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11 de fevereiro de 2014

Sextante Editora - Ficção - 12 contos, 12 autoras e 12 cores

Título: Do branco ao negro
Autor: AAVV
Págs.: 208
PVP: € 16,60

A Sextante Editora publica, a 21 de fevereiro, Do branco ao negro, uma coletânea de doze contos coordenada pela jornalista São José Almeida e ilustrada por Rita Roquette de Vasconcellos, onde cada história tem por base uma cor.
São de diferentes origens e estilos as autoras que participam neste livro: Ana Luísa Amaral, Ana Zanatti, Clara Ferreira Alves, Eugénia de Vasconcellos, Elgga Moreira, Lídia Jorge, Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta, Raquel Freire, Rita Roquette de Vasconcellos, São José Almeida e Yvette Centeno. Cada uma conta, neste livro, uma história em homenagem aos que vão perdendo a sua capacidade de as contar, uma vez que os direitos de autor revertem na íntegra para a Associação Alzheimer Portugal.
Do branco ao negro será apresentado na 15.ª edição do Correntes d’Escritas, no dia 19 de fevereiro, às 21:30, na Sala Eça de Queirós do Hotel Axis Vermar, na Póvoa de Varzim. Nesta sessão vamos poder contar com a presença das autoras Ana Luísa Amaral, Elgga Moreira, Lídia Jorge, Maria Teresa Horta e Rita Roquette de Vasconcellos.

Sinopse:
 Um livro que tem como mote e tema a diversidade da cor. Doze autoras, que contam doze histórias, cada uma com sua cor, refletindo a diversidade, na sua diferença e na sua complementaridade.
Na mesma história, histórias diversas.

12 de novembro de 2013

Sextante Editora - Ficção - "O filho", de Michel Rostain

Título: O filho
Autor:
 Michel Rostain
Tradutor: Luísa Feijó
Págs.: 152
PVP: € 15,50

O primeiro livro de Michel Rostain, O filho, não pretende ser sobre a morte, é antes dedicado à vida. Nas livrarias a 15 de novembro, este romance dá voz a um filho que, após partir, observa o seu pai enquanto este o procura conhecer melhor e entender a sua morte. Apesar de ficção, O filho surgiu como um exercício para o autor ultrapassar o seu próprio luto. O resultado surpreendeu os leitores e a crítica, valendo-lhe o Prémio Goncourt para Primeiro Romance 2011.
O filho é um romance íntimo e enternecedor que nos ajuda a perceber que a vida pode dar origem a memórias felizes.

O Livro:
«O meu pai está no caos da sua primeira semana de luto, quando as cerimónias já tiveram lugar e os amigos se foram embora. Solidão, é aí que começa verdadeiramente a morte. Passou o dia a escolher as minhas coisas, a chorar entre dois telefonemas, a assoar-se abundantemente sem sequer invocar o pretexto da alergia ao pó. Resigna-se a deitar fora os meus velhos livros, depois de ter lido meticulosamente aquelas nulidades acumuladas, não fosse acontecer que eu tivesse esquecido alguma nota, um desenho, uma coisa qualquer pessoal que lhe servisse de mensagem. Não encontra nada, nenhum sinal. Depois destas horas de buscas aterradas – e apesar de tudo indiscretas, pai, é verdade que morri, mas, mesmo assim… –, eis que repara de repente, em rodapé daquela convocatória que o intrigava, numa indicação escrita a lápis, em letra muito miúda…»

Sobre o autor:
Michel Rostain, nascido em 1942, vive em Arles e é encenador de óperas. Entre 1995 e 2008 dirigiu o Teatro da Cornualha.

