31 de julho de 2012

Novidade Bertrand

Sinopse:
Na década de 80, um B-52 norte-americano despenha-se nas montanhas da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão. Quase trinta anos mais tarde, uma verdade terrível será revelada. 
Jonathan Ransom regressa na qualidade de médico engenhoso que se vê lançado num mundo obscuro de agentes duplos e triplos, onde não se pode confiar em absolutamente ninguém. Para se manter vivo, Ransom tem de desvendar o mistério que envolve a sua mulher – uma espia enigmática e letal que segue as suas próprias regras – e descobrir a quem ela é realmente leal. 
Um romance magistral que faz jus à reputação de Christopher Reich de ser um dos mais admirados escritores de thrillers de espionagem da actualidade. 

Sobre o autor:
Christopher Reich é o autor dos  best-sellers«Regras da Vingança», e «Regras do Fingimento». 
Ganhou o  International Thriller Writers Award for Best Novel em 2006. Vive no Sul da Califórnia com a mulher e as filhas.

Citação do dia:

30 de julho de 2012

J. Rentes de Carvalho galardoado com o Grande Prémio deLiteratura Biográfica APE/CM Castelo Branco 2010/2011

Passatempo - Apetite Saudavel - Vencedor



A D'Magia agradece a todos os participantes, infelizmente só 1 poderia ser premiado.

E o vencedor é:
Marta Alexandra Lima.

O vencedor será contactado por email.
Parabéns ao vencedor e os votos de uma boa leitura.

Passatempo - As cinquentas sombras de Grey

A D'Magia em parceria com a Lua de Papel para oferecer 1 exemplar de "As cinquenta sombras de Grey" de E L James.

Sinopse:
As Cinquenta Sombras de Grey é um romance obsessivo, viciante e que fica na nossa memória para sempre. 

Anastasia Steele é uma estudante de literatura jovem e inexperiente. Christian Grey é o temido e carismático presidente de uma poderosa corporação internacional. O destino levará Anastasia a entrevistá-lo. No ambiente sofisticado e luxuoso de um arranha-céus, ela descobre-se estranhamente atraída por aquele homem enigmático, cuja beleza corta a respiração. Voltarão a encontrar-se dias mais tarde, por acaso ou talvez não. O implacável homem de negócios revela-se incapaz de resistir ao discreto charme da estudante. Ele quer desesperadamente possuí-la. Mas apenas se ela aceitar os bizarros termos que ele propõe... Anastasia hesita. Todo aquele poder a assusta - os aviões privados, os carros topo de gama, os guarda-costas... Mas teme ainda mais as peculiares inclinações de Grey, as suas exigências, a obsessão pelo controlo… E uma voracidade sexual que parece não conhecer quaisquer limites. Dividida entre os negros segredos que ele esconde e o seu próprio e irreprimível desejo, Anastasia vacila. Estará pronta para ceder? Para entrar finalmente no Quarto Vermelho da Dor? 
As Cinquenta Sombras de Grey é o primeiro volume da trilogia de E. L. James que é já o maior fenómeno literário do ano em todos os países onde foi publicado.

Para te habilitares a ser um dos vencedores basta nos enviares uma crítica a um livro lido por ti. E enviares os teus dados pessoais (incluíndo o nome, morada, e nick de seguidor do blogue), com o assunto "Grey", até ao dia 5 de Setembro, para literatura@dmagia.net.

Regras do passatempo:
1) Ser seguidor do blogue.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome e email.
4) Participações sem menção ao nick de seguidor do blogue não serão validadas. Atenção: o que é pedido é o nick de seguidor do blogue e não do facebook.
5) As criticas enviadas são da total responsabilidade do participante.
6) Condições e Termos de Participação estão em www.dmagia.net/faq.html.

Passatempo - Lembro-me de ti

A D'Magia em parceria com a Quetzal para oferecer dois exemplares de "Lembro-me de ti" de Yrsa Sigurdardótti.

Sinopse:
Três jovens propõem-se recuperar uma velha casa de uma aldeia abandonada, algures nos Fiordes Ocidentais islandeses. Mas não imaginam o cataclismo que este inofensivo trabalho vai desencadear. Na outra margem do fiorde, um psiquiatra investiga o suicídio misterioso de uma mulher mais velha que poderá estar ligado ao desaparecimento do seu próprio filho. Estas duas intrigas vão convergir para uma história de um enorme suspense que os críticos têm considerado tratar-se da melhor que até agora saiu da pena de Yrsa Sigurdardóttir.

Para te habilitares a ser um dos vencedores responde às seguintes perguntas:

1 -
Três jovens propõem-se a quê?
2 - Onde fica a aldeia abandonada?
3 - O que investiga o psiquiatra?

E envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome, morada, e nick de seguidor do blogue), com o assunto "Lembro-me", até ao dia 17 de Agosto, para literatura@dmagia.net.

Regras do passatempo:
1) Ser seguidor do blogue.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome e email.
4) Participações sem menção ao nick de seguidor do blogue não serão validadas. Atenção: o que é pedido é o nick de seguidor do blogue e não do facebook
5) Condições e Termos de Participação estão em www.dmagia.net/faq.html.

