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31 de março de 2014

Opinião - A Manhã do Mundo

Título: A Manhã do Mundo
Autor: Pedro Guilherme-Moreira
Editora: Dom Quixote

Sinopse:
No dia 12 de Setembro de 2001, Ayda encontrou-se com Teresa num café de Allentown e, com o jornal aberto sobre a mesa, foi implacável com os que tinham saltado das Torres Gémeas, chamando-lhes cobardes; mas não disse à amiga que, na verdade, o que sentia era outra coisa, uma grande frustração por o marido e o filho a terem abandonado e rumado a Nova Iorque num momento em que ela se recusava a tomar a medicação e lhes tornava a vida um Inferno - e de não ter coragem de fazer o que esses tinham feito. Entre os que saltaram, estavam Thea, Millard, Mark, Alice e Solomon - todos personagens fascinantes, com histórias de vida simultaneamente banais e extraordinárias -, que o acaso reuniu no 106.º piso da Torre Norte do World Trade Center naquela fatídica manhã. Se Ayda, por hipótese, conhecesse essas histórias e o drama que eles enfrentaram, decerto não os teria insultado tão levianamente. Mas poderá o destino dar-lhe uma oportunidade de rever a História? Este é um romance admirável sobre o medo e a coragem, o desespero e a lucidez, a culpa e a expiação; mas é também um livro sobre Einstein e os universos paralelos, sobre o que foi e o que podia não ter sido. No décimo aniversário do 11 de Setembro, a memória não basta, é preciso combater o esquecimento indo para junto dos heróis que viveram o horror e compreender cada um dos seus actos - se necessário, saltar com eles, conhecer aquela que foi a manhã do Mundo.

Opinião por Cristina Delgado:
Torna-se difícil deixar este livro, largá-lo por uns minutos apenas, tanto pelo acontecimento que serve de pano de fundo a esta obra como pela escrita mágica desta autor!

Dez anos passados e as imagens que circularam pelo mundo inteiro ainda estão presentes em nós, como se tivessem acontecido ontem mesmo. E as pequenas histórias imaginadas por Pedro Guilherme-Moreira, misturadas com alguns factos reais, fazem-nos reviver esses momentos tão trágicos e tão marcantes. E isso dói! Imaginarmos como poderiam ter sido os últimos momentos de algumas dessas pessoas faz-nos encolher o coração... Pensarmos o que poderiam estar a sentir todos os que preferiram saltar (tomando, assim, a última decisão das suas vidas!) a ficar no inferno que as Torres se tornaram...

Os acasos da vida, aquilo que nos leva a estar num determinado sítio a uma determinada hora, são aqui bem intuídos e descritos pelo autor. As histórias sucedem-se e sentimos que pequenos "nadas" podem fazer a diferença entre a vida e a morte. E a pergunta: "E se?" é feita constantemente por nós leitoras e parece-me que pelo autor também aquando da escrita do livro.

Esta não é uma história linear,convencional, histórias de várias pessoas que poderiam ter estado lá. Conta-nos sim, diferentes fins que as mesmas personagens poderiam ter tido e sentido. Difícil de explicar sem nada contar do livro. Ler é mesmo o melhor remédio!

Recomendo a sua leitura! Acredito que deva ter sido uma escrita sofrida esta. Porque se para nós leitores se torna difícil o "visualizar" alguns momentos desta livro, porque nos magoa, para o autor também não deve ter sido nada fácil "viver" esta obra.

22 de março de 2014

Opinião - Filhos e Amantes

Título: Filhos e Amantes
Editora: Dom Quixote / Europa-América

Sinopse:
Filhos e Amantes é considerado o primeiro retrato moderno de um fenómeno que, graças a Freud, passou a ser facilmente reconhecido como Complexo de Édipo. Nunca um filho tinha tido um amor tão absoluto e incondicional pela sua mãe, identificando-se totalmente com ela na forma de pensar, e ao mesmo tempo um ódio tão grande pelo seu pai como Paul Morel, o protagonista mais novo deste romance. Nunca excepto, talvez, o próprio Lawrence. Revestido de um carácter autobiográfico, e dotado de uma profundidade psicológica nunca antes vista, Filhos e Amantes reproduz as divergências, os conflitos e as crises conjugais por que passaram os pais de Lawrence - um mineiro e uma mulher de grandes ambições -, retratando uma família que sofre os efeitos de um casamento disfuncional, e as consequentes repercussões no crescimento e desenvolvimento dos filhos.

