Sandra Rosado, Félix Lozano, Ivo Canelas, Paulo Pinto e Romeu Runa.

O repertório de "Tempo" centra-se em alguns dos mais reconhecidos cantautores francófonos dando especial destaque a Jacques Brel e a Leo Ferré, viajando pelo mundo emocional de Barbara, o encantamento de Trenet, a loucura de Gainsbourg, o surrealismo de Boris Vian, a intemporalidade de Piaf (que não sendo cantautora é figura incontornável da música francesa do século passado).

Com um imaginário sensorial bastante vincado, "Tempo" é marcado pela simbiose entre música, poesia, dança e cinema. Como nos é apresentado pela criadora Adriana Queiroz: "O tempo de um passo, O tempo de um compasso, O tempo de um poema, O tempo de uma emoção, O tempo de um tema, O tempo destas gerações pós-guerra que ainda hoje parecem controlar o tempo de melodias para sempre enraizadas nas nossas memórias".

«...Como alguém já disse, é como se na sua boca as suas palavras dançassem. E se não nos sentirmos num bailado enquanto ouvimos este Tempo, temos pelo menos uma noção teatral de palco, que tão bem encaixa nas canções interpretadas. Tudo isto na companhia de Filipe Raposo, um dos grandes pianistas de jazz português, que enriquece de sobremaneira os arranjos, perdendo-se e reencontrando-se com a voz.» - Manuel Halpern in Jornal de Letras 

Para o dia 29 de Outubro está agendado o ensaio aberto à imprensa, às 19 horas, no Pequeno Auditório do CCB.

O espectáculo tem já datas marcadas até ao final de 2015 e para 2016:
- Évora: 6 Novembro, Teatro Garcia Resende, 21 horas
- Coimbra: 19 Novembro, Auditório do Conservatório da Universidade de Coimbra, 21 horas
- Loulé: 21 Novembro, Teatro Louletano, 21 horas
- Maia: 16 de Janeiro, Grande Auditório do Fórum da Maia, 21h30
- Bragança: 25 de Fevereiro, Teatro Municipal de Bragança, 21 horas

O lançamento do álbum e os espectáculos contam com o apoio da Antena 1 e das embaixadas da Bélgica e França.

Sobre Adriana Queiroz:
Adriana Queiroz foi Bailarina clássica da Companhia Nacional de Bailado, bailarina contemporânea na Companhia Olga Roriz e Primeira Bailarina do Ballet Gulbenkian. Conta também com várias participações em cinema e em teatro tanto como intérprete como movimento cénico ou assistente de encenação. Como Cantora faz o seu primeiro espectáculo em 2009, NOW, em 2010 apresenta o AS VOLTAS, em 2011 cria o espectáculo TEMPO e em 2012 lança o primeiro CD “ ARIADNE” com direcção musical de Pedro Jóia. Em 2014 constrói o espectáculo KW | Kurt Weill e em Outubro de 2015 apresenta o CD do espectáculo TEMPO.

Mais informações, consulte: adriana-queiroz.com

Amadora BD: Nomeados dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada

Apurados nomeados dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada e vencedores dos Concursos Nacionais de BD e Cartoon
Depois de reunido o júri, estão apurados os nomeados aos Prémios Nacionais de Banda Desenhada (PNBD), a serem entregues aos autores dos melhores álbuns de 2015, na noite de 31 de outubro. São agora, igualmente, conhecidos os vencedores do 26.o Concurso Nacional de Banda Desenhada, com o tema “Uma Nova Aventura de Quim e Manecas” e do 24.o Concurso de Cartoon, dedicado ao tema “Os Direitos da Criança”. 

Relativamente aos nomeados dos PNBD 2015, o júri - constituído por Nelson Dona, diretor do Amadora BD, Pedro Massano, autor de BD, Bruno Caetano, colecionador de BD, Luís Salvado e Sara Figueiredo Costa, jornalistas e comissários da exposição do Ano Editorial Português - destaca “a quantidade e qualidade artística e editorial dos álbuns a concurso, o que justifica que em algumas categorias tenham sido nomeados mais álbuns do que o habitual, de modo a representar esta pluralidade e acesso ao público”. Em relação ao Prémio Clássico da 9.a Arte, o júri refere ainda que “tendo em conta a coleção extraordinária de obras-primas do mundo da banda desenhada editada este ano, justificou-se destacar e sugerir ao público mais obras do que o habitual”.

Reflexo desta pluralidade, mas especificamente em relação aos livros de ilustração infantil, o Amadora BD decidiu acrescentar um novo prémio, dividindo a categoria já existente relativa à Melhor Ilustração de Livro Infantil em duas categorias: Autor Português e Autor Estrangeiro.

Assim, os candidatos aos Prémios Nacionais de Banda Desenhada 2015 são os seguintes:

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum Português
Erzsébet, de Nunsky (Chili com Carne)
Deixa-me entrar, de Joana Afonso (Polvo)
Sepulturas dos Pais, André Coelho (des.) e David Soares (arg.) (Kingpin Books)
O Livro dos Dias, Diniz Conefrey (Pianola/Quarto de Jade)
Volta - O Segredo do Vale das Sombras, de André Oliveira (arg.) e André Caetano (des.) (Polvo)
Zombie, de Marco Mendes (Turbina/Mundo Fantasma)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Argumento para Álbum Português
Álvaro, Balcão Trauma Vol. 2 (Insónia)
André Oliveira, Volta - O Segredo do Vale das Sombras (Polvo)
David Soares, Sepultura dos Pais (Kingpin Books)
Diniz Conefrey, O Livro dos Dias (Pianola/Quarto de Jade)
Marco Mendes, Zombie (Turbina/Mundo de Fantasma)
Nunsky, Erzsébet (Chili com Carne)

AMADORA BD 2015

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Desenho para Álbum Português
André Caetano, Volta - O Segredo do Vale das Sombras (Polvo)
André Coelho, Sepultura dos Pais (Kingpin Books)
Diniz Conefrey, O Livro dos Dias (Pianola/Quarto de Jade)
Marco Mendes, Zombie (Turbina/Mundo de Fantasma)
Nunsky, Erzsébet (Chili com Carne)
Ricardo Cabral, Pontas Soltas - Lisboa (Asa)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum de Autor Português em Língua Estrangeira
Crumbs, de Afonso Ferreira, Ana Matias, André Caetano, André Oliveira, André Pereira, Bernardo Majer, David Soares, 
Fernando Dordio, Francisco Sousa Lobo, Inês Galo, Joana Afonso, Mário Freitas, Nuno Duarte, Osvaldo Medina, Pedro 
Cruz, Pedro Serpa, Ricardo Venâncio, Sérgio Marques, Zé Burnay (Kingpin Books)
Gentleman, de André Oliveira (arg.) e Ricardo Reis (des.) (Ave Rara)
I like your Art Much, de Francisco Sousa Lobo (Edição de Autor)
Living Will 3, de André Oliveira (arg.) e Joana Afonso (des.) (Ave Rara)
Space, de Afonso Ferreira (El Pep)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum Estrangeiro de Autor Português 
Figment, de Filipe Andrade (Marvel/Disney)
Loki - Agent of Asgard, de Jorge Coelho (Marvel)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum de Autor Estrangeiro
A Arte de Voar, de Altarriba (arg.) e Kim (des.) (Levoir/Público)
Cachalote, de Daniel Galera (arg.) e Rafael Coutinho (des.) (Polvo)
Finalmente o Verão, de Jillian Tamaki (des.) e Mariko Tamaki (arg.) (Planeta Tangerina)
Habibi, Craig Thompson (Devir)
Papá em África, de Anton Kannemeyer (MMMNNNRRRG)
O Árabe do Futuro, Riad Sattouf (Teorema)