Citação do dia:

28 de julho de 2012

Novo romance policial da escritora islandesa Yrsa Sigurdardóttir chega a 3 de agosto

Citação do dia:

Novidades Quinta Essência para Agosto

Sinopse:
Emma, Louise e Sophie são irmãs. Talentosas, artísticas e criativas, têm muito em comum, especialmente no que diz respeito a homens. QuandoEmma recebe do seu falecido marido pelo correio dois bilhetes para Cuba, fica mais do que surpreendida. Decide levar Sophie, sem perceber que o marido sempre tivera a intenção de a levar com ele. Enquanto as irmãs aproveitam o sol das Caraíbas, Louise reencontra Jack Duggan, o amor do seu passado, o que vai abalar o seu casamento com Donal. Enquanto isso, em Cuba, Emma conhece um sósia de Che Guevara, Felipe, e Sophieconhece Greg, um negociante de arte canadiano. Num cenário paradisíaco de amenas noites tropicais, música cubana e cocktails de rum, as irmãs não fazem ideia de onde um beijo em Havana as vai levar...


Sinopse:
1989
Os recém-casados Danny e Harriet chegam à sua paradisíaca lua de mel nas Caraíbas. Dias depois, Harriet regressa a casa. Danny fica destroçado, mas encontra consolo nos braços de duas mulheres. Nove meses depois, nascem três meninas...

2010
Megan deixa o seu namorado de infância para trás no Reino Unido e vai em busca do pai há muito perdido. A quilómetros de casa, encontra a tentação em cada esquina.
Esmé, uma beldade mexicana, casou com Miguel aos quinze anos. Ao desvendar os segredos do seu passado, poderá libertar-se dos grilhões do casamento forçado?
Claudia levou uma vida de privilégio, mas nunca soube realmente o que era ser amada. Poderá David ser a resposta? 
Sinopse:
Redenção não é uma palavra que Jim Heron conheça muito bem. A sua especialidade é a vingança e, para ele, o pecado é relativo. Mas tudo muda quando se torna um anjo caído e é incumbido da tarefa de salvar sete pessoas dos sete pecados mortais... e o fracasso não é permitido.
Enquanto filho de um assassino em série, o detetive de Homicídios Thomas Delvecchio, Jr., cresceu à sombra do mal. Agora, dividido entre o dever cívico e a vingança cega, vai expia os pecados do pai - lutando com os seus demónios interiores. Sophia Reilly, a agente dos Assuntos Internos encarregue de supervisionar Delvecchio, tem por ele um interesse tanto profissional como pessoal. E Delvecchio e Sophia têm outra coisa a uni-los: Jim Heron, um misterioso desconhecido com demasiadas respostas... a perguntas que são fatais. Quando Delvecchio e Sophia entram na batalha final entre o bem e o mal, o seu anjo caído salvador é a única coisa que se interpõe entre eles e a danação eterna.

Sinopse:
Com os últimos bens perdidos ao jogo pelo seu dissoluto irmão, LadySarah Compton viajou até uma festa numa casa de campo para desfrutar de um derradeiro momento de graciosidade e de beleza. Contudo, ignora que a ocasião é igualmente um famoso evento, em que membros da aristocracia podem realizar todas as suas fantasias sensuais e caprichos eróticos. Tão-pouco se apercebe de que o homem maravilhoso que entrou furtivamente no seu quarto é nem mais nem menos do que MichaelStevens, um libertino que dá e recebe ousadamente prazer…
Filho bastardo de um conde, Michael Stevens usufrui da sua reputação como o mais famoso sedutor de Londres. Contudo, não faz ideia de como atuar perante a beleza ruiva que quase confundira com uma nova conquista, nem de como uma ingénua poderia ter sido convidada para uma reunião onde a entediada elite de Londres satisfaz os seus desejos carnais. Quando Lady Sarah Compton recusa seguir o aviso de Michael – o de abandonar a casa para seu bem – nasce uma forte atração e ele anseia por ser o seu tutor na arte da paixão…

26 de julho de 2012

Novidade Asa

Sinopse:
Justine Nolan é uma mulher de sucesso com uma carreira artística fulgurante. Mas as memórias que guarda com mais carinho remontam à sua infância, um tempo que recorda como mágico. De visita a casa da mãe, Justine abre inadvertidamente uma carta que vai mudar tudo o que ela julgava saber sobre a sua família e até sobre si própria. As revelações são tão chocantes que a jovem pede a ajuda e o conforto de Richard, o seu irmão gémeo. Juntos, resolvem descobrir a verdade custe o que custar. Mas para o fazer, ela terá de viajar até Istambul – a vibrante e sedutora cidade onde se cruzam Ocidente e Oriente. É um lugar com os seus próprios segredos e cujo magnetismo aproxima Justine de um homem fascinante que parece saber mais do que aquilo que está disposto a revelar. E quando os enigmas ocultos durante décadas pareciam finalmente deslindados, Justine recebe um revelador livro de memórias. No coração deste diário reside a sua verdadeira identidade. Esta é a sua grande oportunidade de sarar as feridas de traições do passado e de abraçar um novo amor e uma nova vida.