Opinião por Helena Bracieira:
Quem não ouviu já falar do complexo de Édipo? Freud formulou-o com base na tragédia grega Édipo Rei. De forma resumida, esta contava-nos a história de Édipo: ainda em pequeno, após ser predestinado pelos oráculos que mataria o seu pai e se casaria com a mãe, os pais, reis de Tebas, resolvem abandoná-lo. Encontrado por um pastor, Édipo cresce e sai da sua terra. Ignorando as suas verdadeiras origens, encontra no caminho o seu verdadeiro pai, acabando por matá-lo. Ficando com o direito a ser rei de Tebas por um desafio que ultrapassou, sua cidade natal. Inconscientemente escolhe para sua consorte a sua própria mãe, tendo com ela quatro filhos. Novamente os oráculos têm um papel predominante: dizem a Jocasta e a Édipo que são mãe e filho. A primeira, suicida-se; o segundo, fura os próprios olhos, castigo a que se submete por não ter reconhecido aquela que era sua mãe. Assim, Freud diz-nos que o complexo de Édipo se baseia no desejo que o rapaz, num dado estádio do seu desenvolvimento físico e sexual, sente pela mãe por ser um ser do sexo oposto, nutrindo por ela amor, enquanto que o pai passa a ser um seu rival, o que lhe desperta ódio. Apenas quando a criança se apercebe da impossibilidade de possuir a mãe, o pai surge como uma figura que deve ser tomada como exemplo. 
Ora, que tem tudo isto a ver com o romance? Filhos e Amantes surge exactamente como um retrato do complexo de Édipo em tempos mais recentes (princípio do século XX). 
Gerturde e Walter Morel formam um casal que, à partida, não tem muito futuro. Walter é um ser primitivo, irascível, rude e fogoso. Gertrude apaixona-se por ele, fascinada com o seu vigor e vitalidade. Após os primeiros tempos de um casamento feliz, Gertrude depara-se com consecutivas desilusões: ao contrário de si, Walter é imprudente, irresponsável, mentiroso, nada ambicioso, contentando-se com a vida pouco regrada que o seu labor de mineiro pode proporcionar, não se preocupando em dar mais do que o estritamente necessário à família. Pelo contrário, Gertrude é uma mulher de carácter vincado, o pilar da família, responsável por controlar a economia familiar e a criação e educação dos filhos. Intelectualmente activa, religiosa e puritana, nunca dançava. Incutiu aos filhos a sua visão da vida, já que a sua educação estava a seu cargo e promete a si própria poupar os filhos do ambiente familiar miserável em que vivem - as privações materiais mais a ausência de carinho e amor por parte do pai - sendo que tudo redonda na sobreprotecção da mãe.
Acompanhamos o nascimento dos filhos no seio de uma relação extremamente conflituosa: William, o primogénito, é a esperança da mãe; Annie, a única menina; Paul, de quem acompanhamos o nascimento e se torna o protagonista - profundamente ligado à mãe; Arthur, o único que gostava do pai, a princípio, e que herdou o seu carácter impetuoso. Estes estão contra o pai, alcoólico, presente mas ausente, sempre surripiando o dinheiro para satisfazer o seu vício, ainda que numa proporção manifestamente inconsequente. 
Os episódios de extrema violência sucedem-se numa guerra pautada pela frustração de Gertrude e pela insensibilidade do seu marido. Após um episódio deveras marcante para o casal, Gertrude desiste de tentar mudar o marido e faz dos filhos a sua razão de viver. 
William e Paul tornam-se, primeiro um, depois o outro, em depósitos das esperanças, desejos e mesmo da vida da mãe, que só vive para e por eles. A mãe desencadeia neles, sobretudo em Paul, o amor, mesmo a uma paixão ardente, e retribui-lhes na mesma moeda, ainda que não tenha havido concretização física - tudo acontece do ponto de vista de uma análise psicológica.