Prémio Nacional de Banda Desenhada - Melhor Álbum de Tiras Humorísticas
As Crianças são Muito Infantis, de Fernando Caeiro (arg.) e Filipa da Roda Marques (des.) (Bertrand Editora)
Baby Blues 31 - Cama Supra, de Rick Kirkman (des.) e Jerry Scott (arg.) (Bizâncio)
Toda a Mafalda, de Quino (Verbo)
Psicopatos, de Miguel Montenegro (Arcádia)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Ilustração de Livro Infantil (Autor Português)
António Jorge Gonçalves, Barriga da Baleia (Pato Lógico)
Bernardo P. Carvalho, Daqui Ninguém Passa! (Planeta Tangerina)
Bernardo P. Carvalho, Verdade?! (Pato Lógico)
João Fazenda, Dança (Pato Lógico)
Marta Monteiro, Amores de Família (Caminho)
Yara Kono, Com 3 Novelos (O Mundo Dá Muitas Voltas), (Planeta Tangerina)
Susana Matos, Onde Dormem os Reis? Uma Visita ao Panteão (Verbo)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Ilustração de Livro Infantil (Autor Estrangeiro)
Amigos do Peito, de Violeta Lópiz (Bruaá)
As Aventuras de Pinóquio, de Roberto Innocenti (Kalandraka)
O Mundo ao Contrário, de Atak (Planeta Tangerina)
O que está Lá Fora, de Maurice Sendak (Kalandraka)
O Tempo do Gigante, de Manuel Marsol (Orfeu Negro)

AMADORA BD 2015

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Prémio Clássicos da 9.a Arte
Foi Assim a Guerra das Trincheiras, de Tardi (Levoir/Público)
Marvels, de Kurt Busiek (arg.) e Alex Ross (des.) (Marvel/Levoir/Público)
Mort Cinder, de Oesterheld (arg.) e Breccia (des.) (Levoir/Público)
Na Cozinha da Noite, de Maurice Sendak (Kalandraka)
O Diário do Meu Pai, de Jiro Taniguchi (Levoir/Público)
O Livro do Mr. Natural, de Robert Crum (Levoir/Público)
Sharaz-De: Contos das Mil e Uma Noites, de Sergio Toppi (Levoir/Público)
Pyongyang - Uma Viagem à Coreia do Norte, de Guy Delisle (Devir)
Um Contrato com Deus, de Will Eisner (Levoir/Público)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Fanzine
Carne e Osso, Coordenação de Marco Mendes e Sofia Neto (Edição de Autor)
É Fartar Vilanagem No 10, Coordenação de Alexandre Esgaio (Maria Macaréu)
Malmö Kebab Party, de Amanda Baeza, Hetamoé, Sofia Neto, Afonso Ferreira, Rudolfo (Chili com Carne/Ruru Comix)
QCDI 3000 - Fear of a Capitalist Planet, de André Pereira, Astromanta, Hetamoé e Mao (Chili com Carne)
ohZona, de Asja Wiegand, Caroline Ring, Christoph Mathieu, Fil, Miguel Santos, Gabriel Martins, Lew Bridcoe, Rui Alex e 
Yi (Zwerchfell, Zona BD, Oh Magazin)

Vencedores do 26.o Concurso Nacional de Banda Desenhada – “Uma nova aventura de Quim e Manecas”:

Escalão A (dos 17 aos 30 anos)
1.o Prémio (1.000,00€): Quim e Manecas pensam na Vida, de Daniela Ferreira, de Faro (25 anos)
2.o Prémio (750,00€): Sem Título, de Pedro Mendes, da Amadora (29 anos)
3.o Prémio (600,00€): O Quim o Manecas e o Imbróglio, de Filipe Amado Simões, do Entroncamento (26 anos)

Menção Honrosa: Sem Calo de Prelo, de Sérgio Sequeira, de Lisboa (29 anos)
Menção Honrosa: O Quim, o Manecas e uma Aventura no Novo Século, de Inês Almeida, de Lisboa (22 anos)

Escalão A+ (a partir dos 31 anos)
Prémio Único (1.000,00€): Uma Aventura de Quim e Manecas – Bilhete de Ida e Volta, de Marta Henriques, de Lisboa (38 anos)

Menção Honrosa: CESCER – Uma Nova Aventura de Quim e Manecas, de Ricardo Almeida, de Carcavelos (32 anos)

Menção Honrosa: Uma Nova Aventura de Quim e Manecas – O Rio Multicolor ou o Cigarro do Poeta, de Hugo Maciel, de Viana do Castelo (36 anos)

Escalão B (dos 12 aos 16 anos)
1.o Prémio (750,00€): Sem Título, de Rafael Antunes, da Amadora (15 anos)
2.o Prémio (600,00€): O Quim e Manecas – Uma Nova Aventura, de Francisco Antunes, de Lisboa (16 anos)
3.o Prémio (500,00€): O Regresso do Quim e Manecas, de Nuno Salvada, de São Julião do Tojal (16 anos)

Vencedores do 24.o Concurso de Cartoon – “Os Direitos da Criança”:
24.o Concurso de Cartoon – Escalão C (dos 16 aos 30 anos)
1.o Prémio (600,00€): Sem Título, de Bernardo Moreira, de Sintra (26 anos)
2.o Prémio (450,00€): Sem Título, de Ana Vaz de Carvalho, de Massamá (24 anos)
3.o Prémio (350,00€): Sem Título, de Lara Santos, de Odivelas (30 anos)

Menção Honrosa: Sem Título, de Abel Domingos Rafael, de Palmela (28 anos)
Menção Honrosa: Sem Título, de João Januário, de Sintra (22 anos)

Escalão C+ (a partir dos 31 anos)
Prémio Único (600,00€): Sem Título, de Luís Guerreiro (38 anos)
Destaque: Sem Título, de Ricardo Almeida, de Carcavelos (32 anos)

AMADORA BD 2015
O júri dos Concursos Nacionais de Banda Desenhada e Cartoon é constituído por Álvaro Santos, autor de Cartoon, Filipe Pina, argumentista, João Alpuim Botelho, diretor do Museu Bordalo Pinheiro e crítico/investigador de cartoon, Marco Silva, vencedor melhor fanzine 2014 dos PNBD, Nelson Dona, diretor do Amadora BD, Rosa Maria Coutinho, membro da UNICEF (apenas na avaliação do Concurso de Cartoon, dedicado aos Direitos da Criança), Teresa Guilherme Santos, professora e Tiago Baptista, autor de BD.

Os trabalhos estarão expostos no Fórum Luís de Camões, no âmbito do Amadora BD.

Organizado pela Câmara Municipal da Amadora, o Amadora BD - Festival Internacional de Banda Desenhada constitui o mais importante evento na área da Banda Desenhada, a nível nacional. É também uma importante referência a nível internacional, reconhecido como um dos maiores, melhores e mais diversificados eventos de BD, integrando o calendário internacional de eventos, como o Festival Internationale de la Bande Dessinée de Angoulême (França), o Lucca Comics (Itália), o Festival Internacional del Cómic de Barcelona (Espanha), New York Comic Fest (EUA) e o San Diego Comic Convention (EUA).