Citação do dia:

25 de julho de 2012

Novidade Bertrand

Sinopse:
O que nos move? Porque nos sentimos felizes, tristes ou ansiosos? O QI afeta o nosso trabalho? Porque nos sentimos atraídos por umas pessoas e não por outras? Pode a personalidade influenciar a nossa longevidade? Devemos confiar na nossa capacidade para tomar decisões? Porque nos lembramos melhor dos rostos do que dos nomes? Numa linguagem acessível e direta, os irmãos Freeman desvendam os segredos da mente e explicam os factos científicos que sustentam o nosso comportamento. Tendo em seu poder as ferramentas necessárias para compreender os principais processos psicológicos, tornar-se-á capaz de aplicá-los no dia-a-dia e compreender porque pensamos e agimos de certa forma e o que acontece quando a mente erra. Personalidade, inteligência, memória, motivação, sono, cérebro, medo e ansiedade são apenas alguns dos temas explorados de forma simples e esclarecedora neste livro, que traz ainda alguns exercícios e dicas para “usar ainda mais a sua cabeça”.

Citações do dia:

Opinião - O Diabo também chora

 
Título: O Diabo também chora
Autor: Sherrilyn Kenyon
Editora: Saída de Emergência

Sinopse:
Sin, um antigo deus Sumério, era um dos mais poderosos do seu panteão… até à noite em que Ártemis lhe roubou a divindade e o deixou a um passo da morte. Durante milénios, o ex-deus convertido em Predador da Noite procurou recuperar os seus poderes e vingar-se de Ártemis. Mas agora tem peixes mais graúdos — ou demónios mais graúdos — com que se preocupar. Os letais gallu, que tinham sido enterrados pelo seu panteão, começam a despertar e estão famintos de carne humana. O seu objetivo: destruir a humanidade. Sin é o único que os pode deter… se uma certa mulher não o matar primeiro. E para quem apenas conheceu a traição, agora Sin terá de confiar numa pessoa que não hesitará em o entregar aos demónios. Ártemis pode ter roubado a sua divindade, mas outra mulher roubou-lhe o coração. A única pergunta é: irá ela mantê-lo… ou dá-lo a comer aos que o querem morto?

Opinião:
Quem me conhece sabe bem o quão fã eu sou da Saga Predadores da Noite, mal saí um dos livros e lá vou eu a correr devorá-lo! E devorá-lo é mesmo a palavra certa visto que em média leio o livro num dia!! É a Sherrilyn Kenyon tem uma escrita que nos agarra desde o primeiro momento e que nos deixa naquela ânsia de mais. E este livro não foi excepção!!
Neste livro encontramos como par romântico Sin, um antigo deus Sumério, e Katra, uma das aias de Ártemis, que é enviada por esta precisamente para matar Sin.
Já no volume 5 desta saga, "O Beijo da Noite", Katra nos tinha sido apresentada mas tinha ficado muito suspense e mistério no ar sobre o poder que ela detinha e quem seria ela.
Tenho a dizer que é um pouco difícil falar deste livro sem fazer spoilers para quem ainda não o leu... é que este volume acaba por ser um dos mais importantes porque além de se desmistificar um pouco mais a relação de Acheron e Ártemis, é ainda revelado um grande segredo. E não só... mesmo as personagens como Ártemis e Apollymi, que sempre apareceram retratadas como as más da fita, são aqui retratadas doutra forma, tornando-se mais reais. Tal como não existe ninguém inteiramente mau ou inteiramente bom, também aqui estas personagens começam a ganhar uma forma mais humana e coesa quando nos é dado a conhecer o outro lado das suas personalidades, justificando assim até algumas das suas atitudes anteriores. Mas não se deixem enganar pelas minhas palavras porque apesar de nos ser dada uma nova perspectiva sobre Ártemis, em que ela nos aparece como uma mulher carinhosa, protectora, magoada, ciente dos seus erros, arrependida, ela continua fiel a si mesma no que diz respeito à sua arrogância e egoísmo. 
Gostei particularmente da personagem de Kish e tive pena que não tivesse aparecido mais. Gostei do seu humor retorcido, que também está patente em Sin e Katra mas que tem mais foco nele.
Também neste volume somos confrontados com um novo panteão e novos inimigos: os Gallu e as Dimme.
Repleto de personagens carismáticas e envolventes, este é um livro a não perder!
O único ponto mais negativo (digo mais porque não é inteiramente negativo) é o facto de a componente erótica neste livro, em comparação com os outros, ser mais diminuta. Da mesma forma, que a relação entre Sin e Katra, devido à própria história das personagens, nesse campo, aconteceu rápido demais.
Relembro a quem ainda não leu nenhum dos romances desta saga que pode (e deve!!!) ler qualquer um deles em separado, porque cada livro nos transporta até uma história diferente com inicio meio e fim, mas que seria melhor começar a ler pelo primeiro porque apesar das personagens principais serem sempre diferentes de livro para livro, essas mesmas personagens acabam por aparecer como personagens secundárias nos outros livros, entrelaçando assim os destinos das mesmas (o que na minha opinião é um dos aspectos mais característicos desta saga e que lhe confere um cunho de versatilidade e charme).