A segunda parte do romance (está dividido em duas partes, sendo que a segunda é a maior) foca-se em Paul, o terceiro filho da família Morel. Dependente da mãe e da irmã, mais distante de William, o irmão mais velho, e sem qualquer ligação ao pai - tudo isto contribuiu para a não resolução do seu complexo de Édipo. Assume a predilecção da mãe por si e corresponde-lhe vivamente. Ela não tem defeitos perante os seus olhos e recusa-se a aceitar que o passar dos anos lhe causem algum desgaste, santificando-a. Conta-lhe todos os acontecimentos da sua vida, por mais insignificantes que sejam, à excepção das experiências sexuais. Paul mostra-se ainda extremamente influenciável pela mãe, ainda que a sua personalidade caprichosa por vezes o faça divergir dela. Nota-se como facilmente se torna íntimo das mulheres e como elas o têm entre si sem receios, chegando mesmo a competir pela sua atenção e amizade. Gertrude é ciumenta pelo lugar que elas ocupam no coração do filho, contudo é a si que Paul retorna sempre, pois a mãe é o seu porto seguro. Por tudo isto julgo que é explorado um quadrilátero amoroso entre Paul, a sua mãe, Miriam e Clara.
Após consultar uma outra edição desta obra (edição de 1994 das Publicações Dom Quixote), acho que há duas informações que não podem deixar de ser dadas: "D. H. Lawrence (1885-1930) nasceu em Eastwood, no Nottinghamshire, filho de um mineiro e de uma mulher de grandes ambições, assistiu desde menino às desavenças entre os pais, motivadas por divergências de opinião quanto ao futuro dos filhos, conflitos conjugais esses que retratou na presente obra" , o que revela um carácter marcadamente autobiográfico nesta história.
Para além disso, na contracapa da mesma edição é-nos dito que: "A versão integral de Filhos e Amantes é agora publicada pela primeira vez. É dez por cento mais longa do que a versão disponível até à data: oitenta páginas haviam sido cortadas pelo primeiro editor, algumas delas devido à inclusão de sexo explícito. Sem outra fonte de rendimento, D. H. Lawrence viu-se forçado a concordar com os cortes e as alterações introduzidas: «Quero lá saber se [o editor] vai cortar uma centena de páginas duvidosas de Filhos e Amantes. O livro tem de se vender, preciso do dinheiro para viver». Passados oitenta anos, a obra-prima de D. H. Lawrence pode finalmente ser publicada tal qual ele a escrever". Fiquei sinceramente na dúvida se esta edição do Público que li está ou não completa, sobretudo depois de ler a introdução da edição da Dom Quixote. Não encontrei cenas de sexo explícito, apenas erotismo. Comparei e encontrei manifestas diferenças. Por exemplo:
Versão da edição do Público: "Havia até um par de meias no espaldar duma cadeira. [...] Sentou-se na cama, considerou em volta a escuridão do quarto, com as pernas cruzadas, imóvel, escutando" (pp. 407-408).
Versão original: "Sentou-se na cama e olhou o quarto às escuras. Apercebeu-se então de um par de meias de vidro nas costas de uma cadeira. Levantou-se sem ruído e calçou-as, sentando-se na cadeira imóvel, sabendo que tinha de a possuir. Depois, sentou-se na cama, erecto, com os pés dobrados sob o corpo, perfeitamente imóvel, à escuta".
Afinal, em que ficamos? Se alguém souber, que me diga. Custo a acreditar que tenha sido publicada a versão censurada de uma obra em pleno século XXI... 
De qualquer forma, o livro não me cativou o suficiente para me fazer aprofundar as pesquisas. Dividido em duas partes, achei a primeira, com o combate entre Gertrude e Walter e a formação da sua família, bastante melhor do que a segunda, onde acompanhamos o crescimento de Paul, os seus amores e desamores e a sua relação com a mãe. A exploração do complexo de Édipo é bem feita, sem dúvida - e julgo que esse era o propósito do autor: mostrar como o seu protagonista foi vítima do excesso de amor da mãe e do seu complexo de Édipo não resolvido. Porém, Paul revela-se como alguém cada vez menos interessante, cada vez mais vazio, perdido nas teias do amor que consagra à mãe, até ele próprio se desfazer em nada. Deste modo, acabei por naturalmente me desinteressar acerca do seu destino e perder interesse na leitura.