3 de novembro de 2013

Sextante Editora - João Bouza da Costa vence Prémio P.E.N. de Narrativa

Prémio P.E.N. Narrativa 2012
Travessa d’Abençoada, de João Bouza da Costa, é o romance vencedor do galardão

O romance de estreia de João Bouza da Costa, Travessa d’Abençoada, acaba de ser agraciado com o Prémio P.E.N. de Narrativa para o ano de 2012.
Travessa d’Abençoada é um romance que acompanha os diversos protagonistas e acontecimentos que têm lugar numa travessa típica de Lisboa, durante 24 horas.
Aquando da publicação deste livro, em janeiro de 2012, o crítico literário Miguel Real escreveu no Jornal de Letras: «Lamentamos que não exista já o Prémio Literário Cidade de Lisboa, Travessa d’ Abençoada merecia-o em absoluto, retrato em perfeição da nova Lisboa habitada por um cidadão cosmopolita, universalista e tolerante, não já a antiga capital imperial e africanista ou colonialista, não já a Lisboa heroica e épica propagada pelo Estado Novo, pesada de edifícios majestáticos, antes moderna e europeia carregada de idosos (as doenças e a solidão da terceira idade retratadas no romance), de casais pobres e ricos (o novo condomínio de luxo em contraste com as casas envelhecidas dos prédios de reboco à vista), de pessoas diferentes (a criança autista), de estrangeiros (a mulher do tradutor), de vícios (a agonia dos drogados), de maquiavelismo (o empreiteiro reles que atormenta o “Orelhas” para ele abandonar a casa), numa mistura de tradição (os frangos assados o fado as roupas das senhoras velhas…) com rock e música erudita, onde se ouve ao mesmo tempo um refrão clássico e um verso de Rilke.»

SINOPSE
Uma criança autista escuta os sons de dois corpos entregues ao sexo e convoca os seus deuses contra a derrocada do tempo. Um tradutor apropria-se, coxeando, da sua cidade, enquanto a música inunda a noite e a sua mulher se debate com a memória. Um velho preso no labirinto da raiva enfrenta a morte caído numas escadas. Pessoas de uma pequena travessa de Lisboa, vinte e quatro horas da vida no mundo.

O AUTOR
João Bouza da Costa
 nasceu em Lisboa (1954) e passou a infância em África (Luanda). Tem levado uma vida anticíclica, sempre a fugir dos acontecimentos históricos: deixou Angola quando nesta se iniciava a gesta independentista (1963), abandonou Portugal logo após a revolução de Abril (em setembro de 74) e escapou da Alemanha em 89, pouco antes do grande êxtase coletivo da queda do Muro. Meteu-se, com fraco sucesso e por pura necessidade, em muitas e variadas lides: foi carteiro, limpador de vidros, vendedor de vinhos, pintor de cenários de ópera, professor de uma pretérita ortografia, tradutor e intérprete, mas terá talvez sido o acaso das novas tecnologias, com a sua facilidade para rasurar e sintetizar, que o ajudou a ultrapassar o fado dos papelinhos avulsos e a chegar-se um pouco mais à escrita e a si próprio.

30 de outubro de 2013

Sextante Editora - Ficção - "Libra", de Don DeLillo, apresentado em Lisboa

Título: Libra
Autor: Don DeLillo
Tradutor: Paulo Faria
Págs.: 504
PVP: € 19,90

O assassínio de J.F. Kennedy por Don DeLillo
Libra será apresentado pelo autor no dia 12 de novembro, em Lisboa

A 1 de novembro, a Sextante Editora publica Libra, de Don DeLillo, aquele que é considerado o grande romance sobre o assassínio de John F. Kennedy, um acontecimento que marcou a História dos EUA e que ocorreu em novembro de 1963, há precisamente 50 anos.
Don DeLillo apresentará este romance no dia 12 de novembro, às 21:30, no espaço Nimas, em Lisboa, um evento que se insere no Lisbon & Estoril Film Festival’13. Nessa sessão, o autor lerá ainda excertos de Submundo (Sextante Editora, 2010) ao mesmo tempo que será transmitido Frame by Frame, o filme de Abraham Zapruder sobre o assassinato de Kennedy.
Reconhecido como um dos grandes escritores americanos atuais e um habitual candidato ao Prémio Nobel da Literatura, Don DeLillo tem já vários livros publicados na Sextante Editora. Libra é um dos seus romances mais marcantes, «uma viagem sem paralelo ao coração da América» (The Observer).