Dom Quixote e Goethe-Institut trazem Herta Müller a Lisboa em Setembro

A escritora Herta Müller, vencedora do Prémio Nobel da Literatura em 2009, estará em Lisboa, de 10 a 14 de Setembro, a convite da Dom Quixote e do Goethe-Institut, para apresentar o romance Já Então a Raposa Era o Caçador. A sessão de apresentação da obra está marcada para dia 13 de Setembro, às 18h30, no Goethe-Institut, e será seguida por uma conversa com a escritora Lídia Jorge, moderada por João Barrento.

Antes disso, a partir do dia 6 de Setembro, estará patente, na Biblioteca Camões, a exposição O Círculo Vicioso das Palavras, que documenta o percurso da autora, desde a sua infância na Roménia até à atribuição, em 2009, do Prémio Nobel da Literatura.

A obra literária de Herta Müller está atravessada pelos horrores do totalitarismo e os efeitos que os mecanismos de manipulação e opressão provocam na vida de cada indivíduo. Herta Müller, nascida em 1953 numa aldeia de minoria alemã na Roménia, escreve sobre uma realidade que ela conhece desde pequena: o seu pai fora oficial das SS, a sua mãe pertenceu aos milhares de romenos alemães que foram deportados para os campos de trabalhado forçado na União Soviética e até o seu nome próprio deve-se a uma amiga da mãe que morreu à fome no Gulag. Em jovem, Herta Müller fez parte de um grupo de autores contestatários do regime, intitulado “Banat” e, mais tarde, veio a perder o seu emprego como tradutora numa fábrica de máquinas por se ter recusado a colaborar com a polícia secreta do regime, a Securitate.

A sua estreia literária, em 1982, com o livro de contos Niederungen, que descreve a vida asfixiante numa aldeia de minoria alemã, a partir do olhar de uma criança, foi de imediato censurada pelo governo comunista da época. Mesmo depois de se ter exilado em 1987, na Alemanha, a escritora continuava a receber ameaças de morte.

No romance Já Então a Raposa era o Caçador, que a Dom Quixote agora publica, e que chegará às livrarias a 10 de Setembro, a Nobel da Literatura recria o ambiente opressivo e angustiante, durante os últimos dias do regime totalitário de Nicolae Ceaucescu. A acção decorre num subúrbio na Roménia e a história gira em torno da professora Adina e a sua amiga Clara, uma operária fabril que se apaixona por um agente da polícia secreta. Quando o agente manda vigiar o grupo de músicos do qual Adina faz parte, a amizade entre as duas mulheres desfaz-se. É então que, em casa de Adina, aparece uma pele de raposa que progressivamente vai sendo mutilada e a professora sabe que está a ser ameaçada pela polícia secreta romena.

No âmbito da vinda a Lisboa de Herta Müller, o Goethe-Institut organizou a exposição O Círculo Vicioso das Palavras, que poderá ser visitada entre os dias 6 e 28 de Setembro na Biblioteca Camões. Esta mostra reúne documentos e fotografias pertencentes ao património da família de Herta Müller e contempla ainda entrevistas onde a escritora fala sobre a sua vida na Roménia e na Alemanha, sobre a sua emigração e a sua escrita. A exposição integra ainda documentos dos serviços secretos da Securitate e colagens de Herta Müller, criadas a partir dos anos 80 e que revelam uma faceta menos conhecida da sua vida e obra.

Herta Müller ganhou notoriedade internacional a partir dos anos 90, quando os seus trabalhos começaram a ser traduzidos para mais de 20 idiomas. Para português foram traduzidos os livros O Homem é um Grande Faisão Sobre a Terra e A Terra das Ameixas Verdes.

Com a chancela da Dom Quixote, recorde-se, foram publicados os seguintes romances:

Tudo o Que Eu Tenho Trago Comigo (Junho 2010)
 Roménia no fim da guerra. A população alemã vive com medo. “Eram 3 da madrugada do dia 15 de Janeiro de 1945 quando a patrulha me foi buscar. O frio apertava, estavam -15º C.” O jovem narrador começa assim o seu relato. Tem cinco anos diante de si, dos quais ainda nada sabe. Cinco anos, ao fim dos quais regressa um homem diferente. Herta Müller relata experiências que marcam os sobreviventes para toda a vida. Foi a partir de muitas conversas com Oskar Pastior, e outros sobreviventes do campo de trabalho, que a escritora reuniu o material que está na base deste grande romance. “Os livros de Herta Müller desencadeiam uma torrente poética que arrebata a mente do leitor”, escreveu Andrea Köhler no jornal Neue Zürcher Zeitung, “a sua linguagem é talhada numa outra cepa, diferente da plantinha mimada que caracteriza largos sectores da literatura alemã contemporânea”. Através da história profundamente individual de um homem jovem, consegue narrar-nos, com a força de imagens inesquecíveis, um capítulo ainda quase desconhecido da história europeia.