Don Giovanni, ou O Imorigerado Imortal

Yellow Star Company apresenta "Don Giovanni, ou O Imorigerado Imortal", um projeto de Paulo Sousa Costa.
Tendo como mote o Projeto Final do Mestrado de Teatro, em Encenação, que está a frequentar na Escola Superior de Teatro e Cinema, Paulo Sousa Costa escolheu o tema Don Juan e levará à cena a peça “Don Giovanni, ou o Imorigerado Imortal”. 

Trata-se de uma adaptação a partir das obras de Lorenzo da Ponte, Tirso de Molina, Molière, António Patrício, José Saramago e Natália Correia, onde serão interpretadas músicas ao vivo de Amadeus Mozart, da obra homónima.

A interpretação das personagem com mais de 300 anos, Don Giovanni , D. Ana, Leporelo, Zerlina, Maseto, D. Otávio e D. Elvira é feita por Ângelo Rodrigues, Liliana Santos, António Machado, Júlia Belard, Carolina Puntel, Tiago Costa e Sérgio Moura 

Afonso. Adaptação e encenação de Paulo Sousa Costa. Com cenografia e figurinos de Ana Paula Rocha. Em cena no Teatro da Trindade de 1 a 25 de Outubro, de quarta a sábado às 21h30 e domingos às 18h00.
Desde que Tirso de Molina deu vida à personagem Don Juan, com a sua obra “O Sedutor de Sevilha e o Convidado de Pedra”, publicada em 1630, nunca mais este conquistador deixou a cena mundial. Autores dos vários pontos do globo deram continuidade a Don Juan (Don Giovanni), transformando-o num verdadeiro mito, provavelmente o maior de sempre, atravessando gerações, ultrapassando a longevidade que certamente nunca o seu criador alguma vez imaginara.

Só em óperas foram mais de quatro dezenas, tendo sido a ópera bufa de Amadeus Mozart, criada a partir do libreto de Lorenzo da Ponte, a que mais projeção granjeou, intitulada por muitos como a “ópera das óperas”.

Desde o século XVII foram igualmente inúmeros os textos dramaturgicos que foram ganhando vida, onde nomes como Molière, Carlo Goldoni, Giovanni Bertati, Milosz e Alexandre Dumas, só para citar alguns, não resistiram à tentação de criar a sua própria versão e visão do ímpio mais procurado do mundo. Em Portugal, o mito também não passou despercebido com, por exemplo, António Patrício e José Saramago a contribuírem com as suas versões para o vastíssimo espólio do Don Juan.

17 de outubro de 2015

Opinião - Um Amor Perdido - Anna McPartlin


Título: Um Amor Perdido
Autora: Anna McPartlin
Editora: Quinta Essência

Sinopse:
A 21 de junho de 2007 Alexandra Kavanagh saiu de casa, falou com a vizinha, meteu-se no comboio, chegou à estação de Dalkey e desapareceu... Tom está destroçado. Não encontra a mulher, o seu mundo desmoronou e o seu único objetivo é localizá-la. Durante dezassete anos, Jane cuidou do filho Kurt, da excêntrica irmã Elle, e da rabugenta mãe Rose. A única pessoa de que não cuida é dela própria. Elle é artista e considerada um génio. Como tal, o seu comportamento um tanto errático é tolerado. Embora a sua vida pareça perfeita, a tristeza de Elle é por vezes profunda. Leslie perdeu toda a família para o cancro. Passou vinte anos à espera de morrer, mas após uma operação radical está determinada a viver de novo. Quatro meses depois do desaparecimento de Alexandra. Tom entra num elevador com Jane, Elle e Leslie para um concerto de Jack Lukeman. Uma hora mais tarde, os quatro desconhecidos saem de lá com as suas vidas entrelaçadas para sempre.
Um Amor Perdido aborda o alcoolismo, a depressão, a negação e a dor e ainda assim irá dar por si a sorrir e até a rir.

Opinião por Vania Neves:
Uma estratégia muito comum das boas obras literárias é haver uma personagem principal que está ausente mas que mexe com a vida de todas as outras.
Esta é uma dessas obras, em que Alexandra está desaparecida e em que as pessoas afectadas pelo seu desaparecimento parecem encontrar-se umas às outras enquanto a procuram a ela. Nesses encontros acabam por serem ajudas mútuas mas também pesos adicionais, enquanto a ausência de vários meses de Alexandra começa a fazer desfiar as histórias dos vários protagonistas.
Quatro pessoas – na sua maioria estranhos no ponto inicial – tornados amigos e que tentarão em conjunto substituir a falta que Alexandra faz na vida de Tom, o marido, mas também as outras ausências que eles começam a reconhecer sofrer. As histórias individuais são mais importantes do que a descoberta do destino de Alexandra, embora a busca nunca cesse.
Pode dizer-se que são duas linhas que correm paralelas, a do que aconteceu a Alexandra e a do que acontecerá a este grupo de amigos nascido em circunstâncias especiais. A resolução da primeira mantem-nos em suspenso enquanto a resolução da segunda tanto nos comove como nos faz rir.
Acaba-se o livro a querer ser mais um dos amigos daquele grupo, cheio de mágoa mas a ganhar nova esperança, porque todas as personagens são credíveis. O melhor é que todos quatro têm o mesmo tempo como protagonistas, com capacidade para se desenvolverem em pleno.
Quem terminar este romance terá descoberto personagens que o vão acompanhar ainda durante bastante tempo.

16 de outubro de 2015

Opinião - Filme "Sem Saída" de John Erick Dowdle



Sinopse: 
Um empresário americano, juntamente com com a sua família, recomeça a vida num país do sudeste asiático. Quando lá chegam, dão por si no centro de uma violenta revolta política, e quando a cidade sofre um impiedoso ataque por parte dos rebeldes, eles são obrigados a encontrar desesperadamente uma forma de fugir em segurança.

Opinião por Maria Ana Jordão:

Como podem os nossos sonhos deixar-nos ‘Sem Saída’? A brutalidade de um Golpe de Estado que surge, como se fosse improvisado, num país asiático é razão para nos prender entre a vontade de realizar os nossos sonhos e a vontade de regressar a casa.

A previsibilidade de Dowdle deixa o espectador totalmente indefeso. Ainda que momentos de sonolência o visitem durante ‘No Escape’, John Dowdle irá pôr os seus nervos à prova com os momentos de tensão que o vão manter acordado durante o filme. Que faça sentido é, o que esperamos de um filme mas arranjar sentido em ‘Sem Saída’ é complicado. Para começar tem um guião com um argumento totalmente inventado, apesar de inspirado em acontecimentos possivelmente reais. 'Sem Saída', narra a história de uma família norte-americana que se vê vítima de um Golpe de Estado, num país asiático qualquer. 

Que pretende Dowdle, ao produzir ‘No Escape’? Relembrar-nos da dicotomia económica Estados-Unidos versus China ou apenas fazer com que passemos um bom momento? 

Sem referências histórias, pode-se dizer que em 'No Escape' Dowdle espera que aproveitemos tranquilamente esta aventura. Tranquilamente é pedir muito, o realizador empenhou-se em apresentar um guião realista com um realismo que se perde no meio da violência que chega no seu estado mais puro.

O que podia ser um alerta político-economico, pode também ser um acto xenófobo, isto porque em ‘No Escape’ a violência é justificada se for contra os rebeldes, independentemente da quantidade de asiáticos que podem morrer no confronto. Qualquer hipótese de caracterizar a história como profunda vê-se abafada, apesar do realizador tentar apresentar um argumento realista, ficamos com um sabor agridoce por não passar disso mesmo, uma tentativa. Dowdle foi inteligente na escolha dos actores mas os secundários, como as filhas de Owen Wilson e Pierce Brosman, destacam-se ao criar uma relação emocional com o público.