O LIVRO
Neste exercício de ficção em torno do assassínio de John F. Kennedy, DeLillo conta a odisseia de Lee Harvey Oswald, desde a sua adolescência conturbada até se tornar um adulto instável que imagina ser um agente da História. Combinando com mestria facto e ficção, Libra é a investigação grave, assombrosa e brilhante de um acontecimento que se tornou parte indelével da História da América e do mundo.

O AUTOR
Don DeLillo 
nasceu em 1936, em Nova Iorque. É autor de dezasseis romances, que incluem O homem em queda, Ruído branco e Libra, foi galardoado com o National Book Award, o Pen/Faulkner Award for Fiction, o Prémio Jerusalém (para a totalidade da sua obra) e a William Dean Howells Medal da Academia Americana de Artes e Letras. Em 2006, Submundo foi considerado um dos três melhores romances dos últimos vinte e cinco anos pela The New York Times Book Review. Em 2010, o escritor Philip Roth fez parte do júri que atribuiu o Prémio Pen/Saul Bellow de carreira literária a Don DeLillo.

26 de outubro de 2013

Sextante Editora - Ficção - O surpreendente Edward St Aubyn e a sua obra-prima

Título: Deixa lá | Más novas
Autor: Edward St Aubyn
Tradutor: Daniel Jonas
Págs.: 288
PVP: € 16,60

O surpreendente Edward St Aubyn e a sua obra-prima
O primeiro volume do quinteto sobre a família Melrose é composto pelos livros Deixa lá e Más novas
 
Edward St Aubyn é um dos mais proeminentes escritores ingleses da sua geração, apelidado de brilhante pelos seus pares e pela crítica. Em Portugal, Miguel Esteves Cardoso já se declarou um admirador: “Dirão que St Aubyn é um classicista mas a verdade é que é moderno. Escreve é muitíssimo bem. É capaz da maior frieza e da maior empatia. Tem um sentido de humor monumental, no verdadeiro sentido da palavra. É um gozão e um gozador; um tarado e um observador.” A partir do dia 1 de novembro, este surpreendente autor vai deixar de estar inédito em Portugal, com a publicação, pela Sextante Editora, de Deixa lá | Más novas, volume que inclui os dois primeiros livros do quinteto A família Melrose. Nesses cinco livros - que a Sextante Editora publicará em 3 volumes -, «St Aubyn observa uma família inteira debaixo de um microscópio e desvela todas as suas dolorosas e inevitáveis complexidades», diz a escritora Maggie O’Farrel, que apelida cada um dos romances de obras-primas.

Sobre o livro:
Neste volume publicam-se os dois primeiros livros de um quinteto, escrito entre 1996 e 2012, que segue a vida de Patrick Melrose.
Em Deixa lá, Patrick é o filho de cinco anos, frágil e filosófico, de um pai brutal e uma mãe omissa. Reunida numa casa na Provença, a aristocrática família aguarda a chegada de visitas.
Em Más novas, Patrick, agora com vinte e dois anos, recebe um telefonema: o pai morreu, e ele terá de voar até Nova Iorque para recolher as suas cinzas. Aí chegado, gasta dinheiro a rodos num festim de drogas e bebida, na tentativa

Sobre o autor:
Edward St Aubyn nasceu em Londres, em 1960, e estudou Literatura Inglesa em Oxford. Os cinco romances sobre Patrick Melrose foram premiados, aclamados pela crítica e pelos pares, e culminaram na consagração internacional do autor.