Hoje Preferia Não Me Ter Encontrado (Agosto 2011)
“Fui intimada.” Na viagem de eléctrico que a leva às instalações da Polícia Secreta, hora marcada, dez em ponto, a jovem narradora vê a sua vida passada em revista: a infância na cidade de província, a fixação semierótica do pai, a deportação dos avós, o casamento ingénuo com o filho do “comunista perfumado”, a felicidade precária que vive com Paul, apesar do fardo que a bebida impõe ao amor que ela lhe dedica. No exterior: marcações intransigentes, paragens, passageiros que entram e saem, o desfilar das ruas. Tudo pretende distrair a sua atenção, que constantemente regressa ao ponto de partida: “Fui intimada.” Quase chegada ao destino, levanta-se de repente uma altercação no carro eléctrico que leva o guarda-freio a saltar precisamente a paragem em que devia sair. Vê-se então numa rua desconhecida, onde descobre Paul com um velho de aspecto suspeito. Decide então não comparecer ao interrogatório.

Em Hoje Preferia Não Me Ter Encontrado, Herta Müller interroga tudo, de forma dura e sem piedade, não se colocando no exterior do objecto de análise. Todos são vítimas e culpados da alienação da liberdade individual. Os vigiados também vigiam e os vigilantes têm medo de ser vigiados.

Herta Müller, nascida em 1953, em Nichidorf (Roménia), vive em Berlim desde 1987. Estudou Filologia alemã e romena em Temeswar e, desde 1995, é membro da Academia Alemã de Língua e Literatura de Darmstadt, Antes de ir para a Alemanha, Herta Müller esteve exposta continuamente aos interrogatórios, registos domiciliários e ameaças da Securitate, o Serviço Secreto romeno.

Entre os prémios que recebeu, destacam-se o Impac Dublin Literary Award, em 1998, o de Literatura de Berlim 2005, o Würth de Literatura Europeia 2005, o de Literatura de Walter Hasenclever 2006, o Franz Werfel de Direitos Humanos 2009, o Prémio Nobel de Literatura, em 2009, e o Hoffmann von Fallersberg 2010.

24 de julho de 2012

Novidade Noites Brancas

Título: A Casa dos Dias Felizes
Autor: Nancy Thayer
PVP: 16,90 € 
N.º de Páginas: 384 

Sobre o livro:
A Casa dos Dias Felizes é o novo livro de Nancy Thayer, a autora do romance do verão passado A Praia da Memória. Juntando três gerações de mulheres fortes, cada qual debatendo-se com decisões cruciais, o luminoso romance de Nancy Thayer prova ao leitor que, independentemente dos caminhos por onde a vida os conduz, o amor arranja sempre forma de os guiar até casa.

Citação do dia:

23 de julho de 2012

COMUNICADO DE IMPRENSA: Morreu José Hermano Saraiva

O historiador José Hermano Saraiva, morreu na passada sexta-feira, dia 20 de Julho, aos 92 anos, vítima de doença prolongada. 
Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas (1941) e em Ciências Jurídicas (1942) começou a sua carreira profissional como professor e advogado. Durante o Estado Novo foi Ministro da Educação (1968-1970) período durante o qual enfrentou a crise académica de 1969. Foi também embaixador de Portugal no Brasil (1972-1974). 
No pós 25 de Abril tornou-se conhecido pela sua colaboração com a RTP em programas como "Gente de Paz", "O Tempo e a Alma", "Histórias que o Tempo Apagou" e, mais recentemente, a "Alma e a Gente". Grande comunicador, José Hermano Saraiva, contribuiu em larga escala para divulgação da História de Portugal, tendo-se destacado também como escritor de diversas obras de história. 
Na Europa-América contam-se os seguintes títulos: /História de Portugal,/ /Vida Ignorada de Camões/, /Ditos Portugueses Dignos de Memória/ e, o mais célebre de todos, /História Concisa de Portugal,/ na sua 25ª edição, traduzido para diversas línguas e adoptado no Ensino Secundário e Superior.

A Porta do Sol, de Elias Khoury, a 3 de agosto nas livrarias

Citação do dia:

22 de julho de 2012

Opinião - Há sempre um Amanhã


 
Título: Há sempre um Amanhã
Autor:Anita Notaro
Editora: Quinta Essência

Sinopse:
A maior parte das pessoas consegue lembrar-se de um momento decisivo na sua vida. Uma fração de segundo quando o tempo parou e a vida mudou para sempre. Para Lily Ormond, esse momento chegou ao fim de um dia, quando foi abrir a porta e descobriu que, enquanto estava a esmagar alho e alecrim e assistir a telenovelas, a sua irmã gémea Alison se tinha afogado. Foi difícil conciliar-se com a perda da única irmã e melhor amiga, e mais ainda tornar-se mãe de Charlie, o filho de Ali com três anos de idade, mas descobrir que a sua irmã gémea levava uma vida secreta havia anos quase destruiu Lily... E assim começa uma viagem relacionada com quatro homens que tinham feito parte de uma vida que ela nem sabia existir. Uma viagem que obriga Lily a reconciliar-se com a memória do pai que nunca se importou realmente com ela, com uma criança que precisa muito de si e com uma irmã que não era o que parecia.