16 de março de 2014

Passatempo - A manhã do Mundo - Vencedor

A D'Magia agradece a todos os participantes, infelizmente só 1 poderia ser premiado.

E o vencedor é:
Helena Bracieira

O vencedor será contactado por email.
Parabéns ao vencedor e os votos de uma boa leitura.

22 de outubro de 2013

Passatempo - A manhã do Mundo

A D'Magia em parceria com a Dom Quixote tem para oferecer um exemplar de "A manhã do Mundo" de Pedro Guilherme-Moreira.
 
Sinopse:
No dia 12 de Setembro de 2001, Ayda encontrou-se com Teresa num café de Allentown e, com o jornal aberto sobre a mesa, foi implacável com os que tinham saltado das Torres Gémeas, chamando-lhes cobardes; mas não disse à amiga que, na verdade, o que sentia era outra coisa, uma grande frustração por o marido e o filho a terem abandonado e rumado a Nova Iorque num momento em que ela se recusava a tomar a medicação e lhes tornava a vida um Inferno - e de não ter coragem de fazer o que esses tinham feito. 
Entre os que saltaram, estavam Thea, Millard, Mark, Alice e Solomon - todos personagens fascinantes, com histórias de vida simultaneamente banais e extraordinárias -, que o acaso reuniu no 106.º piso da Torre Norte do World Trade Center naquela fatídica manhã. Se Ayda, por hipótese, conhecesse essas histórias e o drama que eles enfrentaram, decerto não os teria insultado tão levianamente. Mas poderá o destino dar-lhe uma oportunidade de rever a História? 
Este é um romance admirável sobre o medo e a coragem, o desespero e a lucidez, a culpa e a expiação; mas é também um livro sobre Einstein e os universos paralelos, sobre o que foi e o que podia não ter sido. No décimo aniversário do 11 de Setembro, a memória não basta, é preciso combater o esquecimento indo para junto dos heróis que viveram o horror e compreender cada um dos seus actos - se necessário, saltar com eles, conhecer aquela que foi a manhã do Mundo.


Para te habilitares a ser o vencedor basta nos enviares uma crítica a um livro lido por ti. E enviar os teus dados pessoais (incluíndo o nome emorada), com o assunto "Manhã", até ao dia 15 de Novembro, para literatura@dmagia.net.


Regras do passatempo:
1) Apenas participantes com moradas de Portugal.
2) Não há limites de participações.
3) As criticas enviadas são da total responsabilidade do participante. 

4)  Condições e Termos de Participação estão em www.dmagia.net/faq.html. 

2 de setembro de 2013

Novidades D. Quixote para Setembro



Sinopse:
Um homem recebe no Natal uma dentadura nova, em vez de cumprir uma pena de prisão. Um rapaz é torturado quase até à morte em nome dos Illuminati. Os nove «cidadãos respeitáveis» de uma banda de metais destroem a vida de uma jovem, e nenhum deles tem de expiar o crime...
Ferdinand von Schirach transformou meros processos penais em literatura de qualidade, com uma intensidade penetrante, de uma forma discreta mas sempre assertiva, num estilo entre o lírico e o lacónico. São as questões intemporais como o bem e o mal, a culpa, a inocência e a responsabilidade que cada um de nós tem de assumir que se destacam.
Compassivo e revelando a mesma elegância e contenção que levou o livro de estreia de von Schirach, Crimes, às listas de best-sellers, Culpa é a impressionante segunda obra de um dos melhores novos talentos da literatura alemã.