Sugerimos que decida por si, se ‘No escape’ se trata de um alerta político-economico, ou de um acto xenófobo ou até mesmo apenas de uma aventura com efeitos especiais questionáveis. O novo filme de John Dowdle é pouco entusiasmante mais pela sua previsibilidade do que pela tentativa de ter um argumento profundo, acabando por ser simplista. 

Cenas que podiam ser estimulantes, transformam-se em cenas completamente irreais, devido à elaboração pouco credível dos efeitos especiais. O amadorismo dos efeitos especiais têm o seu lado positivo, fazem-nos pensar que pelo menos o filme não é em formato 3D. 




Opinião - Duas Mulheres, Um Duque - Eloisa James


Título: Duas Irmãs, Um Duque
Autora: Eloisa James
Editora: Quinta Essência

Sinopse:
Ele é um duque em busca da noiva perfeita.
Ela é uma senhora… mas está longe de ser perfeita.
Tarquin, o poderoso duque de Sconce, sabe perfeitamente que a decorosa e elegantemente esguia Georgiana Lytton dará uma duquesa adequada. Então, porque não consegue parar de pensar na sua irmã gémea, a curvilínea, obstinada e nada convencional Olivia?
Não só Olivia está prometida em casamento a outro homem, como o flirt impróprio, embora inebriante, entre ambos torna a inadequação dela ainda mais clara. Decidido a encontrar a noiva perfeita, ele afasta metodicamente Olivia dos seus pensamentos, permitindo que a lógica e o dever triunfem sobre a paixão... Até que, na sua hora mais sombria, Quin começa a questionar-se se a perfeição tem alguma coisa a ver com amor.
Para ganhar a mão de Olivia ele teria de desistir de todas as suas crenças e entregar o coração, corpo e alma...
A menos que já seja demasiado tarde.

Opinião por Vania Neves:
Este é um romance histórico com uma dose dupla de triângulos amorosos.
Olivia e Georgiana foram educadas para poderem assumir posições como Duquesas, mas enquanto Georgiana ser um modelo de comportamento, Olivia não se encaixa no papel.
Olivia está prometida a Rupert, um jovem Marquês que devido a problemas no parto tem um comportamento infantilizado.
Georgiana está comprometida com um verdadeiro “partido”, o viúvo Duque Tarquin, que acaba por se interessar por Olivia.
Neste conjunto de ligações onde Olivia e Tarquin são sempre parte da equação, há complicações adicionais, como a decisão de Rupert partir para a Guerra. Mas é no tempo em que Olivia e Tarquin passam juntos enquanto a irmã dela é testada pela futura sogra que o romance realmente se foca e se destaca. O jogo entre os dois personagens é sempre muito bem escrito, com os diálogos a conseguirem deixar-nos com um sorriso pendurado nos lábios. Olivia é uma heroína imperfeita e, por isso, muito atraente para as leitoras. Ela é mais inteligente do que se esperava das mulheres naquela altura mas também é um pouco desajeitada o que a torna uma personagem a merecer toda a nossa simpatia.
Outro traço importante que ela tem é que mostra um enorme sentido de bondade pública, mesmo se em privado não é tanto assim.
Isto é importante, porque os desabafos dela acerca do seu casamento arranjado com Rupert parecem um pouco maldosos, mas sempre que são outras pessoas a fazer pouco do jovem, ela defende-o aguerridamente.
Vê-se que a autora teve cuidado em desenvolver uma personagem com mais do que uma dimensão e deixá-la mostrar as falhas que a tornam humana.
Claro que à sua volta os antagonistas são como vilões saídos dos contos de fadas, mas isso é normal visto que estamos numa reinvenção d’A Princesa e a Ervilha.

15 de outubro de 2015

Opinião - A Pista de Gelo - Roberto Bolaño


Título: A Pista de Gelo
Autor: Roberto Bolaño
Editora: Quetzal

Sinopse:
Tudo se passa durante um mês de verão numa praia do Mediterrâneo. Há uma mansão arruinada, uma bonita patinadora em decadência, e a paixão de um autarca de província. É há um crime, nas diferentes versões de três narradores que se vão completando e corrigindo. Remo Móran, Gaspar Heredia e Enric Rosquelles estão ligados a esse acontecimento central e, sem o saberem, podiam tê-lo impedido.
Pista de Gelo - que se constrói sobre as linhas características do projeto narrativo de Roberto Bolaño - é um espaço de reflexão sobre a corruptibilidade dos políticos, sobre a ação perturbadora do amor nas pessoas, sobre o desenraizamento, a amizade e a dissolução dos sonhos. E mostra-nos, sobretudo, que nada é o que aparenta ser, nada é bem o que nos contam; e que mesmo na ausência de sentido, a vida prossegue.

Opinião por Jorge Figueiredo:
Paixão, corrupção e homicídio. Estão reunidos os três principais temas para criar um excelente policial. E Bolaño convoca para o livro, igualmente, três vozes masculinas que vão contar os eventos cada um a partir da sua perspectiva.
Três homens a braços com uma mulher que tanto pode ser uma vítima inocente arrastada para meandros impróprios como a manipuladora que para lá os foi chamando a eles. De entre os três homens, cada um tem um percurso individual que os encaminham para aquele momento na pista de gelo que foi construída para Núria. Esses percursos atraem-nos para o centro da trama envolvendo-nos com cada um destes homens cheios de mistérios. São três homens de personalidade duvidosa, movendo-se nas sombras da moral que os devia reger. São homens incapazes de pensar racionalmente nos seus próprios erros e culpas na situação que se vai criando à sua volta.
De entre os três, cada leitor acabará por encontrar um que mais o seduz enquanto personagem, ainda que Bolaño deixe muito do que eles são em aberto para interpretação do leitor. Mas isso é algo que ele faz com o próprio final do livro.
O objectivo de Bolaño, além de treinar a maravilhosa escrita que revela em toda a sua obra, foi trabalhar os ambientes e a sugestão que é capaz de transmitir. Daí que a maior parte do livro seja a preparação do momento do crime e não a sua resolução, que acontece e quase não se dá por ela.
O importante aqui é deixar-se seduzir pela atmosfera em que os personagens se envolvem e que ajudam a aprofundar com a sua interacção progressiva de vidas prestes a cruzarem-se.

Opinião - Filme "O Rio Perdido" de Ryan Gosling



Sinopse:
Quando a cidade em que mora está prestes a desaparecer, Billy (Christina Hendricks), mãe de dois filhos, envolve-se em um submundo fantástico e macabro, enquanto seu filho adolescente descobre uma estrada secreta que leva a uma cidade subaquática. Tanto Billy quanto seu filho devem mergulhar neste mistério, se quiserem sobreviver.

Opinião por Maria Ana Jordão

Inspirado em acontecimentos reais, segundo Ryan Gosling. O actor avança e ignora a pressão Hollywoodiana estreando-se como realizador. Enquanto se tenta sobreviver há que quebrar a causa de todas as coisas, a maldição, entretanto o amor acontece nesta cidade destruída com um cenários macabros. O que nos impulsiona a começar de novo?

O universo de Gosling em ‘O rio perdido’ é uma atmosfera surrealista, sobretudo visual, inspirada em David Lynch, Nicolas Windinig Refn entre outros...
O realizador presenteia-nos com o excelente trabalho do fotógrafo Benôit Debie. O estilo surrealista do realizador é representado por imagens paradoxais, onde a intensidade da luz varia consoante a altura do dia em que estamos, de dia cortes mais naturais e claras, de noite cenários fantasmagóricos, iluminados a néon. A potência visual faz com que tenhamos a impressão de que o ritmo não é assim tão entediante.