17 de outubro de 2013

Sextante Editora publica novo livro de Aleksandr Soljenítsin

Título: A casa de Matriona seguido de Incidente na estação de Kotchetovka
Autor
: Aleksandr Soljenítsin
Tradutor: António Pescada
Págs.: 152
PVP: € 15,50

A casa de Matriona seguido de Incidente na estação de Kotchetovka é o título do novo livro de Aleksandr Soljenítsin, que a Sextante Editora publica 25 de outubro. Pela primeira vez traduzido diretamente do russo, este livro é composto por duas novelas sobre episódios reais, publicadas originalmente em revistas russas no período do degelo após a morte de Estaline. Nas notas do autor presentes no livro, é dado a conhecer, ainda, que A casa de Matriona foi o primeiro trabalho do autor a sofrer ataques da imprensa soviética.
Vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 1970, Soljenítsin é um marco da literatura russa do século XX, de quem a Sextante Editora publicou já o romance Um dia na vida de Ivan Deníssovitch.

Sobre o livro:
A casa de Matriona é não só uma das mais belas obras de Soljenítsin como também uma das que mais influenciaram a literatura russa. Velha camponesa reformada, Matriona esconde um coração puro e uma alma justa. Sempre pronta a ajudar apesar da miséria em que vive, ela acolhe em sua casa o narrador, um professor regressado do Gulag que vai encontrar nessa casa a Rússia profunda, ainda impregnada de cristianismo. A tragédia entra no relato com a chegada do cunhado de Matriona, um velho ganancioso que tinha sido seu namorado…
Relato de grande lirismo popular, esta novela marcou o início da procura das raízes russas destruídas pela revolução. Em Incidente na estação de Kotchetovka, o tenente Zotov, em plena Segunda Guerra Mundial, vê surgir, por entre comboios de soldados selvagens, um homem afável, à civil, que perdeu os seus papéis militares. Zotov é conquistado pelas suas boas maneiras. Mas, pouco a pouco, a dúvida insinua-se…

Sobre o autor:
Aleksandr Soljenítsin (1918-2008) combateu na Segunda Guerra Mundial e esteve preso e internado em campos de trabalho forçado de 1945 a 1953, após críticas privadas a Estaline. Ilibado na sequência da «abertura» criada pelo famoso discurso de Krutchev denunciando os crimes estalinistas, foi professor e iniciou o seu percurso de escritor nos anos 50. Um dia na vida de Ivan Deníssovitch, classificado por Aleksandr Tvardovski, seu editor na revista Novy Mir, em 1962, como um «clássico», teve a sua publicação expressamente autorizada por Krutchev e foi estudado nas escolas. Mas a vida de escritor de Soljenítsin viria a ser atribulada e reprimida na sequência da recusa pela União dos Escritores da publicação de Pavilhão de cancerosos e da atribuição do Prémio Nobel da Literatura em 1970. Foi expulso da União Soviética em 1974, vivendo na Suíça, em França e nos Estados Unidos até à queda do Muro de Berlim, após o que regressou a Moscovo, em 1994, sendo recebido triunfalmente. As suas obras marcaram indelevelmente a literatura russa do século XX, inserindo-se na grande tradição narrativa de nomes como Tchekov, Tolstoi e Dostoievski

Imprensa:
Sou um daqueles que a leitura de Soljenítsin lentamente e profundamente transformou: é um dever confessá-lo. Philippe Sollers 
Haverá na História um antes e um depois do surgimento fabuloso da voz, da escrita de Soljenítsin. Jorge Semprún
Pela imensidão do testemunho, o rigor da arquitetura, o fôlego épico, a riqueza da emoção, a força da ironia, Soljenítsin impôs-nos a sua marca. Georges Nivat