Nas livrarias a 3 de Setembro

Sinopse:
Daniel tinha um plano, uma espécie de diário do futuro, escrito num caderno. Às vezes voltava atrás para corrigir pequenas coisas, mas, ainda assim, a vida parecia fácil – e a felicidade também. De repente, porém, tudo se complicou: Portugal entrou em colapso e Daniel perdeu o emprego, deixando de poder pagar a prestação da casa; a mulher, também desempregada, foi-se embora com os filhos à procura de melhores oportunidades; os seus dois melhores amigos encontram-se ausentes: um, Xavier, está trancado em casa há doze anos, obcecado com as estatísticas e profundamente deprimido com o facto de o site que criaram para as pessoas se entreajudarem se ter revelado um completo fracasso; o outro, Almodôvar, foi preso numa tentativa desesperada de remendar a vida. Quando pensa nos seus filhos e no filho de Almodôvar, Daniel procura perceber que tipo de esperança resta às gerações que se lhe seguem. E não quer desistir. Apesar dos escombros em que se transformou a sua vida, a sua vontade de refazer tudo parece inabalável. Porque, sem futuro, o presente não faz sentido.

Nas livrarias a 3 de Setembro

Sinopse:
O novo livro de Pepetela remete-nos para uma Luanda nos dias de hoje.
Acompanhamos Heitor, um escritor em início de carreira, o tímido.
Ouvimos a quente voz de Marisa, responsável por um programa de rádio de grande audiência, que a todos encanta e seduz.
Conhecemos Lucrécio, seu marido, uma mente brilhante aprisionada numa cadeira de rodas.
É este o trio que une as diversas histórias e personagens deste romance.
Com a sua habitual mestria, Pepetela volta a surpreender-nos, desenhando uma paisagem imparcial e objectiva da actual sociedade angolana, fruto de muitas mutações culturais e políticas derivadas da sua história recente.

Nas livrarias a 10 de Setembro


Sinopse:
A última grande tertúlia de Lisboa – que marcou cultural e politicamente várias décadas portuguesas – teve lugar no Botequim, bar do Largo da Graça criado e projectado por Natália Correia.
Nele fizeram-se, desfizeram-se revoluções, governos, obras de arte, movimentos cívicos; por ele passaram presidentes da República, gover­nantes, embaixadores, militares, juízes, revolucionários, heróis, escritores, poetas, artistas, cientistas, assassinos, loucos, amantes em madrugadas de vertigem, de desmesura.
A magia do Botequim tornava-se, nas noites de festa, feérica. Como num iate de luxo, navegava-se delirantemente (é uma viagem assim que neste livro se propõe) em demanda de continentes venturosos, de ilhas de amores a encontrar.
O futuro foi ali, como em nenhuma outra parte do País, festivamente antecipado nunca houve, nem por certo haverá, nada igual entre nós.

Nas livrarias a 10 de Setembro


Sinopse:
Uma surpresa maliciosamente deliciosa, o segun­do romance de Faulkner, originalmente publicado em 1927, apresenta-nos um colorido grupo de pas­sageiros num cruzeiro em Nova Orleães. A viagem torna-se numa verdadeira feira de vaidades, onde escritores e artistas diletantes, indivíduos insig­nificantes e entediantes parasitas passam o tempo a picar o próximo, sendo retratados por Faulkner tanto como mosquitos quanto como encantadores beija-flores. Uma sátira mordaz e bem-humorada sobre a condição humana que oferece um fasci­nante vislumbre de Faulkner enquanto jovem artista.