Há talento no filme de Gosling. Apostou em actores como, Matt Smith, Ben Mandelsohn e Eva Mendes, que captaram a realidade de vítimas de medidas, tanto políticas como económicas. Vítimas que procuram sobreviver com o pouco que têm, num ambiente caótico. E no guião surgem as falhas, os diálogos com consciência social são ‘fogo de vista’. Bons actores precisam de um bom guião, um guião fundamentado o que não aconteceu. ‘Lost River’ tem muito estilo, pouco conteúdo mas uma boa mensagem, (apesar do cliché), para quê evitar o fim? Se cada fim é um recomeço, venham as maldições que vierem...

Podemos dizer que, ‘Lost River’ vê-se perdido entre o talento e o desastre...
A questão que se coloca é a seguinte: pode ter sido a falta de identidade a afectar as falhas na imaginação?
A falta de identidade é justificada pela pouca, ou nenhuma, experiência já a pouca imaginação não. Gosling terá de se apoiar menos nos grandes mestres e, encontrar o que o define como realizador.

14 de outubro de 2015

Opinião - Filme "A Ovelha Choné" de Richard Starzek e Mark Burton

Sinopse:
Choné, uma ovelha esperta e matreira, vive com o seu rebanho na quinta Vale Verdejante sob a supervisão do Agricultor e de Bitzer, um cão pastor com boas intenções, mas pouco eficaz. Apesar dos esforços da Ovelha Choné, a vida na quinta caiu numa rotina enfadonha e ela conjura um plano engenhoso para conseguir um dia de folga. No entanto, o plano da Ovelha Choné descontrola-se rapidamente e faz com que o indefeso Agricultor acabe longe da quinta. Com a ajuda do rebanho, Choné tem de deixar a quinta pela primeira vez e viajar até à Grande Cidade, para salvar o Agricultor… e falhar não é uma opção. Mas, como irão as ovelhas sobreviver? Conseguirão passar despercebidas, evitar que descubram que são ovelhas e dessa forma manterem-se a salvo das garras do malvado funcionário do controlo animal?

Opinião por Maria Ana Jordão

‘Shaun, the sheep’ dá um salto ambicioso do pequeno para o grande ecrã.  
Os realizadores Richard Starzek e Mark Burton numa entrevista, para a NiT mostram-se preocupados em converter alguns minutos de episódio de uma série, (vista em mais de 100 países, incluindo Portugal), para o grande ecrã.  Colocam-se duas questões nesse sentido, pode esta comédia perder impacto por ser uma referência televisiva?  Será que o mais recente trabalho de Richard Starzek e Mark Burton irá resistir como longa-metragem?

Aproximar o público do argumento foi o que os realizadores quiseram fazer. Numa homenagem ao universo de filmes mudos, a linguagem em‘A Ovelha Choné’ é universal e dispensa a fala.  Foca-se na importância da amizade.  Sabemos que o ser humano não consegue viver sozinho.  A amizade, é um tipo de relação, com códigos próprios decifrados pelos pares, códigos na sua maioria emocionais e necessários para a nossa existência.

Bitzer, um solitário agricultor que comunica com o seu rebanho através de uma relação cooperante, por vezes, autoritária, uma ligação facilmente identificada pelo público.  Será que esta divertida ovelha, com inteligência humana vai resolver as peripécias que provocou?  Certo nesta comédia a ovelha, fará com que os laços entre o agricultor e o rebanho se fortaleçam. 

Com um divertido diálogo, cheio de humor, uma história emotiva e coerente, um argumento didáctico e ainda as personagens dotadas de dinamismo, ‘A Ovelha Choné’ resistirá a quase duas horas de filme.  ‘Shaun, the sheep’, produzida pela Aardman Animations faz-nos relembrar histórias que em tempos nos embalavam, fazendo com que tenhamos vontade de ter crescido com aventuras como esta. 

Geniais na sua prudência, os realizadores quiseram conquistar o público de diferentes idades, através de uma edição inteligente, que se propõe derreter o coração de adultos e crianças.

Opinião - A Amante do Papa - Jeanne Kalogridis


Título: A Amante do Papa
Autora: Jeanne Kalogridis
Editora: Planeta

Sinopse:
Filha do duque de Milão e mulher do conde Girolamo Riario, Catarina Sforza foi a guerreira mais corajosa do Renascimento italiano. Governou os seus territórios, travou as suas lutas e teve sempre os amantes que lhe apeteceu, sem consequências até ter um caso com Rodrigo Bórgia. A sua história notável é contada pela dama de companhia, Dea, uma mulher conhecida por ler as cartas de sorte. Enquanto Dea tenta descobrir a verdade sobre o assassínio do marido, Catarina, sozinha, rechaça os invasores que tentarão roubar-lhe o título e as terras.
No entanto, Dea lê as cartas e estas revelam que Catarina não pode fazer frente a um terceiro e último invasor: César Bórgia, filho do corrupto papa Alexandre VI, que tem umas velhas contas a ajustar com Catarina. Encurralada na fortaleza de Ravaldino enquanto os canhões de Bórgia atingem as muralhas, Dea passa em revista o passado escandaloso e os combates de Catarina para compreender o destino de ambas, e Catarina tenta corajosamente aniquilar o exército inexpugnável de Bórgia.

Opinião por Vania Neves:
A Amante do Papa é um livro interessante mas que acrescenta elementos fantasiosos à História que esta não precisava para dar lugar a um excelente romance. Assim trata-se apenas de um livro interessante, capaz na descrição dos ambientes, mas que deixa o leitor com sentimentos contraditórios.
Criando para Catarina Sforza uma dama de companhia que, graças a capacidade divinatórias, influencia fortemente as decisões políticas dela, a autora acaba por diminuir um pouco o impacto da personalidade de Catarina. Sem dúvida que Catarina Sforza é uma das personagens mais focadas pelo livro e que a difícil moral da Renascença Italiana em que ela se movia enfrentando o clã Bórgia.
Daí que acabe por ser o interesse nessa mulher que vai superando o desconforto com a dependência que ela mostra do Tarot da sua dama de companhia. Jeanne Kalogridis descreve com grande detalhe a Época do romance, tornando todos os cenários credíveis, mas nem isso consegue tornar mais aceitável as invenções ficcionais em torno da Condessa de Forli. O que se espera de um romance histórico é uma visão que tente aprofundar as motivações de uma figura histórica e não algo que quase parece dotar o mundo antigo de magia.
Além da leitura de cartas há projecções astrais e a materialização de anjos, embora não garanta que estes conceitos estejam correctos pois ao fim de algumas páginas o exagero das descrições desses rituais acabaram por me fazer perder a concentração.
Na disputa entre o trabalho quase brilhante em torno da Renascença e dos seus meandros e essa invenção de elementos esotéricos, ganha a primeira por uma margem pequena mas mesmo assim suficiente para que o livro mereça uma recomendação.

13 de outubro de 2015

Opinião - Filme - "71 Esquecido em Belfast" de Yann Demange

Sinopse: 
Belfast, 1971. Gary Hook (Jack O' Connell), um jovem soldado britânico, é acidentalmente abandonado pela sua unidade de sequência de intervenção ao um motim nas ruas de Belfast. Incapaz de destingir amigo de inimigo e cada vez mais prudente face aos seus próprios camaradas, o inexperiente recruta é obrigado a sobreviver sozinho durante a noite, e encontrar o seu caminho de regresso à segurança através de um ambiente totalmente hostil e mortal.