9 de outubro de 2013

Sextante Editora - Ficção - O primeiro romance de Ana Luísa Amaral

Título: Ara
Autor:
 Ana Luísa Amaral
Págs.: 88
PVP: € 13,30

Um dos grandes destaques da Sextante Editora para esta rentrée é, sem dúvida, Ara, a estreia de Ana Luísa Amaral na prosa, um livro que é publicado a 18 de outubro.
A prosa romanesca acolhe neste livro a voz poética da autora, numa narrativa idílica de histórias de amor, memórias de adolescência e do despertar para a sexualidade. Segundo Maria Irene Ramalho, professora de literatura na Universidade de Coimbra, «Ara é o mais teórico dos escritos poéticos de Ana Luísa Amaral. Diz-se “romance” – mas encontra-se pura escrita a falhar contra o vento, incapaz de se libertar dos bordados e das japoneiras da memória para encontrar a exactidão da língua-de-ninguém, só ela capaz de narrar.»
O lançamento de Ara vai realizar-se no dia 4 de novembro, às 18:30, na livraria Barata, em Lisboa. A apresentação estará a cargo de Maria Helena Buescu e Manuel Gusmão e serão lidos excertos do livro por Pedro Lamares e pela autora.

Sobre o livro:
«Primeiro: a prosternação diante do altar. A hesitação diante da proliferação dos ritos: sacrifício, louvor, cântico, narrativa. Figuras e vozes, acólitos. Insurgências. Japoneiras e túneis do sentido. Discrepância a todas as vozes acumulando num sentido. Não único, mas unívoco. Desde a infância. Segundo (como se diz de um andamento ou de um painel): o tríptico dentro do tríptico das DUAS IRMÃS: a narrativa oblatória e clara da paixão sáfica. Ardente e casta.
Sem falso pudor. Vergonha é não te amar. A oferenda lírica. Terceiro: não é coisa de rasgar como romance este romance. Assente na pedra do lar um prisma multifacetado e translúcido: o amor único, a palavra. A brisa do arado sobre a ara.» 
Maria Velho da Costa

28 de agosto de 2013

Sextante Editora - Ficção - A grande obra de Dennis Lehane


Título: Mystic River
Autor: Dennis Lehane
Tradutor: Mário Dias Correia
Págs.: 456
PVP: € 17,70
Coleção: Sextante TOP

Este livro, que chega às livrarias no dia 30 de agosto, foi adaptado ao grande ecrã por Clint Eastwood, num filme muito bem recebido pelo público e pela crítica e protagonizado por Sean Penn, que com ele recebeu o Óscar para melhor ator.
O reencontro de três amigos marcados por um episódio traumático na sua infância é o ponto central da trama envolvente de Mystic River, um livro que catapultou Dennis Lehane para a categoria de um dos melhores escritores americanos da atualidade, tornando-se também um autor best-seller da lista do The New York Times.

Sobre o livro:
Sean Devine, Jimmy Marcus e Dave Boyle são três amigos de infância. Um dia, um estranho carro parou na rua onde brincavam. Dave é levado pelos homens do carro, os outros ficam no passeio e algo de terrível vai acontecer que acabará com a amizade dos três e mudará as suas vidas para sempre. Vinte e cinco anos mais tarde, Sean é detetive de homicídios, Jimmy é um ex-presidiário dono de uma loja e Dave está a tentar controlar os seus demónios. Quando a filha mais velha de Jimmy aparece assassinada, Sean é um dos detetives encarregados do caso. Mystic River é um thriller psicológico excecional que serviu de base ao notável filme homónimo de Clint Eastwood.

Sobre o autor:
Dennis Lehane nasceu e foi criado em Dorchester, Massachusetts. Antes de se dedicar à escrita a tempo inteiro, trabalhou com crianças sofrendo deficiências mentais e vítimas de abusos, foi empregado de mesa, motorista de limusinas, livreiro e carregador. Várias vezes premiadas e traduzidas em 22 línguas, algumas das suas obras foram também adaptadas ao cinema em filmes de grande êxito junto do público e da crítica, como Mystic River, Shutter Island e Gone, Baby, Gone.