Opinião por Mónica Durão:
O que realmente achei é que este livro é uma lição de vida e coragem e que de facto existe sempre um Amanhã apesar de todas as adversidades.
As personagens são extremamente cativantes do inicio ao fim, dão-nos sempre vontade de saber como se irão desenrolar as histórias dos diferentes casais e queremos sempre ver uma Lily pronta para tudo o que tem que descobrir. Confesso que no final do livro pensei que ela ficasse mais chocada quando descobriu a verdade sobre a irmã, porém ao longo da história ela foi sendo preparada para o choque. A relação que Lily vai desenvolvendo com os diferentes amantes das irmã e como a entrada dela na vida deles muda o percurso dessa mesmo vida, dá vontade de ler sem parar. E depois temos a criança, encantador Charlie , que é um menino como todos os outros mas perdeu a mãe.
Basicamente adorei o livro, li bastante rapidamente e lia de novo com certeza. Foi uma das minhas aquisições da Feira do Livro deste ano que realmente valeu a pena.

21 de julho de 2012

Citação do dia:

Opinião - A Rainha Corvo

Título: A Rainha Corvo  
Autor: Jules Watson  
Editora: Bertrand  

Sinopse: 
Maeve nasceu para ser um joguete que o seu pai poderia usar como bem entendesse de forma a manter as suas terras em segurança. Forçada a casar-se, os seus desejos nunca foram respeitados. Mas o espírito livre de Maeve não irá suportar muito mais as maquinações do seu novo marido, Conor, o astucioso rei de Ulster. Quando a morte do seu pai deixa a sua terra natal à mercê de senhores gananciosos e das forças de Conor, Maeve apercebe-se de que precisa de usar o seu próprio poder de modo a travá-los. Com perícia e inteligência, Maeve prova que é igual a qualquer outro guerreiro no campo de batalha e, para combater a perigosa magia dos mais antigos deuses, procura ajuda junto a Ruán, um druida errante, cuja paixão inesperada e estranha ligação ao mundo dos espíritos revelam a Maeve a verdade sobre si mesma, colocando-a em guerra com o seu dever e o seu destino. 

Opinião por Rita Verdial:
A Rainha Corvo conta-nos a história da grande rainha celta Maeve que, neste livro, se inicia com os primeiros acontecimentos de A Lenda do Cisne. Durante grande parte do livro observamos um entrechocar de eventos observados em A Lenda do Cisne e no presente livro, A Rainha Corvo. O que à primeira vista podia parecer um recontar da mesma história, não o é de todo, é antes o contar de uma outra lenda passada na mesma época, que complementa ou é complementada pela outra.
Maeve sempre foi uma mulher forte, forçada a subjugar-se num mundo de homens e a seguir os interesses do pai através dos casamentos indesejados que este lhe arranjava. Teve de suportar muito, desde homens que abominava, actos de violência e mesmo a dolorosa perda dos filhos. No entanto Maeve possui um espirito selvagem e atinge o seu ponto de rotura: não está mais disposta a ser usada como um objecto para atingir um fim e muito menos se esse fim prejudicar o seu povo. Não tolerará as maquinações do seu novo marido, o rei Conor de Ulaid, que se torna o seu grande ódio de estimação e faz com que se transforme numa grande guerreira, capaz de tudo para defender o seu povo, inclusive pôr de parte o desejo por amor e carinho que nunca teve.
Como em qualquer boa história do género o sobrenatural e o divino marcam bem a sua presença, neste caso através dos antigos deuses pagãos e dos sídhe. Envolvem-nos e conquistam-nos com os seus mistérios, bênçãos e maldições e trazem um ar místico a toda a narrativa, intrigando e por vezes iluminando as nossas mentes e a dos próprios personagens em determinadas questões. Neste campo de misticismo entram também os sábios druidas, adquirindo Ruán um papel extremamente importante para o futuro de Erin pelo simples facto de cruzar do seu caminho com o de Maeve.
Rúan e Maeve, são personagens muito bem conseguidas que para além de possuírem grandes qualidades, possuem também as suas fraquezas e defeitos, o que os torna bastante reais para o leitor, pois tanto somos capazes de aplaudir os seus feitos, como de repudiar certos pensamentos e atitudes. Isto não é só verdade para os protagonistas, como também o é para muitas personagens secundárias que enriquecem sobremaneira toda a narrativa, como o grande herói Cúchulainn e alguns dos seus companheiros do Redbranch, por exemplo.
 Neste livro a autora conseguiu manter um ritmo mais equilibrado, sem grandes altos e baixos e momentos muito parados, o que o diferencia bem de A Lenda do Cisne, conferindo-lhe mais pontos positivos em relação a este.
Todos os momentos da obra são ricamente descritos, sendo de salientar as belíssimas movimentações cintilantes da Fonte e as emocionantes batalhas que são relatadas de forma vívida e com pormenor, chegando por vezes ao ponto de nos deixar com o coração nas mãos na espectativa do que pode vir a acontecer. A Rainha Corvo é uma história bela e cativante, que enaltece a honra, a coragem e o sacrifício e traz um fim bastante adequado a toda esta trama baseada nas lendas irlandesas do Ciclo de Ulster.