Opinião por Maria Ana Jordão:

Saber quem é o herói e quem é o vilão vai ser um enigma, ainda que haja traços de bondade constantes entre os militares, principalmente se estivermos a falar da personagem principal Hook (Jack O’Connell).  Apesar de resolvida, a dura realidade retratada por Yann Demange, perdura até hoje, '71 esquecido em Belfast olha o conflito que afectou a Irlanda do Norte através de uma perspectiva humanista.

Um argumento, com orientação social, um guião que surpreende pelo lado humano, e diálogos emotivos, parece ser a combinação perfeita. No entanto, realizador enfraqueceu o guião ao dar pouco destaque às referências históricas, tornando-as inexistentes no decorrer do filme. 

Estamos na década de 70, auge do conflito entre Católicos e Protestantes em Belfast, local onde a saga de um soldado esquecido acidentalmente pela sua unidade ganha ênfase. Começa a decair o dinamismo e temos de apelar à imaginação para entender como Hook - que fora treinado para matar, não sabe reconhecer o perigo em território desconhecido.

Terá querido, o realizador fazer com que a câmara fosse mais uma personagem pondo o público a interagir? É provável, pois o público é mais perspicaz a detectar o risco que o soldado, esquecido em Belfast, corre.

O soldado luta para sobreviver mas é seguido por jovens radicais, que não conhecem outra forma de viver senão a de estar entre a vida e a morte. A postura imparcial do realizador, faz-se sentir quando coloca jovens como geradores de conflito, as grandes vítimas deste confronto e um soldado indefeso como centro da história. ’71 esquecido em Belfast foi oportunidade que Demange teve para criticar o terrorismo.

Acabar como começou é, difícil. Um início com grande impacto onde tudo se conjuga, a excelente banda sonora com um forte cenário que cativa mas de repente abranda, o ritmo que fora imparável é agora monótono. No fim ficamos coma  impressão de que podia ter sido melhor, mesmo que tenhamos gostado! Com um fim que deixa a desejar, sabemos que   ’71 esquecido em Belfast não é só mais um filme de acção.

Passatempo Humor - "Je suis Cordes" de Rui Sinel de Cordes

A D'Magia em parceria com a Meio Termo tem para oferecer 3 convites duplos para o espectáculo de Rui Sinel de Cordes, o "Je suis Cordes" no dia 16 de Outubro às 22.30 no Coliseu de Lisboa.

Sinopse:
Depois de esgotar todas as sessões de “Isto Era Para Ser Com o Sassetti” em Lisboa e Porto, Rui Sinel de Cordes dá mais um passo em frente. 
Je Suis Cordes é mais um espectáculo de stand-up comedy - o quarto solo do humorista desde 2012, que irá ser apresentado numa data única em Lisboa, na sala principal do Coliseu dos Recreios. 

Este espectáculo marca o regresso ao estilo de stand-up comedy puro a que Rui Sinel de Cordes nos habituou em “Black Label” e “Punchliner”, pelo que o público pode contar com estórias engraçadas, one-liners, pensament... oh, quem é que estamos a tentar enganar? Será mais uma noite épica de rock 'n' roll em forma de comédia, sem regras nem pedidos de desculpas e carregado de Gin tónico e verdades incómodas. 
Mas acima de tudo, Gin tónico.

Para te habilitares a ser um dos vencedores só tens de responder às seguintes perguntas:   
- Quantos solos já teve Rui Sinel de Cordes desde 2012 a contar com "Je suis Cordes"?
- Este espectáculo vai estar carregado sobretudo de quê?

Regras do passatempo: 
1) Enviar a resposta para literatura@dmagia.net indicando: Nome Completo e Número de BI ou CC.  
2) O assunto do email deverá ter a menção: Passatempo Humor - Rui Sinel de Cordes
3) Só é válida uma participação por pessoa/e-mail.
4) O passatempo é válido até às 23:59 de dia 15 de Outubro.  
5) Os vencedores serão apurados através de um sorteio via random.  
6) Os nomes dos vencedores serão avisados através de email.

12 de outubro de 2015

Opinião - Filme "PAN: Viagem à terra do nunca." de Joe Wright

Sinopse:
Do realizador Joe Wright ("Expiação", "Orgulho e Preconceito") chega-nos “PAN VIAGEM À TERRA DO NUNCA”, um filme de aventura, cuja história absolutamente original, revela-nos as origens dos adorados personagens criados por J.M. Barrie.
Peter (Levi Miller – voz de Manuel Sá Nogueira na versão dobrada) é um inconformado menino de 12 anos com um lado rebelde irrepressível, qualidades que, no sombrio orfanato de Londres onde viveu toda a sua vida, não são propriamente apreciadas. No entanto, eis que chega uma noite incrível, a noite em que Peter é levado do orfanato e transportado para um fantástico mundo de piratas, guerreiros e fadas - a Terra Do Nunca. Aqui, Peter vive verdadeiras aventuras e trava destemidas batalhas, ao mesmo tempo que tenta desvendar o segredo da sua mãe, que o deixou no orfanato há muitos anos atrás, e encontrar o seu lugar de direito nesta terra mágica. Mas, para descobrir o seu verdadeiro destino e ao mesmo tempo salvar a Terra do Nunca, Peter terá que, em conjunto com a guerreira Tiger Lily (Rooney Mara - voz de Rita Redshoes na versão dobrada) e o seu novo amigo James Hook (Garrett Hedlund - voz de Rui Unas na versão dobrada), derrotar o impiedoso pirata Barba-Negra (Hugh Jackman - voz de Joaquim de Almeida na versão dobrada), tornando-se no herói que viverá para todo o sempre nos nossos corações conhecido como Peter Pan. 

Opinião por Maria Ana Jordão:

Joe Wright invade o imaginário colectivo do público ao recriar a história de origem ‘Pan’, inspirada na obra de J.M. Berrie (1911) ‘Peter Pan’.  Certamente que já terá fabricado a sua terra do nunca e é para lá que o realizador gostaria de o levar nesta história infantil.  
O que leva Peter até à ilha da terra do nunca? Peter, um orfão de 12 anos abandonado por Mary, sua mãe, num convento sinistro na cidade de Londres, na II Guerra Mundial.  Peter sabe que quer procurar a sua mãe e o acaso fará com que seja uma das crianças do convento raptadas abruptamente pelos terríveis piratas.

Seguem viagem num navio voador até à ilha da terra do nunca.  Instala-se o estilo ‘nonsense’.  O espectador que se prepare, pois estilo sobrepõe-se a substância apesar da premissa ser prometedora.  Peter e as crianças, têm o que os adultos querem mas não podem voltar a ter, juventude. São recebidos com um concerto do maléfico Barba Negra (Hugh Jackman)  A este concerto com magnitude de um espectáculo da Brodway falta-lhe alma.
Para o público mais jovem começam-se a complicar as coisas, principalmente se não conhecerem o clássico ‘Peter Pan’.  De tão subtil que é não vai ser fácil para os mais novos identificar a essência de Peter.  Crescer é tudo o que querem, dificilmente vão compreender a vontade oposta de Peter (Pan)  A busca do passado com o sonho como pano de fundo pode confundi-los, principalmente por ter sido uma ideia que não se desenvolveu.  Esta aventura fantasiosa, deixa de poder ser chamada de ‘nonsense’ pois o seu guião incoerente não o permite.