28 de maio de 2013

Sextante Editora - Ficção - Eduardo Mendoza mais atual (e irónico) do que nunca

Título: O enredo da bolsa e da vida
Autor: Eduardo Mendoza
Tradutor: João Pedro George
Págs.: 240
PVP: 15,50 €

O mais recente romance de Eduardo Mendoza é provavelmente aquele que melhor combina a atualidade com uma grande dose de ironia. O enredo da bolsa e da vida, que a Sextante Editora publica no dia 27 de maio, é um livro satírico que tem como pano de fundo uma investigação na Barcelona contemporânea em plena crise, protagonizado por um detetive que recorre aos mais originais (e loucos) métodos para impedir um ataque terrorista a Angela Merkel. Trata-se de um livro divertido e inteligente, que faz uso do humor para retratar a sociedade atual, como confirma o escritor Javier Cercas: «Gosto de Mendoza porque me faz rir, porque me comove e faz pensar. Porque me obriga a ver a realidade de maneira diferente. Porque não trai o mais pequeno indício de presunção ou solenidade.»

Sobre o livro:
O enredo da bolsa e da vida, o mais recente romance de Eduardo Mendoza, protagonizado pelo célebre detetive louco d’O mistério da cripta assombrada e O labirinto das azeitonas, é uma sátira genial sobre a Europa contemporânea. O detetive sem nome regressa à ação em tempos de crise e, ajudado por uma trupe improvável, que inclui uma acordeonista de rua, um africano albino e um vigarista, entre outros, é chamado a impedir um ataque terrorista envolvendo Angela Merkel.

Sobre o autor:
Eduardo Mendoza nasceu em Barcelona em 1943. Escreveu entre outros romances A verdade sobre o caso Savolta (Prémio da Crítica em Espanha), O mistério da cripta assombrada, O labirinto das azeitonas, A cidade dos prodígios (Prémio Cidade de Barcelona), Uma comédia ligeira (Prémio de Melhor Livro Estrangeiro em França), A aventura do cabeleireiro de senhoras (Prémio para o «Livro do Ano» do Grémio dos Livreiros de Madrid), Maurício ou as eleições sentimentais (Prémio de Romance da Fundação José Manuel Lara), A assombrosa viagem de Pompónio Flato (Prémio Pena de Prata da Feira do Livro de Bilbau) e Três vidas de santos. Com Rixa de gatos venceu o Prémio Planeta 2010. A Sextante Editora iniciou em 2010 a publicação regular em Portugal das obras de Eduardo Mendoza.

18 de maio de 2013

Sextante Editora - Ficção Portuguesa - Novo livro de Mónica Baldaque

Título: Vinte anos na província
Autor: Mónica Baldaque
Págs.: 192
PVP: 15,50 €

No dia 22 de maio, é publicado pela Sextante Editora o novo livro de Mónica Baldaque, Vinte anos na província, um conjunto de dez contos que narram a saudade das casas do Douro, pilar de vida, mistérios e valores desaparecidos. Mónica Baldaque tem uma voz que não evita as ressonâncias do romantismo, do realismo e do simbolismo, que marcam os finais do século XIX, e essa voz permite-lhe narrar com precisão fulgurante este grito de saudade por um modo de viver extinto.
A apresentação deste livro está marcada para o dia 30 de maio, às 18:30, na livraria Bertrand do Chiado.