20 de julho de 2012

Citação do dia:

Opinião - Branco


 
Título: Branco
Autor: Rosie Thomas
Editora: Saída de emergência

Sinopse:
Um livro que nos mostra os limites do sacrifício humano,a auto-confiança, e o poder da compaixão. 
Dois homens que enfrentam os seus demónios e uma mulher que persegue o seu próprio sonho. Para Sam MacGrath um encontro fugaz com uma jovem num voo turbulento, é o suficiente para lhe mudar a vida. Loucamente atraído por ela, cede ao seu impulso e decide segui-la até ao Nepal. A jovem Finch Buchanan ingressa numa expedição aos Himalaias como médica, mas quando chega, reencontra um homem que nunca conseguiu esquecer. Al Hood fez uma promessa à filha: se conquistar o pico desta montanha,deixará a escalada para sempre. 
O Evereste eleva-se sobre o grupo, lindo e silencioso. Contra as ameaças do clima e da altitude, ergue-se a paixão e a força de vontade. As relações intensas entre Finch, Al e Sam, começam a desenrolar-se... Perante tamanho desafio, as consequências podem ser trágicas.

Opinião por Ana Rita Domingos:
Há histórias que gostávamos que fossem reais. Há histórias que nos fazem sonhar, afastando-nos da realidade, durante horas incontáveis. E há histórias que nos marcam pela sua profundidade! Foi o que aconteceu ao ler este livro. Contava que fosse somente mais um de entre tantos… mas tocou-me como já não me acontecia há tanto tempo. 
A contar com uma leitura leve, de uma autora a quem já havia ouvido boas críticas, esperava umas horas de uma leitura calma, sem grandes sobressaltos. O que encontrei foram horas de uma escrita ricamente conseguida, firmemente assente numa pesquisa profunda do mundo do alpinismo. Neste campo, Thomas conseguiu distinguir-se de outras leituras que já tive deste género, com uma pesquisa cuidada de terminologia que, mal empregue ou mal fundamentada, poderia levar leitores leigos na temática do montanhismo a perderem-se em termos incompreensíveis ou desconexos. 
Mas, saudada a capacidade da autora em empregar de forma concisa o seu trabalho de pesquisa antes de construção do livro devo, igualmente, debruçar-me sobre o que tornou, na minha opinião, este livro tão marcante. Se é certo que todos temos sonhos, esperanças de grandes realizações pessoais, ânsia de feitos marcantes, Thomas conseguiu traduzir esse humanismo para os seus personagens, um grupo deveras heterogéneo mas, de facto, com grandes ambições: o cume dos Himalaias, o Evereste. 
Com o imponente colosso como principal cenário deste livro, Thomas foi capaz de transportar um grupo de destemidos alpinistas para o topo do mundo, sem romantismos literários, sem grandes heroísmos fantasiosos, sem milagrosas conquistas inimagináveis. Em oposição, mostrou uma realidade sofrida e enfrentada por centenas de homens e mulheres de todo o mundo, as lutas diárias e as privações, o cansaço e o desgaste físico e mental, o frio ardente que rouba os mais desafortunados ou incautos levando-os a amputações dos membros. E depois de conquistas com que muitos de nós apenas podem sonhar, o regresso a casa, à família e aos amigos, o regresso com uma parte do corpo perdida para sempre e a sombra da morte a ensombrar o olhar. No fundo, uma reflexão sobre a barreira da morte a um futuro de sonho e esperança…

19 de julho de 2012

VOGAIS: Sabedoria de Pediatra . Coração de Mãe

Das mães espera-se que façam tudo: tenham bons ordenados, criem superfilhos, sejam ótimas esposas, mantenham uma casa perfeita, façam voluntariado, e tudo isso conservando uma aparência bela e jovem. Às mães solteiras exige-se ainda mais. Este livro destina-se às mulheres que, na pele de mãe, mesmo «fazendo o seu melhor», nunca conseguem agradar a toda a gente.

Livro/Convite: "Cavaco Versus Cavaco" - Será que sabemos tudo sobre o atual Presidente da República?

Citação do dia:

Opinião - Razões do coração


 
Título: Razões do coração 
Autor: Álvaro Guerra 
Editora: Dom Quixote

Sinopse: 
Na vila de Mafra ocupada pelo exército de Junot, durante o ano de 1808, desvendam-se as faces escondidas da paixão e da utopia. Romance de amores e ódios, de esperanças e desesperos, Razões de Coração culmina nos grandes sobressaltos das guerrilhas do Norte, das batalhas da Roliça e do Vimeiro e das perseguições aos jacobinos. Álvaro Guerra leva-nos em visita apaixonante a esse tempo conturbado, quando o país crepitava na fogueira de conflitos em que se jogavam a sua soberania e o seu futuro. A saga familiar iniciada neste romance prolonga-se no tempo com o livro A Guerra Civil.


Opinião por Celina Rodrigues: 
Foi interessante ler um relato diferente de uma guerra que aconteceu e afectou Portugal. As invasões napoleónicas trouxeram franceses e ingleses ao nosso país. Mas mesmo nesse período conturbado, as vidas das pessoas continuaram, amores nasceram, e histórias seguiram-se. A camponesa que foge com um espanhol, a burguesa que casa com um militar francês, o pintor que ajuda a francesa a satisfazer os seus desejos, o frade comilão que não cumpre o voto de castidade. São estas algumas das histórias apresentadas em "Razões do coração", de Álvaro Guerra. E não posso deixar de referir que, tal como as tropas de Napoleão Bonaparte, a história passa pela região Oeste, mencionando muitas localidades que ainda hoje assinalam as batalhas que houve nessas localidades.