Os diálogos são acessíveis, naturalmente moralistas mas profundamente banais.  Em ‘Orgulho e Preconceito’ e ‘Anna Karenina’ Joe Wright, enquadra o plano visual com o seu conteúdo, desta vez deu mais importância ao estilo.  A fotografia e alguns efeitos especiais pela sua grandeza, preenchem o que falta desta história mas não a completam. Há um domínio total do potencial criativo, que se revê na forma como o vestuário é empregue.
As personagens criam alguma relação empática com o público, através de um guarda-roupa extravagante que caracterizam os traços de personalidade e a sua força faz-nos esquecer algumas falhas que ‘Pan’ possa ter.  Peter, pelo seu carisma é o centro das atenções, durante o filme.  Todos temos o nosso destino, o de Peter é a terra do nunca, também sua casa.

Ideias que podem ser demasiado arrojadas para crianças mas insuficiente para adultos, como se o público ficasse num limbo. A nova ilha da terra do nunca, um mundo tanto de adultos como de crianças, sem qualquer sentimento de pertença imaginário, não tem a magia de ‘Peter Pan’, nem brilha enquanto ‘Pan’.  Não ter público alvo definido, é uma vantagem que coloca ‘Pan’ como o próximo sucesso de bilheteira.  

Workshop com Veronique DiVine

Queres vir passar um fim de semana diferente, onde a tua sensualidade e feminilidade serão exploradas?

A Veronique DiVine, pin up e uma das melhores artistas do burlesco nacional e internacional, vai ensinar-te os movimentos base e algumas combinações da Performance Burlesca, bem como experimentar a transformação num Pin Up Styling, culminando numa fantástica sessão fotográfica que te vai fazer sentir como uma deslumbrante diva de outros tempos, tudo no espaço vintage e acolhedor da New Vintage Photo em Lisboa.

Vem conhecer o lado mais glamouroso e exuberante que há em ti ♥"

Programa:
Workshop de Burlesco
24 de Outubro das 15h às 18h.
- Breve introdução teórica e histórica
- Movimentos base (Bumps & Grinds, Shimmies, deslocamentos e poses)
- Combinações
- Teatralidade e expressão
- Pequeno lanche e cupcakes.

Workshop de Pin Up Styling & Photo Shoot
25 de Outubro das 14h30 às 19h.
- Make-up
- Diferentes penteados das décadas de 30, 40 e 50
- Escolha de guarda- roupa adequado a cada corpo e personalidade
- Pequeno lanche e cupcakes.
- Sessão fotográfica individual com direcção artística.
- Cada participante receberá 5 fotos editadas em formato digital no espaço de 2 semanas.

Pode optar por se inscrever em um ou ambos os workshops.

Para mais informações e inscrição, envie email para insin.lisboa@gmail.com ou enviar mensagem privada na página de facebook da InSin (facebook.com/InSin.Burlesco).

11 de outubro de 2015

Passatempo - Só amor não basta?

A D'Magia em parceria com a Planeta tem para oferecer um exemplar de "Só amor não basta?" de Paulo Sargento.

Sinopse:
A mãe tem de ser sempre boa? Haverá mimo a mais? Primeiro a mãe e depois o pai? Os avós podem «estragar» os netos? As crianças podem dormir com os pais? Os pais são os melhores amigos dos filhos?
Cada vez mais, as sociedades suscitam dúvidas nos cidadãos sobre as suas competências enquanto pais. Frequentemente, confunde-se educação com ensino e reclamam-se condições desnecessárias para o saudável desenvolvimento humano, enquanto se desprezam os seus alicerces fundamentais que, de tão simples, são esquecidos ou secundarizados. É altura de perguntarmos: O que é a educação? Quem são os educadores? Como devemos educar? Quando devemos educar?
Muitos afirmam que para educar uma criança só amor não basta. Este livro pretende demonstrar que, sem amor, tudo o mais não serve para nada.
A partir dos marcos fundamentais do desenvolvimento humano, o autor tenta ilustrar, com exemplos concretos, como se constroem as competências parentais e como se repercutem no processo educativo da criança até ao início da escolarização.
Não se tratando de uma «receita» geral sobre a educação, este livro lança algumas dicas simples para aconselhar todos aqueles que, em diversas circunstâncias, já precisaram de ajuda para realizar a mais importante das tarefas humanas: educar uma criança!

Para te habilitares a ser o vencedor envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome completo, morada e nome de seguidor no Facebook), com o assunto "Só amor não basta?", até ao dia 30 de Outubro, para literatura@dmagia.net
 
Regras do passatempo: 
1) Só aceitamos participações de residentes em Portugal. 
2) Podem participar todos os dias. No máximo de uma vez por dia. 
3) Só serão aceites participações de fãs e/ou seguidores. 
4) É obrigatório dar like no Facebook na Página D'Magia 
5) Ser fã do facebook e seguidor do blog dá direito a duas participações no passatempo.  Não te esqueças de referir o teu nome de seguidor no email juntamente com os teus dados
6) Poderás partilhar este passatempo numa rede social e via twitter uma vez por dia. Cada nova partilha conta como uma participação extra. Basta nos ires enviando os links.
7) O prémio é sorteado via random.org entre todos os participantes validados.  
8) Os vencedores serão contactados por email.
9) Não nos responsabilizamos por qualquer extravio no envio do prémio. 

Boa sorte a todos!!!

2º volume da série de Jeffrey Archer: Os Pecados do Pai

Título: Os Pecados do Pai
Autor: Jeffrey Archer
Género: Thriller
Tradução: Fernanda Oliveira
N.º de páginas: 368
Data de lançamento: 2 de outubro
PVP: 17,70€

Segundo volume da série As Crónicas de Clifton, do escritor de sucesso que conta com 250 milhões de livros vendidos em 97 países.
A Grã-Bretanha está na iminência de declarar guerra à Alemanha. Harry Clifton, na esperança de fugir às consequências de um escândalo familiar, e percebendo que nunca poderá casar com Emma Barrington, alista-se na Marinha Mercante. Quando um U-Boot alemão lhe afunda o navio, Harry e um punhado de marinheiros, entre eles um americano chamado Tom Bradshaw, são salvos pelo SS Kansas Star. Nessa noite, quando Bradshaw morre, Harry aproveita a oportunidade para enterrar o seu passado e assume a identidade do morto.

Nova Iorque, 1939. Tom Bradshaw é preso por homicídio qualificado. É acusado de matar o irmão. Quando Sefton Jelks, um advogado de primeira linha de Manhattan, lhe oferece os seus serviços a troco de nada, Tom, que não tem dinheiro, não tem grande alternativa a não ser aceitar a sua garantia de uma sentença mais ligeira. Depois de julgado e condenado, Jelks desaparece e a única maneira que Tom tem de provar a sua inocência é revelando a sua verdadeira identidade, algo que ele jurou nunca fazer de forma a proteger a mulher que ama.
Entretanto, a jovem em questão viaja até Nova Iorque, deixando para trás, em Inglaterra, o filho de ambos. Recusa-se a acreditar que o homem com quem ia casar tenha morrido no mar e está decidida a fazer o que for preciso para o encontrar. A única prova que tem é uma carta, que ficou por abrir numa consola de lareira em Bristol durante mais de um ano.

Sobre o autor:Tem mais de 250 milhões de exemplares vendidos em 97 países e 37 idiomas. Autor de 16 romances, seis coleções de contos, três peças de teatro, três volumes do seu diário da prisão e um evangelho. É o único autor que foi número 1 em ficção (15 vezes), contos (quatro vezes) e não ficção (Os Diários da Prisão). Archer é casado com Dame Mary Archer DBE, têm dois filhos e vivem em Londres e Cambridge.