Sobre o livro:
Em todas as narrativas a casa veste os seus habitantes, domina-os, controla-lhes a vida e, um dia, despede-se deles. Pode parecer que são eles a tomar a decisão de a abandonar, mas na verdade é a casa que os expulsa. Quebram-se os laços antigos de cumplicidade, de confiança, de afeição, de memória. Desmaterializa-se o espírito dos lugares. Apagam-se as luzes, fecham-se as portas. Tudo é varrido pelo fogo e pelo vento. Um amor melancólico definha em cada vida, e nada o vem substituir. A casa simboliza o refúgio do eu mais profundo, a casa é a floresta das almas. A casa é a província, o lugar fechado dos enredos, o cenário breve das vidas, onde tudo tende à decomposição. 
Sobre a autora:
Laura Mónica Bessa-Luís Baldaque nasceu no Douro, no lugar de Godim, Peso da Régua, a 13 de maio de 1946, concluiu o curso superior de pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1970, enveredando pela Museologia. Conservadora dos museus municipais do Porto desde 1975, foi nomeada pelo Ministério da Cultura para ocupar o cargo de diretora do Museu Nacional de Literatura e posteriormente do Museu Nacional Soares dos Reis.
Tem uma vasta obra na pintura de retrato e de paisagem. A escrita surge como a forma natural de unir um pensamento e duas linguagens – pintura e escrita. O Douro é sempre o imaginário inesgotável das suas reflexões e do seu trabalho. Entre outros livros, ilustrou Vento, areia e amoras bravas e Dentes de rato, de Agustina Bessa-Luís, e participou na ilustração do livro Depois de ver, de Pedro Tamen.
Publicou Do outro lado do quadro (Asa, 2000), A folha do limoeiro (Asa, 2005), O olhar do lobo (Campo das Letras, 2003), Pequeno Alberto, o pensador (Babel, 2010), e Contos sombrios (Babel, 2011).

1 de maio de 2013

Sextante Editora - Ficção Estrangeira - O livro desaparecido de Georges Perec

Título: O Condottiere
Autor: Georges Perec
Tradutor: António Mega Ferreira
Págs.: 160
PVP: € 15,50

Um dos maiores romancistas franceses do século XX, Georges Perec, tinha 24 anos quando terminou aquele que considerou o seu primeiro romance, O Condottiere, que a Sextante Editora publica no dia 29 de abril com um prefácio de Claude Burgelin. O manuscrito deste livro só foi descoberto em 1992 por David Bellos, biógrafo de Perec, na casa de um velho amigo do escritor.
Desapontado – e revoltado – com a recusa do seu original por parte de duas editoras, Georges Perec abandona O Condottiere numa «velha mala», e só partir da publicação de As coisas, em 1965, vai alcançar sucesso e prestígio, tornando-se um dos mais famosos escritores contemporâneos.

Sobre o Livro: 
«”Quanto a O Condottiere, merda para quem o ler.” Leitor, sê bem- -vindo… Este breve jato de agressividade diz, à sua maneira, o azedume de Georges Perec, tão dececionado, neste mês de dezembro de 1960, pelo facto de o seu manuscrito ter sido recusado. Quanto ao futuro, evita insultá-lo: “Deixá-lo como está, pelo menos de momento. Retomá-lo daqui a dez anos, altura em que isto se tornará uma obra-prima, ou esperar no túmulo que um fiel exegeta o encontre numa mala velha que te pertenceu e o publique.” Uma vez mais, Perec acertou em cheio. O Condottiere é uma obra de juventude, aguda e surpreendente – e «isto» deu obras-primas, de tal forma ela contém o núcleo dos grandes textos que lhe são posteriores. Retomados, repensados, aqui encontramos os traços que dão a sua energia a livros tão diferentes como Um homem que dorme ou A vida modo de usar.» Do prefácio

Sobre o autor:
Georges Perec é um dos mais famosos romancistas franceses do século xx. Membro destacado do grupo OuLiPo (Ouvroir de Littérature Potencielle), que integrou, entre outros, os escritores Italo Calvino e Raymond Queneau, os seus romances As coisas e A vida modo de usar foram traduzidos em todo o mundo como os exemplos mais brilhantes de uma literatura experimental em que escrita e matemática iam de mãos dadas.
O romance que a Sextante agora edita, O Condottiere, foi o primeiro romance escrito por Perec, nunca publicado e perdido numa velha mala esquecida dada a guardar a um amigo. A edição original foi feita em França em 2012 pelas Éditions du Seuil.