18 de julho de 2012

Passatempo - Razões de Saúde

A D'Magia em parceria com a Fim de Século para oferecer dois exemplares de "Razões de Saúde" de Manuela Ivone Cunha e Jean-Yves Durand.

Sinopse:
Na vida quotidiana, invocar “razões de saúde” permite justificar um comportamento de ruptura em relação a expectativas sociais ou a determinados compromissos. “Razões” são, neste caso, causas ou constrangimentos incontroláveis que se opõem à acção consciente e racional de um indivíduo. Esta tensão é constitutiva do eixo principal deste volume.
Quer a apropriação leiga do conhecimento pericial, por exemplo da medicina, e o escrutínio da sua adequação à luz da experiência pessoal, quer a diversificação das opções disponíveis alargam as margens de autonomia individual. Mas as novas formas de agir no quotidiano que aqui se evidenciam relevam também de outras recomposições mais amplas na relação com diversas tutelas, com poderes institucionais e com o Estado. A etnografia de práticas terapêuticas e da administração do corpo, desde as opções vacinais à gestão pessoal de medicamentos, drogas e alimentos, passando pela gestão de algo tão elusivo como o sono, põe em evidência tendências que atravessam as sociedades contemporâneas.

Para te habilitares a ser um dos vencedores envia os teus dados pessoais (incluíndo o nome, morada, e nick de seguidor do blogue), com o assunto "Saúde", até ao dia 2 de Agosto, para literatura@dmagia.net.

Regras do passatempo:
1) Ser seguidor do blogue.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome e email.
4) Participações sem menção ao nick de seguidor do blogue não serão validadas. Atenção: o que é pedido é o nick de seguidor do blogue e não do facebook
5) Condições e Termos de Participação estão em www.dmagia.net/faq.html.

Chicago, romance do egípcio Al Aswany, a 20 de julho nas livrarias

Opinião - Monte dos Vendavais

 
Título: Monte dos Vendavais
Autor: Emily Brontë
Editora: Editorial Presença

Sinopse:
O Monte dos Vendavais é uma das grandes obras-primas da literatura inglesa. Único romance escrito por Emily Brontë, é a narrativa poderosa e tragicamente bela da paixão de Heathcliff e Catherine Earnshaw, de um amor tempestuoso e quase demoníaco que acabará por afectar as vidas de todos aqueles que os rodeiam como uma maldição. Adoptado em criança pelo patriarca da família Earnshaw, o senhor do Monte dos Vendavais, Heathcliff é ostracizado por Hindley, o filho legítimo, e levado a acreditar que Catherine, a irmã dele, não corresponde à intensidade dos seus sentimentos. Abandona assim o Monte dos Vendavais para regressar anos mais tarde disposto a levar a cabo a mais tenebrosa vingança. Magistral na construção da trama narrativa, na singularidade e força das personagens, na grandeza poética da sua visão, nodoso e agreste como a raiz da urze que cobre as charnecas de Yorkshire, O Monte dos Vendavais reveste-se da intemporalidade inerente à grande literatura. 

Opinião por Célia Loureiro: 
O Monte dos Vendavais é um daqueles títulos de livro que chegam a toda a gente, inclusive a quem não costuma ler. Eu não fazia ideia do que se tratava, mas o mais próximo que pensei estar da verdade foi ao compará-lo com o E Tudo o Vento Levou. Estava enganada porque ambos os livros são sobre guerra – a obra prima da Mitchell fala sobre a Guerra de Secessão na América, enquanto o Monte dos Vendavais fala sobre uma série de guerras interiores, praticamente tão extensos no acompanhamento de personagens um quanto o outro. Refiro ainda que ambas as mulheres, Mitchell e Brönte, publicaram apenas uma obra e que estas fazem parte dos melhores círculos da literatura internacional. 
Quanto ao Monte dos Vendavais, para quem nunca ouviu falar do livro – ou para quem, como eu, já tinha ouvido falar mas sem encetar a viagem necessária pelas suas páginas – é a história de duas famílias, os Earnshaw e os Linton, conspurcada por um amor diabólico entre duas pessoas. Duas pessoas que foram incapazes de se abrir uma perante a outra. Talvez um título adequado para este romance fosse “Orgulho e Preconceito”, porque os há aqui mais do que na obra da Jane Austen assim baptizada. É a história de como os piores sentimentos germinam nos peitos rancorosos, incitados por mesquinhezes e ódios, e estas pessoas se tornam sedentas de vingança. É sobre vingança, sim. É sobre tirar o que se pôde a quem nos fez mal, sobretudo aquilo que lhe sabemos ser mais valioso. A Emily prestou-se a um mergulho a fundo na natureza humana, e emergiu dela para este romance com o pior que lá encontrou. 
Acho que a Emily fez uma aposta inteligente quando colocou a governanta do Monte dos Vendavais, Nelly Dean, a contar a história da família ao novo inquilino da Granja vizinha ao Monte, Mr. Lockwood. Depois é louvá-la, à Nelly pelas suas francas oscilações de humor, tão facilmente compreensíveis por qualquer humano que nem requerem explicação. E à Emily, por aceitar revelar o nível de introspecção que creio ter sido necessário para a construção deste livro em particular.