Imprensa:
«Um dos maiores contadores de histórias do mundo.» Los Angeles Times
«Não há melhor contador de histórias vivo.» Larry King
«Um contador de histórias da estirpe de Alexandre Dumas… um talento inultrapassável.» The Washington Post
«Archer é um mestre da ficção.» Time

"O Tibete de África", de Margarida Paredes

Título: O Tibete de África
Autor: Margarida Paredes
N.º de Páginas: 136
PVP: 13,95€
Disponível a 7 de outubro

Um triângulo amoroso desenhado pelo colonialismo português

Edição revista de um dos primeiros romances pós-coloniais da Literatura Portuguesa.

O Tibete de África, de Margarida Paredes é um romance em que a autora cruza três vidas marcadas pelo colonialismo e pela ditadura.
Através de um triângulo amoroso, Margarida Paredes apresenta uma visão feminista sobre o colonialismo e das suas consequências, numa escrita fluída, audaz e crua. O Tibete de África foi inicialmente publicado em 2006, antes da vaga de literatura pós-colonial (por ex. Dulce Maria Cardoso, Isabela Figueiredo), e isso, bem como a sua qualidade literária, justificam esta reedição.

Sinopse:
Lisboa, anos 90.
Ana Sousa é gestora de topo numa empresa de telecomunicações e está casada com Amâncio, um homem mais velho que fugiu de Portugal «a salto» durante a ditadura. Nascida em Angola, Ana regressou a Portugal ainda criança, na ponte aérea de 1975. Num país pequeno onde os «retornados» eram tratados com desprezo, Ana compreende desde cedo que está por sua conta e risco, e acaba por desenvolver uma personalidade forte e ambiciosa. A estabilidade de Ana é posta em causa quando Justino, um engenheiro angolano integra a sua equipa e quando ela é destacada para liderar o investimento da sua empresa no Ruanda, país de grande beleza natural, conhecido como «o Tibete de África».
É no Ruanda que Ana e Justino se encontram quando o presidente no país é assassinado e a guerra civil recomeça, dando inicio a um genocídio. Debaixo de fogo, o presente e o passado confundem-se e os fantasmas da infância de Ana ressurgem na paixão que sente por Justino.

«Retrato íntimo do processo de descolonização, da integração europeia, dos regimes cleptocratas africanos no pós-independência, O Tibete em África é um gume frio, cortante, a penetrar de forma inconformada nas visões – que surpreendentemente permanecem vivas na sociedade portuguesa – romantizadas do colonialismo português.» - do prefácio de Raquel Ribeiro.

Sobre a autora:
Margarida Paredes é natura do Penedo da Saudade, em Coimbra. Em 1974, abandonou o curso universitário na Bélgica para lutar pela independência de Angola ao lado do MPLA, movimento a que aderiu em 1973. Passou por Brazzaville e foi uma das primeiras militantes vindas do Congo a entrar em Luanda após o 25 de Abril de 1974. Depois da independência abandonou o exército angolano para trabalhar no Conselho Nacional de Cultura com o poeta António Jacinto. Aí desenvolveu projetos na área dos espetáculos e artes plásticas, trabalhando com «crianças-­‐soldado» e órfãos de guerra. Regressou a Portugal em 1981.
Licenciada em Estudos Africanos pela Faculdade de Letras de Lisboa, obteve o grau de Doutora em Antropologia pelo ISCTE-­‐IUL com o tema «Mulheres na Luta Armada em Angola».
No pós­‐doutoramento, trabalhou o tema «Mulheres Afrodescendentes da Polícia Militar em Salvador».
É investigadora e professora na Universidade Federal da Bahia, Salvador, Brasil. Desenvolve uma linha de pesquisa sobre Masculinidades Femininas no Campo Militar.

10 de outubro de 2015

Opinião - O Prazer É Todo Nosso - Lola Benvenutti


Título: O Prazer É Todo Nosso
Autora: Lola Benvenutti
Editora: Guerra e Paz

Sinopse:
Lola Benvenutti, licenciada em Letras, escolheu a mais velha profissão do mundo. Autora de um dos blogues mais lidos do Brasil, apaixonada pela vida, por livros e por sexo, aos 22 anos Lola fala abertamente sobre tudo o que o público deseja saber de um modo totalmente diferente do que já se viu. Um livro de fazer corar E. L. James.
Em O Prazer É Todo Nosso, Lola Benvenutti constrói uma narrativa libertadora e completamente viciante, que nos prende até à última linha, enquanto somos inundados por vagas de prazer. Partindo da sua experiência de prostituta e relatando episódios reais, com Lola tanto mergulhamos no universo BDSM, abrimos a porta à nossa primeira ménage à trois, como despimos as fantasias e redescobrimos os nossos corpos no que eles têm de mais belo e natural. Esta é uma surpreendente viagem pelo universo dos desejos e da autodescoberta, que pode repetir quantas vezes quiser e… partilhar.

Opinião por Nés Gomes:
Antes de começar a ler não conhecia Lola Benvenutti. Nunca tinha ouvido falar dela. Também o estilo erótico não ficção foi uma estreia para mim. Assim, estava curiosa com todo o universo diferente das minhas leituras habituais e o facto de ser um “testemunho” na primeira pessoa só aliciou ainda mais para começar o mais rápido possível. Tão depressa comecei como acabei…
Comecemos no entanto pelo início. Quem é Lola? Lola é-nos apresentada pela própria, na primeira pessoa, como uma jovem brasileira, licenciada em Letras e que optou por ter a mais velha das profissões. E porquê escrever “O Prazer é Todo Nosso”? A mim, parece-me essencialmente para tentar desmistificar que quem trabalha como prostituta não tem opção, que apenas é obrigação e não gosto. E Lola quer ainda mostrar aos restantes que o prazer pode ser obtido por diversos “meios” (não será a palavra mais indicada, dado o contexto).
O livro “O Prazer é Todo Nosso” vem com a promessa de “fazer corar E. L. James”. (Não que seja muito difícil na minha opinião) Mesmo em português do Brasil (faz-me sempre alguma confusão ler em português do Brasil e com isto do Novo Acordo ainda pior) nota-se uma atenção à história, à descrição dos acontecimentos, à forma como escreveram. Está dividido em duas partes e cada parte ainda se subdivide. Na primeira parte Lola fala do prazer através de diferentes experiências que teve; na segunda a própria “personagem” a mais abordada, a vida e como chegou a prostituta, como a família e a imprensa reagiram à “revelação” e como Lola lida com isso. (Isto seria o que mudava no livro se tivesse esse poder, primeiro começaria pela história de vida e depois pelas experiências.).
É um livro que se lê rápido, interessante para o género – não que tenha grande termo de comparação. É um livro escrito para nos fazer descobrir o prazer, para sabermos “gozar a vida”, palavras de Lola. Não é um livro que se consiga resumir (não há propriamente uma história a ser contada, mas sim mini-histórias em cada subcapítulo). Deve ser lido de mente aberta (se já vem com preconceitos nem a vale a pena começar). Lola fala-nos de masturbação, de sexo entre géneros diferentes e/ou iguais, tipos de sexo, de BDSM, de swing (que naquele caso poderá ser considerado também de orgia, acrescento eu), de ménages, de fantasias, de tudo e mais alguma coisa…e faz-nos sempre querer ler mais, saber o que acontece. Está acima de tudo escrito de forma simples e viciante.
Lola prende o leitor nos prazeres que a vida lhe proporcionou. E faz entender porque se apresenta com:
Sou Lola Benvenutti e faço porque gosto.
É uma escolha. É um gosto. É um prazer. E é a vida dela. Uma vida interessante de certa forma em livro, que li com muito gosto.