Nas livrarias a 10 de Setembro

28 de maio de 2013

Opinião - Catch-22


Título: Catch-22
Autor: Joseph Heller
Editora: Dom Quixote

Sinopse:
Passado em Itália durante a II Guerra Mundial, conta a história de um comandante de bombardeiros, um herói incomparável e matreiro, que está furioso porque milhares de pessoas que não conhece de lado nenhum querem matá-lo. Mas o seu verdadeiro problema não é o inimigo - é o seu próprio exército, que está sempre a aumentar o número de missões de voo que os homens têm de cumprir para completarem a sua comissão de serviço. Porém, se tenta arranjar uma desculpa para ser dispensado das perigosas missões que lhe são atribuídas, viola a Catch-22, o Artigo 22, uma norma burocrática hilariante mas ao mesmo tempo sinistra: um homem é dado como doido se continuar a participar voluntariamente em perigosos voos de combate, mas se apresentar um pedido formal de dispensa é declarado mentalmente são e como tal é-lhe negada a dispensa. 
Com o recurso à sátira, ao humor negro, e aparentando uma lógica irrefutável, o livro argumenta que a guerra é uma loucura, que os militares são loucos e, muito provavelmente, que a vida moderna é também uma loucura. 

Opinião por Jorge Martins:
Uma crítica inteligente e muito bem humorada às guerras e tudo aquilo que as acompanham, recheada de bons e ótimos momentos e sensacionais passagens nonsense (destaque para as negociatas impagáveis de Milo).
Um dos capítulos mais divertidos, pela sutileza e inesperado do acontecimento, é o do General Scheisskopf (final da pág. 475 até o final da 477).
Sensacional a ação de desenho animado que envolve a “prostituta de Nately”, especialmente nas págs. 484-85.
Mantém o ritmo até a última linha. Obra inesquecível.

26 de maio de 2013

Novidades Dom Quixote


Sinopse:
No dia 1 de Janeiro de 1990, Günter Grass começou a redigir um diário que manteve durante treze meses. Ao longo desse período ocorre a reunificação alemã, que se torna a sua principal preocupação. Nesse mesmo ano, Grass desenha, reflecte, escreve, dialoga, lê, cozinha, faz jardinagem e viaja… viaja de uma Alemanha para a outra, da RFA para a RDA, da Alemanha de ontem para uma Alemanha renovada, com desvios momentâneos à sua Gdansk natal, à Dinamarca, a Portugal, a Praga e a Paris, onde escreveu O Tambor. Foi tempo também de retractar intelectuais e políticos com quem se reuniu por diversas ocasiões. Sente-se, neste seu diário, um pro­cesso de divórcio com o seu próprio país, com anotações que revelam controvérsias, fontes de desespero, mas também a sua sin­gularidade literária, pontuadas por dezanove ilustrações do próprio autor.

Nas livrarias a 27 de Maio.


Sinopse:
Romance autobiográfico dividido em seis dias, A Criação do Mundo, agora reeditado numa edição revista, com nova capa, foi publicado em cinco volumes, entre 1937 e 1981. «O Quarto Dia», um dos poucos testemunhos da Guerra Civil de Espanha publicados em Portugal durante o conflito, foi apreendido pela polícia política e levou Miguel Torga às cadeias de Salazar.

Nas livrarias a 27 de Maio.

10 de março de 2013

Passatempo Cabaz de Ano Novo - Dom Quixote

A D'Magia agradece a todos os participantes, infelizmente só 5 poderiam ser premiados.

E os vencedores são:

Ângela Fonseca Vaz 
Helena Isabel Bracieira
Norma Gondar Pita 
João Alexandre Mira
Ana Margarida Neves Oliveira

Os vencedores serão contactado por email.
Parabéns aos vencedores e os votos de uma boa leitura.

27 de dezembro de 2012

Passatempo Cabaz de Ano Novo - Dom Quixote

A D'Magia em parceria com a Dom Quixote para oferecer um Cabaz de Ano Novo constituído por 5 exemplares do livro "Dias de Expiação".


Sinopse:
Três crianças foram assassinadas nas suas camas de forma brutal, e a sua mãe desapareceu sem deixar rasto. Hanno Stiffeniis, um magistrado prussiano, vai investigar o caso, mas a situação toma contornos inesperados. Serge Lavedrine, um criminologista ligado ao invasor exército francês, intervém para resolver o mistério e Stiffeniis é incumbido de ir buscar o pai das vítimas, Bruno Gottewald, a uma remota fortaleza na fronteira russa. Mas este está morto e enterrado – morto acidentalmente enquanto andava em manobras no terreno. Em menos de uma semana, toda a família Gottewald desapareceu da face da terra. Uma trágica coincidência? Ou estarão os franceses a usar o massacre das crianças para expandir o seu poder? A trabalhar independentemente um do outro, Lavedrine e Stiffeniis procuram descobrir como é que o crime foi cometido e o que motivou o massacre. Mas apenas a mulher de Hanno, Helena, sabe o que aconteceu verdadeiramente naquela pequena casa de campo no meio do bosque... Tal como no romance Crítica da Razão Criminosa – o primeiro caso do magistrado Hanno Stiffeniis, discípulo de Immanuel Kant –, o autor volta a brindar-nos com uma delicada e inteligente história onde o racionalismo e a ciência travam uma dura batalha contra o obscurantismo e a superstição. 

Sobre o autor: 
Michael Gregorio é o pseudónimo criado pela dupla Daniela De Gregorio e Michael G. Jacob, casados desde 1980. Vivem em Spoleto, uma pequena localidade da Úmbria, Centro de Itália. Daniela é professora de Filosofia, e Michael, também professor, ensina Inglês e História da Fotografia. O sucesso que tiveram com a publicação do seu primeiro romance levou-os a continuar a série de thrillers psicológicos em torno da personagem do magistrado Hanno Stiffeniis. A Crítica da Razão Criminosa (2006) seguiram-se Dias de Expiação (2007), A Visible Darkness (2009) e Unholy Awakening (2010).  


Para te habilitares a ser um dos vencedores responde às seguintes perguntas:

1 - Quantas
crianças foram assassinadas? 
2 - Quem vai vai investigar o caso?
3 - Quem sabe o que aconteceu verdadeiramente naquela pequena casa de campo ? 
4 - Michael Gregorio é o pseudónimo criadopor quem?

E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome, morada, e nick de seguidor do blogue), com o assunto "Cabaz DQ", até ao dia 28 de Janeiro, para literatura@dmagia.net. 


Regras do passatempo:
1) Ser seguidor do blogue.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome e email.
4) Participações sem menção ao nick de seguidor do blogue não serão validadas. Atenção: o que é pedido é o nick de seguidor do blogue e não do facebook

20 de dezembro de 2012

Opinião - Teia de Cinzas

 
Título: Teia das cinzas 
Autor: Camilla Läckberg 
Editora: Dom Quixote

Sinopse: 
Outono em Fjällbacka. Um pescador que acabou de recolher os ovos de lagosta que lançara ao mar está em estado de choque. No deck do barco jaz agora à sua frente o corpo inerte de uma menina. Enquanto Erica Falk desespera no seu papel de mãe, Patrick Hedstrom é mais uma vez chamado a desvendar o mistério daquela morte que vai afectar de forma devastadora a vida de muita gente que lhe é próxima. E enquanto a investigação vai decorrendo, os mistérios continuam: que pasta negra era aquela que a menina tinha no estômago quando foi autopsiada? Quem atirou cinza para um bebé que ficara por um momento num carrinho à porta da loja onde a mãe tinha ido fazer compras? Que cinzas eram aquelas que atiraram à bebé do próprio Patrick Hedstrom? Perguntas a que só a investigação da competente equipa liderada por Patrick Hedstrom poderá responder.
Opinião por Sofia do Carmo: 
Trata-se de um livro cheio de intriga, que me prendeu do princípio ao fim, e mesmo com as suas quase 500 páginas, li-o em 5 dias para saber quem tinha feito o quê. Cativou-me principalmente por integrar inúmeras personagens, cada uma com o seu perfil e com espaço para que conheçamos cada uma das personagens. Não é fácil tirar conclusões, a não ser quando se está muito próximo do final, o que gosto nos livros e o que nos obriga a pensar, a deduzir, a entrar na intriga e no mistério de modo a querer desvendar o final. Um bom livro de leitura para qualquer altura do ano, pois seja a beber um chá quente ou a comer um gelado na companhia deste livro, a intriga prende-nos, e quase que se fica obcecado na esperança de descobrir o culpado.